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quinta-feira, 18 de junho de 2026

MALT LIQUOR


Lagers fortes com gosto de álcool, freqüentemente mal feitas. Ésters, fusels e outros produtos de cervejas de alta gravidade não diluída são geralmente lugar comum. Açúcar, milho, dextrose e outros elementos podem ser adicionados ao malte para incrementar o teor alcoólico. Esse subestilo tende a ser suavemente lupulado, ou seja, não são muito amargas. Sua coloração tipicamente varia entre palha a âmbar claro. As versões mais alcoólicas, algumas vezes chamadas de 'alta gravidade' tendem a ter a adição de 'álcool fusel', o que lhes confere aromas e gosto de solvente ou combustível.

O exemplar da foto se chama Ice Man e pode ser visto em http://ratebeer.com/beer/ice-man/9203/

Segue depois de amanhã a subsérie sobre Lagers com o subestilo Oktoberfest/Märzen. Até lá!

Cheers!

8) ENGLISH PALE ALE 8a) STANDARD/ORDINARY BITTER


Aroma: os melhores exemplares tem algum aroma de malte, geralmente (mas não sempre) com qualidade de caramelo. Frutagem suave a moderada é comum. O aroma de lúpulo pode variar de moderado a nenhum (tipicamente são usadas variedades do Reino Unido, embora variedades dos Estados Unidos também possam ser usadas. Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos são permitidos.

Aparência: coloração amarelo claro a cobre claro. Claridade boa a brilhante. Espuma branca baixa-moderada a esbranquiçada. Pode ter espuma bem pequena devido à baixa carbonatação.

Sabor: amargor médio a alto. A maioria tem ésteres frutados que vão de moderadamente baixos a moderadamente altos. Sabor de lúpulo moderado a baixo (lembrando terra, resina e/ou variedades florais do RU tipicamente, embora variedades dos EUA possam ser usadas). Baixa a média maltagem com final seco. Sabores de caramelo são comuns mas não requeridos. O balanço com freqüência é decididamente amargo, embora o amargor não deva sobrepor completamente o sabor de malte, ésteres e lúpulo. Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos sejam permitidos.

Paladar: corpo leve a médio-leve. Baixa carbonatação, embora exemplos engarrafados e enlatados possam ter carbonatação moderada.

Impressão geral: baixa gravidade, baixos teor alcoólico e baixa carbonatação a tornam uma cerveja fácil de beber. Alguns exemplos podem apresentar maior balanço de malte, mas isso não deve nunca se sobrepor à uma impressão geral amarga. Essa facilidade em beber é um componente crítico do estilo; a ênfase ainda está na adição de lúpulo para o amargor, ao contrário da agressiva lupulagem média e tardia vista nas Ales americanas.

História: originalmente uma Ale de barril servida bem fresca sob nenhuma pressão (apenas gravidade ou pressão manual) em temperaturas de porão/adega (ex: Real Ale). A Bitter foi criada como uma alternativa (ex: Running Beer) às Pale Ale produzidas no campo por volta do começo do século XX e se tornou popular quando os cervejeiros entenderam como "Burtonizar" a água para produzir com sucesso cervejas claras e para usar maltes Crystal para dar corpo ao paladar.

Comentários: a mais leve das Bitter. Também conhecida como apenas "Bitter" (amarga). Algumas variantes modernas são produzidas exclusivamente com malte claro e são conhecidas como Golden ou Summer Bitters. Maior parte das versões engarrafadas ou em barris pequenos produzidas no Reino Unido são versões mais alcoólicas dos produtos acondicionados em barris maiores produzidos especificamente para exportação. Os níveis IBU geralmente não são ajustados, então as versões disponíveis nos EUA não costumar correspoder diretamente as subcategorias do estilo na Grã-Bretanha. A diretriz desse estilo reflete a versão "Real Ale" do estilo e não as especificações para exportação dos produtos comerciais.

Ingredientes: maltes Pale Ale, Amber e/ou Crystal, podem usar também um toque de malte escuro para ajuste de cor. Pode usar adjuntos de açúcar, milho ou trigo. Lúpulos ingleses são mais típicos, embora variedades americanas e européias estejam se tornando mais comuns (particularmente nos exemplos mais claros). Levedo inglês de personalidade. Geralmente água com médio teor de sulfato é usada.

Estatísticas vitais:
IBUs: 25-35 SRM: 4-14 OG: 1.032-1.040 FG: 1.007-1.011 ABV: 3.2-3.8%

Exemplos comerciais: Fuller's Chiswick Bitter, Adnams Bitter, Young's Bitter, Greene King IPA, Oakham Jeffrey Hudson Bitter (JHB), Brains Bitter, Tetley's Original Bitter, Brakspear Bitter, Boddington's Pub Draught

Ilustra o espaço de hoje a Greene King IPA, exemplar encontrado em muitos supermercados brasileiros e também em http://www.ratebeer.com/beer/greene-king-ipa/11832/

Segue amanhã a família English Pale Ale com o subestilo Special/Best/Premium Bitter. Até lá!

Cheers!

8c) EXTRA SPECIAL/STRONG BITTER (ENGLISH PALE ALE)


Aroma: aroma de lúpulo moderadamente alto a moderadamente baixo, e pode usar qualquer variedade de lúpulos embora os do Reino Unido sejam mais tradicionais. Aroma de malte médio a médio-alto, geralmente com baixo a moderadamente forte componente de caramelo (embora esse traço possa ser mais sutil nas versões mais claras). Ésteres frutados médio-baixos a médio-altos. Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos sejam permitidos. Pode ter leves notas secundárias de enxofre e/ou álcool em alguns exemplos (opcional).
Aparência: dourado a cobre escuro. Claridade boa a brilhante. Espuma branca baixa a moderada a esbranquiçada. Uma espuma pequena é aceitável quando a carbonatação for baixa.
Sabor: amargor médio-alto a médio com evidentes sabores auxiliares de malte. Normalmente tem doçura caramelizada de malte que oscila entre moderadamente baixa a algo forte. Sabor de lúpulo vai de moderado a moderadamente alto (qualquer variedade, embora os lúpulos do RU que lembrem terra, resina e/ou flores sejam mais tradicionais). O amargor d sabor do lúpulo deve ser perceptível, mas não deve dominar totalmente os sabores de malte. Pode apresentar baixos níveis de sabores secundários de malte (ex: nozes, biscoitos), adicionando complexidade. Moderadamente baixos a altos ésteres frutados. Opcionalmente pode apresentar baixos volumes de álcool e até um moderado sabor mineralizado/enxofrado. Final médio-seco a seco (particularmente se água com enxofre tiver sido usada). Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos sejam aceitos.
Paladar: corpo médio-leve a médio-cheio. Baixa a moderada carbonatação, embora versões comerciais engarrafadas as tenham mais altas. Versões mais fortes podem ter leve aquecimento alcoólico, mas essa característica não deve ser muito alta.
Impressão geral: uma English Ale cuja força varia de média a moderadamente forte. O balanço pode oscilar entre malte e lúpulo a algo amargo. A facilidade de beber é um componente crucial do estilo; a ênfase ainda está na adição de lúpulo para amargar em vez da agressiva lupulagem média e tardia vista nas American Ales. Um estilo bem amplo que permite considerável interpretação por parte do cervejeiro.
História: Bitters fortes podem ser vistas como versões de gravidade mais alta das melhores Bitter (embora não necessariamente das ‘mais premium’ já que as Best Bitter são tradicionalmente o produto mais fino feito pelo cervejeiro). Já que a cerveja é vendida categorizada pela força no RU, essas cervejas costumam apresentar algum sabor de álcool (talvez para deixar o consumidor saber que eles estão tendo o que procuravam). Na Inglaterra de hoje a ‘ESB’ é uma marca exclusiva da cervejaria Fuller’s; na América, o nome tem sido cooptado para descrever Ales do tipo inglês que sejam maltadas, amargas, avermelhadas e de teor alcoólico padrão (para os EUA). A lupulagem pode ser inglesa ou uma combinação desta última com a americana.
Comentários: maior evidência de malte e sabores de lúpulo que em uma Special ou Best Bitter. Versões mais fortes podem sobrepor-se às Old Ales, embora as Strong Bitter tendam a ser mais claras e mais amargas. A ESB da Fuller’s é uma cerveja única com perfil amplo e complexo de malte, não encontrado em outros exemplos; a maioria das Strong Bitter são mais frutadas e lupuladas. Algumas modernas variantes inglesas são envasadas exclusivamente com malte claro e são conhecidas como Golden ou Summer Bitters. A maior parte das versões engarrafadas ou acondicionadas em barris pequenos produzidas no RU são versões mais alcoólicas de seus produtos armazenados em barris maiores e destinados especificamente à exportação. Os níveis IBU geralmente não são ajustados, então as versões disponíveis nos EUA não costumam corresponder às subcategorias do estilo na Grã-Bretanha. As English Pale Ale são geralmente consideradas cervejas premium, claras, de teor alcoólico para exportação e amargas que têm uma certa semelhança com a Strong Bitter, embora reformulada para engarrafamento (incluindo conter carbonatação mais alta).
Ingredientes: maltes Pale Ale, Amber e/ou Crystal, podendo ser usado um toque de malte escuro para ajuste de cor. Pode usar adjuntos de açúcar, milho ou trigo. Lúpulos ingleses são mais típicos, embora variedades americanas e européias estejam se tornando mais comuns (particularmente nos exemplos mais claros). Levedo inglês de personalidade. As versões ‘Burton’ podem usar água com médio a alto teor de sulfato.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-50 SRM: 6-18 OG: 1.048-1.060 FG: 1.010-1.016 ABV: 4.6-6.2%
Exemplos comerciais: Fullers ESB, Adnams Broadside, Shepherd Neame Bishop's Finger, Young’s Ram Rod, Samuel Smith’s Old Brewery Pale Ale, Bass Ale, Whitbread Pale Ale, Shepherd Neame Spitfire, Marston’s Pedigree, Black Sheep Ale, Vintage Henley, Mordue Workie Ticket, Morland Old Speckled Hen, Greene King Abbot Ale, Bateman's XXXB, Gale’s Hordean Special Bitter (HSB), Ushers 1824 Particular Ale, Hopback Summer Lightning, Great Lakes Moondog Ale, Shipyard Old Thumper, Alaskan ESB, Geary’s Pale Ale, Cooperstown Old Slugger, Anderson Valley Boont ESB, Avery 14’er ESB, Redhook ESB


Ilustra a foto de hoje a Fuller's ESB, exemplar que pode ser encontrado em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-esb/290/


Começa amanhã a família Scottish and Irish Ale, com os subestilos Scottish Light, Heavy e Export. Até lá!


Cheers!

9) SCOTTISH E IRISH ALE


Todas as categorias de Scottish Ale (9a,9b e 9c) dividem a mesma descrição. Os subestilos de Scottish Ale se diferenciam principalmente na gravidade e teor alcoólico, embora versões mais fortes tenham necessiaramente sabores ligeiramente mais intensos (e maior amargor de lúpulo para balancear o malte incrementado). Novos membros devem escolher a categoria apropriada baseada na gravidade original (OG) e no teor alcoólico (ABV).

9a) Scottish Light 60/-

Estatísticas vitais:
IBUs: 10-20 SRM: 9-17 OG: 1.030-1.035 FG: 1.010-1.013 ABV: 2.5-3.2%
Exemplos comerciais: Belhaven 60/-, McEwan’s 60/-, Maclay 60/- Light (todos são produtos produzidos apenas em barris pequenos e não exportados para os EUA)

9b) Scottish Heavy 70/-

Estatísticas vitais:
IBUs: 10-25 SRM: 9-17 OG: 1.035-1.040 FG: 1.010-1.015 ABV: 3.2-3.9%
Exemplos comerciais: Caledonian 70/- (Caledonian Amber Ale nos EUA), Belhaven 70/-, Orkney Raven Ale, Maclay 70/-, Tennents Special, Broughton Greenmantle Ale

9c) Scottish Export 80/-

Estatísticas vitais:
IBUs: 15-30 SRM: 9-17 OG: 1.040-1.054 FG: 1.010-1.016 ABV: 3.9-5.0%
Exemplos comerciais: Orkney Dark Island, Caledonian 80/- Export Ale, Belhaven 80/- (Belhaven Scottish Ale nos EUA), Southampton 80 Shilling, Broughton Exciseman’s 80/-, Belhaven St. Andrews Ale, McEwan's Export (IPA), Inveralmond Lia Fail, Broughton Merlin’s Ale, Arran Dark
Aroma: doçura de malte baixa a média, algumas vezes acentuada por baixa a moderada caramelização no recipiente metálico. Alguns exemplares têm baixo aroma de lúpulo, leve frutagem, pouco diacetil e/ou pouco ou moderado aroma de material orgânico vegetal (todos são opcionais). Esse último aroma é por vezes percebido como lembrando terra, fumaça ou um tostado bem leve.
Aparência: âmbar escuro a cobre escuro. Usualmente bem clara devido às fermentações longas e frias. Espuma esbranquiça, cremosa e de baixa a moderada até uma espuma leve, de coloração bronze.
Sabor: o malte é o sabor primário, mas não é excessivamente forte. A doçura de malte nicial é usualmente acentuada por baixa a moderada caramelização no recipiente metálico e é por vezes acompanhada de baixo componente de diacetil. Ésteres frutados podem ser moderados ou nenhum. O amargor de lúpulo vai de baixo a moderado, mas o balanço será sempre em relação ao malte (embora nem sempre por muito). O sabor de lúpulo é baixo ou nenhum. Um caráter de material orgânico vegetal de baixo a moderado é opcional e pode ser percebido como semelhante à terra ou fumaça. Geralmente apresenta um final seco, lembrando grãos, dvido às pequenas quantidades de cevada tostada e não-maltada.
Paladar: corpo médio-leve a médio. Baixa a moderada carbonatação. Por vezes um tanto cremosa, mas costuma ser bem seca devido ao uso de cevada tostada.
Impressão geral: limpamente maltada com final seco, talvez uns poucos ésteres e, em algumas ocasiões, ligeiras características de terra e fumaça, proveniente do material orgânico vegetal. A maioria das cervejas tem final moderadamente seco considerado seu relativamente doce paladar e assim sendo possuem um balanço diferente das fortes Strong Scotch Ales.
História: as tradicionais cervejas de degustação escocesas refletem os ingredientes nativos (água, malte), com menos lúpulos que suas contrapartidas inglesas (devido à necessidade de importa-los). Fermentações longas e frias são tradicionalmente usadas na produção cervejeira da Escócia.
Comentários: o balanço malte-lúpulo é ligeiramente a moderadamente inclinado em relação ao malte. Qualquer caramelização acontece no recipiente metálico e não vem do malte caramelo (e é algumas vezes confundida com diacetil). Embora pouco usual, qualquer característica defumada é derivada da água ou do levedo e não do uso de maltes defumados-vegetal orgânicos. O uso dessa última categoria de malte para replicar a característica vegetal-orgânica deve ser restrito; cervejas excessivamente defumadas devem ser incluídas na categoria Other Smoked Beer (Outras Cervejas Defumadas) 22B em vez de nessa aqui.
Ingredientes: malte claro básico escocês ou inglês. Pequenas quantidades de cevada tostada adicionam cor e sabor e emprestam um final seco e ligeiramente tostado. Lúpulos ingleses. Levedo de Ale limpo e relativamente não-atenuador. Algumas cervejarias comerciais adicionam pequenos volumes de malte Crystal, Amber ou de trigo, e adjuntos como açúcar. O caráter opcional de material orgânico vegetal, terra ou fumaça vem do levedo tradicional e do malte e água locais em vez do uso de maltes defumados.
Ilustra a foto de hoje a Arran Dark, exemplar também encontrado em

Continua amanhã a família Irish Ale com o subestilo Irish Red Ale. Até lá!

Cheers!

9d) IRISH RED ALE


Aroma: baixo a moderado aroma de malte, geralmente lembrando caramelo mas ocasionalmente tostado ou lembrando café. Pode ter um leve caráter amanteigado (embora não seja requerido). O aroma de lúpulo vai de baixo a nenhum (usualmente não está presente). Bem limpa.

Aparência: coloração âmbar a cobre-avermelhado escuro (a maior parte dos exemplares tem tonalidade avermelhado-escura). Limpa. Espuma baixa esbranquiçada a bronze.

Sabor: moderado de sabor e doçura de malte caramelo, ocasionalmente com uma tostagem amanteigada ou qualidade lembrando café. Termina com leve final de grão tostado, que lhe confere uma secura característica. Geralmente sem sabor de lúpulo, embora alguns exemplos possam ter um leve sabor de lúpulo inglês. Amargor de lúpulo médio-baixo, embora o leve uso de grãos tostados possa aumentar a percepção de amargor a um grau médio. Final médio-seco a seco. Limpa e suave (versões Lager podem ser bem suaves). Sem ésteres.

Paladar: corpo médio-leve a médio, embora exemplos contendo baixos níveis de diacetil possam ter paladar ligeiramente macio. Carbonatação moderada. Suave. Moderadamente atenuada (mais que as Scottish Ales). Pode ter ligeiro aquecimento alcoólico em versões mais fortes.

Impressão geral: fácil de beber. Focada no malte com doçura inicial e secura tostada no final.

Comentários: às vezes envasada como uma Lager (nesse caso, geralmente não irá exibir caráter de diacetil). Quando é servida bem gelada o caráter tostado e o amargor parecerão mais elevados.

Ingredientes: pode conter alguns adjuntos (milho, arroz ou açúcar), embora o uso excessivo dos mesmos prejudique as características da cerveja. Geralmente tem uma pitada de cevada tostada para conferir coloração avermelhada e final seco e tostado. Maltes, lúpulo e levedo britânicos e irlandeses.

Estatísticas vitais:
IBUs: 17-28 SRM: 9-18 OG: 1.044-1.060 FG: 1.010-1.014 ABV: 4.0-6.0%

Exemplos comerciais: Three Floyds Brian Boru Old Irish Ale, Great Lakes Conway’s Irish Ale, Kilkenny Irish Beer, O’Hara’s Irish Red Ale, Smithwick’s Irish Ale, Beamish Red Ale, Caffrey’s Irish Ale, Goose Island Kilgubbin Red Ale, Murphy’s Irish Red (lager), Boulevard Irish Ale, Harpoon Hibernian Ale

Ocupa o espaço de hoje a Beamish Red Irish Ale, exemplar também localizado em http://www.ratebeer.com/beer/beamish-red-irish-ale/7072/

Termina amanhã a família Scottish & Irish Ale com o subestilo Strong Scotch Ale. Até lá!

Cheers!

13d) FOREIGN EXTRA STOUT


Aroma: moderados a altos de grãos tostados e podem ter notas de café, chocolate e/ou ligeiramente queimadas. Frutagem média a alta. Algumas versões podem ter aroma doce, de melado, alcaçuz, frutas secas e/ou com qualidade de vinho. Versões mais fortes podem ter aroma de álcool (nunca agudos, quente ou solventes). Aroma de lúpulo baixo a nenhum. Diacetil baixo a nenhum.
Aparência: coloração marrom bem escuro a preto. Claridade usualmente obscurecida por uma coloração escura (se não for opaca, deve ser clara). Larga espuma bronze a marrom, com boa retenção.
Sabor: versões tropicais podem ser bem doces sem muita tostagem o amargor, embora versões para exportação possam ser moderadamente secas. O caráter de grão tostado e malte deve ser moderado a alto, embora a agudez da Dry Stout não deva estar presente em nenhum exemplo. Versões tropicais podem ter altos ésteres frutados, sabores suaves de grãos escuros e amargor restrito; frequentemente possuem qualidade doce, lembrando rum. Versões para exportação tendem a ter teores mais baixos de ésteres, sabores tostados mais destacados e maior amargor. Os sabores tostados de qualquer uma das versões podem ter gosto de café, chocolate ou grãos ligeiramente tostados. Pouco a nenhum sabor de lúpulo. Muito baixo a nenhum diacetil.
Paladar: corpo médio-cheio a cheio, geralmente com caráter suave e cremoso. Pode dar uma impressão de aquecimento (nunca quente) devido a presença de álcool. Carbonatação moderada a moderadamente alta.
Impressão geral: uma Ale muito escura, moderadamente forte e tostada. Variedades tropicais podem ser bem doces, enquanto versões para exportação podem ser mais secas e moderadamente robustas.
História: originalmente Stouts de alta gravidade envasadas para mercados tropicais (o que lhes conferiu o nome de Tropical Stout). Algumas versões engarrafadas para exportação (mais fortes) de Dry ou Sweet Stouts também se encaixam nesse perfil. A Guinness Foreign Extra Stout tem sido fabricada desde o início de 1800.
Comentários: uma classe bem ampla de Stouts, que podem ser tanto frutadas como doces, secas ou amargas, ou até mesmo tingida com Brettanomyces (ex: Guinness Foreign Extra Stout; esse tipo de cerveja se enquadra melhor na Categoria 23 – Specialty Beer, ou Cerveja de Especialidade). Pense no estilo como uma Dry ou Sweet Stout melhorada e/ou uma Imperial Stout piorada sem lúpulos tardios. Versões altamente amargas e lupuladas se enquadram melhor na família American-style Stouts (13E).
Ingredientes: similar a Dry ou Sweet Stout, mas com maior gravidade. Maltes e grãos claros e escuros tostados. Lúpulos usados mais para amargor. Pode usar adjuntos e açúcar para turbinar a gravidade. Levedo de Ale (embora algumas Tropical Stouts sejam envasadas com levedo de Lager).
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-70 SRM: 30-40 OG: 1.056-1.075 FG: 1.010-1.018 ABV: 5.5-8%
Exemplos comerciais: do tipo Tropical: Lion Stout (Sri Lanka),
Dragon Stout (Jamaica), ABC Stout (Singapore), Royal Extra “The Lion Stout” (Trinidad), Jamaica Stout (Jamaica), do tipo Exportação: Freeminer Deep Shaft Stout, Guinness Foreign Extra Stout (bottled, not sold in the US), Ridgeway of Oxfordshire Foreign Extra Stout, Coopers Best Extra Stout, Elysian Dragonstooth Stout

Ilustra o espaço de hoje a Cooper's Best Extra Stout, exemplar encontrado em supermercados e lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/coopers-best-extra-stout/1590/

Continua amanhã a família Stout com o subestilos American Stout. Até lá!

Cheers!

18) BELGIAN STRONG ALE 18a) BELGIAN BLOND ALE


Aroma: leve de terra ou lúpulo condimentado, junto com levemente doce caráter de malte Pils. Mostra um caráter sutil de levedo que pode incluir fenóis condimentados, perfumados ou lembrando mel, levedo e ésteres frutados (comumente laranja ou limão). Leve doçura que pode apresentar ligeiro caráter de açúcar. Sutil ainda que complexo.
Aparência: coloração dourado claro a escuro. Geralmente bem clara. Espuma grande, densa e cremosa, de coloração branca a esbranquiçada. Boa retenção de espuma com formação belga.
Sabor: inicialmente leve a moderada doçura suave de malte Pils, mas com final médio-seco a seco, com um pouco de álcool suave se tornando evidente no retrogosto. Médios teores de lúpulo e amargor alcoólico para balancear. Leve sabor de lúpulo, que pode ser condimentado ou lembrando terra. Caráter bem suave de levedo (ésteres e alcoóis, que são por vezes perfumados ou lembrando laranja/limão). Fenóis levemente condimentados são opcionais. Apresenta algum açúcar ligeiramente caramelizado ou doçura lembrando mel no paladar.
Paladar: carbonatação média-alta a alta, pode dar uma sensação borbulhante consistente. Corpo médio. Leve a moderado aquecimento alcoólico, mas suave. Pode ser um tanto cremosa.
Impressão geral: uma Golden Ale de força moderada com sutil complexidade belga, ligeiro sabor doce e final seco.
História: relativamente recente desenvolvimento para um apelo aos bebedores europeus de Pils, se tornando mais popular à medida que é mais largamente comercializada e distribuída.
Comentários: força similar a de uma Dubbel, caráter similar ao de uma Belgian Strong Golden Ale ou Tripel, embora seja um tanto mais amargo e um pouco menos amarga. Frequentemente apresenta um caráter parecido ao de uma Lager, que lhe dá um perfil mais limpo em comparação ao de outros estilos. Os belgas usam o termo ‘Blond’, enquanto os franceses dizem ‘Blonde’. A maioria dos exemplos comerciais se enquadram na faixa de 6,5-7% de teor alcoólico. Muitas cervejas trapistas de mesa são chamadas ‘Blond’ mas não são representantes do estilo.
Ingredientes: malte Pils belga, maltes aromáticos, açúcar, variedades belgas de levedo que produzem alcoóis, fenóis e complexos ésteres perfumados, além de lúpulos nobres dos estilos Styrian Goldings ou East Kent Goldings. Tradicionalmente não há uso de condimentos, embora os ingredientes e os sub-produtos da fermentação possam dar a impressão de condimentação (geralmente reminiscentes de laranja ou limão).
Estatísticas vitais:
IBUs: 15-30 SRM: 4-7 OG: 1.062-1.075 FG: 1.008-1.018 ABV: 6-7.5%
Exemplos comerciais: Leffe Blond, Affligem Blond, La Trappe (Koningshoeven) Blond, Grimbergen Blond, Val-Dieu Blond, Straffe Hendrik Blonde, Brugse Zot, Pater Lieven Blond Abbey Ale, Troubadour Blond Ale

Ilustra o espaço de hoje a Leffe Blond, exemplar facilmente encontrado nos supermercados brasileiros e também localizado em http://www.ratebeer.com/beer/leffe-blond/2514/

Segue amanhã a família Belgian Strong Ale com o subestilo Belgian Dubbel. Até lá!
Cheers!

19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

CARACU


Descrição: essa Foreign/Export Stout (de acordo com o site Beer Advocate) brasileira tem seus méritos. Sua espuma, marrom-clara, tem aparência inicial pequena, sendo considerada virtualmente nenhuma. A formação de colarinho também é virtualmente nenhuma e a longevidade do mesmo é reduzidíssima. Seu corpo, preto, é opaco. O agradável e tradicional aroma do estilo apresenta presença moderada de malte tostado bem como fortes lufadas de café. Seu sabor inicial é levemente doce e amargo e o final, de média duração, apresenta leve dulçor e moderado amargor. O paladar é formado de um corpo médio-leve, de textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Além do retrogosto adocicado (como se tivesse sido adicionado açúcar), outra falta (por não combinar com o estilo) é sua textura aguada e sua carbonatação acentuada por demais (também considerando o gênero).


Custo-benefício: encontrada a preços camaradas em quaisquer pontos-de-venda nacionais (algo entre R$ 1,50 e R$2), vale a pena, não chegando a ser considerada uma boa cerveja.


Nota: 6 skol

13) JAPANESE LAGERS 13a) HAPPOSHU


As cervejarias japonesas produzem o que é chamado de "Happoshu," uma bebida borbulhante com pouco malte. Já que a taxa imposta na Happoshu é muito menor que a imposta nas cervejas, ela é muito mais barata. Por essa razão, a Happoshu se tornou muito popular no Japão. Sua classificação ocorre quando um ingrediente outro além de malte, lúpulos, arroz, milho, "kaoliang", batata, amido ou açúcar for usado, ou se o índice de malte for menor que 67%. O teor alcoólico oscila entre 4 e 7%.


Ilustra o espaço de hoje a Helios Goya Dry, exemplar melhor cotado do estilo na fonte de consulta que pode ser encontrado em http://beeradvocate.com/beer/profile/13130/31943


Termina amanhã a série sobre Japanese Lagers com o estilo Japanese Rice Lager. Até lá!


Cheers!

A FERVURA

Antes de iniciar o post de hoje, gostaria de informar que no mês de junho esse beerlog bateu com folga o recorde mensal de visitas, passando de 1600 em maio para mais de 2500, em junho. Gostaria de agradecer a todos por estarem prestigiando nosso trabalho. Long live the beer!

A mistura escorrida, agora conhecida como infusão doce de malte fermentada ou não-fermentada, é agora encaminhada ao caldeirão, onde é fervida e recebe a adição de lúpulos. A fervura cria a infusão amarga e corrige ou estabiliza sua composição em preparação para a fermentação. Dependendo do estilo da cerveja, os principais objetivos nesse ponto são:
• Esterilizar a infusão pela fervura e destruir micro-organismos que possam estar presentes. Só para garantir que qualquer atividade enzimática referente ao malte tenha escapado do processo de mashing e borrifação - a fervura irá impedi-los de uma vez por todas.
• Evaporar um tanto de água para concentrar a infusão.
• Clarear a infusão coagulando as proteínas e taninos que irão permitirão que sejam filtrados como sedimentos no separador.
• Extração de resinas e óleos essenciais do lúpulo para suas qualidades de amargor, antibióticas e de formação de espuma.
• A cor da infusão pode ser intensificada durante a fervura. Uma fervura prolongada pode escurecer significativamente a cor. Originalmente, a infusão era fervida em recipientes de ferro fundido que acabaram sendo substituídos por cobre, (daí o nome 'copper' ou 'kettles' em inglês). Aço inoxidável é também usado hoje em dia, embora alguns argumentem que um caldeirão de cobre dá melhor coloração e não se pode argumentar quão espetaculares é seu visual. O lúpulo são principalmente acrescentados no início, no meio e no final da fervura. Açúcar e outros adjuntos podem também ser adicionados nessa etapa. A infusão amarga está agora pronta para a próxima fase.

Fonte: http://www.beermasons.com/?page=BrewingProcess

segunda-feira, 26 de março de 2018

VAL-DIEU TRIPLE

Descrição comercial

A Val-Dieu Triple é o resultado de uma longa fermentação escrupulosamente supervisionada pelo mestre-cervejeiro. Seu amargor profundo mas suave não interfere com a descoberta de seus componentes. O sabor de lúpulo se sobressai, naturalmente aromatizado, acompanhado de alcoólico retrogosto. Pode ser harmonizada com pratos refinados e está classificada entre as melhores cervejas.
Ingredientes: malte Pilsen malte, lúpulos Saaz e Spalter hops, açúcar, levedura viva e água natural da região.

Diagnóstico

Esta Abbey Tripel belga tem espuma imensa, cremosa, branca e borbulhante, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo enevoado e amarelo-escuro. Aroma: leve malte, leve lúpulo, flores, levedura moderada, banana, noz-moscada, cravo e álcool. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderado dulçor e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. O caráter de malte é leve, com suave impressão de grãos e mel. Excessiva presença metálica no paladar. Casamento de sabores condimentados, frutados e alcoólicos, acompanhados de dulçor maltado e frutado. Copos recomendados: Trappist Glass e Tulip. Garrafa de 330ml adquirida por R$ 19,09 através do site nonobier.com.bt.

Nota: 140 skol ou 3.4/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/val-dieu-triple/8761/65483/


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

HORNBEER BARLEYWINE

Descrição comercial

A Hornbeer Barleywine é uma cerveja de coloração dourada com alta carbonatação e uma porção extra de lúpulo, tornando-a fresca para beber mesmo com um forte teor alcoólico de 10%. O Barleywine é uma cerveja para sobremesa e deveria ser servida em pequenos copos, preferivelmente de vinho, de modo a conseguir desfrutar de sua linda cor e as bolhas de carbonatação que sobem a partir do fundo do copo. Produzimos nossa barleywine com 5 diferentes maltes de cevada, malte de trigo, açúcar, lúpulos, levedura e água. A cerveja refermentou na garrafa - portanto, pode apresentar resíduos de levedura no fundo.

Diagnóstico

Este (American) Barley Wine dinamarquês tem espuma cremosa, esbranquiçada e volumosa, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo enevoado, denso e marrom-ambarizado. Aroma: quase chorei com a lufada de lúpulo logo após tirar a tampinha (aroma totalmente inadequado ao estilo, aceitável na variante americana, mas de qualquer forma broxante para quem aprecia o estilo em sua forma tradicional) e também algumas notas de laranja - ou seja, aroma de IPA, não de Barley Wine. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: pesado amargor e leve dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. Afronta ao estilo BW, com o teor alcoólico sendo a única característica pertencente a ele. Traz também semelhanças ao estilo American Amber Ale. Mais uma decepção do estilo, esta pior ainda por ter sido produzida na Dinamarca. Garrafa de 500ml adquirida por R$ 59,50 no Armazém da Serra, em Curitiba-PR e compartilhada com o amigo Luiz Fernando Cavalheiro em nossa confraternização de final de ano. Copo recomendado: Snifter.

Nota: 20 skol ou 2.1/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/hornbeer-barleywine/92263/65483/