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quinta-feira, 18 de junho de 2026

19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

HITACHINO NEST WHITE ALE

Descrição comercial

A Hitachino Nest White Ale é produzida dentro da tradição do estilo belga de cerveja branca com coentro, noz-moscada, casca de laranja e suco de laranja. Maltes: Lager, Trigo. Lúpulos: Perle, Styrian Golding. Adjuntos: trigo em flocos, cevada em flocos, coentro, noz-moscada, casca de laranja e suco de laranja. Gravidade original: 1.06.

Diagnóstico

Essa Witbier japonesa tem espuma pequena, aerada e branca, de longevidade bem reduzida. Moderada formação de colarinho. Corpo turvo, denso e amarelo-pálido. Aroma: cítrico de limão, leve levedura, banana, cravo, baunilha e erva-doce. Sabor inicial: moderado dulçor e leve acidez. Sabor final: moderado dulçor e leves acidez e amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final levemente adstringente. Deliciosos toques de capim limão no paladar com ligeira adstringência de limão, que balanceia maravilhosamente bem. Cerveja diferenciada do estilo, o que dificilmente acontece. O sabor traz dulçor de banana, típico do trigo; há também toques de baunilha. Refrescante, agradável. Ligeiro retrogosto amargo de casca de limão, semelhante ao de algumas limonadas suíça. Muitas nuances para uma Witbier, aproxima-se, ou iguala-se até, da complexidade da francesa Amadeus, já resenhada nesse beerlog (http://dr-beer.blogspot.com.br/2010/08/amadeus-biere-blanche.html). Garrafa de 330ml adquirida por R$ 18,80 através do site clubedomalte.com.br. Copos recomendados: Tumbler e Weizen.

Nota: 140 skol ou 3.9/5.0

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