quinta-feira, 31 de julho de 2008

28b) FRUIT CIDER


Essa é uma cidra com adição de outras frutas ou suco de frutas – por exemplo, amora. Uma ‘cidra’ feita da combinação de suco de maçã e de pêra deveria ser incluída nessa categoria, já que não é nem Cider nem Perry.

Aroma/sabor: o caráter de cidra precisa estar presente e deve encaixar-se ao de outras frutas. É considerado falta se os adjuntos dominarem completamente . Uma cidra de fruta não deve ser como uma soda alcoólica. A oxidação é considerada falta.

Aparência: clara a brilhante. Cor apropriada à fruta adicionada, mas não deve mostrar características de oxidação. (as amoras, por exemplo, devem dar cor vermelho-arroxeado, não laranja).

Paladar: substancial. Pode ter presença significativa de taninos dependendo da fruta adicionada.

Impressão geral: como um vinho seco com sabores complexos. O caráter de maçã deve se casar com a fruta adicionada para que um não domine o outro.

Estatísticas vitais:

OG: 1.045 – 1.070 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 5 – 9%

Exemplos comerciais: West County Blueberry-Apple Wine, AEppelTreow Red Poll Cran-Apple Draft Cider, Bellwether Cherry Street, Uncle John’s Fruit Farm Winery Apple Cherry Hard Cider


Ilustra o espaço de hoje o rótulo da AEppelTreow Red Poll Cran-Apple Draft Cider, também encontrada em http://www.aeppeltreow.com/draft_ciders.htm

Continua amanhã a família Specialty Cider and Perry com o subestilo Apple Wine. Até lá!

Cheers!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

28) SPECIALTY CIDER AND PERRY 28a) NEW ENGLAND CIDER

Essa família inclui bebidas feitas com a adição de condimentos e/ou outras frutas, aquelas feitas com volumes substanciais de fontes de açúcares para aumentar a gravidade inicial e a bebida feita de uma combinação de suco de maçã e pêra (também chamado de ‘pider’).As mesmas características gerais e descrições de faltas se aplicam às Specialty Ciders bem como às Standard Cider, com exceção dos adjuntos permitidos.

Essa é uma Cider feita com maçãs características de New England por sua acidez relativamente alta, com adjuntos para aumentar os níveis de álcool.

Aroma/sabor: uma saborosa cidra seca com robusto caráter de maçã, forte teor alcoólico e sabores derivados de adjuntos de açúcar.

Aparência: clara a bilhante, cor pálida a amarelo médio.

Paladar: substancial, alcoólico. Tanino moderado.

Impressão geral: corpo e caráter substancial.

Comentários: adjuntos podem incluir açúcar branco e mascavo, melado, pequenos volumes de mel e ameixa-seca. Dos adjuntos se espera um aumento de gravidade inicial bem acima daquele que pode ser alcançado pelo uso isolado de maçãs. Esse estilo se utiliza por vezes de envelhecimento em barris, caso este em que há caráter de carvalho, como em vinhos envelhecidos em barris. Se o barril foi anteriormente usado para envelhecer bebidas destiladas de forte teor alcoólico, algumas notas de sabor de tais bebidas (ex: whisky ou rum) também podem estar presentes, mas devem ser sutis.

Variedades: Northern Spy, Roxbury Russet, Golden Russet

Estatísticas vitais:

OG: 1.060 – 1.100 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 7 – 13%

Exemplos comerciais: não há exemplos comerciais conhecidos de New England Cider.

Continua amanhã a família Specialty Cider and Perry com o subestilo Fruit Cider. Até lá!

Cheers!

terça-feira, 29 de julho de 2008

27e) TRADITIONAL PERRY


A Perry tradicional é feita de peras cultivadas especificamente para esse propósito, não para comer ou cozinhar. Muitas ‘peras para perry’ são inapropriadas para consumo.

Aroma/sabor: há um caráter de pêra, mas não obviamente frutado. Ele tende àquele de um vinho branco jovem. Está presente um ligeiro amargor.

Aparência: ligeiramente turva a clara. Geralmente bem pálida.

Paladar: relativamente encorpada, moderado a alto tanino aparente como adstringência.

Impressão geral: alta presença de taninos. Média a média-doce. Parada a levemente borbulhante. Apenas uma acetificação muito leve é aceitável. Caráter de rato, corda e óleo são faltas sérias.

Variedades: Butt, Gin, Huffcap, Blakeney Red, etc.

Estatísticas vitais:

OG: 1.050 – 1.070 FG: 1.000 – 1.020 ABV: 5 – 9%

Exemplos comerciais: Poire Authentique e Granit, Christian Drouin Poire, Gwatkin Blakeney Red Perry, Oliver’s Blakeney Red Perry e Dry Perry

Ilustra o espaço de hoje a Christian Drouin Poire, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/christian-drouin-poire/53904/

E assim termina a família Standard Cider and Perry. Amanhã começa a família Specialty Cider and Perry, com o subestilo New England Cider. Até lá!

Cheers!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

27d) COMMON PERRY


A Common Perry é feita com frutas culinárias/de mesa.

Aroma/sabor: há um caráter de pêra, mas não obviamente frutado. Tende em relação àquele de um vinho branco jovem. Sem amargor.

Aparência: ligeiramente turva a clara. Geralmente bem pálida.

Paladar: relativamente encorpado, baixo a moderado teor de taninos, aparentes como adstringência.

Impressão geral: suave. Médio a médio-doce. Parado a levemente borbulhante. Apenas uma acetificação muito leve é aceitável. Caráter de rato, corda e óleo são faltas sérias.

Variedades: Bartlett, Kiefer, Comice, etc.

Estatísticas vitais:

OG: 1.050 – 1.060 FG: 1.000 – 1.020 ABV: 5 – 7%

Exemplos comerciais: [US] White Winter Hard Pear Cider (WI), AEppelTreow Perry (WI), Blossomwood Laughing Pig Perry (CO), Uncle John’s Fruit House Winery Perry (MI)

Ilustra o espaço de hoje o rótulo da AEppelTreow Perry, exemplar também localizado em http://ratebeer.com/beer/aeppeltreow-perry/67670/

Termina amanhã a família Standard Cider and Perry, com o subestilo Traditional Perry. Até lá!

Cheers!

sábado, 26 de julho de 2008

27c) FRENCH CIDER


Normalmente inclui estilos da Normandia mais cidras inspiradas por esses estilos, incluindo cidras feitas por várias técnicas para atingir o perfil de sabor francês. Essas cidras são feitas com variedades de maçã agridoces e amargas-agudas, cultivadas especificamente para o feitio de cidra. Procedimentos franceses tradicionais usam pequenos volumes de sal e compostos de cálcio (clorito e carbonato de cálcio) para auxiliar no processo de coagulação da pectina. Esses compostos podem ser usados na pré-fermentação, mas em quantidade limitada.


Aroma/sabor: caráter/aroma frutado, que pode vir de uma fermentação lenta (na técnica francesa de ‘défécation’) ou aproximada, com adoçamento reverso feito com suco. Tende a uma rica complexidade.

Aparência: clara a brilhante, cor dourado-médio a dourado-escuro.

Paladar: médio a encorpado, preenche a boca. Taninos moderados aparentes principalmente na forma de adstringência. Carbonatação moderada a semelhante a de um Champagne. Em níveis mais altos não deve ser borbulhante nem espumante.

Impressão geral:média a doce, encorpada, rica.

Variedades: Nehou, Muscadet de Dieppe, Reine dês Pommes, Michelin, etc.

Estatísticas vitais:

OG: 1.050 – 1.065 FG: 1.010 – 1.020 ABV: 3 – 6%

Exemplos comerciais: [US] West County Reine de Pomme (MA), Rhyne Cider (CA); [France] Eric Bordelet (várias), Etienne Dupont, Etienne Dupont Organic, Bellot


Ilustra o espaço de hoje a Bordelet Poire Granit, exemplar também localizado em

http://ratebeer.com/beer/bordelet-poire-granit/28469/


Continua depois de amanhã a família Standard Cider and Perry com o estilo Common Perry. Até lá!

Cheers!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

27b) ENGLISH CIDER


Essa categoria inclui o estilo English West Country mais cidras inspiradas por aquele estilo. Essas cidras são feitas com variedades agridoces e amargas-agudas, cultivadas principalmente para o feitio de Ciders.

Aroma/sabor: sem caráter manifesto de maçã, mas vários sabores e ésteres que a sugerem. Pode ter caráter de bacon defumado de uma combinação de variedades de maçã e MLF. Podem estar presente algumas notas de ‘curral’, que não devem ser dominantes. A comum e ligeira nota de curral presente em uma cidra English West Country é resultado de uma bactéria do ácido lático, não uma contaminação de Brettanomyces.

Aparência: ligeiramente turva a brilhante. Coloração dourado-médio a dourado-escuro.

Paladar: encorpada. Tanino moderado a alto aparente, bem como adstringência e algum amargor. Carbonatação parada a moderada, nunca alta ou borbulhante.

Impressão geral: geralmente seca, encorpada, austera.

Variedades: Kingston Black, Stoke Red, Dabinett, Foxwhelp, Yarlington Mill, várias Jersey, etc.

Estatísticas vitais:

OG: 1.050 – 1.075 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 6-9%

Exemplos comerciais: [US] Westcott Bay Traditional Very Dry, Traditional Dry and Traditional Medium Sweet (WA), Farnum Hill Extra-Dry, Dry, and Farmhouse (NH), Wandering Aengus Dry Cider (OR), Red Barn Cider Burro Loco (WA),Bellwether Heritage (NY); [UK] Oliver’s Herefordshire Dry Cider, Dunkerton, Burrow Hill, Gwatkin Yarlington Mill, Aspall Dry Cider


Ilustra o espaço de hoje a Dunkerrtons Organic Medium Dry Still Cider, exemplar também localizado em http://ratebeer.com/beer/dunkertons-organic-medium-dry-still-cider/36119/


Continua amanhã a família Standard Cider and Perry com o subestilo French Cider. Até lá!


Cheers!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

27) STANDARD CIDER AND PERRY 27a) COMMON CIDER


Antes de começar essa nova subcategoria, algumas informações básicas comuns aos estilos:


A Cider (cidra) é suco de maçã fermentada. A Perry é suco de pêra fermentada.

Aroma e sabor:

- Ciders e Perries não necessariamente apresentam sabores e aromas excessivamente frutados – assim como não acontece com os vinhos em relação à uva. Estios mais secos de Cider em particular desenvolvem caráter mais complexo, mas menos frutado. Na verdade, um simples caráter de ‘refrigerante de maçã’ ou ‘cooler de vinho’ não é desejável.

- Alguns estilos de Cider exibem sabores ou aromas distintamente NÃO-frutados, como as sobrenotas de ‘bacon defumado’ presentes em uma Cider inglesa seca

- A doçura (açúcar residual, ou AR) de uma Cider ou Perry pode variar de absolutamente secas (sem AR) a de um vinho doce de sobremesa (10%+ AR). Em Ciders mais doces, outros componentes de sabor – particularmente acidez – precisam balancear a doçura. Há três categorias de doçura: a seca tEm menos de 0,9% de AR, o que corresponde a uma gravidade final específica de 1.002 ou menos. A média está na escala entre seca e doce (AR entre 0,9% e 4%, gravidade final entre 1.002 e 1.012 – é também caracterizada como semi-doce. A doce tem mais de 4% de AR, com gravidade aproximada acima de 1.012.

- A acidez é um elemento essencial – precisa ser suficiente para dar uma impressão limpa e refrescante sem enrugar a boca. Acidez (de ácidos málicos e, em alguns casos, láticos) não deve ser confundida com acetificação (se ácido acético – vinagre); o aroma acre e o formigamento na língua, característico da acetificação, é uma falta.

- Ciders e Perries apresentam variações consideráveis de taninos. Isso afeta tanto amargor quanto adstringência. Se produzidos a partir de frutas culinárias ou de mesa, serão tipicamente baixos; apesar disso, algum tanino é desejável para balancear o caráter. O caráter ajudado pelo tanino deve ser principalmente adstringente em vez de amargo. O amargor excessivo é uma falta (e freqüentemente se deve a técnicas de processamento, não às frutas usadas).

Aparência:

- A claridade pode variar de boa a brilhante. A falta de claridade borbulhante não é uma falta, mas partículas visíveis são indesejáveis. Em alguns estilos, uma falta ‘rústica’ de brilho é comum. As Perries são notoriamente difíceis de se clarear; como resultado, uma leve turbidez não chega a ser tida como falta. Entretanto, a presença de brilho tanto na Cider quanto na Perry geralmente indica o estágio inicial de contaminação lática e é uma falta importante.

- A carbonatação pode variar de inteiramente parada ao nível de champagne. Nenhuma ou pouca carbonatação caracteriza o termo ‘parada’. A carbonatação de nível médio é chamada petillant (ligeiramente borbulhante, espumante). Alta carbonatação é caracterizada borbulhante, espumante (sparkling). Nos níveis mais altos de carbonatação, a espuma pode ser retida por um curto período de tempo. Entretanto, espumas abundantes, borbulhantes e difíceis de se lidar são consideradas como falta.

Paladar:

- Em geral, Cidra e Perry têm paladar e riqueza semelhantes ao de um substancial vinho branco. Menos encorpada que uma cerveja. Ciders totalmente borbulhantes serão semelhantes a um Champagne

Ingredientes:

Variedades de maçã e pêra devem ilustrar exemplos comumente suados, e não ditar exigências no feitio do estilo. Em geral, adjuntos são proibidos, exceto onde especificamente permitidas em estilos em particular. Ajudas comuns de processamento, e enzimas, são geralmente permitidas contanto que não sejam detectadas na Cidra finalizada. O levedo usado deve ser natural (o levedo que ocorre nas própria fruta e/ou é retido no equipamento de produção) ou levedo cultivado. É permitida fermentação malolática, de ocorrência natural ou de cultura adicionada. Enzimas podem ser usadas para clareamento de suco antes da fermentação. Acido málico pode ser adicionado a um suco de baixa acidez para trazer a acidez até um nível considerado seguro para evitar contaminação bacteriana e sabores secundários.

- Sal de ácido sórbico pode ser adicionado no engarrafamento para estabilizar a cidra. Entretanto, qualquer aroma/sabor residual do uso errado ou excessivo desse sal (ex: nota de gerânio) é uma falta grave.

- A carbonatação pode ser natural (mantendo a pressão de CO2 através de processamento ou condicionamento na garrafa) ou adicionado (através de uma injeção de CO2)

27 a) COMMON CIDER

Uma cidra comum é feita de maçãs culinárias/de mesa, com maçãs selvagens/silvestres sendo freqüentemente usadas para balanço acidez/taninos.

Aroma/sabor: Cidra doces ou de baixo teor alcoólico pode ter aroma e sabor de maçã. Cidras secas serão mais parecidas com vinho com alguns ésteres. Açúcar e acidez devem combinar-se para dar um caráter refrescante, nem inebriante nem muito austero. Média a alta acidez.

Aparência: clara a brilhante, coloração pálida a dourado médio.

Paladar: corpo médio. Algum tanino pode estar presente para leve a moderada adstringência, com pequeno amargor.

Impressão geral: variável, mas deve ser uma bebida média e refrescante. Cidras doces não devem ser inebriantes. Cidras secas não devem ser muito austeras. Uma cidra ideal serve bem como uma bebida de degustação e acompanha bem uma ampla gama de pratos.

Variedades: Common (Winesap, Macintosh, Golden Delicious, Braeburn, Jonathan), multi-use (Northern Spy, Russets, Baldwin), crabapples, e qualquer variedade selvagem.

Estatísticas vitais:

OG: 1.045-1.065 FG: 1.000-1.020 ABV: 5-8%

Exemplos comerciais: [US] Red Barn Cider Jonagold Semi-Dry and Sweetie Pie (WA), AEppelTreow Barn Swallow Draft Cider (WI), Wandering Aengus Heirloom Blend Cider (OR), Uncle John’s Fruit House Winery Apple Hard Cider (MI), Bellwether Spyglass (NY), West County Pippin (MA), White Winter Hard Apple Cider (WI), Harpoon Cider (MA)

Ilustra a foto de hoje a Bellwether Spyglass, exemplar também encontrado em http://marketviewliquor.com/index-id-53287-a-1.01.html e http://www.ratebeer.com/beer/bellwether-spyglass-hard-cider/64611/

Têm seqüência amanhã a família Standard Cider and Perry com o subestilo English Cider. Até lá!

Cheers!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

26c) OPEN CATEGORY MEAD


Um Open Category Mead é uma bebida baseada em mel que combina ou ingredientes de dois ou mais das subcategorias de Mead, ou é um Mead histórico ou nativo (ex: tej, Meads poloneses), ou é um Mead que não se encaixa em qualquer outra categoria. Qualquer Mead experimental ou de especialidade usando fontes adicionais de fermentáveis (ex: xarope de borbo, melado, açúcar mascavo ou néctar de agave), ingredientes adicionais (ex: vegetais, licores, fumaça, etc.), processos alternativos (ex: congelamento, envelhecimento no carvalho) ou outros ingredientes, processos ou técnicas pouco usuais também podem ser apropriadas nessa categoria.

Aroma, aparência, sabor e paladar geralmente seguem as descrições padrão, ainda que todas as características possam variar. Já que uma ampla gama de entradas é possível, as características podem refletir combinações de elementos respectivos das várias sub-categorias usadas nesse estilo.

Impressão geral: esse Mead deve exibir o caráter de todos os ingredientes em graus variáveis e devem mostrar uma boa mistura ou balanço entre os vários elementos de sabor. Quaisquer ingredientes que tenham sido incluídos, o resultado deve ser identificável como uma bebida fermentada baseada em mel.

Exemplos comerciais: Jadwiga, Hanssens/Lurgashall Mead the Gueuze, Rabbit’s Foot Private Reserve Pear Mead, White Winter Cherry Bracket, Saba Tej, Mountain Meadows Trickster’s Treat Agave Mead, Intermiel Rosée

E assim termina a família Other Mead. Começa amanhã a família Standard Cider and Perry, com o subestilo Common Cider. Até lá!


Ilustra o espaço de hoje a Jadwiga Mead, exemplar também encontrado em http://www.liquidsolutions.biz/product/5901346111762.htm


Cheers!

terça-feira, 22 de julho de 2008

26b) BRAGGOT


O Braggot é um Mead feito com malte.

Aroma: dependendo da doçura, força e estilo base da cerveja, um sutil a distintamente identificável caráter de mel e cerveja (versões secas e/ou hidromel tenderão a ter menos aromáticos que versões doces e/ou Sack). O caráter de mel e cerveja/malte deve ser complementar e balanceado, embora nem sempre em um balanço equânime. Se uma variedade de mel for declarada, o aroma deve ter sutil a muito perceptível caráter peculiar refletindo o mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). Se um estilo base de cerveja ou tipo de malte for declarado, o aroma pode ter sutil a bem perceptível caráter refletivo do estilo da cerveja (diferentes estilos e maltes têm diferentes intensidades e caráter). Um aroma de lúpulo (qualquer variedade ou intensidade) é opcional; se presente, deve misturar-se harmoniosamente com os outros elementos. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: a descrição padrão não se aplica devido às características de cerveja. A claridade vai de boa a brilhante, embora muitas Braggots não sejam tão claras quanto outras Meads. Pequena a moderada espuma com alguma retenção é esperada. A cor varia de palha clara a marrom escuro ou preto, dependendo da variedade de malte e mel usada. A cor deve ser características do estilo de cerveja declarado e do mel usado. Versões mais fortes podem mostrar sinal de corpo (ex: lágrimas).

Sabor: exibe um caráter balanceado identificável tanto como cerveja quanto um Mead, embora a relativa intensidade de sabores seja grandemente afetada pela doçura, força, estilo-base da cerveja e variedade de mel usada. Se um estilo de cerveja for declarado, o Braggot deve ter algum caráter rastreável ao estilo, embora os sabores sejam diferentes devido à presença de mel. Se uma variedade de mel for declarada, o Braggot deve exibir sutil a destacado caráter peculiar (diferentes variedades têm diferentes intensidades). Braggots mais fortes e/ou mais doces devem ter maior intensidade de sabor que versões mais secas e de menor gravidade. Final e retrogosto irão variar com base no nível de doçura declarado (seco a doce), e pode incluir tanto componentes de cerveja quanto de Mead. Uma ampla gama de características de malte é permitida, de simples maltes básicos a ricos sabores tostados e de caramelo a sabores de chocolate preto e tostagem. Amargor e sabor de lúpulo podem estar presentes, e podem refletir qualquer variedade ou intensidade; entretanto, esse caráter opcional deve sempre ser sugestivo do estilo-base de cerveja e bem misturado com os outros sabores. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: a descrição padrão não se aplica devido às características de cerveja. Paladar suave sem adstringência. Corpo pode variar de moderadamente leve a encorpado, dependendo da doçura, força e do estilo-base da cerveja. Meads mais fortes serão mais encorpados. São indesejáveis corpos ralos ou aguados, bem como com doçura bruta e pegajosa. A carbonatação irá variar como descrito na descrição padrão.

Impressão geral: uma harmoniosa mistura de Mead e cerveja, com as características distintas de ambos. Uma ampla gama de resultados é possível, dependendo do estilo base da cerveja, variedade de mel e doçura e força gerais. Sabores de cerveja tendem a mascarar sabores típicos de mel encontrados em outros Meads.

Ingredientes: um Braggot é um Mead padrão feito com mel e malte, fornecendo sabor e extrato fermentável. Originalmente, e alternativamente, uma mistura de Mead e Ale. Um Braggot pode ser feito com qualquer tipo de mel e qualquer tipo de estilo de cerveja. O componente dmalte pode ser derivado de extratos de grãos ou malte. A cerveja pode ou não ser lupulada. Se quaisquer outros ingredientes além de mel e cerveja estiverem no Braggot, deve ser incluída na categoria Open Mead.

Comentários: também conhecido como “Bracket” ou “Brackett”. Os açúcares fermentáveis vêm de um balanço de malte ou extrato de malte e mel, embora o balanço específico esteja aberto à interpretação criativa dos cervejeiros.

Exemplos comerciais: Rabbit’s Foot Diabhal and Bière de Miele, Magic Hat Braggot, Brother Adams Braggot Barleywine Ale, White Winter Traditional Brackett


Ilustra o espaço de hoje a Magic Hat Braggot, exemplar também encontrado em http://ratebeer.com/beer/magic-hat-braggot/17379/


Termina amanhã a família Other Mead com o subestilo Open Category Mead. Até lá!

Cheers!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

26) OTHER FRUIT MEAD 26a) METHEGLIN


O Metheglin é um Mead condimentado.


Aroma: dependendo da doçura e da força, um sutil a distintamente identificável caráter de mel e erva/condimento (versões secas e/ou hidromel terão menos aromas que versões doces e/ou Sack). O caráter de erva/condimento deve exibir aromas distintos associados às ervas/condimentos em particular; entretanto, algumas ervas/condimentos (ex: gengibre, canela) têm aromas mais fortes e se destacam mais que outros (ex: camomila, lavanda) – permitem uma gama de caráter de erva/condimento e intensidade que vão de sutil a agressivo. O caráter de erva/condimento deve ser agradável e auxiliar, não artificial e inapropriadamente dominante (considerando o caráter da erva/condimento). Em um Metheglin misturado de erva/condimento, nem todas as ervas/condimentos podem ser individualmente identificável ou estarem presentes em igual intensidade. O aroma de mel deve ser perceptível e pode ter leve a significativa doçura, que pode expressar o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel for declarada, o aroma pode ter sutil a muito perceptível caráter peculiar, refletindo o mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). O bouquet deve mostrar um agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferidos. Versões mais fortes e/ou mais doces terão mais álcool e doçura no olfato. Algumas ervas e condimentos podem produzir fenólicos condimentados ou apimentados. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão, com exceção do fato que a cor usualmente não será afetada por condimentos e ervas (embora flores, pétalas e pimentas possam fornecer cores sutis; misturas de chás podem fornecer cores significativas).

Sabor: a intensidade do sabor de erva/condimento pode variar de sutil a alta; a intensidade do sabor de mel pode variar de sutil a alta; a doçura residual pode variar de nenhuma a alta; e o final pode oscilar de seco a doce, dependendo de qual nível de doçura tenha sido declarado (seco a doce) e que nível de força tenha sido declarado (hidromel a Sack). O caráter de um sabor distinto associado às ervas/condimentos em particular pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo (embora algumas ervas/condimentos possam não ser reconhecidos individualmente e possam servir apenas para adicionar uma complexidade secundária). Certas ervas e condimentos podem adicionar sabores amargos, adstringentes, fenólicos ou condimentos (quentes); se presentes, essas qualidades devem ser relacionadas aos ingredientes declarados (caso contrário, são consideradas faltas) e devem balancear e misturar-se com o mel, doçura e álcool. Os Metheglin que contêm mais que uma erva/condimento devem ter um bom balanço entre diferentes ervas/condimentos, embora algumas ervas/condimentos tendam a dominar o perfil do sabor. Um Metheglin pode ter sutil a forte caráter de mel, e pode exibir perceptível a destacado caráter peculiar se um tipo variado de mel for declarado (diferentes variedades têm diferentes intensidades). A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: se aplica a descrição padrão. Algumas ervas ou condimentos podem conter taninos que adicionar um tanto de corpo e alguma adstringência, mas esse caráter não deve ser excessivo.

Impressão geral: em exemplos bem feitos do estilo, as ervas/condimentos são tanto distintos como bem incorporados ao balanço mel-doce-ácido-tanino-álcool do Mead. Diferentes tipos de ervas/condimentos podem resultar em características amplamente diferentes, permitindo uma variação no produto final.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Um Metheglin é um Mead padrão feito com a adição de condimentos ou ervas. Meads feitos com flores (como o Rhodomel, feito com pétalas de rosa), chocolate, café, nozes ou pimenta chilli (capsimel/capsicumel) também podem ser inseridos nessa categoria, bem como Meads feitos com uma mistura de condimentos. Se condimentos forem usados em combinação com outros ingredientes como frutas, cidra ou outros fermentáveis, então o Mead deve ser incluído na categoria Open Mead.

Comentários: frequentemente, uma mistura de condimentos pode dar um caráter maior que a soma de suas partes. Os melhores exemplos desse estilo usam ervas/condimentos sutilmente e quando mais de um é usado, eles são cuidadosamente selecionados de modo que se misturem harmoniosamente.

Exemplos comerciais: Bonair Chili Mead, Redstone Juniper Mountain Honey Wine, Redstone Vanilla Beans and Cinnamon Sticks Mountain Honey Wine, Long Island Meadery Vanilla Mead, iQhilika Africa Birds Eye Chilli Mead, Mountain Meadows Spice Nectar


Ilustra o espaço de hoje o Mountain Meadows Spice Nectar, exemplar também localizado em

http://ratebeer.com/beer/mountain-meadows-spice-nectar/34875/


Continua amanhã a família Other Mead com o subestilo Braggot. Até lá!

Cheers!

sábado, 19 de julho de 2008

25c) OTHER FRUIT MELOMEL


Aroma: dependendo da doçura e força, um sutil a distintamente identificável caráter de mel e fruta (versões secas e/ou hidromel tenderão a ter menos aromas que versões doces ou Sack).O caráter de fruta deve exibir aromas distintos associados a uma fruta em particular; entretanto, algumas frutas (ex: framboesa, morango) – permitem uma escala de caráter e intensidade de fruta que vai de sutil a agressiva. O caráter de fruta deve ser agradável e auxiliar, não artificial e inapropriadamente dominante (considerando o caráter da fruta). Em um Melomel de fruta misturado, nem todas as frutas podem ser individualmente identificável ou apresentarem intensidades iguais. O aroma de mel deve ser perceptível e pode ter leve a significativa doçura que pode expressar o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel for declarada, o aroma pode ter sutil a bem perceptível caráter peculiar, refletindo o mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). O bouquet deve mostrar agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis. Versões mais fortes e/ou mais doces trarão mais álcool e doçura ao nariz. Algum azedume pode estar presente se já existir naturalmente na fruta usada, mas não deve ser inapropriadamente intenso. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão, exceto com relação a cor, que pode assumir uma ampla gama de cores, dependendo da variedade das frutas e méis usados. Para variedades de cor clara com frutas que exibam cores distintas, a coloração deve ser perceptível. A cor da fruta em uma Mead é freqüentemente mais clara que a carne da fruta em si e pode assumir tonalidades ligeiramente diferentes. Produtos feitos com frutas de cor mais clara também podem assumir a cor de méis particulares. Em Meads que produzem espuma, a mesma também pode assumir um pouco da fruta da cor.

Sabor: a intensidade dos sabores de fruta e mel pode variar de sutil a alta; a doçura residual pode variar de nenhuma a alta; e o final pode oscilar de seco a doce, dependendo do nível de doçura declarado (seco a doce) e o teor alcoólico declarado (Hidromel a Sack). Acidez natural e taninos em algumas frutas e a pele da fruta podem dar algum azedume e adstringência para balancear doçura, sabor de mel e álcool. Um Melomel pode ter sutil a forte caráter de mel, e pode apresentar perceptível a destacado caráter peculiar se uma variedade diferente de mel for declarada (diferentes variedades têm diferentes intensidades). O caráter de um sabor distinto associado à(s) fruta(s) em particular deve ser perceptível, e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O balanço da fruta com o Mead implícito é vital e o caráter de fruta não deve ser artificial nem inapropriadamente dominante. Em um Melomel de fruta misturado, nem todas as frutas podem ser identificáveis individualmente ou estarem presentes em iguais intensidades.

Paladar: se aplica a descrição padrão. A maioria será semelhante à vinho. Alguma acidez natural e/ou adstringência estarão por vezes presentes (de algumas frutas ou então da pele das mesmas) e ajuda a balancear a impressão geral. Os taninos da fruta podem dar corpo bem como alguma adstringência. Altos níveis de adstringência são indesejáveis. A acidez e os níveis de adstringência devem refletir um tanto da fruta usada.

Impressão geral: em exemplos bem feitos do estilo, a fruta é tanto distinta como bem incorporada ao balanço mel-doce-ácido-tanino-álcool do Mead. Diferentes tipos de fruta podem resultar em características amplamente diferentes; permitem uma variação no produto final.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Um Melomel é um Mead padrão feito com a adição de outras frutas ou suco de frutas. Deve haver uma atraente mistura de fruta e caráter de mel, mas não necessariamente em um balanço exato. Um Melomel pode ser feito com uma mistura de frutas; entretanto,um Melomel que é condimentado ou contém outros ingredientes deve ser incluído na categoria Open Mead. Tipos de Melomel feitos com maçã ou uva devem ser incluídos nas categorias Cyser ou Pyment, respectivamente.

Comentários: geralmente um bom balanço tanino-doçura é desejável, embora exemplos bem secos e bem doces existam. Algumas frutas, notavelmente mais escuras, como amoras, podem contribuir com uma presença de taninos semelhante à de vinhos tintos. Algumas propriedades oxidativas podem ser apropriadas em certos Meads de frutas, dando-lhes caráter de sherry ou vinho do Porto.

Exemplos comerciais: White Winter Blueberry, Raspberry and Strawberry Melomel, Redstone Black Raspberry and Sunshine Nectars, Bees Brothers Raspberry Mead, Intermiel Honey Wine and Raspberries, Honey Wine and Blueberries, and Honey Wine and Blackcurrants, Long Island Meadery Blueberry Mead, Mountain Meadows Cranberry and Cherry Meads


Ilustra o espaço de hoje o Mountain Meadows Cranberry Mead, exemplar também encontrado em http://ratebeer.com/beer/mountain-meadows-cranberry-mead/34876/


E assim termina a família Melomel. Amanhã começa a família Other Mead, com o subestilo Metheglin. Até lá!


Cheers!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

25b) PYMENT


O Pyment é um melomel feito com uvas (geralmente do suco).


Aroma: dependendo da doçura e da força, um sutil a distintamente identificável caráter de mel e uva/vinho (versões secas e/ou hidromel tenderão a ter menos aromas que versões doces ou mais fortes) O caráter de uva/vinho deve ser limpo e destacado; pode expressar uma cama de caráteres baseados em uva oscilando de uma frutagem sutil a um caráter singular de uva (se declarado) a uma complexa mistura de uva ou aromas de vinho. Algumas notas complexas, condimentadas, lembrando grama ou terra podem estar presentes (como no vinho). O aroma de mel deve ser perceptível, e pode ter leve a significativa doçura que pode expressar o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel for declarada, o aroma pode ter sutil a muito perceptível caráter peculiar, refletindo o uso de mel (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráteres). O bouquet deve mostrar um agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis. Versões mais fortes e/ou mais doces terão maior presença de álcool e doçura no olfato. Fenólicos ligeiramente condimentados de certas variedades de uva bordô são aceitáveis (ambas são opcionais). A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão, exceto em relação à cor, que pode oscilar de palha claro a roxo-vermelho escuro, dependendo da variedade de uvas e mel usada. A cor deve ser característica da variedade ou tipo de uva usada, embora variedades de uvas claras possam assumir cores derivadas da variedade de mel.

Sabor: a intensidade do sabor de uva/vinho e mel pode variar de sutil a alta; a doçura residual pode variar de nenhuma a alta; e o final pode oscilar de seco a doce, dependendo de qual nível de doçura tenha sido declarado (seco a doce) e que nível de teor alcoólico tenha sido declarado (Hidromel a Sack). A acidez natural e o tanino presente nas uvas podem ar algum azedume e adstringência para balancear doçura, sabor de mel e álcool. Uma Pyment pode ter sutil a forte caráter de mel e pode apresentar perceptível a destacado caráter peculiar se um mel variado for declarado (diferentes variedades têm diferentes intensidades). Dependendo da variedade de uva, alguns sabores frutados, condimentados, amanteigados, florais, lembrando grama, terra ou minerais, podem estar presentes. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: se aplica a descrição padrão. Lembra vinho. Alguma acidez natural está usualmente presente (das uvas) e ajuda a balancear a impressão geral. Taninos de uva e casca de uva podem ajudar a dar corpo, bem como alguma adstringência, embora esse caráter não deva ser excessivo. Envelhecimentos mais longos podem suavizar a adstringência proveniente dos taninos.

Impressão geral:o, com aromas limpos e frescos sendo preferrentes variedades temuito percepts (como no vinho). em exemplos bem feitos do estilo, a uva é tanto destacadamente vinhosa como bem incorporada ao balanço mel-doce-ácido-tanino-álcool do Mead. Versões brancas e vermelhas podem ser bem diferentes e a impressão geral deve ser característica do tipo de uvas usadas e sugestivas de um vinho variado similar.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Uma Pyment é um Mead padrão feito com adição de uvas ou suco de uva. Alternativamente, a Pyment pode ser um vinho caseiro baseado em uva e adocicado com mel, ou um Mead misturado com vinho caseiro baseado em uva depois da fermentação. Uma Pyment condimentada(hippocras) ou uma Pyment com outros ingredientes deve ser incluída na categoria Open Mead.

Comentários:deve haver uma mistura atraente da fruta e do caráter de mel, mas não necessariamente um balanço exato. Geralmente um bom balanço tanino-doçura é desejado, embora exemplos muitos secos e/ou doces existam.

Exemplos comerciais: Redstone Pinot Noir e White Pyment Mountain Honey Wines

Ilustra o espaço de hoje o White Pyment Mountain Honey Wine, exemplar também encontrado em http://www.redstonemeadery.com/store/catalog/White-Pyment-Honey-Wine-with-Grape-Wine-750-mL-p-8.html

Termina amanhã a família Melomel com o subestilo Other Fruit Mead. Até lá!


Cheers!


quinta-feira, 17 de julho de 2008

25) MELOMEL (FRUIT MEAD) 25a) CYSER


A Cyser é um melomel feito com maçãs (geralmente cidra).

Aroma: dependendo da doçura e da força, um caráter de maçã/cidra que vai de sutil a distintamente identificável (versões secas e/ou hidromel tenderão a ter menos aromas que as versões doces ou mais fortes). O caráter de maçã/cidra deve ser limpo e distinto; pode expressar uma gama de caráter baseado em maçã, oscilando de uma frutagem sutil a um singular caráter de maçã (se declarado) a uma complexa mistura aromática de maçãs. Algumas notas condimentadas ou lembrando terra podem estar presente, bem como um ligeiro caráter enxofrado. O aroma de mel deve ser perceptível e pode ter leve a significativa doçura que pode expressar o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel for declara, o aroma pode ter um caráter variado sutil a bem perceptível, refletivo do mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). O bouquet deve mostrar um agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis. Versões mais fortes ou mais doces terão maior teor de álcool e doçura no olfato. Fenólicos ligeiramente condimentados de certas variedades de maçã são aceitáveis, como se um leve caráter de diacetil proveniente de uma fermentação lática (ambos são opcionais). A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão, com exceção da cor, que pode oscilar de palha claro a âmbar dourado escuro (a maior parte vai de amarelo a dourado), dependendo da variedade de mel e da mistura de maçãs e cidras usada.

Sabor: a intensidade do sabor de maçã e mel pode variar de nenhuma a alta; a doçura residual pode variar de nenhuma a alta; e o final pode oscilar de seco a doce, dependendo de qual nível de doçura foi declarado (seco a doce) e de qual nível de força foi declarado (hidromel a forte). A acidez natural e o tanino presente nas maçãs podem dar algum azedume e adstringência para balançar doçura, sabor de mel e álcool. Uma Cyser pode ter um caráter de mel sutil a forte e pode apresentar um caráter específico perceptível a destacado se uma variedade diferente de mel for declarada (diferentes variedades têm diferentes intensidades). Fenólicos ligeiramente condimentados do uso de certas variedades de maçã são aceitáveis, bem como um leve caráter de diacetil proveniente de uma fermentação lática e ligeiro caráter de enxofre (todos são opcionais). A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: se aplica a descrição padrão. Geralmente se parece com vinho. Alguma acidez natural está usualmente presente (da mistura de maçãs) e ajuda a balancear a impressão geral. Algumas maçãs podem fornecer adstringência natural, mas esse caráter não deve ser excessivo.

Impressão geral: em exemplos bem feitos do estilo a fruta é tanto destacada como bem incorporada ao balanço mel-doce-ácido-tanino-álcool das Mead. Alguns dos melhores exemplos fortes têm o sabor e o aroma de um Calvados (brandy de maçã oriundo do norte da França) envelhecido, enquanto versões sutis e secas podem ter um sabor similar ao de muitos vinhos brancos finos.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. O Cyser é um Mead padrão feito com a adição de maçãs ou suco de4 maçã. Tradicionalmente, são feitos com a adição de mel a suco de maçã sem água adicional. Uma Cyser condimentada ou com outros ingredientes deve ser incluída na categoria Open Mead.

Comentários: deve haver uma mistura atrativa de fruta e mel, mas não necessariamente um balanço exato. Geralmente um bom balanço entre tanino e doçura é desejado, embora existam exemplos bem secos e doces. Produtos com relativamente baixa proporção de mel devem ser incluídos na categoria Specialty Cider.

Exemplos comerciais: White Winter Cyser, Rabbit’s Foot Apple Cyser, Long Island Meadery Apple Cyser



Ilustra o espaço de hoje o rótulo da White Winter Cyser, exemplar também encontrado em http://ratebeer.com/beer/white-winter-cyser/32223/

Continua amanhã a família Melomel com o subestilo Pyment. Até lá!

Cheers!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

24c) SWEET MEAD


Aroma: o aroma de mel deve dominar, frequentemente indo de moderadamente a fortemente doce e usualmente expressa o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel é declarada, o aroma pode ter um caráter específico que oscila entre sutil a muito perceptível, refletindo o mel (diferentes variedades tem diferentes intensidades e caráter). A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão.

Sabor: moderado a significativo caráter de mel, e pode apresentar moderado a destacado caráter específico se um mel variado for declarado (diferentes variedades têm diferentes intensidades). Moderada a alta doçura residual com final doce e encorpado (mas não pegajoso). Características enxofradas, severas ou levedadas são indesejáveis. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: se aplica a descrição padrão, embora o corpo geralmente vá de médio-cheio a cheio. Meads mais fortes serão mais encorpadas. Muitas se parecem com vinhos de sobremesa. Sensações de corpo não devem ser acompanhadas por doçura residual bruta e inebriante.

Impressão geral: similar em balanço, corpo, final e intensidade do sabor a um vinho de sobremesa bem feito (como o Sauternes), com uma agradável mistura de caráter de mel, doçura residual, suaves ésteres frutados e álcool limpo. Complexidade, harmonia e balanço de elementos sensoriais são bem desejáveis, sem inconsistências em cor, aroma, sabor ou retrogosto. O balanço apropriado de doçura, acidez, álcool e caráter de mel é a medida final essencial de qualquer Mead.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Meads tradicionais apresentam o caráter de um mel misturado ou de uma mistura de méis. Meads específicos apresentam o caráter distinto de certos tipos de mel. Meads para apresentações não contém aditivos.

Exemplos comerciais : Lurgashall Christmas Mead, Chaucer’s Mead, Rabbit’s Foot Sweet Wildflower Honey Mead, Intermiel Benoîte

Ilustra o espaço de hoje o rótulo de Intermiel Benoite, encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/intermiel-beno%EEte/41595/

E assim termina a família Traditional Mead. Começa amanhã a família Melomel (Fruit Mead), com o subestilo Cyser. Até lá!

Cheers!

terça-feira, 15 de julho de 2008

24b) SEMI-SWEET MEAD


Aroma: o aroma de mel deve ser perceptível e pode ter uma leve doçura que expressa o aroma do néctar de uma flor. Se uma variedade de mel é declarada, o aroma pode ter um caráter variado que oscila de sutil a muito perceptível, como reflexão do mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). A descrição padrão se aplica para o restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão.

Sabor: sutil a moderado caráter de mel e pode apresentar sutil a perceptível caráter variado se um mel variado é declarado (variedades diferentes têm intensidades diferentes). Doçura residual sutil a moderada, com final médio-seco. Características enxofradas, severas ou levedadas de fermentação são indesejáveis. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Paladar: a descrição padrão se aplica, embora o corpo seja geralmente médio-leve a médio-cheio. Meads mais fortes terão mais corpo. Sensações de corpo não devem ser acompanhadas de uma doçura residual que seja mais alta que moderada.

Impressão geral: similar em balanço, corpo, final e intensidade do sabor a um vinho branco semidoce (ou médio-seco), com uma agradável mistura de caráter de mel, leve doçura, suaves ésteres frutados e álcool limpo. Complexidade, harmonia e balanço de elementos sensoriais são mais desejáveis, sem inconsistências em cor, aroma, sabor ou retrogosto. O balanço apropriado de doçura, acidez, álcool e caráter de mel é a medida essencial de qualquer Mead.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Meads tradicionais apresentam o caráter de um mel misturado ou de uma mistura de méis. Meads específicos apresentam o destacado caráter de certos tipos de mel. Meads para apresentações não contêm aditivos.

Exemplos comerciais: Lurgashall English Mead, Redstone Traditional Mountain Honey Wine, Sky River Semi-Sweet Mead, Intermiel Verge d’Or and Mélilot

Ilustra o espaço de hoje o rótulo da Redstone Traditional Mountain Honey Wine, exemplar também encontrado em
http://ratebeer.com/beer/redstone-traditional-mountain-honey-wine/28299/

Termina amanhã a família Traditional Mead com o subestilo Sweet Mead. Até lá!

Cheers!


segunda-feira, 14 de julho de 2008

24) TRADICIONAL MEAD 24a) DRY MEAD


Antes de começar o subestilo desse novo estilo, algumas diretrizes gerais dos Mead devem ser consideradas:


Atributos importantes que precisam ser especificados:
Doçura: uma Mead pode ser seca, semi-doce ou doce. A doçura simplesmente se refere ao volume de açúcar residual na Mead. A doçura é freqüentemente confundidas com frutagem nas Mead secas. O corpo é relacionado à doçura, mas Meads secas também podem ter algum corpo. Meads secas não precisam ser extremamente secas. Meads doces não precisam ser pegajosamente doces e não devem ter caráter bruto e não fermentado de mel. A doçura independe da força.
Carbonatação: uma Mead pode ser parada, levemente espumante ou espumante. As Meads paradas não necessariamente são totalmente ‘chocas’; elas também podem apresentar bolhas bem pequenas. Meads levemente espumantes têm um volume moderado e perceptível de carbonatação. Meads espumantes/borbulhantes não chegam a jorrar, mas podem ter um caráter que vai de consistente a semelhante ao de champagnes e/ou refrigerantes.
Força: uma Mead pode ser categorizadas como Hydromel, padrão ou de força máxima. A força se refere ao teor alcoólico da Mead (e também ao volume de mel e fermentáveis usado para fazê-la). Meads mais fortes devem ter maior caráter de mel e corpo (bem como teor alcoólico) que Meads mais fracas, embora essa não seja uma regra estrita.
Variedade de mel: alguns tipos de mel tem forte caráter variado (aroma, sabor, cor, acidez).
Ingredientes especiais: diferentes subestilos podem incluir frutas, condimentos, malte, etc.
Aparência: a claridade vai de boa a brilhante. Exemplos claríssimos e refletivos com ‘meia-lua’ brilhante e distinta são altamente desejáveis. São indesejáveis partículas observáveis (até mesmo em exemplos claros). Exemplos altamente carbonatados usualmente terão espuma de curta duração, similares à de um champagne ou refrigerante. Alguns aspectos de formação de espuma ou bolhas que podem ser observados e comentados incluem tamanho (grande ou pequeno), persistência, quantidade, velocidade de formação e aparência ou qualidade da permanência da espuma. Os componentes de bolhas ou espuma irão variar grandemente dependendo do nível de carbonatação, ingredientes e tipo de Mead. Em geral, bolhas menores são mais desejáveis e indicam maior qualidade que as bolhas menores. As cor pode variar imensamente dependendo da variedade do mel e outros ingredientes opcionais (ex: fruta, malte). Algumas variedades de mel são quase claras, embora ou8tras possam ser marrom-escuras. A maior parte vai de cor de palha a dourado. Se nenhuma variedade de mel for declaradas, quase qualquer cor é aceitável. Se uma variedade de mel for declarada, a cor deve geralmente sugerir qual mel foi usado. Devem ser consideradas tonalidade, saturação e pureza da cor. Versões mais fortes podem mostrar sinais de corpo, mas níveis mais altos de carbonatação podem interferir nessa percepção.
Aroma: a intensidade do aroma de mel irá variar baseada na doçura e na força do Mead. Versões mais fortes ou mais doces podem ter um caráter mais forte de mel que em versões mais secas ou mais fracas. Variedades diferentes de mel têm diferentes intensidades e caráter; alguns (ex: folha de laranjeira, fagópiro) são mais identificáveis que outros (ex: abacate, folha de palmeira). O aroma pode ser similar ao de vinho e pode incluir notas frutas, florais ou condimentadas. O bouquet (aromas ricos e complexos surgem da combinação de ingredientes, fermentação e envelhecimento) devem mostrar um agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis a notas sujas, levedadas ou enxofradas. Um bouquet multifacetado, também conhecido como complexidade ou profundidade, é um atributo positivo. Aromas fenólicos ou de diacetil não devem estar presentes. Aromas severos ou químicos não devem estar presentes. Pode estar presente uma leve oxidação, dependendo da idade, e pode resultar em notas a la sherry, que são aceitáveis em níveis baixos a moderados. Um excessivo casráter de sherry é considerado falta na maioria dos estilos (exceto em certas especialidades polonesas, ou outros Meads almejando um caráter de sherry). É indesejável oxidação que resulte em um caráter que lembre papel. Aromas alcoólicos podem estar presentes, mas sobrenotas quentes, solventes ou irritantes são um defeito. A harmonia e o balanço de aroma e bouquet deve ser agradável e cativante.
Sabor: a intensidade do sabor do mel irá variar dependendo das doçura e da força do Mead. Versões mais fortes e mais doces terão sabor mais forte de mel que versões mais ecas e mais fracas. Diferentes variedades de mel têm diferentes intensidades e caráter; alguns (ex: flor de laranjeira, fagópiro) são mais identificáveis que outros (ex: açafroa, folha de palmeira). O nível de doçura residual irá variar com a doçura do Mead; Meads secos não terão açúcar residual, os doces terão doçura perceptível a destacadas, os semi-doces terão uma doçura balanceada. Em nenhum caso a doçura residual deve ser xaroposa, enjoativa ou parecer como mel não-fermentado. Quaisquer aditivos, como ácido ou tanino, deve incrementar o sabor de mel e dar balanço ao caráter geral do Mead, mas não ser excessivamente azedo ou adstringente. Sabores artificiais, químicos, severos, fenólicos ou amargos são defeitos. Carbonatação mais alta incrementa a acidez e dá uma ‘mordida’ ao final. O retrogosto deve ser avaliado; finais mais longos geralmente são mais desejados. Um sabor multifacetado, também conhecdido como co9mplexidade ou profundidade, é um atributo positivo. Levedo ou características de fermentação oscilam de zero a perceptíveis, com sabores de éster, limpos e frescos sendo mais desejáveis. Sabores de álcool devem ser suaves e bem envelhecidos, não severos ou solventes. Leve oxidação pode estar presente, dependendo da idade, mas um caráter excessivo de sherry ou papel deve ser evitado. Envelhecimento e condicionamento geralmente suaviza os sabores e cria um produto mais elegante, misturado e redondo sabores tendem a se tornar mais sutis com o passar do tempo e podem deteriorar-se com envelhecimento estendido.
Paladar: textura suave. Exemplos bem feitos freqüentemente terão elegante caráter de vinho. O corpo pode variar imensamente, embora a maioria seja médio-leve a médio-cheia. O corpo geralmente aumenta em Meads mais fortes/doces e por vezes pode ser bem encorpado e pesado. Similarmente, o corpo geralmente diminui com gravidades mais baixas e/ou Meads mais secas, e em alguns casos pode ser bem leve. Sensações de corpo não devem ser acompanhadas por uma doçura excessivamente pegajosa (até mesmo em Meads doces). Um corpo muito ralo ou aguado é também indesejável. Alguma acidez natural está geralmente presente (particularmente nas variedades baseadas em frutas). Baixos níveis de adstringência está presente em alguns casos (de frutas ou condimentos específicos, chá, aditivos químicos ou envelhecimento em carvalho). Acidez e ajuda de taninos balanceiam o níveis gerais de mel, doçura e apresentação de álcool. A carbonatação pode variar imensamente. Meads ‘parados’ podem ter um nível bem leve de carbonatação, Meads ligeiramente carbonatados podem ter bolhas perceptíveis e versões altamente carbonatadas podem ter níveis consistentes à semelhantes aos de champagne e refrigerantes. Altas carbonatações irão incrementar a acidez e dar uma ‘mordida ao final’. Uma presença aquecedora de álcool está presente com freqüência e esse caráter usualmente aumenta com o teor alcoólico (embora a sensação possa ser suavizada por um envelhecimento estendido).
Impressão geral: uma ampla gama de resultados é possível, mas exemplos bem feitos terão um adorável balanço de sabores de mel, doçura, acidez, taninos e álcool. Força, doçura e idade afetam grandemente a apresentação geral. Quaisquer ingredientes especiais devem ser bem misturados com os outros ingredientes e levam a um harmonioso produto final.
Ingredientes: o Mead é feito primariamente de mel, água e levedo. Alguns ajustes mínimos em acidez e taninos pode ser feitos com frutas cítricas, chá, químicos ou o uso de envelhecimento em carvalho; entretanto, esses aditivos não devem ser prontamente discerníveis no sabor ou aroma. Nutrientes de levedo podem ser usados mas não devem ser detectados.
Estatísticas vitais:
OG:
Hydromel: 1.035 – 1.0.80
Padrão: 1.080 – 1.120
Forte: 1.120-1.170
ABV:
Hydromel: 3.5 – 7.5%
Padrão: 7.5 – 14%
Forte: 14 – 18%
FG:
Seco: 0.990 – 1.010
Semi-doce: 1.010 – 1.025
Doce: 1.025 – 1.050
IBUs: é relevante apenas para a variedade Braggot, mas lúpulos para dar amargor são opcionais até mesmo nesse estilo.
SRM: basicamente irrelevante já que o mel vai de quase claro a marrom escuro. Melomel e Pyment podem ter tonalidade laranja, vermelha, Pink e/ou roxa. Os Cyser são quase sempre dourados. Os Braggots, de amarelos a pretos. Em todos os casos, a cor deve refletir os ingredientes usados (tipo de mel, fruta e/ou malte).

DRY MEAD


Aroma: o aroma de mel pode ser sutil, embora nem sempre identificável. Doçura ou significativo aroma de mel não deve ser esperado. Se uma variedade de mel for declarada, a variedade deve se destacar (se for perceptível). Diferentes tipos de mel têm diferentes intensidade e características. A descrição padrão se aplica para o restante das características.
Aparência: a descrição padrão se aplica.
Sabor: caráter sutil de mel (caso haja), e pode apresentar caráter variável sutil a perceptível se um mel variado for declarado (diferentes variedades tem diferentes intensidades). Nenhuma a mínima doçura residual com final seco. Características enxofradas, fortes ou levedadas de fermentação são indesejáveis. A descrição padrão se aplica para o restante das características.
Paladar: a descrição padrão se aplica, embora o corpo geralmente vá de leve a médio. Meads mais fortes serão mais encorpadas. A sensação de corpo não deve ser acompanhada por uma doçura residual perceptível.
Impressão geral: similar em balanço, corpo, final e intensidade do sabor a um vinho branco seco, com uma agradável mistura de caráter sutil de mel, suaves ésteres frutados e álcool limpo. Complexidade, harmonia e balanço de elementos sensoriais são mais desejáveis, sem inconsistências na cor, aroma, sabor e retrogosto. O balanço apropriado de doçura, acidez, álcool e caráter de mel é a medida final essencial de qualquer Mead.
Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Meads tradicionais apresentar o caráter de um mel misturado ou de uma mistura de méis. Meads variados apresentam o caráter distinto de certos tipos de mel. Meads para apresentações não contém aditivos.
Exemplos comerciais: Lurgashall Christmas Mead, Chaucer’s Mead, Rabbit’s Foot Sweet Wildflower Honey Mead, Intermiel Benoîte


Ilustra o espaço de hoje a Lurgashall Christmas Mead, exemplar também encontrado em



Continua amanhã a família Traditional Mead com o subestilo Semi-sweet Mead. Até lá!


Cheers!

domingo, 13 de julho de 2008

23) SPECIALTY BEER


Essa é explicitamente uma categoria que envolver qualquer outra cerveja que não se encaixe em outro estilo existente. Nenhuma cerveja está ‘fora do estilo’ nessa categoria, a menos que se encaixe em outra classificação.

A categoria engloba qualquer tipo de cerveja, incluindo as seguintes técnicas ou ingredientes:

- técnicas pouco usuais (ex: steinbier, ice/eis beers)
- fermentáveis pouco usuais (ex: xarope de borbo, mel, melado)
- adjuntos pouco usuais (ex: aveia, centeio, batatas)
- combinações de estilos de outras categorias (ex: Índia Brown Ale, cervejas de frutas e/ou condimentos, cervejas defumadas/condimentadas)
- variações fora-do-estilo de estilos existentes (ex: versões de baixo teor alcoólico de outros estilos, cervejas extra-lupuladas, cervejas de força ‘imperial’)
- cervejas históricas, tradicionais ou nativas (ex: Louvain Peetermann, Sahti, vatted Porter com Brettanomyces, Colonial Spruce ou Juniper Beers, Kvass, Grätzer)
- interpretações à moda americana de estilos europeus (ex: versões mais lupuladas, mais fortes ou à la Ale de Lagers) ou outras variantes de estilos tradicionais
- clones de cervejas comerciais específicas que não são boas representações de estilos existentes
- qualquer cerveja experimental que um cervejeiro cria, incluindo qualquer cerveja que simplesmente não tenha sido bem avaliada contra definições de estilos existentes

Essa categoria também pode ser usada como uma ‘incubadora’ para qualquer micro estilo de cerveja no mundo (que não seja belga) para os quais não haja uma categoria BJCP. Se houver interesse suficiente, alguns desses micro estilos podem ser promovidos a estilos completos no futuro. Alguns estilos que caem nesse agrupamento incluem:
- Honey Beers, ou cervejas de mel (menos as Braggots)
- Wiess (Kölsch turva e jovem)
- Sticke Altbier
- Münster Altbier
- Imperial Porter
- Classic American Cream Ale
- Dark Lager Tcheca
- English Pale Mild
- Scottish 90/-
- American Stock Ale
- English Strong Ale
- ‘Cerveja’ não alcoólica
- Kellerbier
- Malt Liquor
- Australian Sparkling Ale
- Imperial/Double Red Ale
- Imperial/Double Brown Ale
- Rye IPA
- Dark American Wheat/Rye

Aroma: o caráter ou natureza do ingrediente especial declarado deve ser evidente no aroma, mas harmonioso com os outros componentes (ainda que não deva sobrepor-se totalmente a eles). No geral o aroma deve ser uma agradável combinação de malte, lúpulos e o ingrediente especial apresentado, apropriado ao tipo específico de cerveja sendo apresentado. O caráter individual dos ingredientes e processos especiais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se um estilo-base clássico for especificado, então as características desse estilo clássico devem ser perceptíveis. Os estilos clássicos terão uma diferente impressão quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Os aromas típicos que compõem os estilos clássicos de cerveja (particularmente lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que os ingredientes especiais ou natureza fiquem mais evidentes.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja-base sendo apresentada e irá variar dependendo da mesma (caso seja declarada). Ingredientes ou processos pouco usuais podem afetar a aparência, então o resultado final pode ser bem diferente do estilo-base declarado. Alguns ingredientes podem dar cor (à espuma, inclusive) e pode afetar a formação e retenção de espuma.
Sabor: como com o aroma, o caráter de um sabor distinto associado à natureza da especialidade declarada deve ser perceptível, e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O casamento de ingredientes especiais com o estilo implícito deve ser harmonioso, e o caráter da especialidade não deve parecer artificial e/ou totalmente dominante. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja-base e bem integrados aos distintos sabores de especialidades presentes. Alguns ingredientes podem adicionar azedume, doçura ou outros subprodutos do sabor. Geralmente frutas e adjuntos de açúcar adicionam sabor, e não doçura excessiva à cerveja. Tais adjuntos, bem como o açúcar encontrado nas frutas, são usualmente fermentados por completo e contribuem para um sabor de perfil mais leve e um final mais seco que o esperado para o estilo-base declarado. O caráter individual dos ingredientes e processos individuais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se uma cerveja-base clássica é especificada então as características desse estilo devem ser perceptíveis. Tais estilos, no entanto, terão uma impressão diferente quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter especial persista até a apresentação final.
Paladar: pode depender muito do estilo-base selecionado e ser apropriado à cerveja-base. Níveis de corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo-base sendo apresentado. Ingredientes e processos pouco usuais podem afetar o paladar a ponto do resultado ser bem diferente do estilo-base declarado.
Impressão geral: um harmonioso casamento de ingredientes, processos e cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito (se declarado) será atípico devido à adição de ingredientes ou técnicas especiais. A unicidade geral do processo, dos ingredientes usados e a criatividade devem ser considerados.
Comentários: harmonia e facilidade de beber são essenciais para o feitio de uma cerveja de especialidade bem feita. A natureza distinga dos ingredientes/métodos especiais relatados deve complementar o estilo original e não dominá-los totalmente.
Estatísticas vitais: irão variar de acordo com o estilo-base implícito.
Exemplos comerciais: Bell’s Rye Stout, Bell’s Eccentric Ale, Samuel Adams Triple Bock and Utopias, Hair of the Dog Adam, Great Alba Scots Pine, Tommyknocker Maple Nut Brown Ale, Great Divide Bee Sting Honey Ale, Stoudt’s Honey Double Mai Bock, Rogue Dad’s Little Helper, Rogue Honey Cream Ale, Dogfish Head India Brown Ale, Zum Uerige Sticke and Doppel Sticke Altbier, Yards Brewing Company General Washington Tavern Porter, Rauchenfels Steinbier, Odells 90 Shilling Ale, Bear Republic Red Rocket Ale, Stone Arrogant Bastard


O exemplar de hoje se chama Rauchenfels Steinbier e pode ser encontrado em



Tem início amanhã a família Traditional Mead, com o subestilo Dry Mead. Até lá!


Cheers!

sábado, 12 de julho de 2008

22c) WOOD-AGED BEER


Aroma: varia com o estilo-base. Baixo a moderado aroma de madeira ou carvalho está usualmente presente. Madeira fresca pode ocasionalmente transmitir aromas ‘verdes’ brutos, embora esse caráter nunca deva ser forte. Outros aromas opcionais incluem leve a moderado caráter de baunilha, caramelo, toffee, tostagem ou cacau, bem como quaisquer aromas associados com álcool previamente armazenado na madeira (caso haja sido). Qualquer caráter de álcool deve ser suave e balanceado, não quente. Algum caráter secundário de oxidação é opcional e pode assumir um agradável caráter a la sherry e não apresenta traços de papel ou papelão.

Aparência: varia com o estilo-base. Geralmente mais escura que o estilo-base não adulterado da cerveja, particularmente se barris de carvalho tostado/carbonizado e/ou de whiskey/bourbon forem usados. Outros sabores que podem estar presentes opcioalmente incluem baunilha (da vanilina na madeira); caramelo, pão tostado ou amêndoas (da madeira tostada), café, chocolate, cacau (da madeira carbonizada ou pequenos barris de bourbon); e sabores de álcool de outros produtos anteriormente armazenados na madeira (caso hajam sido). Sabores derivados da madeira ou de barris pequenos devem ser balanceados, auxiliares e perceptíveis, mas não devem sobrepor-se ao estilo-base da cerveja. Ocasionalmente pode haver um azedume lático ou acético opcional na cerveja, que não deve ser mais alta que um sabor secundário (caso esteja presente). Algum caráter secundário de oxidação é opcional, embora esse traço deva assumir um agradável caráter de sherry e não lembrar papel nem papelão.

Paladar: varia com o estilo-base. Geralmente mais encorpada que a cerveja base não adulterada, e pode exibir aquecimento alcoólico adicional caso a madeira já tenha estado em contato com outros produtos alcoólicos. Níveis mais altos de álcool não devem resultar em cervejas ‘quentes’; sabores suaves e envelhecidos são mais desejáveis. A madeira pode adicionar taninos à cerveja, dependendo da idade do barril. Os taninos podem levar a uma adstringência adicional (que não deve nunca ser alta) ou simplesmente um paladar mais encorpado. Características ácidas ou azedas devem ser baixas ou não existirem.

Impressão geral: uma mistura harmoniosa do estilo-base da cerveja com características do envelhecimento em contato com madeira (incluindo quaisquer produtos alcoólicos previamente em contato com madeira). Os melhores exemplos serão suaves, saborosos, bem balaneados e bem envelhecidos.

História: um método tradicional de produção que é raramente usado por grandes cervejarias e usualmente apenas com produtos especiais. Vêm se tornando mais popular à medida que as cervejarias artesanais americanas produram por novos produtos de destaque. É tradicional o uso de barriletes e barris de carvalho, embora outras madeiras possam ser usadas.

Comentários: o estilo-base da cerveja deve ser aparente. O caráter amadeirado deve ser evidente, mas não tão dominante que desbalanceie a cerveja. A intensidade dos sabores amadeirados é baseada no tempo de contato com a madeira; a idade, condição e uso prévio do barril – além do tipo de madeira. Quaisquer produtos alcoólicos adicionais previamente armazenados na madeira devem ser evidentes, mas não devem ser tão dominantes que prejudiquem o balanço da cerveja.

Ingredientes: varia com o estilo-base. Envelhecida em barris de madeira (geralmente anteriormente usados para armazenas whiskey, bourbon, vinho do Porto, sherry, Madeira ou vinho), ou usando aditivos amadeirados (lascas de madeira, essência de carvalho). Estilos-base mais encorpados e de gravidade mais alta são geralmente usados, já que se destacam mais em relação a sabores adicionais, embora sejam encorajadas experimentações.

Estatísticas vitais:

OG: varia com o estilo-base, tipicamente acima da média IBUs: varia com o estilo-base SRM: varia com o estilo-base FG: varia com o estilo-base ABV: varia com o estilo-base, tipicamente acima da média

Exemplos comerciais: The Lost Abbey Angel’s Share Ale, J.W. Lees Harvest Ale in Port, Sherry, Lagavulin Whisky or Calvados Casks, Bush Prestige, Petrus Aged Pale, Firestone Walker Double Barrel Ale, Dominion Oak Barrel Stout, New Holland Dragons Milk, Great Divide Oak Aged Yeti Imperial Stout, Goose Island Bourbon County Stout, Le Coq Imperial Extra Double Stout, Harviestoun Old Engine Oil Special Reserve

Ilustra o espaço de hoje a Bush Prestige, exemplar também encontrado em

ttp://ratebeer.com/beer/bush-prestige-scaldis-prestige/29196/


E assim termina a família Smoke-Flavored/Wood-Aged Beer. Amanhã o post será sobre as Specialty Beer. Até lá!

Cheers!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

22b) OTHER SMOKED BEER


Aroma: o aroma deve ser um agradável balanço entre o aroma esperado da cerveja-base (ex: Robust Porter) e a defumagem transmitida pelo uso de maltes defumados. Intensidade e caráter da fumaça e do estilo-base da cerveja podem variar, com ambos se destacando no balanço. A defumagem pode variar de baixa a pronunciada; entretanto, o balanço na apresentação geral é a chave para exemplos bem feitos. A qualidade e as características secundárias da fumaça refletem a fonte da fumaça (ex: material orgânico vegetal, amieiro, carvalho, madeira de faio). Aromas agudos, fenólicos, severos, emborrachados ou queimados derivados de fumaça são inapropriados.
Aparência: variável. A aparência deve refletir o estilo-base da cerveja, embora a cor da cerveja geralmente seja um pouco mais escura que o estilo-base puro.
Sabor: assim como com o aroma, deve haver um balanço entre defumagem e as características de sabor esperadas da cerveja base. A defumagem pode cariar de baixa a pronunciada. Sabores defumados podem variar de amadeirados a lembrando bacon, dependendo dos tipos de malte usados. Malte defumado com características de material orgânico vegetal pode adicionar traços de terra. O balanço das características da cerveja implícita e fumaça podem variar, embora a mistura resultante deva ser um tanto balanceada e aproveitável. A fumaça pode adicionar alguma secura ao final. Características severas, amargas, queimadas, carbonizadas, emborrachadas enxofradas ou fenólicas defumadas são geralmente inapropriadas (embora algumas dessas características possam estar presentes em alguns estilos-base; entretanto, o malte defumado não deve contribuir com esses sabores).
Paladar: varia com o estilo-base da cerveja. Adstringência significativa. Sensação fenólica desagradável é inapropriada.
Impressão geral: esse estilo se refere a qualquer cerveja que exiba fumaça como sabor e aroma característicos que não seja a Rauchbier do estilo Bamberg (ex: Märzen defumadas de madeira da faia). Os melhores exemplos exibem balanço no uso de malte, lúpulos e caráter de malte.
Comentários: qualquer estilo de cerveja pode ser defumado; a meta é atingir um balanço agradável entre o caráter de fumaça e o estilo da cerveja base.
História: o processo de usar maltes defumados mais recentemente tem sido adaptado por cervejeiros artesanais a outros estilos, notavelmente Porter e Strong Scotch Ales. Cervejeiros alemães tradicionalmente usavam maltes defumados em Bocks, Doppelbocks, Weizens, Dunkels, Schwarzbiers, Helles, Pilsners e outros estilos de especialidade.
Ingredientes: diferentes materiais usados para defumar malte resultam em características únicas de sabor e aroma. Podem ser usados madeira de faia, material orgânico vegetal e outros tipos de madeira (carvalho, borbo, mesquite, amieiro, nogueira-pecã, macieira, cerejeira e outras árvores frutíferas). As muitas madeiras podem lembrar um de certos produtos defumados devido à sua associação com comida (ex: nogueira norte-americana com costelas, borbo com bacon ou salsicha, e amieiro com salmão). Madeiras perenes nunca devem ser usadas por darem sabor medicinal, de pinho, ao malte. Excessivo malte defumado com material orgânico vegetal é geralmente indesejável devido a seus fenólicos agudos e penetrantes e qualidades sujas de terra. Os ingredientes restantes variam com o estilo-base. Se maltes defumados foram combinados com outros ingredientes pouco usuais (frutas, vegetais, condimentos, mel, etc.) em quantidades perceptíveis, a cerveja resultante deve ser incluída na categoria especialidade/experimental.
Estatísticas vitais: variam com o estilo-base da cerveja.
Exemplos comerciais: Alaskan Smoked Porter, O’Fallons Smoked Porter, Spezial Lagerbier, Weissbier and Bockbier, Stone Smoked Porter, Schlenkerla Weizen Rauchbier and Ur-Bock Rauchbier, Rogue Smoke, Oskar Blues Old Chub, Left Hand Smoke Jumper, Dark Horse Fore Smoked Stout, Magic Hat Jinx, DeGroen’s Rauchbock


Ilustra o espaço de hoje a Aecht Schlenkerla Rauchbier Urbock, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-urbock/6349/

Termina amanhã a família Smoke Flavored/Wood-Aged Beer com o subestilo Wood-aged Beer. Até lá!

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

22) SMOKE-FLAVORED/WOOD-AGED BEER 22a) CLASSIC RAUCHBIER


Aroma: mistura de fumaça e malte, com balanço e intensidade variáveis. O caráter de fumaça de madeira de faia pode variar de sutil a moderadamente forte, e pode parecer defumado, lembrar bacon, madeira ou, em raras ocasiões, quase gorduroso. O caráter de malte vai de baixo a moderado, e ser algo doce, tostado ou maltado. Os componentes de malte e fumaça são, com freqüência, inversamente proporcionais (isto é, quando a fumaça aumenta, o malte diminui, e vice-versa). O aroma de lúpulo vai de muito baixo a nenhum. Caráter limpo de Lager sem ésteres frutados, diacetil, nem DMS.

Aparência: essa deve ser uma cerveja muito clara, com espuma grande, cremosa, rica e de coloração bronze a creme. Coloração âmbar-médio/cobre-claro a marrom escuro.

Sabor: geralmente segue o perfil do aroma, com uma mistura de fumaça e malte em balanço e intensidade variáveis, ainda que sempre complementares. Qualidades à la Märzen devem ser perceptíveis, particularmente uma riqueza maltada e tostada, mas o sabor de fumaça de madeira de faia pode ir de baixo a alto. O paladar pode ser algo maltado e doce, ainda que o final reflita tanto o malte quanto a fumaça. Moderado e balanceado amargor de lúpulo, com final médio-seco a seco (o caráter defumado incrementa a secura do final). Sabor de lúpulo nobre moderado a nenhum. Caráter limpo de Lager sem ésteres frutados, diacetil ou DMS. São inapropriadas características pesadas, amargas, queimadas, carbonizadas, emborrachadas, enxofradas ou fenólicas defumadas.

Paladar: corpo médio. Carbonatação média a média-alta. Suave caráter de Lager. Significativa adstringência. Sensação fenólica desagradável é inapropriada.

Impressão geral: uma cerveja do estilo Märzen/Oktoberfest (ver 3B) com aroma e sabor doce e defumado e de coloração um tanto escura.

História: uma especialidade histórica da cidade de Bamberg, na região franconiana da Bavária, na Alemanha. Malte defumado de madeira de faia é usado para fazer uma Lager âmbar de estilo Märzen. O caráter defumado do malte varia de produtor para produtor; algumas cervejarias produzem seu próprio malte defumado (rauchmalz).

Comentários: a intensidade do caráter defumado pode variar amplamente; nem todos os exemplos são altamente defumados. Outros exemplos de cervejas defumadas estão disponíveis na Alemanha, como as Bocks, Hefe-Weizen, Dunkel, Schwarz e cervejas do estilo Helles, incluindo exemplos como a Spezial Lager.

Ingredientes: malte defumado alemão (malte do tipo Vienna de madeira de faio defumada) tipicamente forma de 20% a 100% da malha de grãos, com o restante sendo de maltes alemãos tipicamente usados em Märzens. Algumas cervejarias ajustam a coloração ligeiramente com uma pitada de malte tostado. Levedo alemão de Lager. Lúpulos alemãos ou tchecos.

Estatísticas vitais:

IBUs: 20-30 SRM: 12-22 OG: 1.050-1.057 FG: 1.012-1.016 ABV: 4.8-6%

Exemplos comerciais: Schlenkerla Rauchbier Märzen, Kaiserdom Rauchbier, Eisenbahn Rauchbier, Victory Scarlet Fire Rauchbier, Spezial Rauchbier Märzen, Saranac Rauchbier

O exemplar de hoje se chama Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em

http://ratebeer.com/beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-m%E4rzen/1269/

Continua amanhã a família Smoke-Flavored/Wood-Aged Beer com o subestilo Other Smoked Beer. Até lá!

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terça-feira, 8 de julho de 2008

21b) CHRISTMAS/WINTER SPECIALTY SPICED BEER


Um rápido e tardio, mas sincero agradecimento aos leitores que acompanham esse Beerlog nos seus sete meses de vida. Long live the beer!

Aroma: uma ampla gama aromática é possível, embora muitos exemplos sejam remanescentes de cookies natalinos, pão de gengibre, pudins natalinos ingleses, árvores de abeto ou condimentos triturados. Qualquer combinação aromática que sugira que a temporada de feriados é bem-vinda. O estilo base da cerveja geralmente tem um perfil maltado que auxilia a apresentação balanceada dos aromas vindos de condimentos e possivelmente outros ingredientes especiais. Fermentáveis adicionais como mel, melado e xarope de borbo podem emprestar seus aromas únicos. Traços de lúpulo geralmente estão ausentes, subjugados ou ligeiramente condimentados. Algum caráter de fruta (geralmente de casca cítrica desidratada, ou frutas secas como uva-passa ou ameixa) é opcional, mas aceitável. Aromas alcoólicos podem ser encontrados em alguns exemplos, mas esse caráter deve ser restrito. O aroma geral deve ser balanceado e harmonioso, e frequentemente é moderadamente complexo e convidativo.

Aparência: coloração âmbar médio a marrom bem escuro (são mais comuns estas últimas). Usualmente clara, embora versões mais escuras possam ser virtualmente opacas. Alguma turbidez gelada é aceitável. Geralmente apresenta uma espuma bem formada, de coloração esbranquiçada a bronze.

Sabor: muitas interpretações são possíveis, permitem criatividade por parte do cervejeiro desde que o produto resultante seja balanceado e forneça alguma apresentação de condimentos. Condimentos associados com a temporada de feriados são típicos (como mencionado na seção Aroma). Os condimentos e fermentáveis opcionais devem ser auxiliares e misturar-se bem com o estilo base da cerveja. Sabores ricos, maltados e/ou doces baseados em malte são comuns, e podem incluir caramelo, nozes, chocolate ou tostagem. Podem incluir algo de frutas secas e casca de frutas secas como uva-passa, ameixa, figo, casca de laranja ou limão. Pode incluir sabores distintos de fermentáveis específicos (melado, mel, açúcar mascavo, etc), embora esses elementos não sejam solicitados. Leve caráter de árvore de abeto ou qualquer outra árvore verdejante é opcional, mas encontrado em alguns exemplares. A ampla gama de ingredientes especiais deve ser auxiliar e balanceada, não tão destacada que se sobreponha à cerveja base. Amargor e sabor de lúpulo são geralmente restritos a ponto de não interferirem com os condimentos e ingredientes especiais. Geralmente tem final bem encorpado e satisfatório, frequentemente com sabor de álcool. Características de malte tostado são raras e usualmente não mais fortes que chocolate.

Paladar: uma ampla gama de interpretações é possível. O corpo geralmente vai de médio a cheio e uma certa consistência maltada está geralmente presente. Moderadamente baixa a moderadamente alta carbonatação é típica. Muitos exemplos irão expor algum conteúdo alcoólico bem envelhecido e que aqueça, sem que seja demasiado quente. As cervejas não precisam ser excessivamente fortes para que mostrem algum aquecimento.

Impressão geral: uma cerveja condimentada mais forte e mais escura que geralmente possui um corpo rico e final aquecido que sugere um bom acompanhamento para a fria estação de inverno.

História: através da história cervejas de teor alcoólico mais alto e maior riqueza têm sido saboreadas durante o inverno, quando velhos amigos se reúnem para aproveitar a estação. Muitas cervejarias produzem versões sazonais únicas que podem ser mais escuras, mais fortes, condimentadas ou de outra forma com mais personalidade que suas cervejas tradicionais. Versões condimentadas são tradição americana ou belga, já que cervejarias inglesas ou alemãs tradicionalmente não usam condimentos em suas cervejas.

Ingredientes: geralmente Ales, embora existam algumas Lagers escuras fortes. Condimentos são solicitados e geralmente incluem aqueles evocativos da época do natal (ex: pimenta inglesa, noz-moscada, canela, cravo, gengibre), mas qualquer combinação é possível e a criatividade é encorajada. Casca de fruta (ex: laranja, limão) pode ser usada, bem como sutis adições de outras frutas. Pode usar uma ampla gama de males do tipo Crystal, particularmente aqueles que dão sabores de frutas escuras ou caramelo. Adjuntos saborosos geralmente são usados (ex: melado, açúcar mascavo, mel, xarope de borbo, etc).

Comentários: o balanço geral é a chave de uma Christmas Beer bem feita. Os ingredientes especiais devem complementar o estilo original e não sobrepor-se a ele. O cervejeiro deve reconhecer que algumas combinações de estilos base de cerveja com certos ingredientes especiais funcionam bem juntos, enquanto outros não formam combinações harmoniosas. Se o estilo-base for um estilo clássico, o estilo original deve sobressair-se em aroma e sabor. Quando quer que condimentos, ervas ou fermentáveis adicionais sejam declarados, cada um deve ser perceptível e distinto em sua própria maneira (embora não necessariamente seja identificado individualmente, balanceado com outros ingredientes ainda é crítico). As Warmer inglesas de inverno (algumas das quais são etiquetadas como Christmas Ales) geralmente não não condimentadas e devem ser incluídas na categoria Old Ale. Christmas Ales de estilo belga devem ser incluídas na categoria 16E Belgian Specialty Ale.

Estatísticas vitais: OG, FG, IBUs, SRM e ABV irão variar dependendo do estilo-base implícito da cerveja. O ABV geralmente ultrapassa 6% e a maior parte dos exemplos tem coloração escura.

Exemplos comerciais: Anchor Our Special Ale, Harpoon Winter Warmer, Weyerbacher Winter Ale, Nils Oscar Julöl, Goose Island Christmas Ale, North Coast Wintertime Ale, Great Lakes Christmas Ale, Lakefront Holiday Spice Lager Beer, Samuel Adams Winter Lager, Troegs The Mad Elf, Jamtlands Julöl


Ilustra o espaço de hoje a Samuel Adams Winter Lager, exemplar também encontrado em

http://ratebeer.com/beer/samuel-adams-winter-lager/168/


E assim termina a família Spice, Herb or Vegetable Beer. Amanhã começa a família Smoke-Flavored/Wood-aged Beer, com o subestilo Classic Rauchbier. Até lá!

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

21A) SPICE, HERB OR VEGETABLE BEER


Aroma: o caráter de condimentos, ervas e/ou vegetais (SHV) em particular deve ser perceptível no aroma; entretanto, alguns SHV (ex: gengibre, canela) têm aromas mais fortes e se destacam mais que outros (ex: alguns vegetais) e possibilitam caráter e intensidade de SHV numa escala que vai de sutil a agressiva. O caráter individual do SHV nem sempre pode ser identificado quando usado em combinação. O caráter do SHV deve ser agradável e auxiliar, não artificial e dominador. Como em todas as cervejas de especialidade, uma cerveja de SHV apropriada deve ser um harmonioso balanço dos SHV utilizados com o estilo de cerveja implícito. Lúpulos aromáticos, subprodutos de levedo e componentes de malte podem não ser percebidos quando algum SHV estiver presente. Esses componentes (especialmente lúpulo) também podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter do SHV persista até o final. Se a cerveja base for uma Ale, então uma frutagem não específica e/ou outros subprodutos da fermentação como o diacetil podem estar presentes como apropriados para fermentações em mais altas temperaturas. Se a cerveja base for uma lager, então menos subprodutos da fermentação seriam apropriados. Algum aroma de malte pode ser desejável, especialmente nos estilos escuros. Aroma de lúpulo pode estar ausente ou balanceado com o SHV, dependendo do estilo. O SHV deve adicionar uma complexidade extra à cerveja, mas não deve ser tão destacada que altere o balanço da apresentação final.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja base sendo usada e irá variar dependendo da mesma. Para cervejas de coloração clara com condimentos, ervas ou vegetais que exibam cores destacadas, tais cores devem ser perceptíveis na cerveja e possivelmente na espuma. Pode ser alguma turbidez ou ser clara. A formação de espuma pode ser adversamente afetada por alguns ingredientes, como o chocolate.
Sabor: assim como no aroma, o caráter distinto de um SHV em particular deve ser perceptível e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O caráter individual do SHV usado nem sempre será identificado quando usado em combinação. O balanço da fruta com a cerveja implícita é vital e o caráter da fruta não deve ser tão artificial nem dominante a ponto de sobrepor-se à cerveja. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja base e harmoniosos e balanceados com os distintos sabores de SHV presentes. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter do SHV persista até o final. Alguns SHV são amargos por natureza e podem resultar em uma cerveja mais amarga que o estilo base declarado.
Paladar: pode variar dependendo da cerveja base selecionada e se for apropriado àquele da cerveja base. Corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo da cerveja base sendo apresentada. Alguns SHV podem dar mais corpo e/ou suavidade, embora adições fermentáveis possam deixar a cerveja mais rala. Alguns SHV podem adicionar um pouco de adstringência, embora um caráter ‘cru’ de condimento seja indesejável.
Impressão geral: um harmonioso casamento de condimentos, ervas e/ou vegetais com cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito devem ser diferentes com a adição de SHV; a cerveja base não deve ter o mesmo sabor da versão não-adulterada. Deve ser julgada com base no prazer proporcionado por e no balanço da combinação resultante.
Comentários: o balanço geral é a chave de uma SHB Beer bem feita. Os SHV devem complementar o estilo original e não sobrepor-se a ele. O cervejeiro deve reconhecer que algumas combinações de estilos base de cerveja com certos SHV funcionam bem juntos, enquanto outros não formam combinações harmoniosas. Se o estilo-base for um estilo clássico, o estilo original deve sobressair-se em aroma e sabor. O caráter individual de um SHV pode nem sempre ser identificável quando usado em combinações. Essa categoria também inclui cervejas baseadas em pimenta chilly, café, chocolate ou nozes (ou combinações desses itens). Perceba que muitas cervejas belgas de especialidade baseadas em condimentos podem ser incluídas na categoria 16E. cervejas que têm apenas fermentáveis adicionais (mel, melado, xarope de borbo, açúcares, etc) devem ser incluídas na categoria Specialty Beer.
Estatísticas vitais: OG, FG, IBUs, SRM e ABV irão variar dependendo do estilo-base implícito da cerveja.
Exemplos comerciais: Alesmith Speedway Stout, Founders Breakfast Stout, Traquair Jacobite Ale, Rogue Chipotle Ale, Young’s Double Chocolate Stout, Bell’s Java Stout, Fraoch Heather Ale, Southampton Pumpkin Ale, Rogue Hazelnut Nectar, Hitachino Nest Real Ginger Ale, Breckenridge Vanilla Porter, Left Hand JuJu Ginger Beer, Dogfish Head Punkin Ale, Dogfish Head Midas Touch, Redhook Double Black Stout, Buffalo Bill's Pumpkin Ale, BluCreek Herbal Ale, Christian Moerlein Honey Almond, Rogue Chocolate Stout, Birrificio Baladin Nora, Cave Creek Chili Beer

Ilustra o espaço de hoje a Rogue Chipotle Ale, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/rogue-chipotle-ale/33254/


Termina amanhã a família Spice, Herb ou Vegetable Beer com o subestilo Christmas/Winter Specialty Spiced Beer. Até lá!

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domingo, 6 de julho de 2008

20) FRUIT BEER

Aroma: aromáticos destacados associados com a(s) fruta(s) em particular devem sem perceptíveis no aroma; entretanto, algumas frutas (ex: framboesa, cereja) tem aromas mais fortes e se destacam mais que outras (ex: amora, morango) – dão vazão a uma escala de caráter e intensidade da fruta que vai de sutil a agressivo. O caráter da fruta deve ser agradável e auxiliar, não artificial e inapropriadamente dominadora (considerando o caráter da fruta) nem deve ter defeitos como oxidação. Como em todas as cervejas de especialidade, uma boa cerveja de fruta deve ser um balanço harmonioso das frutas utilizadas com estilo de cerveja implícito. Lúpulos aromáticos, subprodutos do levedo e componentes do malte da cerveja implícita não tão perceptíveis quando a fruta estiver presente. Esses componentes (especialmente os lúpulos) também podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter da fruta persista até o final. Se a cerveja base for uma Ale, então uma frutagem não específica e/ou outros subprodutos da fermentação como o diacetil podem estar presentes como apropriados para fermentações em mais altas temperaturas. Se a cerveja base for uma lager, então menos subprodutos da fermentação seriam apropriados. Algum aroma de malte pode ser desejável, especialmente nos estilos escuros. Aroma de lúpulo pode estar ausente ou balanceado com fruta, dependendo do estilo. A fruta deve adicionar uma complexidade extra à cerveja, mas não deve ser tão destacada que altere o balanço da apresentação final. Algum azedume pode estar presente se já ocorrer naturalmente na(s) fruta(s) usada(s), mas não deve ser inapropriadamente intenso.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja base sendo usada e irá variar dependendo da mesma. Para cervejas de coloração clara com frutas que exibem cores distintas, a cor deve ser perceptível. A cor da fruta na cerveja é frequentemente mais clara que a polpa da fruta em si e pode assumir tons escuros ligeiramente diferentes. Cervejas de fruta podem ter alguma turbidez ou ser clara, embora a turbidez geralmente seja indesejável. A espuma pode assumir um pouco da cor da fruta.
Sabor: assim como no aroma, o caráter distinto de uma fruta em particular deve ser perceptível e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O balanço da fruta com a cerveja implícita é vital e o caráter da fruta não deve ser tão artificial e/ou inapropriadamente dominante que se assemelhe a um drink feito com suco de frutas. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja base e harmoniosos e balanceados com os distintos sabores de fruta presentes. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter da fruta persista até o final. Algum azedume pode estar presente caso já ocorra na fruta em particular, mas não deve ser inapropriadamente intenso. A fruta geralmente dá sabor, e não doçura às Fruit Beer. O açúcar encontrado na fruta usualmente sofre fermentação total e contribuir para sabores mais leves e um final mais seco do que era esperado para o estilo base. Entretanto, a doçura residual não é necessariamente uma característica negativa a menos que tenha uma qualidade crua, não-fermentada.
Paladar: pode variar dependendo da cerveja base selecionada e se for apropriado àquele da cerveja base. Corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo da cerveja base sendo apresentada. A fruta geralmente adiciona fermentáveis que tendem a deixar a cerveja mais rala; a cerveja resultante deve ser mais rala que o esperado para o estilo base em si.
Impressão geral: um harmonioso casamento de fruta e cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito devem ser diferentes com a adição de fruta; a cerveja base não deve ter o mesmo sabor da versão não-adulterada. Comentários: o balanço geral é a chave de uma Fruit Beer bem feita. A fruta deve complementar o estilo original e não sobrepor-se a ele. O cervejeiro deve reconhecer que algumas combinações de estilos base de cerveja e algumas frutas funcionam bem juntos, enquanto outros não formam combinações harmoniosas. Se o estilo-base for um estilo clássico, o estilo original deve sobressair-se em aroma e sabor. Fruta envelhecida pode às vezes ter sabor e aroma característicos similares aos de Sauternes, Sherry ou Tokaj.
Estatísticas vitais: OG, FG, IBUs, SRM e ABV irão variar dependendo do estilo-base implícito, mas a fruta geralmente será refletida na cor.
Exemplos comerciais: New Glarus Belgian Red and Raspberry Tart, Bell’s Cherry Stout, Dogfish Head Aprihop, Great Divide Wild Raspberry Ale, Founders Rübæus, Ebulum Elderberry Black Ale, Stiegl Radler, Weyerbacher Raspberry Imperial Stout, Abita Purple Haze, Melbourne Apricot Beer and Strawberry Beer, Saxer Lemon Lager, Magic Hat #9, Grozet Gooseberry and Wheat Ale, Pyramid Apricot Ale, Dogfish Head Fort
Povoa o espaço de hoje a Pyramid Apricot Ale, também encontrada em http://www.ratebeer.com/beer/pyramid-apricot-ale/952/
E assim termina a família Fruit Beer. Começa amanhã o estilo Spice/Herb/Vegetable Beer, com o subestilo de mesmo nome. Até lá!

Cheers!

sábado, 5 de julho de 2008

19c) AMERICAN BARLEY WINE


Aroma: maltagem intensa e riquíssima. Caráter de lúpulo moderado a incisivo e frequentemente mostrando variedades americanas cítricas ou lembrando resina (embora outras variedades, como variedades inglesas florais, que lembram terra ou condimentadas, ou ainda uma mistura de variedades, possam ser usadas). Baixo a moderadamente fortes ésteres frutados e aromáticos alcoólicos. O caráter de malte pode ser doce, caramelado, lembrando pão, ou moderadamente neutro. Entretanto, a intensidade dos aromas geralmente diminui com o tempo. Sem diacetil.

Aparência: a coloração pode variar de âmbar claro a cobre médio; em raras ocasiões pode chegar a ser marrom clara. Geralmente apresenta luzes rubi. Moderadamente baixa a grande espuma, que pode ser esbranquiçada ou bronze claro; pode ter baixa retenção de espuma. Pode ser turva com uma névoa fresca em temperaturas mais baixas, mas geralmente clareia em nível bom a brilhante enquanto ganha temperatura. A cor pode aparentar grande profundidade, como se estivesse sendo vista por uma grossa lente de vidro. Alto teor alcoólico e viscosidade podem ser percebidas nas ‘lágrimas’ que se formam quando a cerveja é agitada em movimentos circulares dentro do copo.

Sabor: forte e intenso sabor de malte com amargor perceptível. Moderadamente baixa a moderadamente alta doçura maltada no paladar, embora o final possa ser de algo doce a bem seco (dependendo do envelhecimento). O amargor de lúpulo pode variar de moderadamente forte a agressivo. Apesar de fortemente maltado, o balanço deve sempre parecer amargo. Moderado a alto sabor de lúpulo (qualquer variedade). Baixo a moderado teor de ésteres frutados. Perceptível presença de álcool, mas sabores agudos ou solventes de álcool são indesejáveis. Os sabores irão suavizar-se e perder força ao longo do tempo, mas qualquer caráter oxidado deve ser atenuado (e geralmente ser mascarado pelo caráter do lúpulo). Pode ter alguns sabores de malte lembrando pão ou caramelo, que não devem ser altos. São inapropriados sabores de malte tostado ou queimado. Sem diacetil

Paladar: encorpada e consistente, com textura aveludada e lasciva (embora o corpo possa ficar mais ralo com longas armazenagens). Deve estar presente um aquecimento alcoólico, desde que não seja excessivamente quente. Não deve ser xaroposa nem pouco atenuada. Carbonatação pode ser baixa a moderada, dependendo da idade e acondicionamento.

Impressão geral: uma bem lupulada interpretação americana do estilo mais rico e mais forte de English Ale. O caráter de lúpulo deve ser evidente todo o tempo, mas não precisa ser desbalanceado. Teor alcoólico e amargor de lúpulo geralmente se combinam para formar um final bem duradouro.

História: usualmente a Ale mais forte oferecida por uma cervejaria, e, nos anos mais recentes, muitos exemplos comerciais têm sido datados com suas safras. Normalmente é significativamente envelhecida antes de ser lançada. Frequentemente associada ao inverno ou à temporada de feriados.

Comentários: a versão americana do Barley Wine tende a dar maior ênfase ao amargor, sabor e aroma de lúpulo que sua contrapartida inglesa, e frequentemente apresenta variedades americanas de lúpulo. Difere de uma Imperial IPA no fato de que os lúpulos não são extremos, o malte é mais avançado, o corpo é mais rico e tem mais personalidade.

Ingredientes: malte claro bem modificado deve formar a espinha dorsal da malha de grãos. Alguns maltes especiais ou de caráter podem ser usados. Maltes escuros devem ser usados com grande restrição, isso se forem, já que boa parte de sua coloração provém de uma longa fervura. Lúpulos americanos cítricos são comuns, embora quaisquer variedades possam ser usadas em quantidade. Geralmente faz uso de levedo americano atenuador.

Estatísticas vitais:

IBUs: 50-120 SRM: 10-19 OG: 1.080-1.1.20 FG: 1.016-1.030 ABV: 8-12%

Exemplos comerciais: Sierra Nevada Bigfoot, Great Divide Old Ruffian, Victory Old Horizontal, Rogue Old Crustacean, Avery Hog Heaven Barleywine, Bell’s Third Coast Old Ale, Anchor Old Foghorn, Three Floyds Behemoth, Stone Old Guardian, Bridgeport Old Knucklehead, Hair of the Dog Doggie Claws, Lagunitas Olde GnarleyWine, Smuttynose Barleywine, Flying Dog Horn Dog


Ilustra o espaço de hoje a Anchor Old Foghorn Ale, exemplar também encontrado em

http://ratebeer.com/beer/anchor-old-foghorn-ale/4728/


E assim termina a família Strong Ale. Amanhã começa a família Fruit Beer, com um subestilo de mesmo nome. Até lá!

Cheers!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

19b) ENGLISH BARLEY WINE


Aroma: muito rico e fortemente maltado, frequentemente lembrando caramelo. Pode ter moderada a forte frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Aroma de lúpulo inglês vai de suave a pronunciado. Baixa a moderada presença de álcool, mas nunca aguda, quente ou solvente. A intensidade aromática geralmente se dissipa com o tempo. O aroma pode ter um rico caráter tostado, de pão, toffee e melado. Versões envelhecidas podem ter qualidades de sherry, possivelmente lembrando vinho tinto ou do Porto, e geralmente aromas de malte mais suavizados. Baixa a nenhuma presença de diacetil.
Aparência: coloração vai de dourado rico a âmbar bem escuro ou ainda marrom escuro. Geralmente tem luzes rubi, mas não deve ser opaca. Pouco a moderadamente esbranquiçada espuma; pode ter baixa retenção. Pode ser turva, com uma ‘névoa’ fresca em temperaturas mais baixas, mas geralmente evolui até uma claridade boa a brilhante à medida que vai se aquecendo. Sua coloração pode aparentar ter grande profundidade, como se fosse vista através de grossas lentes de vidro. Alto teor alcoólico e viscosidade podem ser percebidas nas ‘lágrimas’ que se formam quando a cerveja é agitada em movimentos circulares dentro do copo.
Sabor: fortes, intensos, complexos e multifacetados sabores de malte, lembrando pão e biscoito, além de nozes, profunda tostagem, caramelo escuro, toffee e/ou melado. Moderada a alta doçura maltada no paladar, embora o final possa ser moderadamente doce a moderadamente seco (dependendo do envelhecimento). Alguns sabores oxidados ou lembrando vinho podem estar presentes, e com freqüência sabores complexos de álcool devem ser evidentes. Tais sabores não devem ser demasiado agudos, quentes, nem solventes. Moderada a moderadamente alta frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Amargor de lúpulo varia de ‘apenas suficiente para balancear’ a uma ‘presença firme’; portanto, o balanço varia de maltado a algo amargo. Baixo a moderadamente alto sabor de lúpulo (usualmente variedades britânicas). Baixo a nenhum diacetil.
Paladar: encorpada e consistente, com textura aveludada e lasciva (embora o corpo possa ficar mais ralo com longas armazenagens). Suave aquecimento proveniente de álcool envelhecido deve estar presente e não deve ser quente ou agudo. Carbonatação deve ir de baixa a moderada, dependendo da idade e acondicionamento.
Impressão geral: a mais rica e forte English Ale. Uma demonstração de riqueza maltada e sabores complexos e intensos. O caráter dessas Ales pode mudar significativamente ao longo do tempo; tanto versões jovens como velhas devem ser apreciadas pelo que são. O perfil de malte pode variar imensamente; nem todos os exemplos terão todos os sabores ou aromas possíveis.
História: usualmente a Ale mais forte oferecida por uma cervejaria, e, nos anos mais recentes, muitos exemplos comerciais têm sido datados com suas safras. Normalmente é significativamente envelhecida antes de ser lançada. Frequentemente associada ao inverno ou à temporada de feriados.
Comentários: embora geralmente seja uma cerveja lupulada, o Barley Wine inglês dá menor ênfase ao caráter de lúpulo que sua contrapartida norte-americana, e apresenta lúpulos ingleses. Versões inglesas podem ser mais escuras, mais maltadas e mais frutadas, além de apresentar sabores mais ricos de maltes especiais que suas equivalentes yankees.
Ingredientes: malte claro bem modificado deve formar a espinha dorsal da malha de grãos, com quantidades prudentes de maltes caramelo. Maltes escuros devem ser usados com grande restrição, isso se forem, já que boa parte de sua coloração provém de uma longa fervura. São usados lúpulos ingleses das variedades Northdown, Target, East Kent Goldings e Fuggles. Levedo inglês de personalidade.
Estatísticas vitais:
IBUs: 35-70 SRM: 8-22 OG: 1.080-1.120 FG: 1.018-1.030 ABV: 8-12%
Exemplos comerciais: Thomas Hardy’s Ale, Burton Bridge Thomas Sykes Old Ale, J.W. Lee’s Vintage Harvest Ale, Robinson’s Old Tom, Fuller’s Golden Pride, AleSmith Old Numbskull, Young’s Old Nick (pouco usual com seus 7.2% ABV), Whitbread Gold Label, Old Dominion Millenium, North Coast Old Stock Ale (quando envelhecida), Weyerbacher Blithering Idiot

Embora seja listada por ratebeer.com como uma English Strong Ale, ilustra o espaço de hoje a Fuller's Golden Pride, sboroso exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-golden-pride/300/


Termina amanhã a família Strong Ale com o subestilo American Barley Wine. Até lá!

Cheers!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

18e) BELGIAN DARK STRONG ALE


Aroma: complexo, com rica doçura maltada, significativos ésteres e álcool, e leve a moderada condimentação opcional. O malte é rico e forte e pode ter uma qualidade do tipo Munich, frequentemente com aroma tostado, de caramelo ou pão. Os ésteres frutados vão de fortes a moderadamente baixos e podem conter uva-passa, ameixa, cereja desidratada, figo ou ameixa-seca. Fenóis condimentados podem estar presentes, mas usualmente tem uma qualidade apimentada, e não de cravo. Os alcoóis são suaves, condimentados, perfumados e lembrando rosas, com intensidade baixa a moderada. Lúpulos não estão usualmente presentes (mas um leve aroma de lúpulo nobre é aceitável). Sem diacetil. Sem aroma de malte escuro/tostado. Sem aromas quentes ou solventes de álcool. Não se reconhecem adições de condimentos.
Aparência: coloração âmbar-escuro a marrom-acobreado escuro (‘escuro’ nesse contexto implica ‘mais escurecida que dourada’). Espuma enorme, densa, com textura de mousse, persistente, cremosa e de coloração bronze-claro. Vai de clara a algo turva.
Sabor: similar ao aroma (mesmo malte, éster, fenol, álcool, lúpulo e condimentos). Moderadamente maltada ou doce no paladar. O final varia dependendo da interpretação (autênticas versões trapistas vão de secas a moderadamente secas, as versões Abbey vão de médio-secas a doces). Baixo amargor para uma cerveja dessa força; o álcool fornece um pouco de balanço ao malte. Cervejas mais doces e mais encorpadas terão maior nível de amargor para balancear. Quase todas as versões são maltadas no balanço, embora algumas poucas sejam ligeiramente mais amargas. Sabores complexos e variados devem misturar-se suave e harmoniosamente.
Paladar: alta carbonatação sem ‘mordida’ de ácido carbônico. Suave, mas com perceptível aquecimento alcoólico. O corpo é variável dependendo da interpretação (autenticas versões trapistas o tem médio-leve a médio, enquanto as Abbey o tem bem encorpado e cremoso).
Impressão geral: uma Ale belga bem forte, escura, muito rica e complexa. Suave e perigosa.
História: a maioria das versões tem caráter único, refletindo características de cervejarias individuais.
Comentários: autênticas versões trapistas tendem a ser mais secas (os belgas diriam ‘mais digeríveis’) que as versões Abbey, que podem ser bem doces e encorpadas. Um amargor mais alto é permitido em cervejas do estilo Abbey com gravidade final (FG) mais alta. Cervejas do tipo Barley Wine (ex: Scaldis/Bush, La Trappe Quadrupel, Weyerbacher QUAD) e cervejas do tipo Spiced/Christmas (ex: N’ice Chouffe, Affligem Noel) devem ser incluídas na categoria 16E) Belgian Specialty Ale, não nessa categoria. Tradicionalmente condicionadas (‘refermentadas’) na garrafa.
Ingredientes: variedades belgas de levedo dadas à produção de alcoóis mais altos, ésteres, e algumas vezes fenólicos são comumente usadas. Água com baixo a alto teor de mineralização. Impressão de uma complexa malha de grãos, embora muitas versões tradicionais sejam bastante simples, com xarope de açúcar caramelizado ou açúcares não-refinados e levedo fornecendo muito da complexidade. Cervejeiros caseiros podem usar malte Pils belga ou malte claro básico, maltes do tipo Munich para maltagem e outros grãos de especialidade belgas para dar caráter. Xarope de açúcar caramelizado ou açúcares não-refinados deixam o corpo mais leve e adicionam cor e sabor (particularmente se açúcares escuros forem usados). Lúpulos nobres, ingleses ou Styrian Goldings são comumente usados. Condimentos não são geralmente usados; e, se forem, se mantêm sutis e em plano secundário. Evita-se o uso de maltes do tipo Crystal americanos e ingleses (que fornecem o tipo errado de doçura).
Estatísticas vitais:
IBUs: 20-35 SRM: 12-22 OG: 1.075-1.110 FG: 1.010-1.024 ABV: 8-11%
Exemplos comerciais: Westvleteren 12 (yellow cap), Rochefort 10 (blue cap), St. Bernardus Abt 12, Gouden Carolus Grand Cru of the Emperor, Achel Extra Brune, Rochefort 8 (green cap), Southampton Abbot 12, Chimay Grande Reserve (Blue), Brasserie des Rocs Grand Cru, Gulden Draak, Kasteelbier Bière du Chateau Donker, Lost Abbey Judgment Day, Russian River Salvation

Ilustra o espaço de hoje a Rocherfort Trappistes 8, exemplar encontrado em algumas lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/rochefort-trappistes-8/5400/

E assim termina a família Belgian Strong Ale. Amanhã começa a família Strong Ale, com o subestilo Old Ale. Até lá!

Cheers!

terça-feira, 1 de julho de 2008

18d) BELGIAN GOLDEN STRONG ALE


Aroma: complexo com significativos ésteres frutados, moderada condimentação e baixos a moderados aromas de álcool e lúpulo. Ésteres reminiscentes de frutas mais leves como peras, laranjas ou maçãs. Moderados fenóis condimentos e apimentados. Baixo a moderado ainda que destacadamente perfumado e floral caráter de lúpulo está geralmente presente. Alcoóis suaves, condimentados, perfumados e de intensidade baixa a moderada. Sem aromas quentes ou solventes de álcool. O caráter de malte é leve. Sem diacetil.
Aparência: coloração amarela a dourado-médio. Boa claridade. Efervescente. Espuma branca, massiva, de longa duração, irregular e geralmente granulada, resultando na característica ‘formação belga de espuma’ no copo enquanto desaparece.
Sabor: casamento de sabores frutados, condimentados e alcoólicos, auxiliados por um suave caráter de malte. Ésteres são reminiscentes de peras, laranjas ou maçãs. Baixos a moderados fenóis têm caráter condimentado. Baixo a moderado caráter condimentado de lúpulo está presente com freqüência. Alcoóis suaves, condimentados, frequentemente um tanto doces e têm intensidade baixa a moderada. O amargor vai de médio a alto vindo de uma combinação de amargor de lúpulo e fenólicos produzidos pelo levedo. Carbonatação e amargor substanciais levam a um final seco com retrogosto pouco a moderadamente amargo. Sem diacetil.
Paladar: extremamente carbonatada. Corpo leve a médio, embora seja mais leve do que a gravidade substancial possa sugerir (graças ao açúcar e alta carbonatação). Suave mais perceptível aquecimento alcoólico. Sem caráter quente ou solvente de álcool. Sempre efervescente. Nunca adstringente.
Impressão geral: uma forte Ale de estilo belga, dourada, complexa e efervescente.
História: originalmente desenvolvida pela cervejaria Moortgat após a 2ª Guerra Mundial como resposta à crescente popularidade das cervejas Pilsner.
Comentários: tem forte semelhança com a Tripel, mas deve ser ainda mais clara, de corpo mais leve e ainda mais fresca e seca. O final mais seco e o corpo mais leve também servem para dar maior destaque às pronunciadas lupulagem e condimentação. Referências ao diabo são incluídas no nome de muitos exemplos comerciais do estilo, referindo-se ao seu alto teor alcoólico e também como um tributo ao exemplo original (Duvel). Os melhores exemplos são complexos e delicados. A alta carbonatação ajuda a trazer à tona os inúmeros sabores e a aumentar a percepção de um final seco. Tradicionalmente condicionada (‘refermentada’) na garrafa.
Ingredientes: a cor clara e o relativamente leve corpo para uma cerveja dessa força são resultado do uso de malte Pilsner e até 20% de açúcar branco. Lúpulos nobres ou Styrian Goldings são comumente usados. Variedades belgas de levedo são usadas – aquelas que produzem ésteres frutados, fenólicos condimentados e alcoóis altos – frequentemente auxiliados por temperaturas de fermentação ligeiramente mais altas. Água com teor moderadamente baixo de mineralização.
Estatísticas vitais:
IBUs: 22-35 SRM: 3-6 OG: 1.070-1.095 FG: 1.005-1.016 ABV: 7.5%10.5%
Exemplos comerciais: Duvel, Russian River Damnation, Hapkin, Lucifer, Brigand, Judas, Delirium Tremens, Dulle Teve, Piraat, Great Divide Hades, Avery Salvation, North Coast
Pranqster, Unibroue Eau Benite, AleSmith Horny Devil

Embeleza o espaço de hoje a Duvel, precursora do estilo e magnífico exemplar, encontrado em supermercados e lojas especializadas brasileiras e também em



Termina amanhã a família Belgian Strong Ale com o subestilos Belgian Dark Strong Ale. Até lá!

Cheers!