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quinta-feira, 18 de junho de 2026

LOW ALCOHOL


As cervejas de pouco álcool variam das típicas 'Non-Alc', que tipicamente contêm 0,5%, às muitas cervejas européias de mesa. Essas incluem as dinamarquesas hvidtøl e skibsøl; a kvass, da Rússia; a holandesa oud bruins; a sueca svagdricka; a finlandesa kalja, várias lagers escandinavas Klass I e cervejas de mesa vindas de países teutônicos também. O requisito básico é que a cerveja deve estar abaixo dos 3%, mas deve conter álcool (o que exclui maltas e malzbiers). Por outro lado, a classe é meio que 'aberta para todos', estilisticamente falando, variando de lagers brandas até weizenbiers alcohol-free e skibsøls defumadas.

Apesar dessa falta de critério, há dentro desse subestilo, algumas outras categorias, que veremos a seguir:

A 'Near beer' (quase cerveja, numa tradução livre) foi originalmente um termo para bebidas de malte que continham pouco ou nenhum álcool (0,5%-1% ou menos), fortemente anunciado durante a proibição nos Estados Unidos. Era classificada oficialmente como 'bebida de cereal'. Uma popular prática igeal era adicionar álcool às near beer. A bebida resultante era conhecida como spiked (espigão, espeto) beer ou needle (agulha) beer, chamada assim porque uma agulha era usada para injetar álcool através da rolha do recipiente onde estava a cerveja. Alguns críticos dizem que a qualidade da near beer americana é tão sofrível que ela 'só pode ter sido criado pelos puritanos com o intuito de enojar os bebedores da genuína cerveja para sempre.

Outra categoria é a Light beer (cerveja leve), referente àquela que tem teor alcólico ou calorias reduzidas, em relação as cervejas 'normais'. Podem ser escolhidas por bebedores de cerveja que estão administirando seu consumo de álcool e/ou calorias; entretanto, são criticadas por serem menos saborosas que as cervejas tradicionais, sendo aguadas.

A última categoria a ser vista nesse subestilo é a Small beer (ou small ale), que é aquela que contém muito pouco álcool. Algumas vezes não-filtrada e com a aparência de mingau de aveia, era uma bebida privilegiada na Europa Medieval e na América do Norte colonial, onde George Washington possuía uma receita envolvendo farelo e melado, a qual era consumida às vezes em seu desjejum. O termo também pode se referir a uma cerveja feita a partir da 'segunda mão' do lote de uma cerveja muito forte, como a Scotch Ale. Podem ser tão fortes como uma Mild Ale (ale suave), dependendo da força do lote original. Esse processo era realizado como uma medida econômica na produção caseira que acontecia na Inglaterra do século XVIII e ainda é feita por algumas cervejarias domésticas e microcervejarias.

Metaforicamente, small beer significa uma coisa trivial, de pouca importância. O termo também serve para menosprezar cervejas comerciais cujo sabor é considerado muito fraco.

O exemplar da foto se chama Mahrs Bräu Leichte e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=5150


Continuamos nossa subsérie sobre Lagers amanhã, com o subestilo Malt Liquor. Até lá

4) DARK LAGER 4a) DARK AMERICAN LAGER


Aroma: pouco a nenhum aroma de malte. Médio-baixo a nenhum aroma de malte tostado ou caramelo. Aroma de lúpulo pode variar de nenhum a levemente apimentado ou com presença floral de lúpulo. Pode apresentar baixos níveis de características de levedo (maçãs verdes, DMS ou ser frutada). Sem diacetil.

Aparência: âmbar escuro a marrom escuro com claridade brilhante e traços rubi. A espuma pode não ser muito duradoura e usualmente é tem coloração ligeiramente bronze.

Sabor: moderadamente fresca com níveis de doçura que vão de baixo a moderado. Sabores de malte tostado ou de caramelo vão de médio-baixo a nenhum (e podem incluir notas de café, melado ou cacau). Sabor de lúpulo vai de nenhum a baixo. Amargor do lúpulo vai de baixo a médio. Sem diacetil. Pode ser levemente frutado. Sabores de malte queimado ou moderadamente forte são um defeito.

Paladar: corpo leve a médio. Suave, embora altamente carbonatada.

Impressão geral: versão algo mais doce que a Standard/Premium Lager com um pouco mais de corpo e sabor.

Comentários: um grande número de Lagers internacionais que são mais escuras que pálidas e não são assertivamente amargas e/ou tostadas.

Ingredientes: cevada, milho ou arroz como adjuntos. Leve uso de maltes caramelo ou escuros. Versões comerciais podem usar agentes de coloração.

Estatísticas vitais:

IBUs: 8-20 SRM: 14-22 OG: 1.044-1.056 FG: 1.008-1.012 ABV: 4.2-6%

Exemplos comerciais: Dixie Blackened Voodoo, Shiner Bock, San Miguel Dark, Baltika #4, Beck's Dark, Saint Pauli Girl Dark, Warsteiner Dunkel, Heineken Dark Lager, Crystal Diplomat Dark Beer

Ilustra a foto de hoje a Heineken Dark Lager, exemplar cujos detalhes podem ser pesquisados em http://www.ratebeer.com/beer/heineken-dark-lager/34662/

Amanhã o segundo exemplar das Dark Lager, a Munich Dunkel. Até lá!

Cheers!

11) ENGLISH BROWN ALE 11a) MILD


Aroma: baixo a moderado aroma de malte e pode ter alguma frutagem. A expressão de malte pode assumir uma ampla gama olfativa, que pode ser caramelado, tostado, levemente assado, lembrar grãos, nozes ou chocolate. Baixo a nenhum aroma de lúpulo. Muito pouco a nenhum diacetil.
Aparência: coloração cobre a marrom-escuro ou mogno. Alguns poucos exemplos mais claros (âmbar médio a marrom-claro) existem. Geralmente clara, embora seja tradicionalmente não-filtrada. Espuma baixa a moderadamente esbranquiçada a bronze. A retenção pode ser pobre devido a baixa carbonatação, uso de adjuntos ou baixa gravidade.
Sabor: geralmente uma cerveja maltada, embora possa ter um escopo bem largo de sabores baseados em malte e levedo (ex: maltado, doce, caramelo, toffee, torrado, nozes, chocolate, café, assado, vinho, frutado, alcaçuz, melado, ameixa, ameixa-seca). Pode terminar seca ou doce. Versões com maltes escuros podem ter um final seco e tostado. Baixo a moderado amargor, suficiente para prover algum balanço, mas não para sobrepor o malte. Ésteres frutados moderados ou nenhuns. Diacetil e sabor de lúpulo baixos ou nenhuns.
Paladar: corpo leve a médio. Geralmente com carbonatação baixa a média-baixa. Versões tostadas podem ter leve adstringência. Versões mais doces podem aparentar uma sensação bem cheia na boca, devido à gravidade.
Impressão geral: cerveja de sabor leve e malte acentuado que serve perfeitamente para beber em quantidade. Refrescante, ainda que saborosa.algumas versões podem se parecer com Brown Porters de gravidade mais baixa.
História: pode ter evoluído como um dos elementos das Porter antigas. Em termos modernos, o nome ‘mild’ se refere à relativa falta de amargor de lúpulo (isto é, menos lupulada que uma Pale Ale, e não tão forte). Originalmente, a ‘suavidade’ pode ter se referido ao fato de que esta cerveja era jovem e ainda não tinha o azedume moderado que os lotes envelhecidos apresentavam. Algo rara na Inglaterra, boas versões ainda podem ser encontradas nas redondezas de Birmingham.
Comentários: a maior parte concentra cervejas de degustação de baixa gravidade na faixa 3,1-3,8%, embora algumas versões possam estar em faixas mais fortes (4%+) para exportação, festivais, sazonais e ocasiões especiais. Geralmente servida em barris; versões engarrafadas com teor alcoólico para degustação geralmente não encaram bem longas viagens. Um amplo panteão de interpretações é possível.
Ingredientes: maltes-base Pale English, (frequentemente moderadamente dextrinosos), maltes Crystal e maltes escuros devem compor a malha de grãos. Pode usar adjuntos de açúcar. Variedades inglesas de lúpulo podem ser as que melhor se encaixam, embora seu caráter seja suavizado. Levedo inglês de Ale com personalidade.
Estatísticas vitais:
IBUs: 10-25 SRM: 12-25 OG: 1.030-1.038 FG: 1.008-1.013 ABV: 2.8-4.5%
Exemplos comerciais: Moorhouse Black Cat, Gale’s Festival Mild, Theakston Traditional Mild, Highgate Mild, Sainsbury Mild, Brain’s Dark, Banks's Mild, Coach House Gunpowder Strong Mild, Woodforde’s Mardler’s Mild, Greene King XX Mild, Motor City Brewing Ghettoblaster

O exemplar da foto se chama Gale's Festival Mild e pode ser encontrado em
Continua amanhã a família English Brown Ale com o subestilo Southern English Brown. Até lá!

Cheers!

12) PORTER 12a) BROWN PORTER


Aroma: aroma de malte com suave tostagem deve ser evidente e pode ter qualidades de chocolate. Pode também mostrar algum caráter de malte não-tostado em suporte (lembrando caramelo, grãos, pão, nozes, toffee ou apenas ser doce). Aroma de lúpulo inglês moderado a nenhum. Ésteres frutados moderados a nenhum. Diacetil baixo a nenhum.
Aparência: coloração marrom-claro a marrom-escuro, geralmente com luzes rubi quando segurados contra a luz. Boa claridade, embora possa estar próxima de ser opaca. Espuma moderadamente esbranquiçada a levemente bronzeada com boa a moderada retenção.
Sabor: o sabor de malte inclui uma tostagem suave a moderada (frequentemente com caráter de chocolate) e geralmente um significativo caráter de caramelo, nozes e/ou toffee. Pode ter outros sabores secundários como café, alcaçuz, biscoitos ou torrada em suporte. Não deve ter um caráter significativo de malte preto (sabores acre, queimado ou fortemente tostado), embora pequenas quantidades possam contribuir com uma complexidade de chocolate amargo. Sabor de lúpulo inglês vai de moderado a nenhum. O médio-baixo a médio amargor de lúpulo irá variar o balanço de ligeiramente maltado a ligeiramente amargo. Usualmente é moderadamente bem atenuada, embora existam versões que sejam algo doce. O teor de diacetil vai de moderadamente baixo a nenhum. Moderado a baixo índice de ésteres frutados.
Paladar: corpo médio-leve a médio. Carbonatação moderadamente baixa a moderadamente alta.
Impressão geral: uma Dark Ale inglesa moderadamente substancial, com características tostadas restritas.
História: originada na Inglaterra, a Porter evoluiu de uma mistura de cervejas ou infusões fermentadas de malte conhecidas como ‘Entire’. Precursora da Stout.
Comentários: difere de uma Robust Porter por ter usualmente sabores mais suaves, mais doces e mais caramelizados, gravidades mais baixas e usualmente menos álcool. Tem mais substância e tostagem que uma Brown Ale. Maior gravidade que uma Dark Mild. Algumas versões são fermentadas com levedo de Lager. O balanço tende em relação ao malte mais que aos lúpulos. Usualmente tem um caráter ‘inglês’. Versões históricas com Brettanomyces, azedume ou defumagem devem ser incluídas na categoria Specialty Beer (23).
Ingredientes: os ingleses são mais comuns. Pode conter vários maltes, incluindo o de chocolate e/ou outros maltes tostados e do tipo caramelo. Versões históricas usariam um volume significativo de malte marrom. Usualmente não contem grandes volumes de malte preto patente ou cevada tostada. Os lúpulos ingleses são os mais comuns, mas são usualmente subjugados. Água do tipo Londres ou Dublin são tradicionais (moderado teor de carbonato). Levedo inglês ou irlandês, ou ocasionalmente levedo de Lager, é usado. Pode conter um teor moderado de adjuntos (açúcares, milho, melado)
Estatísticas vitais:
IBUs: 18-35 SRM: 20-30 OG: 1.040-1.052 FG: 1.008-1.014 ABV: 4-5.4%
Exemplos comerciais: Fuller's London Porter, Samuel Smith Taddy Porter, Burton Bridge Burton Porter, RCH Old Slug Porter, Nethergate Old Growler Porter, Hambleton Nightmare Porter, Harvey’s Tom Paine Original Old Porter, Salopian Entire Butt English Porter, St. Peters Old-Style Porter, Shepherd Neame Original Porter, Flag Porter, Wasatch Polygamy Porter

Ilustra o espaço de hoje a recomendadíssima Fuller's London Porter, exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-london-porter/303/
Continua amanhã a família Porter com o subestilo Robust Porter. Até lá!
Cheers!

13b) SWEET STOUT


Aroma: suave de grãos tostados, algumas vezes com notas de café e/ou chocolate. Uma impressão de doçura parecida com creme frequentemente existe. Pode ser baixa a moderadamente frutada. Baixo a nenhum diacetil. Aroma de lúpulo baixo a nenhum.
Aparência: coloração marrom bem escuro a preta. Pode ser opaca (se não, deve ser clara). Espuma cremosa, bronze a marrom.
Sabor: grãos escuros tostados e maltes dominam o sabor como nas Dry Stout, e fornece sabores de café e/ou chocolate. O amargor de lúpulo é moderado (mais baixo que na Dry Stout). Doçura média a alta (frequentemente da adição de lactose) fornece um contraponto ao caráter tostado e ao amargor de lúpulo, e permanece até o final. Baixo a moderado teor de ésteres frutados. Diacetil baixo a nenhum. O balanço entre grãos e maltes escuros e doçura pode variar, de bem doce a moderadamente seco e algo tostado.
Paladar: médio-cheio a encorpado a cremoso. Baixa a moderada carbonatação. Alta doçura residual vinda de açucares não-fermentados incrementa a sensação duradoura na boca.
Impressão geral: uma Ale muito escura, doce, encorpada e ligeiramente tostada. Frequentemente tem o gosto de um café expresso adoçado.
História: um estilo inglês de Stout. Historicamente conhecidas como ‘Milk’ ou ‘Cream’ Stouts, legalmente essa designação não é mais permitida na Inglaterra (mas é aceitada em qualquer outro lugar). O nome ‘Milk’ (leite) se deve ao uso de lactose, como adoçante.
Comentários: as gravidades são mais baixas na Inglaterra e mais altas nos produtos americanos e para exportação. Variações existem, com o nível de doçura residual, a intensidade do caráter tostado e o balanço entre os dois, sendo as variáveis mais sujeitas à interpretação.
Ingredientes: a doçura na maior parte das Sweet Stouts vem de um nível de amargor mais baixo que o das Dry Stouts e uma alta porcentagem de dextrinas não-fermentáveis. A lactose, um açúcar não-fermentável, é frequentemente adicionado para prover doçura residual adicional. Base de malte claro, e pode usar cevada tostada, malte escuro, malte chocolate, malte Crystal e adjuntos como milho ou melado. Água altamente carbonatada é comum.
Estatísticas vitais:
IBUs: 20-40 SRM:30-40 OG: 1.044-1.060 FG: 1.012-1.024 ABV: 4-6%
Exemplos comerciais: Mackeson's XXX Stout, Watney's Cream Stout, Farson’s Lacto Stout, St. Peter’s Cream Stout, Marston’s Oyster Stout, Sheaf Stout, Hitachino Nest Sweet Stout (Lacto), Samuel Adams Cream Stout, Left Hand Milk Stout, Widmer Snowplow Milk Stout

Ilustra o espaço de hoje a Hitachino Nest Lacto Sweet Stout, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/hitachino-nest-lacto-sweet-stout/13577/

Continua amanhã a família Stout com o subestilo Outmeal Stout. Até lá!

Cheers!

17c) FLANDERS BROWN ALE/OUD BRUIN


Aroma: complexa combinação de ésteres frutados e rico caráter de malte. Ésteres comumente reminiscentes de ameixa-seca, ameixa, figo, tâmara, cerejas negras ou uva-passa. Um caráter de malte lembrando caramelo, toffee, laranja, melado ou chocolate também é comum. Fenóis condimentos podem estar presentes em pequenos volumes para complexidade. Um caráter à la sherry pode estar presente e geralmente denota um exemplo envelhecido. Ligeiro aroma azedo pode estar presente e pode aumentar modestamente com a idade, mas não deve tornar-se um perceptível caráter acético de vinagre. Ausência de aroma de lúpulo. O diacetil é perceptível em quantidades muito pequenas, e, se for, como um aroma complementar.
Aparência: coloração marrom-avermelhado escuro a marrom. Boa claridade. Média a boa retenção de espuma, que deve ter coloração marfim a bronze claro.
Sabor: maltado com complexidade frutada e alguma caramelização. A frutagem comumente inclui frutas escuras como ameixa-seca, ameixa, figo, tâmara, cerejas negras ou uva-passa. Um caráter de malte lembrando caramelo, toffee, laranja, melado ou chocolate também é comum. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenas quantidades para complexidade. Um ligeiro azedume geralmente se torna mais pronunciado em exemplos bem envelhecidos, junto com algum caráter de sherry, produzido um perfil ‘doce-e-azedo’. O azedume não deve crescer até um caráter acético de vinagre muito destacado. Não há sabor de lúpulo. Restrito amargor de lúpulo. Baixa oxidação é apropriada como ponto de complexidade. O diacetil é perceptível apenas em quantidades muito baixas, e se for, apenas como um sabor complementar.
Paladar: corpo médio a médio-cheio. Baixa a moderada carbonatação. Sem adstringência com final doce e azedo.
Impressão geral: uma Ale marrom de estilo belga, maltada, frutada, envelhecida e algo azeda.
História: uma tradição de ‘Old Ale’, nativa de Flanders oeste, tipificada pelos produtos da cervejaria Liefman (que agora pertence a Riva), cujas raízes remetem a antes dos anos 1600. Historicamente envasada como uma ‘cerveja de provisão’ que iria desenvolver algum azedume enquanto envelhecesse. Essas cervejas eram tipicamente mais azedas que seus exemplos comerciais correntes. Enquanto as Flanders Red Beer eram envelhecidas em carvalho, as Brown sofrem envelhecimento aquecido em aço inoxidável.
Comentários: longo envelhecimento e mistura de cerveja jovem e envelhecida pode acontecer, adicionando suavidade e complexidade e balanceando qualquer caráter amargo e doce. Um caráter mais profundo de malte distingue essas cervejas das Flanders Red Ale. O estilo foi feito para ser armazenado, então exemplos com caráter moderadamente envelhecido são considerados superiores aos exemplos mais jovens. Como nas Lambic de fruta, a Oud Bruin pode ser usada como base para cervejas com sabor de fruta, como a Kriek (cerejas) ou a Frambozen (framboesas), embora essas devam ser incluídas no clássico estilo de cervejas de fruta. A Oud Bruin é menos acética e mais maltada que uma Flanders Red, e os sabores frutados são mais orientados em relação ao malte.
Ingredientes: uma base de malte Pils com volumes prudentes de maltes escuros Cara e uma minúscula porção de malte escuro ou tostado. Frequentemente inclui milho. Baixo volume dos ácidos lúpulos Continental Low Alpha é típico (evita-se a variedade High Alpha ou lúpulos americanos particulares). Saccharomyces e lactobacilos (e acetobacter) contribuem para fermentação e eventual sabor. Os lactobacilos reagem mal aos elevados níveis de álcool. Uma polpa azeda ou malte acidulado também pode ser usada para desenvolver o caráter azedo sem introduzir lactobacilos. Água rica em carbonato é tipicamente de sua terra natal e irá aliviar a acidez de maltes mais escuros e o azedume lático. O magnésio presente na água acentua o azedume.
Estatísticas vitais:
IBUs: 20-25 SRM: 15-22 OG: 1.040-1.074 FG: 1.008-1.012 ABV: 4-8%
Exemplos comerciais: Liefman’s Goudenband, Liefman’s Odnar, Liefman’s Oud Bruin, Ichtegem Old Brown, Riva Vondel

Povoa o espaço de hoje a Liefman's Oud Bruin, exemplar também localizado em



Continua amanhã a família Sour Ale com o subestilos Straight (Unblended) Lambic. Até lá!

Cheers!

19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

19b) ENGLISH BARLEY WINE


Aroma: muito rico e fortemente maltado, frequentemente lembrando caramelo. Pode ter moderada a forte frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Aroma de lúpulo inglês vai de suave a pronunciado. Baixa a moderada presença de álcool, mas nunca aguda, quente ou solvente. A intensidade aromática geralmente se dissipa com o tempo. O aroma pode ter um rico caráter tostado, de pão, toffee e melado. Versões envelhecidas podem ter qualidades de sherry, possivelmente lembrando vinho tinto ou do Porto, e geralmente aromas de malte mais suavizados. Baixa a nenhuma presença de diacetil.
Aparência: coloração vai de dourado rico a âmbar bem escuro ou ainda marrom escuro. Geralmente tem luzes rubi, mas não deve ser opaca. Pouco a moderadamente esbranquiçada espuma; pode ter baixa retenção. Pode ser turva, com uma ‘névoa’ fresca em temperaturas mais baixas, mas geralmente evolui até uma claridade boa a brilhante à medida que vai se aquecendo. Sua coloração pode aparentar ter grande profundidade, como se fosse vista através de grossas lentes de vidro. Alto teor alcoólico e viscosidade podem ser percebidas nas ‘lágrimas’ que se formam quando a cerveja é agitada em movimentos circulares dentro do copo.
Sabor: fortes, intensos, complexos e multifacetados sabores de malte, lembrando pão e biscoito, além de nozes, profunda tostagem, caramelo escuro, toffee e/ou melado. Moderada a alta doçura maltada no paladar, embora o final possa ser moderadamente doce a moderadamente seco (dependendo do envelhecimento). Alguns sabores oxidados ou lembrando vinho podem estar presentes, e com freqüência sabores complexos de álcool devem ser evidentes. Tais sabores não devem ser demasiado agudos, quentes, nem solventes. Moderada a moderadamente alta frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Amargor de lúpulo varia de ‘apenas suficiente para balancear’ a uma ‘presença firme’; portanto, o balanço varia de maltado a algo amargo. Baixo a moderadamente alto sabor de lúpulo (usualmente variedades britânicas). Baixo a nenhum diacetil.
Paladar: encorpada e consistente, com textura aveludada e lasciva (embora o corpo possa ficar mais ralo com longas armazenagens). Suave aquecimento proveniente de álcool envelhecido deve estar presente e não deve ser quente ou agudo. Carbonatação deve ir de baixa a moderada, dependendo da idade e acondicionamento.
Impressão geral: a mais rica e forte English Ale. Uma demonstração de riqueza maltada e sabores complexos e intensos. O caráter dessas Ales pode mudar significativamente ao longo do tempo; tanto versões jovens como velhas devem ser apreciadas pelo que são. O perfil de malte pode variar imensamente; nem todos os exemplos terão todos os sabores ou aromas possíveis.
História: usualmente a Ale mais forte oferecida por uma cervejaria, e, nos anos mais recentes, muitos exemplos comerciais têm sido datados com suas safras. Normalmente é significativamente envelhecida antes de ser lançada. Frequentemente associada ao inverno ou à temporada de feriados.
Comentários: embora geralmente seja uma cerveja lupulada, o Barley Wine inglês dá menor ênfase ao caráter de lúpulo que sua contrapartida norte-americana, e apresenta lúpulos ingleses. Versões inglesas podem ser mais escuras, mais maltadas e mais frutadas, além de apresentar sabores mais ricos de maltes especiais que suas equivalentes yankees.
Ingredientes: malte claro bem modificado deve formar a espinha dorsal da malha de grãos, com quantidades prudentes de maltes caramelo. Maltes escuros devem ser usados com grande restrição, isso se forem, já que boa parte de sua coloração provém de uma longa fervura. São usados lúpulos ingleses das variedades Northdown, Target, East Kent Goldings e Fuggles. Levedo inglês de personalidade.
Estatísticas vitais:
IBUs: 35-70 SRM: 8-22 OG: 1.080-1.120 FG: 1.018-1.030 ABV: 8-12%
Exemplos comerciais: Thomas Hardy’s Ale, Burton Bridge Thomas Sykes Old Ale, J.W. Lee’s Vintage Harvest Ale, Robinson’s Old Tom, Fuller’s Golden Pride, AleSmith Old Numbskull, Young’s Old Nick (pouco usual com seus 7.2% ABV), Whitbread Gold Label, Old Dominion Millenium, North Coast Old Stock Ale (quando envelhecida), Weyerbacher Blithering Idiot

Embora seja listada por ratebeer.com como uma English Strong Ale, ilustra o espaço de hoje a Fuller's Golden Pride, sboroso exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-golden-pride/300/


Termina amanhã a família Strong Ale com o subestilo American Barley Wine. Até lá!

Cheers!

23) SPECIALTY BEER


Essa é explicitamente uma categoria que envolver qualquer outra cerveja que não se encaixe em outro estilo existente. Nenhuma cerveja está ‘fora do estilo’ nessa categoria, a menos que se encaixe em outra classificação.

A categoria engloba qualquer tipo de cerveja, incluindo as seguintes técnicas ou ingredientes:

- técnicas pouco usuais (ex: steinbier, ice/eis beers)
- fermentáveis pouco usuais (ex: xarope de borbo, mel, melado)
- adjuntos pouco usuais (ex: aveia, centeio, batatas)
- combinações de estilos de outras categorias (ex: Índia Brown Ale, cervejas de frutas e/ou condimentos, cervejas defumadas/condimentadas)
- variações fora-do-estilo de estilos existentes (ex: versões de baixo teor alcoólico de outros estilos, cervejas extra-lupuladas, cervejas de força ‘imperial’)
- cervejas históricas, tradicionais ou nativas (ex: Louvain Peetermann, Sahti, vatted Porter com Brettanomyces, Colonial Spruce ou Juniper Beers, Kvass, Grätzer)
- interpretações à moda americana de estilos europeus (ex: versões mais lupuladas, mais fortes ou à la Ale de Lagers) ou outras variantes de estilos tradicionais
- clones de cervejas comerciais específicas que não são boas representações de estilos existentes
- qualquer cerveja experimental que um cervejeiro cria, incluindo qualquer cerveja que simplesmente não tenha sido bem avaliada contra definições de estilos existentes

Essa categoria também pode ser usada como uma ‘incubadora’ para qualquer micro estilo de cerveja no mundo (que não seja belga) para os quais não haja uma categoria BJCP. Se houver interesse suficiente, alguns desses micro estilos podem ser promovidos a estilos completos no futuro. Alguns estilos que caem nesse agrupamento incluem:
- Honey Beers, ou cervejas de mel (menos as Braggots)
- Wiess (Kölsch turva e jovem)
- Sticke Altbier
- Münster Altbier
- Imperial Porter
- Classic American Cream Ale
- Dark Lager Tcheca
- English Pale Mild
- Scottish 90/-
- American Stock Ale
- English Strong Ale
- ‘Cerveja’ não alcoólica
- Kellerbier
- Malt Liquor
- Australian Sparkling Ale
- Imperial/Double Red Ale
- Imperial/Double Brown Ale
- Rye IPA
- Dark American Wheat/Rye

Aroma: o caráter ou natureza do ingrediente especial declarado deve ser evidente no aroma, mas harmonioso com os outros componentes (ainda que não deva sobrepor-se totalmente a eles). No geral o aroma deve ser uma agradável combinação de malte, lúpulos e o ingrediente especial apresentado, apropriado ao tipo específico de cerveja sendo apresentado. O caráter individual dos ingredientes e processos especiais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se um estilo-base clássico for especificado, então as características desse estilo clássico devem ser perceptíveis. Os estilos clássicos terão uma diferente impressão quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Os aromas típicos que compõem os estilos clássicos de cerveja (particularmente lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que os ingredientes especiais ou natureza fiquem mais evidentes.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja-base sendo apresentada e irá variar dependendo da mesma (caso seja declarada). Ingredientes ou processos pouco usuais podem afetar a aparência, então o resultado final pode ser bem diferente do estilo-base declarado. Alguns ingredientes podem dar cor (à espuma, inclusive) e pode afetar a formação e retenção de espuma.
Sabor: como com o aroma, o caráter de um sabor distinto associado à natureza da especialidade declarada deve ser perceptível, e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O casamento de ingredientes especiais com o estilo implícito deve ser harmonioso, e o caráter da especialidade não deve parecer artificial e/ou totalmente dominante. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja-base e bem integrados aos distintos sabores de especialidades presentes. Alguns ingredientes podem adicionar azedume, doçura ou outros subprodutos do sabor. Geralmente frutas e adjuntos de açúcar adicionam sabor, e não doçura excessiva à cerveja. Tais adjuntos, bem como o açúcar encontrado nas frutas, são usualmente fermentados por completo e contribuem para um sabor de perfil mais leve e um final mais seco que o esperado para o estilo-base declarado. O caráter individual dos ingredientes e processos individuais pode nem sempre ser identificável quando usado em combinação. Se uma cerveja-base clássica é especificada então as características desse estilo devem ser perceptíveis. Tais estilos, no entanto, terão uma impressão diferente quando envasados com ingredientes, aditivos ou processos pouco usuais. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter especial persista até a apresentação final.
Paladar: pode depender muito do estilo-base selecionado e ser apropriado à cerveja-base. Níveis de corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo-base sendo apresentado. Ingredientes e processos pouco usuais podem afetar o paladar a ponto do resultado ser bem diferente do estilo-base declarado.
Impressão geral: um harmonioso casamento de ingredientes, processos e cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito (se declarado) será atípico devido à adição de ingredientes ou técnicas especiais. A unicidade geral do processo, dos ingredientes usados e a criatividade devem ser considerados.
Comentários: harmonia e facilidade de beber são essenciais para o feitio de uma cerveja de especialidade bem feita. A natureza distinga dos ingredientes/métodos especiais relatados deve complementar o estilo original e não dominá-los totalmente.
Estatísticas vitais: irão variar de acordo com o estilo-base implícito.
Exemplos comerciais: Bell’s Rye Stout, Bell’s Eccentric Ale, Samuel Adams Triple Bock and Utopias, Hair of the Dog Adam, Great Alba Scots Pine, Tommyknocker Maple Nut Brown Ale, Great Divide Bee Sting Honey Ale, Stoudt’s Honey Double Mai Bock, Rogue Dad’s Little Helper, Rogue Honey Cream Ale, Dogfish Head India Brown Ale, Zum Uerige Sticke and Doppel Sticke Altbier, Yards Brewing Company General Washington Tavern Porter, Rauchenfels Steinbier, Odells 90 Shilling Ale, Bear Republic Red Rocket Ale, Stone Arrogant Bastard


O exemplar de hoje se chama Rauchenfels Steinbier e pode ser encontrado em



Tem início amanhã a família Traditional Mead, com o subestilo Dry Mead. Até lá!


Cheers!

26c) OPEN CATEGORY MEAD


Um Open Category Mead é uma bebida baseada em mel que combina ou ingredientes de dois ou mais das subcategorias de Mead, ou é um Mead histórico ou nativo (ex: tej, Meads poloneses), ou é um Mead que não se encaixa em qualquer outra categoria. Qualquer Mead experimental ou de especialidade usando fontes adicionais de fermentáveis (ex: xarope de borbo, melado, açúcar mascavo ou néctar de agave), ingredientes adicionais (ex: vegetais, licores, fumaça, etc.), processos alternativos (ex: congelamento, envelhecimento no carvalho) ou outros ingredientes, processos ou técnicas pouco usuais também podem ser apropriadas nessa categoria.

Aroma, aparência, sabor e paladar geralmente seguem as descrições padrão, ainda que todas as características possam variar. Já que uma ampla gama de entradas é possível, as características podem refletir combinações de elementos respectivos das várias sub-categorias usadas nesse estilo.

Impressão geral: esse Mead deve exibir o caráter de todos os ingredientes em graus variáveis e devem mostrar uma boa mistura ou balanço entre os vários elementos de sabor. Quaisquer ingredientes que tenham sido incluídos, o resultado deve ser identificável como uma bebida fermentada baseada em mel.

Exemplos comerciais: Jadwiga, Hanssens/Lurgashall Mead the Gueuze, Rabbit’s Foot Private Reserve Pear Mead, White Winter Cherry Bracket, Saba Tej, Mountain Meadows Trickster’s Treat Agave Mead, Intermiel Rosée

E assim termina a família Other Mead. Começa amanhã a família Standard Cider and Perry, com o subestilo Common Cider. Até lá!


Ilustra o espaço de hoje a Jadwiga Mead, exemplar também encontrado em http://www.liquidsolutions.biz/product/5901346111762.htm


Cheers!

DEVASSA RUIVA


Descrição: Essa English Pale Ale brasileira apresenta pouca formação de espuma e colarinho – ambos diminuem rapidamente. Seu corpo é claro e âmbar. No aroma, notas de melado, chocolate e mel.Seu sabor é levemente adocicado e amargo no começo do gole, sensação esta última também presente no final da sorvida. Seu corpo está entre leve e médio, com textura aguada, alta carbonatação e final metálico. bode expiatório para uma boa pilsen, sem escapar muito disso - e bem aquém de uma saborosa EPA.

Custo-benefício: adquirida por R$ 4,50 em um restaurante em Curitiba, pode ser encontrada a preços menores em promoções em diversos supermercados. O valor pago, no entanto, é o máximo que pode ser dispendido nessa regular/boa cerveja.

Nota: 55 Skol
Leia mais em http://ratebeer.com/beer/devassa-ruiva/33341/

UNIBROUE DON DE DIEU


Descrição: essa Belgian Strong Ale canadense tem grande impacto logo de cara, com sua pomposa garrafa de 600ml, com rolha e rótulo garboso. Na hora do 'vamos ver', no entanto, ficou aquém das expectativas. A aparência inicial de sua espuma é media e cremosa, de coloração branca. Há moderada formação de colarinho, este de reduzida longevidade. Seu corpo é turvo, com partículas grossas e tonalidade âmbar (3/5). Ao nariz chegam notas cítricas de laranja, melado e álcool, derivadas de seu elevado teor alcoólico de 9%(7/10). Apresenta sabor inicial levemente amargo, sensação esta que se torna salgada no final, de duração média. Percebe-se ainda gosto de pão e um sabor apimentado, de especiarias. No paladar (4/5) surgem suas melhores qualidades: um corpo médio, ciceroneado por uma textura cremosa, carbonatação suave e final de sensação levemente alcoólica.


Custo-benefício: disponível em lojas especializadas físicas e virtuais por preços em torno de R$ 30, vale a pena a título de ampliação de horizonte cervejeiro, mas o valor não compensa repetições em curtos períodos de tempo.


Nota: 160 Skol


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LA TRAPPE QUADRUPEL


Descrição: essa magnífica cerveja holandesa é a mais completa e saborosa da linha La Trappe. Após despejada em seu receptáculo tradicional, a taça trapista, a Quadrupel exibe espuma com aparência inicial de tamanho médio, coloração marrom-claro, boa formação de colarinho e curta longevidade. O corpo tem tonalidade cobre e boa claridade. Aliado à belíssima aparência, o instigante aroma torna dificílima a tarefa se seguir o ritual da análise passo a passo. Afinal, a combinação de notas de cookie, melado, bala toffee, álcool e pêssego em calda é realmente de dar água na boca. Chega o tão esperado momento: o primeiro gole! Com início moderadamente doce e final moderadamente amargo e de média duração, há a impressão de se estar bebericando um destilado de alta qualidade, quiçá um whisky. No paladar, o comportamento é igualmente estupendo. O corpo médio-cheio tem textura oleosa, carbonatação suave e final fortemente alcoólico. Cada gole é um êxtase diferente.


Custo-benefício: adquirida pela bagatela de R$ 12 no Sam's Club de Curitiba, vale pelo menos o dobro desse valor.


Nota: 800 Skol


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LÖWENBRÄU OKTOBERFESTBIER



Descrição: o visual pouco chamativo dessa cerveja alemã é seu quesito mais deficitário. Composta de uma espuma de aparência inicial pequena, cor branca e curta longevidade, apresenta moderada formação de colarinho. Seu corpo é ralo e claro, de tonalidade amarela. O aroma, por outro lado, é agradável, com notas de melado, bala toffee e xarope de borbo, além de nariz etílico. O sabor, mediano, começa e termina doce (sempre lembrando melado), sendo ainda moderadamente amargo no final, este de média duração. O paladar é composto de um corpo médio, de textura oleosa, carbonatação borbulhante e final metálico.


Custo-benefício: encontrada a partir de R$ 8 em supermercados e lojas especializadas, é um bom negócio, valendo até 25% a mais desse valor.
Nota: 100 Skol
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PRIMUS


Descrição: essa Pale Lager brasileira tem espuma de aparência inicial média, coloração branca e boa formação de colarinho. Seu corpo é claro e ralo, de coloração amarelo-claro. Apresenta aroma de pão claro, melado e leves notas lupuladas. Seu sabor inicial é levemente doce e amargo, comportando leve doçura no final, de curta duração. A forte presença de lúpulo é constante durante todo o paladar. No paladar se encontram um corpo médio-leve, de textura aguada, forte carbonatação e final metálico.

Custo-benefício: encontrada em supermercados a partir de R$ 1, é uma opção razoável pra se variar dentre as Pilsen disponíveis no Brasil.

Nota: 3 Skol

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RUDDLES COUNTY


Descrição: essa Premium Bitter/ESB transmite o espírito da cerveja inglesa. Com espuma de aparência inicial média e 'rochosa', coloração esbranquiçada, moderada formação de colarinho, reduzida longevidade, seu corpo é claro, de tonalidade cobre. O aroma é restrito, com notas de caramelo e mel. Seu principal trunfo é o sabor, levemente adocicado e moderadamente amargo no início, sensação esta última que permanece até o final, de longa duração. Em termos de paladar, apresenta corpo médio-leve, de textura aguada, carbonatação suave e final fortemente metálico (que se nota durante todo o gole, que também é permeado por notas frutadas secundárias, que dão um certo balanço) .


Custo-benefício: lata de 500ml adquirida por cerca de R$ 11, um bom negócio, não valendo muito mais do que isso, devido ao fato de ser um pouco menos encorpada do que deveria.


Nota: 110 Skol


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BADEN BADEN RED ALE ESPECIAL


Descrição: apesar do nome, essa preciosidade na verdade é um Barley Wine. Logo após ser despejada no copo, a Red Ale já faz lacrimejar os olhos do mais saudosista bebedor. Sua portentosa espuma, de coloração amarronzada, precede a formação de um excelente e duradouro colarinho através do que chamo de ‘efeito areia movediça’ (em menor escala que na Guinness, principal ícone desse efeito). Sua coloração marrom avermelhada (outros dizem que é vermelha escura) é também opaca e de grossa densidade. Seu aroma também tem algo de majestoso, com forte presença de malte; percebe-se também pão escuro, melado e caramelo. Dito isso, finalmente o encontro entre boca e cerveja revela um forte amargor logo de início, sensação esta que se mantém durante e até o final do gole. A presença inebriante é mensageira de um corpo médio e oleoso, de baixa carbonatação, com final metálico.

Custo-benefício: adquirida no supermercado Superpão, em União da Vitória-PR, por R$ 9,90, vale seu preço em ouro. Pagaria até o dobro desse valor, sem qualquer dor na consciência.

Nota: 1900 Skol


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http://www.ratebeer.com/beer/baden-baden-red-ale-especial/33334/

LECKER MALZBIER


Descrição: essa Schwarzbier vai focinho a focinho com sua parceira de casa para competir pelo posto de pior cerveja que já provei. Um quesito - o aroma - no entanto, a salva de ser a 'vencedora' desse pule. Tal característica é composta de presença moderada de malte, notas de melado, caramelo, açúcar mascavo e forte presença de café. Ao avaliar-se a aparência já começa a descida ladeira abaixo. Sua espuma apresenta aparência inicial pequena, coloração marrom-claro e reduzidíssima longevidade. Há moderada formação de colarinho em seu corpo quase opaco, de densidade rala e tonalidade marrom-escuro, semelhante à de um refrigerante de cola. Seu enjoativo sabor, além de dar ânsia, é insuportavelmente doce (lembrando uma mistura de açúcar e leite, acrescida de refrigerante de cola) no início e no final (que também é levemente ácido e de duração média). No paladar a via sacra é conduzida por um corpo leve, de textura aguada, carbonatação suave e final levemente adstringente.

Custo-benefício: adquirida por cerca de R$ 1 em qualquer supermercado, não consegui dar mais de 3 goles. Um péssimo negócio em qualquer cenário imaginável.

Nota: 0,9 Skol

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EISENBAHN OKTOBERFEST


Descrição: tendo provado recentemente alguns bons exemplares gringos do estilo, devo confessar que não esperava muito do exemplar da Eisenbahn. No entanto, a impressão foi exatamente o contrário. Sua espuma esbranquiçada tem aparência inicial portentosa e boa longevidade. Apresenta excelente formação de colarinho em seu corpo claro, de densidade rala e coloração dourado-escuro com algumas nuances avermelhadas. O aroma, eu diria, é a característica que mais se aproxima de uma 'falha'. Consegui farejar pesadas notas maltadas e algo de melado, apenas - parece o aroma de uma Lager mais adocicado. O sabor, impressionante, é moderadamente doce no início, apresentando moderado amargor no final, de média duração. Há forte amargor de lúpulo, com balanço em direção ao malte, embora o final não seja tão doce. O paladar é composto de um corpo médio-leve, de textura seca, carbonatação média-suave e final levemente adstringente e alcoólico. Limpa, rica e suave, com caráter de malte. Uma curiosidade é que seu ABV, de 6%, está acima da faixa coberta pelas diretrizes BJCP.

Custo-benefício: adquirida no Armazém da Serra por R$4, é um ótimo negócio, valendo até o dobro desse valor em bares especializados.

Nota: 110 Skol

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BAMBERG MÜNCHEN


Descrição: essa cerveja brasileira me surpreendeu, trazendo qualidades mais complexas do que eu esperava, até mesmo por não ter tido a oportunidade de haver provado outros exemplares do estilo. Devo dizer que captei algumas semelhanças da mesma com a Eisenbahn 5 anos (apesar de serem estilos diferentes), quem já tiver provado as duas e queira concordar ou discordar, sinta-se a vontade.

No copo, a aparência foi instigante, porém nada assombroso. Sua espuma, marrom-clara, apresentou aparência inicial pequena e aerada, reduzida formação de colarinho e curtíssima longevidade. Seu corpo, translúcido, apresenta coloração marrom acobreado.

O agradável aroma é uma junção de melado, cassis e presença moderada de malte caramelo. Seu delicioso sabor é levemente doce e amargo no início, apresentando moderado amargor no final, este de média duração. No paladar, essa surpreendente cerveja mostra sua principal qualidade. Um corpo médio-cheio, de textura cremosa, carbonatação atenuada e final levemente alcoólico fecha a análise com chave de ouro.


Custo-benefício: adquirida a algo entre R$ 5 e R$ 6, é um ótimo negócio.


Nota: 120 Skol