quinta-feira, 9 de julho de 2026

2807 - MOERSLEUTEL BEER ENGINEERS NEIPA


Diagnóstico

Essa NEIPA holandesa tem espuma pequena, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo enevoado e amarelo-claro. Aroma: laranja, maracujá, moderados malte e lúpulo, abacaxi. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor - abacaxi, laranja e maracujá. Sabor final: pesado dulçor, leve amargor e suave acidez. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Falta atenuação, doce demais, mesmo com a suave acidez final. 

Nota: 3.4/5.0 ou 25 skol

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

2806 - DE MOLEN BALCONES BARLEY WINE BARREL AGED EDITION 2023


Diagnóstico

Esse English Barleywine holandês tem espuma pequena, branca e com bolhas, de longevidade bem reduzida. Moderada formação de colarinho. Corpo lodoso, com partículas grandes e cor marrom-ambarizada. Aroma: caramelo, mel, ameixa seca, cacau e vinho do Porto. Sabor inicial: pesado dulçor e leve amargor. Sabor final: leve acidez e moderados amargor e dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final metálico e pesadamente alcóolico. Sabor lembra baunilha e coco. Notas de whisky. A leve adstringencia final (lembrando frutas vermelhas ) atenua um pouco mas mesmo assim termina bem doce. Notas de Porto e whisky no final. Pesado aquecimento alcoólico no final do gole, mas não prejudica nuances, mas perceptível durante o gole. Garrafa de 330ml adquirida por €6 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 110 skol ou 4.0/5.0

terça-feira, 7 de julho de 2026

2805 - DE MOLEN BALCONES WHISKY BARREL AGED EDITION 2024


Diagnóstico

Essa Imperial Stout holandesa tem espuma pequena, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco e negro. Aroma: baunilha, coco queimado, chocolate meio amargo, pesado malte assado e whisky. Sabor inicial: pesado dulçor e médio amargor. Sabor final: pesado amargor e médio dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura oleosa, forte carbonatação e final metálico e pesadamente alcoólico. Apesar do alto aquecimento alcoólico e do álcool estar evidente no paladar, ele não prejudica nuances. Diferenciada. Malte assado presente no paladar em segundo plano, bem como notas defumadas, baunilha e de chocolate meio amargo. Garrafa de 330ml adquirida por €6,25 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.9/5.0 ou 120 skol

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

2804 - DE MOLEN CHATEAU & ROUGE


Diagnóstico

Essa Quadrupel holandesa envelhecida em barril de vinho Château Talbot Grand Cru tem espuma pequena, marrom-clara e com bolhas, de longevidade bem reduzida. Moderada formaçãod e colarinho. Corpo opaco, borbulhante e negro. Aroma: vinho do Porto, pesado malte e mel. Sabor inicial: pesado dulçor e moderada acidez (lembra frutas vermelhas e taninos, atenuando bem o dulçor que é bem semelhante a Porto). Sabor final: moderados dulçor e acidez, com leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. Médio aquecimento alcoólico. Álcool bem inserido. Muito saborosa. Garrafa de 330 ml adquirida por €6,95 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.6/5.0 ou 130 skol

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

2803 - BREWDOG LUCKY BREAK


Diagnóstico

Essa Hazy IPA escocesa tem espuma média, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo enevoado e bege-claro. Aroma: manga, laranja, maracujá, moderado lúpulo e leve malte. Bem fresco. Sabores inicial e final: moderado amargor e leve dulçor; média duração. Início maltado e vai ficando frutada(manga e grapefruit) até terminar com amargor gredoso. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final gredoso. Lata de 440ml adquirida por por €4,65 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.4/5.0 ou 35 skol

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

2802 - BREWDOG COUNTER STRIKE


Descrição comercial

Há momentos para cervejas leves e descontraídas. E há momentos para uma autêntica West Coast IPA de respeito. Os lúpulos Krush, Mosaic, Citra e Talus Lupomax trazem intensas notas cítricas, criando uma explosão de sabores de laranja, manga e pinho, equilibrada por uma base de amargor marcante que sustenta toda a experiência.

Diagnóstico

Essa American IPA escocesa tem espuma pequena, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo transparente, borbulhante e amarelo-escuro. Aroma: laranja, maracujá e moderados malte e lúpulo. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderados dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Lata de 473ml adquirida por €3,50 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.5/5.0 ou 60 skol

quarta-feira, 1 de julho de 2026

2801 - DE MOLEN PIM'S & PORT


Descrição comercial

A Pim's & Port é a versão envelhecida em barris de vinho do Porto da nossa especial Pim's & Sinaas, uma Imperial Stout com cacau e laranja lançada em 2022. Logo ao abrir a garrafa, destacam-se intensos aromas de laranja e cacau. No paladar, apresenta uma torra suave, com notas de caramelo, laranja e chocolate. O final é encorpado, aconchegante e marcado por um delicado e elegante toque de vinho do Porto.

Diagnóstico

Essa Imperial Stout holandesa tem espuma marrom-clara, com bolhas e bem pequena, de longevidade bem reduzida. Corpo opaco e negro. Aroma: chocolate, avelã, leve Porto e morango. Sabor inicial: leve acidez (lembrando morango), moderado amargor e leve acidez. Forte presença de chocolate. Sabor final: moderado dulçor, leve acidez e suave amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final com leves adstringência e presença alcoólica. Não senti vinho do Porto no paladar. Acidez de ameixa vermelha atenua dulçor, mas destoa da característica do estilo. Saborosa, mas nada especial. Garrafa de 330ml adquirida por €7,00 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.2/5.0 ou 60 skol

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terça-feira, 30 de junho de 2026

2800 - DE DOCHTER VAN DE KORENAAR L'ENSEMBLE


Diagnóstico

Esse English Barleywine belga tem espuma pequena, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo lodoso e marrom-alaranjado escuro. Aroma: moderado malte, ameixa-seca e caramelo. Sabor inicial: pesado dulçor e médio amargor.  Sabor final: moderados dulçor e amargor, com suave acidez; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final moderadamente alcoólico. Alto aquecimento alcoólico, mas bem inserido, sem prejudicar nuances. Sabor com bastante fruta seca, principalmente ameixa seca. Acidez de ameixa vermelha ajuda a atenuar o dulçor. Garrafa de 330 ml adquirida por €5,50 na Sterk Amsterdam, na Holanda.

Nota: 3.6/5.0 ou 70 skol

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

2799 - KLAP VAN DE MOLEN STRONG ALE


Diagnóstico

Essa Spiced/Herbed Beer holandesa tem espuma pequena, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco e negro. Aroma: álcool, ameixa-seca, moderado malte assado e chocolate meio-amargo. Sabor inicial: pesado dulçor (lembrando ameixa seca) médio amargor e suave acidez. Sabor final: moderados amargor e dulçor, com suave acidez; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoolico. Alto aquecimento alcoólico. Acidez de frutas vermelhas. Garrafa de 330 ml adquirida por €5,25 na Sterk Amsterdam, na Holanda, excelente loja com milhares de rótulos e extremamente recomendada para quem quer comprar algo raro e de melhor qualidade por lá.

Nota: 3.4/5.0 ou 50 skol

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

2798 - PIRANHA TRIPEL


Diagnóstico

Essa Tripel holandesa tem espuma volumosa, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco e laranja-escuro. Aroma: laranja, álcool e condimentado. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Sabor inicial: moderado amargor e leve dulçor (laranja e condimentado). Sabor final: moderado dulçor e leve amargor. Cerveja saborosa, com álcool bem inserido. Lata de 350ml adquirida por €2,49 em um Albert Heijn em Almere, na Holanda.

Nota: 3.2/5.0 ou 60 skol

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

2797 - CHOUFFE IPA




Diagnóstico

Essa Belgian IPA belga tem espuma volumosa, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo translúcido e amarelo-escuro. Aroma: grama, laranja, maracujá, lúpulo moderado e leve malte. Sabores inicial e final: moderado amargor e leve dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Garrafa de 330 ml adquirida por €2,99 em um Albert Heijn em Almere, na Holanda.

Nota: 3.6/5.0 ou 60 skol

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

2796 - ZATTE TRIPEL


Diagnóstico

Essa Tripel holandesa tem espuma branca, média e aerada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo dourado, claro e borbulhante. Aroma: laranja, forte malte e picante. Sabores inicial e final: moderado dulçor e leve amargor; longa duração. Sabor de laranja e picante. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Garrafa de 330ml adquirida por €2,75 em uma unidade do Albert Heijn em Almere, na Holanda.

Nota: 3.4/5.0 ou 70 skol

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terça-feira, 23 de junho de 2026

2795 - OMER LEFORT

 


Diagnóstico

Essa Belgian Dark Strong Ale belga tem espuma volumosa, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco e marrom-escuro, com luzes âmbar. Aroma: metálico, anis e morango. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor - sabor bem estranho, difícil de definir. Lembra verniz, plástico, anis. Picante. Sabor final: leves acidez e dulçor, com moderado amargor gredoso; longa duração. Paladar:corpo leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. O sabor é também permeado por acidez de morango e traz chocolate em segundo plano. Garrafa de 330ml adquirida em um Albert Heijn em Almere, na Holanda, por €2,50.

Nota: 2.8/5.0 ou 15 skol


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segunda-feira, 22 de junho de 2026

2794 - MOERSLEUTEL CRANK THE JUICE


Diagnóstico

Essa Hazy IPA holandesa tem espuma volumosa, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo enevoado e bege-claro. Aroma: manga, laranja, maracujá, grama e moderados lúpulo e malte - bem fresco. Sabores inicial e final: leves dulçor e amargor; média duração. Lembra laranja e traz toques salgados. Refrescante. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonataçção e final metálico. Lata de 473ml adquirida por €5,29 no Albert Heijn de Almere, na Holanda.

Nota: 3.4/5.0 ou 55 skol

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

COLORADO APPIA CERVEJA CLARA WEISS


Descrição: semelhante à Baden Golden, com exceção de aftertaste de mel em vez de canela. Apesar de ser feita de trigo, não possui esse sabor nem o corpo característico dessa classe de cervejas, nem tampouco é turva como suas congêneres. Em contrapartida, compensa as características anteriores com um alto grau de refrescância, ideal para dias quentes de verão.



Custo-benefício: adquirida no Armazém Flor da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba, por R$ 10,50. É um valor justo para a qualidade da cerveja, que, no entanto, não vale muito mais que isso. Teor alcóolico 5,5% 600ml.



Nota: 100 Skol


FULLER'S LONDON PORTER







Descrição: essa magnífica Porter inglesa leva a sério o lema de que a primeira impressão é a que fica, com uma belíssima garrafa e rótulo e um surpreendente primeiro gole.Como toda dark beer que se preze, possui, segundo Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status de Curitiba, "um corpo longo, forte amargor, café onipresente e aroma de trufas amargas".Assino embaixo e acrescento que, associado ao destacado e inebriante aroma de café, também se percebe fortemente a presença de maltes de chocolate e caramelo. Para os que conhecem a linha Eisenbahn, eu diria que essa é uma Dunkel anabolizada, apesar do estilo ser diferente.

Custo-benefício: adquirida no Armazém Flor da Serra do Mercado Municipal de Curitiba, por R$ 22,50. Um valor justo, que poderia ser esticado 10% a mais que ainda estaria sendo feito um bom negócio. Teor alcóolico 5,4% 500ml.

Nota: 900 Skol

FULLER'S GOLDEN PRIDE


Descrição: apesar de muito premiada, essa strong ale da cervejaria inglesa Fuller's deixa a desejar, exatamente pelas altas expectativas que criava. Produzida com maltes de cervejas pale ale e cristal, possui aroma extremamente frutado, uma de suas mais marcantes características, talvez o melhor que ela ofereça. Apresenta textura adocicada com notas de frutas vermelhas e corpo lodoso, adequado para uma ale. Seu grande problema é tornar-se enjoativa após alguns goles, pela doçura caramelizada após um pequeno amargor- uma falsa acidez, eu diria. Recomendável para dias mais frios e para tomar em pequenas doses em degustações ou então como sobremesa. Para os que fumam, recomendo acompanhar com um bom charuto.

Custo-benefício: adquirida no Armazém Flor da Serra do Mercado Municipal de Curitiba a R$ 22,50, não compensa o investimento, justamente por tratar-se de um item altamente enjoativo. Uma garrafa menor ou até mesmo uma lata seria melhor negócio. Teor alcóolico 8,5% 500ml.

Nota: 200 Skol


AMSTERDAM MAXIMATOR


Descrição: segue à risca a tradição Amsterdam de produzir cervejas MUITO doces, porém a forte graduação alcoólica a torna mais convidativa que suas irmãs. Se fosse defini-la em poucas palavras, diria que é uma strong 'coconut' ale, com destacadas notas de álcool, junção essa de características.que a conferem certa semelhança com destilados como o Malibu, o que a impede de ser bebida em quantidade (leia-se enjoativa). Recomendável consumi-la em degustações e sobremesas, em pequenas doses e com a devida parcimônia.


Custo-benefício: Mercado Municipal de Curitiba, a R$ 6,90. A título de primeira experiência, vale a pena, no entanto, há outros lugarem, como o Sam's Club, onde ela é vendida por entre R$3 e R$4, valor muito mais adequado ao que ela oferece. Teor alcóolico 11,6% 500ml.


Nota: 85 Skol

SCHNEIDER WEISSE KRISTALL


Descrição: essa Kristallweizen alemã é uma feliz junção de maltes de cevada e trigo.
O resultado é refrescante, perfeito para um domingo de 37ºC de verão.
Com alta carbonatação, pode acompanhar pratos apimentados, como comida mexicana, sem ser afetada pelo sabor da comida e limpando o paladar automaticamente. Ideal para qualquer horário, desde que esteja bem gelada.

Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba, em um pacote
promocional de 6 garrafas + 1 copo 500ml por R$ 30,00. Considerando a média hipotética de R$5,00/garrafa, apresenta um CB altíssimo, até 50% do preço que poderia ser pago.

Nota: 850 Skol

Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/schneider-weisse-kristall/8852/

GUINNESS draught


Descrição: poucas cervejas no mundo conseguiram acumular o prestígio que a irlandesa Guinness conseguiu. Criada pelo irlandês Arthur Guinness em 1759, a bebida preta, forte e encorpada ainda é produzida na fábrica original do grupo, na zona portuária de Dublin. Para servi-la nos publs, segue-se um ritual que dura exatos 119 segundos e garante o denso colarinho de espuma (precedido do inédito efeito 'areia movediça' - um movimento causado pela nitrogenação utilizada em seu feitio) no topo dos copos, sempre na dosagem-padrão de 568ml (em vez do tradicional pint, de 473ml), o chamado imperial stout. Tanta tradição foi determinante na globalização da Guinness, cujo segundo maior mercado é... alguém se habilita a responder, ou tentar adivinhar?
Quem disse Nigéria acertou. Apesar do baixo poder aquisitivo do país, a colonização anglo-saxã deixou suas raízes (algumas muito boas, como se pode ver). A velha e respeitável marca ganhou mercado na África porque tinha a capacidade de resistir ao implacável calor africano e também por passar uma imagem de sofisticação aos colonizados.
Como se não bastasse ser um panteão de status e elegância, o sabor de Guinness é um espetáculo, digno de sua reputação. Essa stout tem baixa carbonatação, diferente de todas suas 'familiares' que já tive acesso. Essa característica diz respeito a capacidade de uma cerveja 'limpar' o paladar de quem a está bebendo, mantendo limpas as papilas gustativas. Sendo assim, recomenda-se harmonizar a Guinness com petiscos leves, como uma boa cumbuca seca, composta por castanhas, amendoim, pistache e congêneres - para os marinheiros de primeira viagem, recomendo bebe-la solo. E mais, confesso que minha primeira impressão não foi das melhores, experiência que foi melhorando aos poucos. Após passar por essa 'prova de fogo', aguardo seus comentários - aos que já beberam e são fãs inveterados, como eu, também os aguardo por aqui! Saúde!

Custo-benefício: lata da pint Draught adquirida pela última vez no Mercadorama da rua 24 de maio, em Curitiba, por R$ 8,00. Pode também ser encontrada em vários estabelecimentos da capital paranaense, como o Sheridan's e o Slainte, entre outros (a preços mais altos, é verdade). Ambas as versões são recomendadas e valem seu preço em ouro.

Nota: 815 Skol

SCHNEIDER WEISSE ORIGINAL


Descrição: de coloração âmbar, essa weissbier tem aroma pronunciado de maçã, mas é bem menos complexa em termos de sabor em relação às weiss mais respeitadas, como a Paulaner, um ícone alemão. Apesar de ser turva, não chega a proporcionar uma experiência memorável ao degustador. Recomendável para dias quentes, beber bem gelada. Pode acompanhar petiscos mais picantes.

Custo-benefício: adquirida no Sam's Club, por R$ 30 o pacote de 6 Schneider Weisse + copo. Em se tratando de um preço médio/unidade de R$ 5, por si só, não vale a pena.

Nota: 200 skol

SCHNEIDER WEISSE WEIZEN HELL


Descrição: com o característico aroma de banana das weizenbiers, seu paladar ácido e textura rala lhe confere o título de pior cerveja da linha Schneider Weisse. Certamente Guilherme IV, monarca alemão do Estado da Baviera, quem promulgou em 1516 a primeira lei de proteção ao consumidor da história (a Lei Alemã de Pureza) não daria seu aval a essa Weisse. Raivoso com adições como fuligem, cal, ervilha ao precioso líquido, Guilherme decretou que só seria permitido produzir cerveja com malte de cevada, lúpulo e água. Infelizmente, obedecer à essa lei nem sempre é sinônimo de uma cerveja de boa qualidade.


Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba, em um pacote promocional de 6 garrafas + 1 copo 500ml por R$ 30,00. Considerando a média hipotética de R$5,00/garrafa, apresenta um CB baixo, o dobro do que poderia ser considerado justo pagar por ela.


Nota: 6 Skol









Google













BOHEMIA CONFRARIA

Descrição: produzida como alternativa ao amplo 'reinado Pilsen' vigente no Brasil e descrita pela Inbev como uma 'cerveja tipo Abadia', a Bohemia Confraria é uma Bitter Ale, cuja receita original foi criada pelos monges trapistas, artistas da boa cerveja. Seu segredo é a mistura entre um pronunciado amargor em harmonia com notas doces, frutadas, que lhe conferem um paladar nobre e sofisticado. Aos que conhecem a apreciam a Weihnachts Ale (a Amber Ale, edição natalina, da Eisenbahn), podem notar uma certa semelhança, exceto por uma maior dose de amargor por parte da Weihnachts. Ambas recomendadíssimas por Dr. Beer.
Custo-benefício: adquirida pela última vez no Mercadorama da 24 de Maio em Curitiba, por R$ 5,99. Um preço justo para a garrafa de 500 ml e teor alcóolico de 6,2%.
Nota: 212 Skol

COLORADO CAUIM


Descrição: ‘Esta Pilsen tradicional de Ribeirão Preto foi feita com água do aqüífero Guarany, maltes e lúpulos importados, mandioca e exclusiva levedura de baixa fermentação. Seu nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.’ A despeito das características apontadas no rótulo como sendo as mais marcantes, o maior trunfo dessa peculiar pilsen é seu aroma, muito mais complexo que a média de suas pares. Consegue-se captar maçã (o mais forte), laranja, pão branco e queijo (um forte, puxando para o gorgonzola). Lembrete: após sentir um aroma, desvie o olfato para outra direção, respire fundo o ‘ar puro’, depois volte a cheirar novamente sua cerveja. Caso seu copo tenha ‘boca larga’ e permita o desprendimento de aromas, alguns movimentos circulares (nada exagerado) podem facilitar o processo.
O sabor, apesar de não ser espetacular, também se destaca por ser diferente, Apresenta textura aguada, carbonatação suave e um trânsito metálico na boca, após um início moderadamente ácido. Vale a pena conferir. Ah! Resquícios de água do aqüífero Guarany e mandioca passaram despercebidos, se alguém conseguir farejar, compartilhe.
Como não poderia ser diferente, essa pilsen é recomendada para refrescar-se em dias quentes. Pode acompanhar amendoim ou frutas secas, mas o ideal mesmo é degusta-la solo, aproveitando todos os aromas que ela tem a oferecer.

Custo-benefício: adquirida por R$ 9,50 no Armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba em uma garrafa de 600 ml, teor alcoólico de 4,5%, essa pilsen vale o preço pago por ser um produto diferenciado.

Nota: 347 Skol

Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/colorado-cauim/52384/

LA TRAPPE DUBBEL


Descrição: essa cerveja trapista escura tem uma espuma cremosa, marrom-clara e com duração relativamente longa. Seu corpo tem transparência normal, sua densidade é fina e sua coloração, marrom. Com aromas complexos, apresenta nuances de caramelo, notas cítricas (puxando para a laranja), terra e maçã. No primeiro gole já se percebe um forte amargor, que envolve a língua com um corpo médio e uma textura oleosa, permeada com uma carbonatação ativa. No final, o sabor torna-se levemente adocicado e depois metálico. Apesar da miríade de características, a Dubbel peca por tornar-se enjoativa devido às suas características. Recomendada para degustações com várias pessoas, de preferência no período da noite.

Custo-benefício: adquirida por R$ 14,52 no Sam’s Club de Curitiba, vale seu preço a título de conhecimento, mas não vale um repeteco tão cedo. Garrafa de 750 ml, 7% graduação alcoólica.

Nota: 54 Skol

WATERLOO DOUBLE DARK 8


Descrição: essa tradicional cerveja belga data de 1815 e traz consigo uma série de nuances. O leque de aromas que pode ser percebido começa com pão escuro e melado na família dos maltes. Também pode ser percebido um aroma cítrico, puxando para a laranja. Também consegue-se perceber maçã e, esse, afastando o copo (recomenda-se um trapista) do nariz e cheirando mais a extremidade oposta, percebe-se notas de Velho Barreiro, a conhecida aguardente brasileira.
A belíssima aparência é capitaneada por uma espuma inicial cremosa e de coloração marrom-clara, com longevidade duradoura. Seu corpo é consistente e opaco, com grossa densidade, além de apresentar uma tonalidade amarronzada.
O sabor inicial é um misto de amargor e doçura moderados e uma textura oleosa com lembra a irlandesa Guinness, porém com maior carbonatação. Seu final é um misto de forte amargor e percebe-se leves notas alcoólicas. Recomenda-se para degustações e para o período da noite, uma vez que a temperatura recomendada de 8ºC não é exatamente sinônimo de refrescância para cervejas.

Custo-benefício: adquirida por R$ 28 no Armazém Flor da Serra do Mercado Municipal de Curitiba, vale a pena seu valor, pela qualidade e pelo conteúdo de sua garrafa de 750 ml e teor alcoólico de 8,5%.

Nota: 360 Skol

DADO BIER RED ALE



Descrição: Essa red ale tem sabor moderado de malte, com notas pronunciadas de caramelos, bem como algo de flores também. Pode-se farejar ainda algo de ameixas secas e mel. Sua aparência deixa a desejar em termos de red ale (tomando-se por base a sua equivalente produzida pela microcervejaria BadenBaden, de Campos do Jordão). Apresenta espuma espessa e irregular, persistente no copo. Seu corpo é claro e borbulhante, com pouca densidade e coloração âmbar. PS - de acordo com pessoas da Eisenbahn e anônimos que comentam aqui no blog, a Red da Baden é uma Barley Wine. Deveriam reclamar com a cervejaria sobre isso, não comigo...
O primeiro gole não acrescenta nada ao paladar, com um misto de acidez e amargor leves, permeados por um corpo ralo, textura aguada e alta carbonatação, que nada tem a ver com as tradicionais red ales. O sabor que perdura puxa para algo acético, misturado com um aftertaste metálico. A melhor qualidade dessa royal ale 'fajuta' realmente é seu sabor, que tem algo de complexidade. Fora isso, sou muito mais a Baden Baden, a qual devo resenhar no ano que entra. Não sugerirei harmonizações nem horários porque simplesmente não recomendo essa cerveja aos leitores.
Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba por R$ 4,90, essa garrafa de 350 ml e teor alcoólico de 5,3% não vale nem a metade desse valor.
Nota: 8 Skol
Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/dado-bier-red-ale/72409/

DADO BIER ROYAL BLACK


Descrição: Com forte aroma de malte tostado e café, essa royal black também apresenta cheiro de fumaça. Sua espuma tem aparência inicial borbulhante e desaparece rapidamente. Possui um corpo claro, ao contrário do que poderia esperar-se de uma royal ale. Seu corpo é formado de partículas minúsculas, densidade rala e coloração amarronzada. Seu sabor inicial é uma mistura de leve doçura com notas acéticas, permeados por um corpo leve, textura seca e alta carbonatação. No final do gole perdura uma sensação de notas alcoólicas moderadas, mesma intensidade da doçura – ambos permanecem por um longo tempo no paladar. Assim como a Red Ale da Dado Bier, essa Royal também deixa a desejar. Não recomendo para nenhuma ocasião nem refeição.

Custo-benefício: adquirida no Sam’s Club por R$ 3,90, essa garrafa de 350ml e teor alcóolico de 5,5%.

Nota: 14 skol

Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/dado-bier-royal-black/72406

AECHT SCHLENKERLA RAUCHBIER MÄRZEN


Descrição: Para os que conhecem a Rauchbier da Eisenbahn, essa Smoked alemã é muito mais potente, em todos os aspectos. Seu aroma característico lembra a carne, fumaça e principalmente linguiça, do tipo blumenau. Sua espuma tem aparência inicial cremosa e coloração marrom clara, com pouca longevidade. Seu corpo é claro e sua densidade media, com tonalidade marrom. Ao primeiro gole nota-se um paladar salgado, também de linguiça blumenau. Seu corpo tem textura seca e carbonatação suave, características marcantes das Rauchbiers. O final do gole é marcado por um amargor médio e um toque metálico, sem perdurar muito no paladar, no entanto.

Recomenda-se bebe-la sozinha, sem acompanhamentos. Geralmente não costumo colocar observações aqui, mas, apenas para esclarecimentos, todos os sabores e dados que estou postando nas resenhas são sugeridos em formulários do site www.ratebeer.com. Portanto, nenhum dos sabores, aromas ou outras características foram meramente inventados por mim. Se eu não estudei sobre cerveja, o material que estou usando pra escrever meus diagnósticos foi elaborado por alguém que estudou.

Custo-benefício: adquirida por R$ 10,50 no Armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba, essa Rauchbier traz uma experiência única ao degustador, que pode conhecer a essência desse tipo de cerveja. Recomendável, mas pode ser meio enjoativa para alguns paladares menos acostumados.

Nota: 173 Skol

Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-m%E4rzen/1269/

TIPOS DE COPO - FLUTE


Introdução

O tipo de copo utilizado pode parecer um detalhe pequeno, mas influencia diretamente na experiência com a cerveja. Na minha percepção, muita gente ainda subestima esse fator, usando qualquer recipiente disponível, quando na verdade o formato do copo pode destacar — ou prejudicar — aroma, espuma e até a percepção do sabor.

Por que o copo faz diferença

Cada estilo de cerveja possui características próprias, como nível de carbonatação, intensidade aromática e formação de espuma. O copo adequado ajuda justamente a valorizar esses pontos.

Os belgas são conhecidos por levar isso a sério, criando copos específicos para diferentes estilos. Já em muitos outros lugares, é comum ver cervejas sendo servidas em copos genéricos ou até descartáveis, o que acaba limitando a experiência.

Usar o copo errado não “estraga” a cerveja, mas pode reduzir bastante o aproveitamento. Aromas podem se dissipar mais rápido, a espuma pode se formar de maneira inadequada e certas características simplesmente deixam de ser percebidas.

Resolvi começar uma série falando sobre tipos de copo e como cada um influencia na experiência. Para começar, o Flute.

O copo flute

O Flute é um copo alto, estreito e geralmente sustentado por uma haste. Seu formato lembra bastante as taças usadas para espumantes, o que já dá uma pista sobre sua principal função: valorizar bebidas com alta carbonatação.

Esse formato alongado ajuda a manter o perlage (as bolhas subindo de forma contínua), além de preservar melhor a espuma e direcionar os aromas de forma mais sutil.

Por ser mais delicado e estreito, não é o tipo ideal para cervejas intensas, escuras ou muito complexas, já que limita a liberação aromática mais ampla.

Para quais cervejas é indicado

O Flute funciona melhor com cervejas leves, claras e bastante carbonatadas. Entre os exemplos mais comuns:

  • Lambics frutadas
  • Algumas Pilsners mais delicadas
  • Cervejas com perfil mais seco e efervescente

Nesses casos, o copo ajuda a destacar o frescor e a vivacidade da bebida.

Experiência de uso

Na prática, usar um Flute traz uma sensação mais refinada ao consumo, muito por conta do visual elegante e da forma como as bolhas se comportam no copo. Considero uma escolha interessante para ocasiões mais específicas, mas não exatamente um copo “coringa” para o dia a dia.

Conclusão

O Flute é um bom exemplo de como o copo certo pode valorizar determinadas características da cerveja, especialmente a carbonatação e o frescor. Me parece uma opção mais adequada para estilos leves e efervescentes, funcionando melhor em contextos específicos do que como uma escolha universal.

Resumo da avaliação

• Tipo de copo: Flute
• Formato: Alto e estreito, com haste
• Destaque: Preserva carbonatação e espuma
• Indicação: Cervejas leves e efervescentes
• Não indicado para: Cervejas escuras e complexas
• Versatilidade: Baixa
• Impacto na experiência: Médio-alto
• Recomenda?: Sim, para estilos específicos

LAGER GLASS


Copos curtos, com capacidade para não mais que 350 ml de cerveja. Eles são ligeiramente mais largos na boca do que na base, com lados igualmente inclinados. Esse copo despretensioso é um ótimo recipiente básico para se beber, adequado para lagers claras como as americanas padrão, dortmunders e as helles (http://www.ratebeer.com/Beer/5-seasons-munich-helles/10978/). Vienenses claras, americanas escuras, ales cremosas e golden ales populares também ficam ótimas nesse copo.

FONTE: http://www.ratebeer.com/Story.asp?StoryID=124

COPO PARA KÖLSCH/ALTBIER


Similar ao copo para Lagers, com lados retos e geralmente um pouco menor. O copo Kölsch em particular tem um visual parecido com um revólver quando seis deles estão amontoados em uma mesma bandeja. São planejados para serem sorvidos em um par de goles, o que é uma boa forma para beber uma Alt ou uma Kölsch - depois que você já tenha escrito suas observações. Copos para Alts são ligeiramente mais curtos e mais 'gordinhos' que os copos para Kölsch. Ambos permitem a formação de generosas espumas, mas deixam a desejar no desenvolvimento de aromas ou para discernir particularidades.

SHAKER


O padrão da microcervejaria americana. Um copo de aproximadamente 480 ml, gentimente inclinado e feito para sessões de degustação. Ales dos tipos Amber, Inglesa, Pale Americana e escuras para degustação são tipicamente servidas nesses copos, que são mais conhecidos por sua durabilidade que por algum benefício específico. É por essa razão que alguns 'nerds' de cerveja desenvolveram um certo ódio pelo shaker.

ENGLISH PINT


Essa modalidade de pint (lê-se páint) tem um propósito similar ao shaker, já que são feitos para ales de degustação, no caso amargas, suaves, porters e stouts. No entanto, há algumas diferenças chave. Primeiro, eles têm o conteúdo correto de um pint (e geralmente uma linha indicando quando o líquido atingiu tal conteúdo, apenas para garantir que você não está sendo ludibriado). Segundo, eles são um pouco mais decorados que o insosso shaker. Há basicamente duas variantes. A primeira apresenta uma gentil curva cobrindo os 2/3 superiores do copo - variante esta usada pela Guinness. A segunda tem uma inclinação nos dois terços inferiores e então uma saliência próxima ao topo, que vai sendo atenuada até a borda do copo.

DIMPLED MUG (CANECA DE VIDRO)


Um clássico na América do Norte, a dimpled mug (a tradicional caneca de vidro com indentações) é uma caneca larga, com depressões e uma alça. É convexa, com a borda mais larga que a base. Os donos de bar a adoram por seu vidro ser grosso. Enquanto as indentações tornam a apreciação da aparência da cerveja mais difícil, a boca larga libera o aroma perfeitamente. Apesar dessas canecas serem mais comumente usadas para lagers ordinárias, sua larga boca traz com facilidade os aromas à tona, tornando-as mais recomendáveis para brown ales aromáticas (particularmente as mais turvas), bocks, lagers escuras - ales bem encorpadas também são ótimas escolhas. Uma vantagem da alça é evitar que a cerveja esquente, caso você goste dela bem gelada.

FONTES: ratebeer.com e the beer store

STEIN


Os Steins bavarianos são de longe os mais ornados recipientes para se beber cerveja. Geralmente são feitos de cerâmica ou pedra, e são minuciosamente decorados com cenas da natureza, castelos e vilas. Eles apresentam uma variedade de tamanhos, usualmente 0,5 L, 1L ou 2L - as doses preferidas dos bebedores bavarianos. Se por um lado os Steins não ajudam em nada na aparência da cerveja, não há dúvida que essas belíssimas peças de art folk (mesmo os feitos em fábricas ainda são muito bonitos) já chamam atenção por si mesmas. O aspecto aromático não é tão realçado quanto nos receptáculos feitos de vidro, mas o sabor é livre . Felizmente, alguns Steins tem tampas, que você pode usar para enclausurar os aromas de forma que quando a tampa seja aberta você possa sentir uma grande 'lufada' de malte (ou fumaça, se estiver bebendo rauchbier). Outra vantagem da tampa é manter insetos longe da cerveja se você estiver acampando, ou protegê-la da fumaça de cigarros em bares muito apertados. São recomendados para qualquer estilo de lager alemã.


Veja modelos em www.steincenter.com

FOOTED PILSNER


Um copo pequeno de lados quase retos, que é sustentado por uma haste e pé de uma polegada de comprimento. A forma de base desse copo é meio tonta até, mas felizmente alguns cervejeiros tiveram a feliz idéia de adicionar-lhes características de copos 'tulipa' para incrementar as coisas. O Footed Pilsner básico tem um fundo ligeiramente bulboso e uma boca mais estreita, o que o torna melhor para beber do que para cheirar - e dá mais ênfase à aparência. Ele tem um pouco mais de estilo que os outros copos, o que o credencia mais para beber pilsner e boas ales cremosas ou douradas em vez de lagers de baixa qualidade.

TULIPA


O copo mais variado no mundo da cerveja. Esse estilo já vem circulando por um tempo, mas apenas recentemente começou a conquistar os amantes de cerveja mundo afora. Esse é o perfeito utilitário para se saborear cerveja: seu fundo bulboso incrementa o ato de beber bem, sua boca larga permite ótima formação de espuma e soltura de aromas, e tem altura suficiente para servir desde as mais simples até as mais complexas cervejas de degustação. Cervejas fortes, como as no estilo trapista ou bocks, também se apresentam bem no tulip. Sua boca ampla traz o 'nariz' da cerveja à tona, enquanto seu corpo rotundo permite esquenta-la, intensificando maravilhosos sabores. O copo Duvel da foto é uma conhecida e bem sucedida variante do estilo tulipa.

ps - o nome em inglês do copo é tulip
ps 2 -
tulip [ˈtjuːlip] noun
a kind of plant with brightly-coloured cup-shaped flowers, grown from a bulb. Tulipa, em português.


FONTES: ratebeer.com e the beer store

THISTLE


Com um quê de obscuro, esse copo é usado pelos belgas para beber ales escocesas. Possui base e uma pequena haste. Sua base extremamente bulbosa lhe confere elementos de snifter (copo que potencializa os aromas e que será apresentado aqui nesse blog em breve), mas então a metade de cima apresenta lados retos que angulam para cima. Sua borda possui praticamente o mesmo raio que o bulbo, no fundo. Apesar do seu visual estranho, ainda não foram provados quaisquer benefícios proporcionados pelo thistle na degustação da cerveja - seu formato engraçado faz o ato de beber quase estranho, enquanto sua 'boca' não é larga o suficiente para prover um aroma mais amplo.

YARD OF ALE


De algum modo, esse é meramente uma versão alongada do Thimble. É verdade que ele não possui base nem haste, em vez disso consiste de um bulbo seguido por uma longa, fina e oblíqua seção externa, que acaba por suavizar-se no final. Originalmente, elas eram usadas por condutores de diligências que não podiam parar para tomar um drinque sem largar das rédeas (assim, o primeiro drive-thru do mundo foi uma estalagem em algum lugar da Inglaterra durante a Revolução Industrial). Pelo fato de seu fundo ser bulboso e sem haste, o Yard of Ale não se sustenta sozinho e requere um suporte de madeira.

FONTE: ratebeer.com

WEIZEN


O clássico copo alemão para cerveja de trigo é alto, esguio e oblíquo em sua parte superior. Seu design acentua tanto a aparência turva de uma hefeweizen clássica como também permite uma formação abundante de espuma. Geralmente comportam 0,5l de cerveja. Um defeito desse copos é que, com tanto superfície de vidro 'exposta' à atmosfera, a cerveja esquenta mais rapidamente do que deveria em um dia quente de verão. Alguns modelos podem ser encontrados no Mercado Municipal de Curitiba.

TUMBLER


Mais conhecido como o "copo da Hoegaarden", os tumblers são copos de degustação com uma inclinação bem delicada, embora o copo Hoegaarden tenha uma maior convexidade no topo do copo. Esse copos 'sem graça' são usados para witbiers, de modo a enaltecer a origem de "trabalhadores braçais da roça" derivada desse estilo. Para espanto dos norte-americanos, são também usados na Bélgica para beber o estilo gueuze. Sorte deles que têm as gueuze e lambics como as mais tradicionais cervejas de degustação de seu país!
FONTE: ratebeer.com

BOWL


Usada para cervejas de trigo berlinenses, a 'tigela' é um copo baixo e largo que também pode servir muito bem para comer muesli e iogurte. Esse copo é muito estiloso, mas também funciona bem com as berliner weisse quando o estilo é adulterado por xarope de framboesa, o que são praticamente sodas alcoólicas, o que faz com tão absurdo recipiente faça sentido. Alguns manuais mostram as berliner weissebeers como uma versão com haste da 'tigela' (quase um bolleke, o que é um intermédio entre a tigela e um copo trapista), e a elegância adicional da haste parece funcionar bem.

COPO TRAPISTA


Os copos trapistas são 'bowls' (vistos ontem aqui no Dr-beer) com base e longas hastes. Funcionam bem com as complexas abbey ales para as quais eles foram projetados. Primeiramente, eles possuem bocas bem largas, que permitem que pomposos colarinhos se desenvolvam sem se tornarem grossos demais para um bom beber. Essas 'boconas' possibilitam que os mais complexos aromas sejam percebidos em sua plenitude. Sua área permite uma perfeita exibição do líquido, e faz as mais conceituadas cervejas parecerem ainda mais apetitosas.

STEM GLASSES


Surpreendentement comum, apesar de seu estilo desconhecido. Eles são tipicamente mais curtos, menores e possuem hastes e a porção de vidro é ligeiramente irregular em sua trajetória. Usualmente possuem alguma convexidade, mas não muita. Ocasionalmente são bem retos, com fundos arredondados que basicamente formam um quadrado.

SNIFTER


Independentemente de serem 'snifters' apenas para brandies ou variantes, são mais comumente usados para barley wines ('vinhos de cevada'), eisbocks e imperial stouts. Possuem hastes e bases, são bulbosos no fundo e estreitam em toda sua extensão até o topo. Pelo fato dos barley wines geralmente formarem pouca espuma, sua boca estreita executa seu trabalho perfeitamente, mas inibe um pouco a soltura de aromas, o que é compensado pela aparência elegante que o snifter confere à cerveja. Outras variantes de snifter feitos exclusivamente para beber cerveja tem bocas mais largas que a média justamente por essa razão.

FONTE: ratebeer.com

PUB GLASS


O pub glass é ótimo para vários tipos de ales, que como vinhos tintos, precisam de copos com bocas bem largas. A abundância de aromas pode subir até o topo para cumprimentar o bebedor enquanto sua base estreita permite que o copo se aqueça ligeiramente. Esse estilo de copo é um excelente parceiro para as stouts.

FONTE: the beer store

HOURGLASS (AMPULHETA)


A "ampulheta" é um copo multi-dimensional. Apesar de ser alto e estreito, possui uma boca que possibilita desprender uma série de sabores e aromas. Você pode optar entre usa-lo para beber uma ale ou lager âmbar e saborear uma grande cerveja.

FLAIRED PILSENER


As pilseners são lagers ligeiramente mais amargas e aromáticas e portanto precisam de um copo que incorpore o estilo. Esse copo tem uma grande e larga boca aberta para soltar maravilhosos aromas e um ligeiramente corpo maltoso, bem como um corpo alto e esguio, para manter fria a cerveja.
Fonte: the beer store