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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

2865 - STRAFFE HENDRIK WILD ALE 2022


Descrição comercial

A Straffe Hendrik Wild é uma versão “selvagem” da famosa Straffe Hendrik Tripel. A tradicional cerveja tripel passa por uma segunda fermentação com uma levedura selvagem, a “Brettanomyces”, que cria aromas frutados incomuns, em harmonia com o uso abundante de variedades aromáticas de lúpulo. Os aromas dos lúpulos mais amargos tornam-se mais suaves, enquanto as leveduras selvagens Brettanomyces continuam atuando e criando nuances de frutas e vinho.

Diagnóstico

Essa Tripel belga tem espuma volumosa, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo opaco e dourado-escuro. Aroma: malte moderado, leve lúpulo, limão, massa de pão e moderada levedura, com Bretta bem presente. Sabor inicial: leves dulçor e acidez. Sabor final: moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. Leve acidez de limão no paladar e amargor da casca de sua fruta. Leve aquecimento alcoolico, muito bem inserido, sem prejudicar nuances no inicio, mas escala um pouco no final e abaixa bem sua drinkability.Disclaimer: se trouxerem essa garrafa no avião, tomem cuidado ao abrir (na pia, de preferência), eu perdi mais de metade do líquido devido à pressão acumulada.

Nota: 3.5/5.0 ou 50 skol

quinta-feira, 18 de junho de 2026

16e) BELGIAN SPECIALTY ALE


Aroma: variável. Grande parte exibe volumes variáveis de ésteres frutados, fenóis condimentados e/ou levedos aromatizantes. Aromas vindos de adições verdadeiras de condimentos podem estar presentes. O aroma de lúpulo pode ir de nenhum a alto, e pode incluir caráter seco-lupulado. Aroma de malte pode ser baixo a alto e pode incluir caráter de grãos que não a cevada, como trigo ou centeio. Alguns exemplares podem incluir aromas de microorganismos belgas, mais comumente Brettanomyces e/ou Lactobacilos. Sem diacetil.
Aparência: variável. A cor varia consideravelmente de dourado claro a muito escura. Claridade vai de turva a clara. Retenção de espuma usualmente boa. Geralmente a carbonatação vai de moderada a alta.
Sabor: variável. Uma grande variedade de sabores é encontrada nessas cervejas. A maltagem pode ir de leve a bem rica. Sabor e amargor de lúpulo podem ir de baixos a altos. Sabores condimentados podem ser agregados pelo levedo (fenólico) e/ou verdadeiras adições de condimentos. Pode incluir características de grãos como trigo ou centeio. Pode incluir sabores produzidos por microorganismos belgas, como Brettanomyces ou lactobacilos. Pode incluir sabores de adjuntos como xarope de açúcar caramelizado ou mel.
Paladar: variável. Algumas são bem atenuadas, e então com corpo moderadamente leve para sua gravidade original, enquanto outras são espessas e ricas. A maioria é moderadamente a altamente carbonatada. Uma sensação de aquecimento do álcool pode estar presente em exemplos mais fortes. Uma sensação ‘enrugadora’ na boca pode estar presente devido à acidez.
Impressão geral: variável. Essa categoria engloba uma ampla gama de Ales belgas produzidas por cervejeiros verdadeiramente artesanais, mais preocupados com a criação de produtos únicos que com aumentar as vendas.
História: cervejas únicas de pequenas cervejarias independentes belgas que eventualmente adquiriram popularidade local, mas estão longe de ser conhecidas foram de suas próprias regiões. Muitas alcançaram status de ‘cult’ nos EUA (e em outras partes do mundo) e agora destinam uma porção significativa de suas vendas para a exportação.
Comentários: essa é uma categoria que engloba qualquer estilo belga de cerveja que não se enquadre em qualquer outra categoria de estilo belga. A categoria pode ser usada para clones de cervejas específicas (ex: Orval, La Chouffe); para produzir uma cerveja que se enquadre em um estilo mais amplo que não possui uma categoria própria; ou para criar uma cerveja artesanal ou experimental de escolha própria do cervejeiro (ex: algo único como uma Strong Belgian Golden Ale com condimentos). A criatividade é o único limite na cervejaria, mas os criadores precisam identificar o que há de especial em suas criações. Essa categoria pode ser usada como uma ‘incubadora’ para estilos reconhecidos que não possuam uma categoria formal no BJCP. Alguns estilos que entram nessa classificação incluem:
- a cerveja de mesa Blond Trappist
- Blond artesanal
- Amber artesanal
- Brown artesanal
- Barley Wines de estilo belga
- Quadrupels trapistas
- Christmas Beers belgas condimentadas
- Stout belga
- IPA belga
- Strong e/ou Dark Saison
- Flanders vermelha ou marrom baseada em frutas
Ingredientes: pode incluir ervas e/ou condimentos. Pode incluir grãos e maltes pouco usuais, embora o caráter de grãos deva ser aparente como um ingrediente-chave. Pode incluir adjuntos como xarope de açúcar caramelizado e mel. Pode incluir microorganismos belgas como Brettanomyces e lactobacilos. Técnicas não usuais, como misturas, podem ser usadas primariamente para chegar a um resultado particular.
Estatísticas vitais:
IBUs: variável SRM: variável OG: variável FG: variável ABV: variável
Exemplos comerciais: Orval; De Dolle’s Arabier, Oerbier, Boskeun and Stille Nacht; La Chouffe, McChouffe, Chouffe Bok and N’ice Chouffe; Ellezelloise Hercule Stout and Quintine Amber; Unibroue Ephemere, Maudite, Don de Dieu, etc.; Minty; Zatte Bie; Caracole Amber, Saxo and Nostradamus; Silenrieu Sara and Joseph; Fantôme Black Ghost and Speciale Noël; Dupont Moinette, Moinette Brune, and Avec Les Bons Voeux de la Brasserie Dupont; St. Fullien Noël; Gouden Carolus Noël; Affligem Nöel; Guldenburg and Pere Noël; De Ranke XX Bitter and Guldenberg; Poperings Hommelbier; Bush (Scaldis); Moinette Brune; Grottenbier; La Trappe Quadrupel; Weyerbacher QUAD; Bière de Miel; Verboden Vrucht; New Belgium 1554 Black Ale; Cantillon Iris; Russian River Temptation; Lost Abbey Cuvee de Tomme and Devotion, Lindemans Kriek and Framboise, e muitas outras

Ilustra o espaço de hoje a Orval, exemplar também encontrado em

http://www.ratebeer.com/beer/orval/835/

E assim termina a família Belgian e French Ale. Tem início amanhã a família Sour Ale, com o subestilo Berliner Weisse. Até lá!

Cheers!

17a) BERLINER WEISSE


Aroma: caráter agudo e algo ácido é dominante. Pode ter um caráter que chegue até moderadamente frutado. A frutagem pode aumentar com a idade e um caráter floral pode desenvolve-se. Um suave aroma de Brettanomyces pode estar presente. Sem aroma de lúpulo, diacetil nem DMS.
Aparência: coloração palha bem clara. Claridade varia de clara a algo turva. Espuma grande, densa e branca, com pouca retenção devido a alta acidez e ao baixo teor de proteína e lúpulo. Sempre efervescente.
Sabor: predomina uma limpa acidez lática que pode ser bem forte, embora não tão ácida como uma Lambic. Algum sabor complementar de pão ou grão de trigo é geralmente perceptível. O amargor de lúpulo é bem baixo. Um suave caráter de Brettanomyces pode ser detectado, bem como uma frutagem restrita (ambos opcionais). Sem sabor de lúpulo, diacetil nem DMS.
Paladar: corpo leve. Final bem seco. Carbonatação muito alta. Sem sensação de álcool.
Impressão geral: uma Ale de trigo bem pálida, azeda, refrescante e de baixo teor alcoólico.
História: uma especialidade regional de Berlim; chamada pelas tropas de Napoleão em 1809 como o ‘Champagne do Norte’ devido ao seu caráter espumante e elegante. Apenas duas cervejarias tradicionais ainda a produzem.
Comentários: na Alemanha, é classificada como uma Schankbier denotando uma pequena cerveja com gravidade inicial na escala 7-8ºP. geralmente servida com a adição de uma dose de xaropes de açúcar (‘mit schuss’), condimentadas com framboesa (‘himbeer’) ou aspérula-odorífera (‘waldmeister’) ou até misturada a uma Pils para contrapor o azedume substancial. É descrita por alguns como a cerveja mais puramente refrescante do mundo.
Ingredientes: o conteúdo de malte de trigo tipicamente constitui 50% da malha de grãos (como em todas as cervejas alemãs de trigo) com o restante sendo de malte Pilsner. Uma fermentação simbiótica com levedo de alta fermentação e Lactobacillus delbruckii confere um azedume agudo, que pode ser incrementado pela mistura de cervejas de diferentes idades durante a fermentação e por um envelhecimento resfriado estendido. O amargor de lúpulo é extremamente baixo. Uma única malha de decocção com lupulagem da polpa é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 3-8 SRM: 2-3 OG: 1.028-1.032 FG: 1.003-1.006 ABV: 2.8-3.8%
Exemplos comerciais: Schultheiss Berliner Weisse, Berliner Kindl Weisse, Nodding Head Berliner Weisse, Weihenstephan 1809 (pouco usual com seus 5% ABV), Bahnhof Berliner Style Weisse, Southampton Berliner Weisse, Bethlehem Berliner Weisse, Three Floyds Deesko


Ocupa o espaço de hoje a Bayerischer Bahnhof Berliner Style Weisse, também encontrada em


Continua amanhã a família Sour Ale com o subestilo Flanders Red Ale. Até lá!

Cheers!

17b) FLANDERS RED ALE


Aroma: complexa frutagem com malte complementar. Altamente frutada, com reminiscência de cerejas negras, laranja, ameixa ou corinto vermelho. Geralmente há algumas notas de baunilha e/ou chocolate. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenos volumes para dar complexidade. O aroma azedo e ácido varia de complementar a intenso. Sem aroma de lúpulo. Diacetil é perceptível apenas em quantidades mínimas, isso se for, como um aroma complementar.
Aparência: vermelho escuro, burgundi a marrom-avermelhado em cor. Boa claridade. Espuma branca a bronze bem pálido. Média a boa retenção de espuma.
Sabor: frutagem intensa comumente inclui ameixa, laranja, cereja negra ou corinto vermelho. Suave caráter de baunilha e/ou chocolate está geralmente presente. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenos volumes para dar complexidade. Caráter azedo e ácido varia de complementar a intenso. Sabores maltados variam de complementares a destacados. Geralmente na medida em que o caráter azedo aumenta, o caráter doce se mistura mais como um tipo de sabor secundário (e vice-versa). Sem sabor de lúpulo. Restrito amargor de lúpulo. Amargor acido e com taninos geralmente está presente em baixa a moderada quantidade e adiciona um caráter de vinho tinto envelhecido com final longo e seco. O diacetil é percebido apenas em quantidades muito pequenas e, se for, como um sabor complementar.
Paladar: corpo médio. Carbonatação baixa a média. Baixa a média adstringência, como um vinho tinto bem envelhecido, geralmente com acidez que enruga a língua. Enganadoramente leve e fresca no paladar, embora um final algo doce não seja incomum.
Impressão geral: uma Ale de estilo belga, complexa, azeda e à la vinho tinto.
História: a cerveja nativa de Flanders do oeste, tipificada pelos produtos da cervejaria Rodenbach, estabelecida em 1820 naquela região, mas refletiva de suas antigas tradições cervejeiras. A cerveja é envelhecida por até dois anos, geralmente em enormes barris de carvalho que contém a bactéria residente necessária para azedar a cerveja. Era comum na Bélgica e Inglaterra misturar cerveja velha com nova para balancear azedume e acidez encontrados em cerveja envelhecida. Apesar da mistura de lotes ser comum nos dias de hoje entre cervejarias de maior porte, esse tipo de mistura é uma arte em extinção.
Comentários: longo envelhecimento e mistura de cervejas jovens e bem envelhecidas geralmente ocorre, somando-se a suavidade e complexidade, embora o produto envelhecido seja por vezes lançado como uma cerveja de especialistas. Conhecida como a Burgundi da Bélgica, tem maior semelhança com vinho que qualquer outro estilo de cerveja. A coloração avermelhada é um produto do malte, embora uma porção prolongada da fervura possa ajudar a adicionar uma atraente tonalidade burgundi. O envelhecimento também irá escurecer a cerveja. A Flanders vermelha é mais acética e seus sabores frutados são mais remanescentes de um vinho tinto que em uma Oud Bruin. Pode ter uma atenuação aparente de até 98%.
Ingredientes: uma base de maltes Vienna e/ou Munich, baixo a médio teor de maltes Cara, e uma pequena quantidade de Special B são usados com até 20% de milho. Um pouco de lúpulo Continental alpha ácido é comumente usado (evita-se o uso de lúpulos americanos distintos ou High Alpha). Saccharomyces, lactobacilos e Brettanomyces (e acetobacter) contribuem para a fermentação e eventual sabor.
Estatísticas vitais:
IBUs: 10-25 SRM: 10-16 OG: 1.048-1.057 FG: 1.002-1.012 ABV: 4.6-5.2%
Exemplos comerciais: Rodenbach Klassiek, Rodenbach Grand Cru, Bellegems Bruin, Duchesse de Bourgogne, New Belgium La Folie, Petrus Oud Bruin, Southampton Flanders Red Ale, Verhaege Vichtenaar, Monk’s Cafe Flanders Red Ale, New Glarus Enigma, Panil Barriquée, Mestreechs Aajt


Ilustra o espaço de hoje a Rodenbach Classic, exemplar também encontrado em



Tem prosseguimento amanhã a família Sour Ale com o subestilo Flanders Brown Ale/Oud Bruin. Até lá!


Cheers!

19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

23) SPECIALTY BEER


Essa é explicitamente uma categoria que envolver qualquer outra cerveja que não se encaixe em outro estilo existente. Nenhuma cerveja está ‘fora do estilo’ nessa categoria, a menos que se encaixe em outra classificação.

A categoria engloba qualquer tipo de cerveja, incluindo as seguintes técnicas ou ingredientes:

- técnicas pouco usuais (ex: steinbier, ice/eis beers)
- fermentáveis pouco usuais (ex: xarope de borbo, mel, melado)
- adjuntos pouco usuais (ex: aveia, centeio, batatas)
- combinações de estilos de outras categorias (ex: Índia Brown Ale, cervejas de frutas e/ou condimentos, cervejas defumadas/condimentadas)
- variações fora-do-estilo de estilos existentes (ex: versões de baixo teor alcoólico de outros estilos, cervejas extra-lupuladas, cervejas de força ‘imperial’)
- cervejas históricas, tradicionais ou nativas (ex: Louvain Peetermann, Sahti, vatted Porter com Brettanomyces, Colonial Spruce ou Juniper Beers, Kvass, Grätzer)
- interpretações à moda americana de estilos europeus (ex: versões mais lupuladas, mais fortes ou à la Ale de Lagers) ou outras variantes de estilos tradicionais
- clones de cervejas comerciais específicas que não são boas representações de estilos existentes
- qualquer cerveja experimental que um cervejeiro cria, incluindo qualquer cerveja que simplesmente não tenha sido bem avaliada contra definições de estilos existentes

Essa categoria também pode ser usada como uma ‘incubadora’ para qualquer micro estilo de cerveja no mundo (que não seja belga) para os quais não haja uma categoria BJCP. Se houver interesse suficiente, alguns desses micro estilos podem ser promovidos a estilos completos no futuro. Alguns estilos que caem nesse agrupamento incluem:
- Honey Beers, ou cervejas de mel (menos as Braggots)
- Wiess (Kölsch turva e jovem)
- Sticke Altbier
- Münster Altbier
- Imperial Porter
- Classic American Cream Ale
- Dark Lager Tcheca
- English Pale Mild
- Scottish 90/-
- American Stock Ale
- English Strong Ale
- ‘Cerveja’ não alcoólica
- Kellerbier
- Malt Liquor
- Australian Sparkling Ale
- Imperial/Double Red Ale
- Imperial/Double Brown Ale
- Rye IPA
- Dark American Wheat/Rye

Aroma: o caráter ou natureza do ingrediente especial declarado deve ser evidente no aroma, mas harmonioso com os outros componentes (ainda que não deva sobrepor-se totalmente a eles). No geral o aroma deve ser uma agradável combinação de malte, lúpulos e o ingrediente especial apresentado, apropriado ao tipo específico de cerveja sendo apresentado. O caráter individual dos ingredientes e processos especiais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se um estilo-base clássico for especificado, então as características desse estilo clássico devem ser perceptíveis. Os estilos clássicos terão uma diferente impressão quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Os aromas típicos que compõem os estilos clássicos de cerveja (particularmente lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que os ingredientes especiais ou natureza fiquem mais evidentes.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja-base sendo apresentada e irá variar dependendo da mesma (caso seja declarada). Ingredientes ou processos pouco usuais podem afetar a aparência, então o resultado final pode ser bem diferente do estilo-base declarado. Alguns ingredientes podem dar cor (à espuma, inclusive) e pode afetar a formação e retenção de espuma.
Sabor: como com o aroma, o caráter de um sabor distinto associado à natureza da especialidade declarada deve ser perceptível, e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O casamento de ingredientes especiais com o estilo implícito deve ser harmonioso, e o caráter da especialidade não deve parecer artificial e/ou totalmente dominante. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja-base e bem integrados aos distintos sabores de especialidades presentes. Alguns ingredientes podem adicionar azedume, doçura ou outros subprodutos do sabor. Geralmente frutas e adjuntos de açúcar adicionam sabor, e não doçura excessiva à cerveja. Tais adjuntos, bem como o açúcar encontrado nas frutas, são usualmente fermentados por completo e contribuem para um sabor de perfil mais leve e um final mais seco que o esperado para o estilo-base declarado. O caráter individual dos ingredientes e processos individuais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se uma cerveja-base clássica é especificada então as características desse estilo devem ser perceptíveis. Tais estilos, no entanto, terão uma impressão diferente quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter especial persista até a apresentação final.
Paladar: pode depender muito do estilo-base selecionado e ser apropriado à cerveja-base. Níveis de corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo-base sendo apresentado. Ingredientes e processos pouco usuais podem afetar o paladar a ponto do resultado ser bem diferente do estilo-base declarado.
Impressão geral: um harmonioso casamento de ingredientes, processos e cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito (se declarado) será atípico devido à adição de ingredientes ou técnicas especiais. A unicidade geral do processo, dos ingredientes usados e a criatividade devem ser considerados.
Comentários: harmonia e facilidade de beber são essenciais para o feitio de uma cerveja de especialidade bem feita. A natureza distinga dos ingredientes/métodos especiais relatados deve complementar o estilo original e não dominá-los totalmente.
Estatísticas vitais: irão variar de acordo com o estilo-base implícito.
Exemplos comerciais: Bell’s Rye Stout, Bell’s Eccentric Ale, Samuel Adams Triple Bock and Utopias, Hair of the Dog Adam, Great Alba Scots Pine, Tommyknocker Maple Nut Brown Ale, Great Divide Bee Sting Honey Ale, Stoudt’s Honey Double Mai Bock, Rogue Dad’s Little Helper, Rogue Honey Cream Ale, Dogfish Head India Brown Ale, Zum Uerige Sticke and Doppel Sticke Altbier, Yards Brewing Company General Washington Tavern Porter, Rauchenfels Steinbier, Odells 90 Shilling Ale, Bear Republic Red Rocket Ale, Stone Arrogant Bastard


O exemplar de hoje se chama Rauchenfels Steinbier e pode ser encontrado em



Tem início amanhã a família Traditional Mead, com o subestilo Dry Mead. Até lá!


Cheers!

27b) ENGLISH CIDER


Essa categoria inclui o estilo English West Country mais cidras inspiradas por aquele estilo. Essas cidras são feitas com variedades agridoces e amargas-agudas, cultivadas principalmente para o feitio de Ciders.

Aroma/sabor: sem caráter manifesto de maçã, mas vários sabores e ésteres que a sugerem. Pode ter caráter de bacon defumado de uma combinação de variedades de maçã e MLF. Podem estar presente algumas notas de ‘curral’, que não devem ser dominantes. A comum e ligeira nota de curral presente em uma cidra English West Country é resultado de uma bactéria do ácido lático, não uma contaminação de Brettanomyces.

Aparência: ligeiramente turva a brilhante. Coloração dourado-médio a dourado-escuro.

Paladar: encorpada. Tanino moderado a alto aparente, bem como adstringência e algum amargor. Carbonatação parada a moderada, nunca alta ou borbulhante.

Impressão geral: geralmente seca, encorpada, austera.

Variedades: Kingston Black, Stoke Red, Dabinett, Foxwhelp, Yarlington Mill, várias Jersey, etc.

Estatísticas vitais:

OG: 1.050 – 1.075 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 6-9%

Exemplos comerciais: [US] Westcott Bay Traditional Very Dry, Traditional Dry and Traditional Medium Sweet (WA), Farnum Hill Extra-Dry, Dry, and Farmhouse (NH), Wandering Aengus Dry Cider (OR), Red Barn Cider Burro Loco (WA),Bellwether Heritage (NY); [UK] Oliver’s Herefordshire Dry Cider, Dunkerton, Burrow Hill, Gwatkin Yarlington Mill, Aspall Dry Cider


Ilustra o espaço de hoje a Dunkerrtons Organic Medium Dry Still Cider, exemplar também localizado em http://ratebeer.com/beer/dunkertons-organic-medium-dry-still-cider/36119/


Continua amanhã a família Standard Cider and Perry com o subestilo French Cider. Até lá!


Cheers!

1n) AMERICAN WILD ALE


Sofrendo influência belga em algumas ocasiões, as American Wild Ales são cervejas introduzidas a levedo ou bactérias "selvagens", como: Brettanomyces (Brettanomyces Bruxellensis, Brettanomyces Lambicus ou Brettanomyces Anomolus), Pediococcus ou Lactobacillus. Essa inserção pode ocorrer a partir de barris de carvalho que tenham sido previamente inoculados, lançados na verveja ou adquiridos através de vários tipos de técnicas de "malha azeda". Apesar de como e o quê, essas pequenas criaturas geralmente deixam traços que podem ser bem estranhos, interessantes e agradáveis para muitos, mas que para outros podem ser bem indesejáveis.

Ilustra o exemplar de hoje a segunda melhor cotada do estilo na fonte de consulta. Esta pode ser encontrada em http://beeradvocate.com/beer/profile/18149/38149

Continua amanhã a série sobre American Ales com o subestilo Black & Tan. Até lá!
Cheers!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

MORADA CITRUSA COFFEE


Descrição comercial

Uma cerveja frutada com café e DNA belga! Com muita casca de laranja na fervura, fermentada com levedura belga frutada e um toque de Brettanomyces para adicionar complexidade. Se não bastasse, ao final de tudo isso foi adicionado café especial da Fazenda Sertão de Carmo de Minas - MG, selecionado e torrado pela Lucca Cafés Especiais. No sensorial o resultado é surpreendente, as notas de café estão em destaque junto aos ésteres das leveduras, complementados pelas nuances cítricas de laranja. Seu teor alcoólico mais elevado abre ainda mais as notas dos aromas da fermentação. O café, juntamente com as notas delicadas e complexas da “Brett” proporcionam um ponto de interesse incomparável e equilíbrio final. Precisa dizer mais? É o combustível que você precisava!

Diagnóstico

Esta Belgian Pale Ale paranaense tem espuma média, branca e com bolhas, de longevidade bem reduzida. Moderada formação de colarinho. Corpo claro, borbulhante e amarelo. Aroma: malte moderado, forte café, lúpulo moderado e laranja. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderados dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final metálico. A forte presença de café dá um toque especial ao aroma. O café (diferente de uma stout, sem o torrado, e somente a fruta, sabor de variedade nobre) sequestra o paladar, com a leve presença frutada de laranja no fundo, meio que subvertendo o estilo (não é uma BPA clássica), mas ainda assim uma interessante e saborosa combinação. Garrafa de 355ml adquirida por R$ 10,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 35 skol ou 3.4/5.0

Leia mais em
https://www.ratebeer.com/beer/morada-citrusa-coffee/1136608/65483/

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

DEL DUCATO VIEILLE VILLE

Descrição comercial

Saison com Brettanomyces.

Diagnóstico

Esta Saison italiana tem espuma imensa, borbulhante, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo turvo e amarelo-escuro. Aroma: malte moderado, cítrico de laranja, vinho branco e baunilha. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor. Sabor final: leve acidez; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final levemente adstringente. Recomendo tomar cuidado ao abrir a garrafa, a minha vazou um pouco. Cerveja bem aromática, com características frutadas, condimentadas e lupuladas evidentes. Os ésteres são reminiscentes de laranja no caso desta. Dulçor maltado. Bem condimentada. Leves toques ácidos lembram limão no final, sem agredir. O dulçor lembra também um pouco de vinho branco, mas em bem menos proporção que o aroma. A picância do lúpulo aliada a alta carbonatação a faz uma cerveja bem refrescante. Atenuação extremamente alta, que confere o final seco essencial ao estilo, uma Saison nunca deve terminar doce. Garrafa de 750ml adquirida por R$ 55,30 através do site beer.com.br. Copo recomendado: Tulip.

Nota: 120 skol ou 3.5/5.0

Leia mais em
https://www.ratebeer.com/beer/birrificio-del-ducato-vieille-ville/186896/65483/

terça-feira, 21 de novembro de 2017

MORADA FUNKY ARABICA BLOND ALE COM BRETTANOMYCES

Descrição comercial

Um remix da Hop Arabica, uma cerveja feita com grãos do Lucca Cafés Especiais e que já era sucesso da Morada. Nesta versão, a base de Blonde Ale ganhou também casca de laranja e Brettanomyces (levedura), proporcionando delicadeza e refrescância para a cerveja.

Diagnóstico

Esta Blond Ale paranaense tem espuma pequena, aerada e branca, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo turvo, de média densidade e cor bege. Aroma: café suave, vinho branco, azeitona e casca de laranja. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderado dulçor com leves acidez e amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Interessantíssima combinação de café com sabor frutado. Não é azeda como o aroma sugeriria. O café é o grande diferencial. Copos recomendados: English Pint e Shaker. Garrafa de 355ml adquirida por R$ 15,60 através do site wbeer.com.br.

Nota: 60 skol ou 3.2/5.0

Leia mais em
https://www.ratebeer.com/beer/morada-funky-arabica-blond-ale-com-brettanomyces/560457/65483/

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

TO OL FUCK ART - THE HEATHENS ARE COMING

Descrição comercial

Fique com medo! Fique com muito medo! Esta belezinha está mudando a história. É uma grisette da época em que a mãe natureza ainda era adolescente. Calibrada com uma bela quantidade de lúpulo e fermentada com Brettanomyces.

Diagnóstico

Esta Saison dinamarquesa tem espuma pequena e branca, de persistente longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo enevoado, denso e laranja-escuro. Aroma: lúpulo moderado, cítrico de limão, leve levedura e maçã. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderado dulçor com leves acidez e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final levemente adstringente. Dulçor com backbone maltada e toques frutados lembrando maçã. Mais doce que a média do estilo – falta um pouco de atenuação no final. Ainda assim, excelente cerveja, muito saborosa. Presença do lúpulo em termos de picância aparece mais para o final do gole, harmonizando bem com o conjunto. O dulçor traz ainda a lembrança de mel. Copo recomendado: Tulip. Garrafa de 330ml adquirida por R$ 21,36 através do site wbeer.com.br.

Nota: 140 skol ou 3.7/5.0

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

TUPINIQUIM FUNKY & SOUR

Descrição comercial

Sour Ale com Brettanomyces
Juntamos uma American Sour com uma Brett beer e finalizamos ela com um “priming” de levedura champagne. O resultado: uma cerveja surpreendente.

Diagnóstico

Esta Sour/Wild Ale tem espuma pequena, aerada e branca, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco, denso e laranja. Aroma: vinagre, pungente, laranja e uva verde. Sabor inicial: moderada acidez. Sabor final: moderada acidez e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Azedume de uva verde. Amargor de cinzas semelhante ao da Cantillon. Baixa drinkability. Copos recomendados: Snifter, Tulip, Tumbler.

Nota: 60 skol ou 3.5/5.0

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