terça-feira, 7 de abril de 2026

2784 - CLUBE DO MALTE TRIUMPH BRAZILIAN HOP AMBER ALE


Introdução

A Triumph Brazilian Hop Amber Ale é uma releitura brasileira de um estilo clássico, trazendo um toque nacional através do uso do lúpulo Triumph. Diferente das versões mais tradicionais, essa Amber Ale aposta em uma combinação de perfil maltado intenso com nuances frutadas e um leve toque cítrico e herbal, prometendo uma experiência mais moderna dentro de um estilo consagrado.

Com 5,5% de teor alcoólico, é uma cerveja que busca equilíbrio entre dulçor e amargor, mas com destaque para a base de malte e suas notas mais profundas, como caramelo e chocolate. A proposta é clara: entregar uma Amber Ale saborosa, acessível e com personalidade brasileira.


Diagnóstico

Essa Amber Ale paranaense tem espuma pequena, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo translúcido e âmbar-escuro.

Aroma: pesado malte tostado, caramelo, chocolate ao leite e ameixa-seca.

Sabor inicial: moderado dulçor.

Sabor final: moderado dulçor e suave amargor; média duração.

Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Sabor maltado, com presença pronunciada de ameixa seca e notas de chocolate meio amargo. Bem saborosa, mas senti falta do pronunciado amargor lupulado do estilo.

Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 45 skol ou 3.5/5.0


Ficha técnica

Origem: Brasil
Estilo: Amber Ale
Teor alcoólico: 5,5% ABV
Coloração: Acobreada
Amargor: Moderado
Temperatura ideal: 3 a 6 ºC
Disponibilidade: Não é sazonal
Harmonização sugerida: Hambúrguer com cheddar e cebola caramelizada, costelinha suína


Sobre a proposta da cerveja

A proposta da Triumph Brazilian Hop Amber Ale é trazer um diferencial dentro do estilo ao utilizar o lúpulo Triumph, conhecido por suas notas de frutas amarelas, toques cítricos e leve caráter herbal.

Essa base aromática se apoia em uma construção maltada robusta, com destaque para caramelo, toffee e nuances mais escuras, criando uma cerveja que tenta equilibrar dulçor e frescor lupulado. A ideia é oferecer uma experiência envolvente, com um perfil que mescla tradição e um leve toque de inovação brasileira.


Sobre o estilo: Amber Ale

A Amber Ale é um estilo conhecido por:

  • Forte presença de malte (caramelo, toffee, tostado)
  • Amargor moderado, equilibrando o dulçor
  • Notas que podem variar entre pão, biscoito e leve chocolate
  • Corpo médio a médio-leve
  • Final relativamente equilibrado entre doce e amargo

Versões americanas tendem a trazer mais lúpulo e intensidade aromática, enquanto outras variações podem focar mais no malte.


Experiência de consumo

Na prática, a cerveja entrega um perfil fortemente maltado, com destaque evidente para caramelo, chocolate e uma interessante nota de ameixa seca, que adiciona certa profundidade ao conjunto. O dulçor inicial é marcante e se prolonga ao longo do gole.

O amargor, apesar de presente, é mais discreto do que o esperado para o estilo, o que acaba deixando a balança mais inclinada para o lado maltado. Isso pode agradar quem prefere cervejas mais doces, mas pode frustrar quem busca maior protagonismo do lúpulo.

A textura mais aguada e a carbonatação elevada impactam negativamente a sensação em boca, deixando a cerveja menos encorpada do que o perfil aromático sugere. O final metálico também interfere na experiência, reduzindo a qualidade do gole final.

Por outro lado, o conjunto é saboroso e relativamente fácil de beber, mesmo com suas limitações estruturais.


Harmonização e ocasião

As sugestões de harmonização funcionam muito bem com o perfil da cerveja. Hambúrguer com cheddar e cebola caramelizada e costelinha suína combinam perfeitamente com o dulçor maltado e as notas mais intensas de caramelo e tostado.

Ela se encaixa melhor em momentos descontraídos, acompanhando refeições mais gordurosas ou como uma cerveja para quem quer algo mais saboroso sem abrir mão da drinkability.


Conclusão

A Triumph Brazilian Hop Amber Ale apresenta uma proposta interessante ao combinar uma base maltada intensa com a promessa de um lúpulo brasileiro diferenciado.

Na prática, o destaque fica quase totalmente com o malte, entregando uma cerveja saborosa, com boas notas de caramelo, chocolate e frutas escuras. No entanto, o amargor tímido, a textura aguada e o final metálico acabam limitando o potencial da experiência.

É uma cerveja agradável e acima da média em sabor, mas que poderia se destacar mais com melhor equilíbrio e acabamento.


Resumo da avaliação

Estilo: Amber Ale
Teor alcoólico: 5,5% ABV
Aparência: âmbar-escuro, translúcido
Espuma: baixa, pouca retenção
Aroma: malte tostado, caramelo, chocolate, ameixa seca
Sabor inicial: dulçor moderado
Sabor final: dulçor persistente com leve amargor
Corpo: médio-leve
Carbonatação: alta
Final: metálico
Drinkability: média/boa
Fidelidade ao estilo: média
Complexidade: média
Custo-benefício: bom
Recomenda?: sim, especialmente para quem prefere perfil mais maltado

segunda-feira, 6 de abril de 2026

2783 - CLUBE DO MALTE THE BEERS HELP!


Introdução

A English Pale Ale é um dos estilos mais tradicionais da escola inglesa, conhecido pelo equilíbrio entre malte e lúpulo, com foco em notas maltadas, terrosas e um amargor moderado. Esta versão paranaense busca capturar essa essência clássica, trazendo uma proposta simples e direta, com inspiração no perfil britânico tradicional.

Com 5,8% de teor alcoólico, é uma cerveja que aposta na drinkability e no equilíbrio, mirando quem aprecia estilos mais clássicos e menos experimentais. A proposta é clara: entregar uma experiência fiel ao estilo, sem exageros.


Diagnóstico

Essa English Pale Ale paranaense tem espuma média, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo transparente, borbulhante e âmbar-claro. Aroma: malte moderado, pão preto, caramelo e leve levedura. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leve dulçor e suave amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura rala e seca, forte carbonatação e final metálico. Sabor bem maltado (tostado) com leves notas de levedura. Boa atenuação. Bem restrita, sem outras nuances. Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 4 skol ou 2.5/5.0


Ficha técnica

Origem: Brasil
Estilo: English Pale Ale
Teor alcoólico: 5,8% ABV
Coloração: Cobre
Amargor: Moderado
Temperatura ideal: 4 a 8 ºC
Disponibilidade: Não informada
Harmonização sugerida: Torta de carne, fish and chips e salsicha grelhada com mostarda dijon


Sobre a proposta da cerveja

A proposta desta English Pale Ale é resgatar o perfil clássico britânico, com foco no equilíbrio entre malte e lúpulo e um caráter mais tradicional. A presença de notas maltadas, tostadas e levemente terrosas remete às referências do estilo, buscando entregar uma cerveja acessível e fiel às origens.

A ideia é oferecer uma experiência “old school”, sem exageros aromáticos ou experimentações modernas, valorizando o básico bem executado.


Sobre o estilo: English Pale Ale

A English Pale Ale é um estilo marcado por:

  • Equilíbrio entre malte e lúpulo
  • Notas maltadas (caramelo, pão, tostado)
  • Amargor moderado, geralmente terroso ou herbal
  • Corpo médio a médio-leve
  • Final seco e relativamente limpo

É um estilo tradicional, menos explosivo que versões americanas, mas bastante apreciado pela sua elegância e drinkability.


Experiência de consumo

Na prática, a cerveja entrega um perfil bastante maltado, com destaque para notas tostadas e de caramelo. O dulçor inicial é perceptível, mas logo dá espaço a um amargor suave, mantendo o equilíbrio dentro do esperado.

Por outro lado, a experiência é relativamente limitada em complexidade. O perfil é bem restrito, com poucas variações ao longo do gole, o que pode torná-la um pouco monótona para quem busca mais camadas de sabor.

A textura mais rala e a carbonatação elevada impactam a sensação em boca, deixando a cerveja mais seca, porém menos encorpada do que o estilo poderia sugerir. O final metálico é um ponto negativo, interferindo na qualidade geral da experiência.

Ainda assim, a boa atenuação contribui para uma cerveja fácil de beber, mesmo com suas limitações.


Harmonização e ocasião

As sugestões de harmonização fazem bastante sentido dentro do estilo. Pratos como torta de carne, fish and chips e salsichas grelhadas combinam bem com o perfil maltado e o amargor moderado da cerveja.

Ela funciona melhor em contextos casuais, acompanhando refeições simples ou como uma opção para quem busca algo clássico e descomplicado.


Conclusão

Esta English Pale Ale apresenta uma proposta honesta, focada no estilo tradicional britânico e no equilíbrio entre malte e lúpulo. A base maltada é bem construída e entrega o esperado dentro da proposta.

No entanto, a execução carece de maior complexidade e refinamento. A textura rala, o excesso de carbonatação e o final metálico acabam prejudicando o conjunto.

É uma cerveja correta, mas pouco memorável — pode agradar quem busca algo simples e direto, mas dificilmente se destaca dentro do estilo.


Resumo da avaliação

Estilo: English Pale Ale
Teor alcoólico: 5,8% ABV
Aparência: cobre, transparente
Espuma: média, baixa retenção
Aroma: malte, pão preto, caramelo
Sabor inicial: dulçor moderado
Sabor final: leve amargor e persistência média
Corpo: médio-leve
Carbonatação: alta
Final: metálico
Drinkability: média
Fidelidade ao estilo: média
Complexidade: baixa
Custo-benefício: ok
Recomenda?: razoável, mas não se destaca

terça-feira, 31 de março de 2026

2782 - CLUBE DO MALTE TROPICÁLIA BLOND ALE


Introdução

A Tropicália Blond Ale é uma proposta interessante dentro das cervejas brasileiras: pegar a base clássica de uma Belgian Blond Ale e adicionar um toque tropical com goiaba. A ideia é unir o perfil condimentado e suave do estilo belga com uma pegada mais aromática e frutada, trazendo algo diferente sem perder a elegância.

Com 6,5% de teor alcoólico e proposta não sazonal, é uma cerveja que tenta equilibrar inovação e drinkability, mirando tanto quem já conhece o estilo quanto quem busca algo mais acessível, porém com personalidade.


Diagnóstico

Essa Belgian Blond Ale paranaense tem espuma média, branca e de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo enevoado e amarelo-escuro. Aroma: goiaba, uva-passa, leve levedura e moderado malte. Sabor inicial: leves dulçor e acidez. Sabor final: leves dulçor e acidez, com suave amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final levemente adstringente. Presença da goiaba bem perceptível. Acidez presente por todo o gole não combina em nada com o estilo. Não me agradou. Notas de álcool. Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 3 skol ou 2.6/5.0


Ficha técnica

  • Origem: Brasil
  • Estilo: Belgian Blond Ale
  • Teor alcoólico: 6,5% ABV
  • Coloração: Dourada
  • Amargor: Baixo
  • Temperatura ideal: 4 a 6 ºC
  • Disponibilidade: Não sazonal
  • Harmonização sugerida: Frutos do mar, saladas e lombo

Sobre a proposta da cerveja

A proposta da Tropicália Blond Ale é clara: trazer uma Belgian Blond Ale com identidade brasileira. A adição de goiaba busca criar uma “explosão aromática” e adicionar complexidade ao perfil tradicional do estilo, que normalmente já apresenta notas frutadas e condimentadas provenientes da levedura belga.

Na teoria, a combinação faz sentido — a base suave e levemente adocicada do estilo poderia servir como suporte para a fruta, criando uma cerveja refrescante e aromática.


Sobre o estilo: Belgian Blond Ale

A Belgian Blond Ale é conhecida por ser uma cerveja equilibrada, com:

  • Dulçor leve a moderado
  • Notas frutadas e condimentadas (levedura)
  • Corpo médio
  • Final relativamente seco e suave

É um estilo que costuma agradar bastante pela sua acessibilidade, mesmo com teor alcoólico mais elevado.


Experiência de consumo

Na prática, a presença da goiaba é o ponto mais marcante da cerveja, aparecendo de forma clara tanto no aroma quanto no sabor. Isso traz uma identidade própria, mas também acaba interferindo no equilíbrio esperado do estilo.

A acidez, presente ao longo de todo o gole, destoa da proposta de uma Belgian Blond Ale, que normalmente não apresenta esse perfil tão evidente. Isso acaba prejudicando a harmonia da cerveja.

Além disso, a textura mais aguada e a carbonatação elevada contribuem para uma sensação menos refinada em boca. O leve caráter adstringente no final e a percepção de álcool também impactam negativamente a experiência.


Harmonização e ocasião

A proposta de harmonização com frutos do mar e saladas faz sentido, principalmente pelo caráter mais leve e pela presença da acidez. Pratos mais gordurosos, como lombo, também podem se beneficiar do contraste.

Ainda assim, devido ao desequilíbrio percebido no conjunto, a experiência pode variar bastante. Funciona melhor como uma cerveja para consumo casual, sem grandes expectativas.


Conclusão

A Tropicália Blond Ale apresenta uma proposta interessante ao tentar incorporar elementos tropicais a um estilo belga clássico. A ideia é boa e a presença da goiaba realmente se destaca.

No entanto, a execução deixa a desejar. A acidez constante, a textura aguada e o leve desvio do estilo comprometem o resultado final.

É uma cerveja que pode chamar atenção pela proposta, mas dificilmente agrada quem busca uma Belgian Blond Ale mais fiel ao estilo.


Resumo da avaliação

  • Estilo: Belgian Blond Ale
  • Teor alcoólico: 6,5% ABV
  • Aparência: dourada, levemente turva
  • Espuma: média, baixa retenção
  • Aroma: goiaba, uva-passa, leve levedura
  • Sabor inicial: leve dulçor e acidez
  • Sabor final: leve amargor e persistência
  • Corpo: médio-leve
  • Carbonatação: alta
  • Final: levemente adstringente
  • Drinkability: média-baixa
  • Fidelidade ao estilo: baixa
  • Complexidade: média
  • Custo-benefício: questionável
  • Recomenda?: não me agradou

segunda-feira, 30 de março de 2026

2781 - CLUBE DO MALTE BREWMASTER SELECTION HOP EXPERIENCE


Introdução

A Brewmaster Selection Hop Experience é uma cerveja brasileira que propõe uma abordagem interessante: explorar o máximo das características sensoriais do lúpulo sem se prender rigidamente a um estilo. Ainda assim, ela se aproxima bastante de uma American Amber Ale, combinando elementos maltados com notas aromáticas mais modernas.

Com teor alcoólico de 6,5% e proposta focada na experiência sensorial, a expectativa é de uma cerveja equilibrada, mas com personalidade suficiente para se destacar dentro da categoria.


Diagnóstico

Essa American Amber Ale paranaense tem espuma média, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo claro e âmbar. Aroma: moderados malte e lúpulo, caramelo, laranja e quik de morango. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Sabor bem maltado (tostado), mas com notas lupuladas lembrando frutas tropicais (laranja) e um pouco de pinho. Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 25 skol ou 3.3/5.0


Ficha técnica

  • Origem: Brasil
  • Teor alcoólico: 6,5% ABV
  • Coloração: Acobreada
  • Amargor: Moderado
  • Temperatura ideal: 3 a 5 ºC
  • Disponibilidade: Não sazonal
  • Harmonização sugerida: Costelinha barbecue

Sobre a proposta da cerveja

A ideia por trás da Hop Experience é clara: criar uma cerveja guiada pelas sensações, e não por um estilo específico. A proposta é explorar o potencial dos lúpulos, trazendo aromas e sabores que chamem atenção já no primeiro contato.

Na prática, isso aparece principalmente nas notas frutadas e levemente resinosas percebidas tanto no aroma quanto no sabor. Ainda assim, a base maltada mantém a cerveja próxima de uma American Amber Ale, garantindo um certo equilíbrio.


Sobre o estilo: American Amber Ale

A American Amber Ale é conhecida por equilibrar o dulçor do malte com o amargor do lúpulo. Normalmente apresenta notas de caramelo, leve tostado e um perfil aromático que pode trazer toques cítricos e resinosos.

Espera-se desse estilo:

  • Cor âmbar a cobre
  • Presença de caramelo e tostado
  • Amargor moderado
  • Final relativamente limpo

No caso dessa cerveja, ela segue parte dessas características, mas com algumas variações que refletem sua proposta menos “presa” ao estilo.


Experiência de consumo

Na prática, a cerveja entrega um perfil interessante no aroma, com destaque para a mistura entre caramelo, laranja e um toque curioso que remete a morango em pó. Essa combinação traz certa complexidade inicial.

O sabor acompanha essa linha, com presença maltada bem perceptível, trazendo tostado e dulçor moderado, equilibrados por um amargor também moderado. As notas de frutas tropicais e um leve pinho reforçam a influência dos lúpulos.

Por outro lado, alguns pontos acabam comprometendo a experiência. A textura aguada reduz a sensação de corpo, e o final metálico destoa do restante do conjunto. A carbonatação mais alta também interfere na suavidade do gole.


Harmonização e ocasião

A sugestão de harmonização com costelinha barbecue faz sentido, já que o dulçor do molho pode conversar bem com o perfil maltado da cerveja. O amargor também ajuda a equilibrar pratos mais gordurosos.

Ainda assim, devido às características específicas dessa cerveja — especialmente o final metálico — a harmonização pode não atingir todo o potencial esperado. Funciona melhor em contextos mais informais, como uma opção casual.


Conclusão

A Brewmaster Selection Hop Experience é uma cerveja que apresenta uma proposta interessante ao focar nas características sensoriais dos lúpulos. Ela acerta em alguns pontos, especialmente no aroma e na combinação entre malte e notas frutadas.

No entanto, falha em aspectos importantes como textura e final de boca, o que impacta a experiência geral. O resultado é uma cerveja mediana, que pode agradar quem busca algo diferente, mas dificilmente se destaca dentro do estilo.

DIndicada para consumo despretensioso, mas sem grandes expectativas.

sexta-feira, 27 de março de 2026

2780 - BIGFOOT STOUT


Introdução

A BigFoot Stout é uma cerveja brasileira que aposta em um perfil clássico do estilo: torra intensa, notas de café e chocolate, e uma proposta mais robusta para consumo mais contemplativo. Com 6,0% de teor alcoólico e disponibilidade regular, ela se posiciona como uma opção acessível dentro do universo das Stouts.

A expectativa aqui é encontrar uma cerveja encorpada, com boa presença de malte torrado e uma textura mais cremosa, características comuns do estilo.


Diagnóstico

Essa Stout paranaense (Brejas diz Sweet Stout, mas discordo) tem espuma pequena, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco e negro. Aroma: pesado malte torrado, chocolate meio amargo e forte café. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final metálico. O sabor me lembrou malte assado, leve defumado, e forte café, sem o chocolate do aroma. Sem defeitos nem diferenciais. Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 30 skol ou 3.4/5.0


Ficha técnica

  • Origem: Brasil
  • Estilo: Stout
  • Teor alcoólico: 6,0% ABV
  • Coloração: Preta
  • Amargor: Moderado
  • Temperatura ideal: 5 a 7 ºC
  • Disponibilidade: Não sazonal
  • Harmonização sugerida: Hambúrguer com cebola caramelizada, risoto de funghi e mousse

Copo ideal

Para esse estilo, o mais indicado é o pint (imperial ou americano) ou até um copo tipo nonic pint.

Esses copos ajudam a:

  • Valorizar os aromas tostados e de café
  • Permitir boa formação de espuma
  • Facilitar a drinkability mesmo com perfil mais intenso

Sobre o estilo: Stout

As Stouts são cervejas escuras marcadas pelo uso de maltes torrados, que trazem notas de café, chocolate e, em alguns casos, leve defumado. Dependendo da variação, podem apresentar dulçor mais evidente (como nas Sweet Stouts) ou um perfil mais seco.

Espera-se:

  • Corpo médio a alto
  • Baixa a média carbonatação
  • Final mais suave ou levemente seco
  • Sensação cremosa em boca

Experiência de consumo

No aroma, a cerveja entrega bem o esperado, com destaque para o malte torrado, café intenso e chocolate meio amargo. Esse conjunto cria uma boa primeira impressão e está alinhado com o estilo.

No sabor, o perfil segue puxado para o torrado, com forte presença de café e leve dulçor inicial. No entanto, o chocolate percebido no aroma não se confirma com a mesma intensidade no paladar.

A textura acaba sendo um ponto fraco. Apesar de apresentar uma leve sensação oleosa, o corpo é mais leve do que o esperado, e a carbonatação elevada prejudica a cremosidade típica do estilo. O final metálico também destoa e impacta negativamente a experiência.


Harmonização e ocasião

A proposta de harmonização com hambúrguer e pratos mais intensos faz sentido, já que o perfil torrado combina bem com sabores mais marcantes e gordurosos. Sobremesas à base de chocolate também são uma boa escolha.

Ainda assim, pelo corpo mais leve e carbonatação alta, a experiência pode não ser tão envolvente quanto outras Stouts mais encorpadas. Funciona melhor como uma opção casual dentro do estilo.


Conclusão

A BigFoot Stout entrega um perfil aromático interessante e fiel ao estilo, com destaque para café e malte torrado. No entanto, deixa a desejar em aspectos importantes como corpo, textura e final.

Não apresenta defeitos graves, mas também não se destaca. Fica como uma cerveja correta, sem grandes diferenciais.

Indicada para quem quer uma introdução ao estilo, mas pode decepcionar quem busca uma experiência mais intensa e cremosa.


Resumo da avaliação

  • Estilo: Stout
  • Teor alcoólico: 6,0% ABV
  • Aparência: negra, opaca
  • Espuma: pequena, baixa retenção
  • Aroma: café, malte torrado, chocolate
  • Sabor inicial: dulçor moderado
  • Sabor final: amargor moderado
  • Corpo: médio-leve
  • Carbonatação: alta
  • Final: metálico
  • Drinkability: média
  • Fidelidade ao estilo: parcial
  • Complexidade: média
  • Custo-benefício: ok
  • Recomenda?: sem destaque