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quinta-feira, 18 de junho de 2026

ENGLISH STRONG ALE


Maltadas, com complexos ésteres frutados. Algumas notas oxidativas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em vinhos do Porto e em sherries. Aromas de lúpulo não estão usualmente presentes, devido à sua idade extensa. Coloração vai de âmbar médio e âmbar vermelho bem escuro. Maltada e geralmente adocicada. Alto teor alcoólico deve ser evidente, embora não seja estonteante. Corpo médio a completo; o álcool deve contribuir com algum aquecimento. Uma ale de significativa força alcoólica, embora geralmente não seja tão forte ou rica como um Barley Wine. Usualmente apresenta um balanço mais doce e maltado. Com freqüencia é considerada como um aquecimento para o inverno e lançada como cerveja sazonal.

O exemplar da foto se chama Fullers 1845 e pode ser encontrada em

Já foi testada e aprovada e é recomendada por Dr. Beer

Tem seqüência amanhã a subsérie sobre Anglo-American Ales com o subestilo Fruit Beer. Até lá!

Cheers!

15c) WEIZENBOCK


Aroma: rico, com melanoidinas encontradas nas Bock e malte lembrando pão combinado com um poderoso aroma de frutas escuras (ameixa, ameixa-seca, uva-passa ou uva). Presença moderada a forte de fenóis (mais comumente baunilha e/ou cravo) adiciona complexidade e alguns ésteres de banana também podem estar presentes. Um aroma moderado de álcool é comum, embora nunca deva lembrar solvente. Sem aroma de lúpulo, diacetil ou DMS.
Aparência: coloração âmbar escuro a marrom-rubi escuro. Uma espuma bem grossa, lembrando mousse, de longa duração e coloração bronze-claro é característica. O alto conteúdo de proteína de trigo fornece claridade a esse estilo tradicionalmente não-filtrado, embora o nível de turbidez seja um tanto variável. O sedimento de levedo suspenso (que deve ser agitado antes de beber) também contribui para a turbidez.
Sabor: um complexo casamento de melanoidinas ricas presentes em Bocks, fenóis condimentados lembrando cravo, banana (levemente) e/ou baunilha e um moderado sabor de trigo. Este último sabor, lembrando malte e pão, é mais tarde incrementado pelo uso copioso de maltes Munich e/ou Vienna. Pode ter um paladar ligeiramente doce e um leve caráter de chocolate é por vezes encontrado (embora um caráter tostado seja inapropriado). Um caráter ácido pouco perceptível pode estar presente opcionalmente. Não há sabor de lúpulo e o amargor do mesmo é baixo. Os caráteres de trigo, malte e levedo dominam o paladar e o álcool ajuda a balancear o final. Exemplos bem envelhecidos podem mostrar alguma oxidação à la sherry como um ponto de complexidade. Sem diacetil ou DMS.
Paladar: corpo médio-cheio a cheio. Uma sensação cremosa é típica, bem como a sensação aquecida conferida pelo substancial teor alcoólico. A presença de maltes Munich e/ou Vienna também confere uma sensação adicional de riqueza e totalidade. Carbonatação moderada a alta. Nunca quente ou lembrando solvente.
Impressão geral: uma Ale forte, maltada, frutada e baseada em trigo, que combina os melhores sabores de uma Dunkelweizen ao rico sabor e corpo de uma Bock.
História: a Aventinus, mais velha Doppelbock de alta-fermentação no mundo, foi criada em 1907 no Weisse Brauhaus em Munique usando o ‘método Champenoise’ com sedimentos de levedo fresco no fundo. Foi a resposta criativa da Schneider às Doppelbock de baixa-fermentação que desenvolviam um forte seguimento naqueles tempos.
Comentários: uma cerveja Dunkel-weizen envasada com o teor alcoólico de Bocks ou Doppelbocks. Atualmente também é produzida no estilo Eisbock como uma Specialty Beer (cerveja de especialidade). A garrafa deve ser gentilmente rolada ou agitada antes de servir para remexer o levedo.
Ingredientes: uma alta porcentagem de trigo maltado é usada (pela lei alemã deve ser de pelo menos 50%, embora tal índice possa chegar a até 70%), com o restante sendo de maltes de cevada do tipo Munich e/ou Vienna. Uma malha de decocção tradicional dá o corpo apropriado sem uma doçura pegajosa. Levedos de Weizen Ale produzem o típico caráter condimentado/apimentado e frutado. Fermentações demasiado quentes ou frias irão tirar fenóis e ésteres de balanço e podem criar sabores secundários. Um pequeno volume de lúpulos nobres é usado apenas para dar amargor.
Estatísticas vitais:
IBUs: 15-30 SRM: 12-25 OG: 1.064-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6.5-8.0%
Exemplos comerciais: Schneider Aventinus, Schneider
Aventinus Eisbock, Plank Bavarian Dunkler Weizenbock, Plank Bavarian Heller Weizenbock, AleSmith Weizenbock, Erdinger Pikantus, Mahr’s Der Weisse Bock, Victory Moonglow Weizenbock, High Point Ramstein Winter Wheat, Capital Weizen Doppelbock, Eisenbahn Vigorosa

Os exemplares acima de itálico encontram-se facilmente em supermercados e lojas especializadas brasileiras. Na foto está um dos mais renomados, a Schneider Aventinus, também localizada em http://www.ratebeer.com/beer/schneider-aventinus/2224/

Termina amanhã a família German Wheat and Rye Beer com o subestilo Roggenbier (German Rye Beer). Até lá!

Cheers!

17c) FLANDERS BROWN ALE/OUD BRUIN


Aroma: complexa combinação de ésteres frutados e rico caráter de malte. Ésteres comumente reminiscentes de ameixa-seca, ameixa, figo, tâmara, cerejas negras ou uva-passa. Um caráter de malte lembrando caramelo, toffee, laranja, melado ou chocolate também é comum. Fenóis condimentos podem estar presentes em pequenos volumes para complexidade. Um caráter à la sherry pode estar presente e geralmente denota um exemplo envelhecido. Ligeiro aroma azedo pode estar presente e pode aumentar modestamente com a idade, mas não deve tornar-se um perceptível caráter acético de vinagre. Ausência de aroma de lúpulo. O diacetil é perceptível em quantidades muito pequenas, e, se for, como um aroma complementar.
Aparência: coloração marrom-avermelhado escuro a marrom. Boa claridade. Média a boa retenção de espuma, que deve ter coloração marfim a bronze claro.
Sabor: maltado com complexidade frutada e alguma caramelização. A frutagem comumente inclui frutas escuras como ameixa-seca, ameixa, figo, tâmara, cerejas negras ou uva-passa. Um caráter de malte lembrando caramelo, toffee, laranja, melado ou chocolate também é comum. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenas quantidades para complexidade. Um ligeiro azedume geralmente se torna mais pronunciado em exemplos bem envelhecidos, junto com algum caráter de sherry, produzido um perfil ‘doce-e-azedo’. O azedume não deve crescer até um caráter acético de vinagre muito destacado. Não há sabor de lúpulo. Restrito amargor de lúpulo. Baixa oxidação é apropriada como ponto de complexidade. O diacetil é perceptível apenas em quantidades muito baixas, e se for, apenas como um sabor complementar.
Paladar: corpo médio a médio-cheio. Baixa a moderada carbonatação. Sem adstringência com final doce e azedo.
Impressão geral: uma Ale marrom de estilo belga, maltada, frutada, envelhecida e algo azeda.
História: uma tradição de ‘Old Ale’, nativa de Flanders oeste, tipificada pelos produtos da cervejaria Liefman (que agora pertence a Riva), cujas raízes remetem a antes dos anos 1600. Historicamente envasada como uma ‘cerveja de provisão’ que iria desenvolver algum azedume enquanto envelhecesse. Essas cervejas eram tipicamente mais azedas que seus exemplos comerciais correntes. Enquanto as Flanders Red Beer eram envelhecidas em carvalho, as Brown sofrem envelhecimento aquecido em aço inoxidável.
Comentários: longo envelhecimento e mistura de cerveja jovem e envelhecida pode acontecer, adicionando suavidade e complexidade e balanceando qualquer caráter amargo e doce. Um caráter mais profundo de malte distingue essas cervejas das Flanders Red Ale. O estilo foi feito para ser armazenado, então exemplos com caráter moderadamente envelhecido são considerados superiores aos exemplos mais jovens. Como nas Lambic de fruta, a Oud Bruin pode ser usada como base para cervejas com sabor de fruta, como a Kriek (cerejas) ou a Frambozen (framboesas), embora essas devam ser incluídas no clássico estilo de cervejas de fruta. A Oud Bruin é menos acética e mais maltada que uma Flanders Red, e os sabores frutados são mais orientados em relação ao malte.
Ingredientes: uma base de malte Pils com volumes prudentes de maltes escuros Cara e uma minúscula porção de malte escuro ou tostado. Frequentemente inclui milho. Baixo volume dos ácidos lúpulos Continental Low Alpha é típico (evita-se a variedade High Alpha ou lúpulos americanos particulares). Saccharomyces e lactobacilos (e acetobacter) contribuem para fermentação e eventual sabor. Os lactobacilos reagem mal aos elevados níveis de álcool. Uma polpa azeda ou malte acidulado também pode ser usada para desenvolver o caráter azedo sem introduzir lactobacilos. Água rica em carbonato é tipicamente de sua terra natal e irá aliviar a acidez de maltes mais escuros e o azedume lático. O magnésio presente na água acentua o azedume.
Estatísticas vitais:
IBUs: 20-25 SRM: 15-22 OG: 1.040-1.074 FG: 1.008-1.012 ABV: 4-8%
Exemplos comerciais: Liefman’s Goudenband, Liefman’s Odnar, Liefman’s Oud Bruin, Ichtegem Old Brown, Riva Vondel

Povoa o espaço de hoje a Liefman's Oud Bruin, exemplar também localizado em



Continua amanhã a família Sour Ale com o subestilos Straight (Unblended) Lambic. Até lá!

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19) STRONG ALE 19a) OLD ALE


Aroma: doce-maltado com ésteres frutados, frequentemente com complexa mistura de frutas-secas, vinho, caramelo, melado, nozes, toffee, melado e/ou aromas de outros maltes de especialidade. Algumas notas de álcool e oxidadas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em sherry ou vinho do Porto. Aromas de lúpulo geralmente não estão presentes devido ao envelhecimento estendido.
Aparência: coloração âmbar-claro a marrom-avermelhado bem escuro (a maioria é moderadamente escura). Idade e oxidação podem escurecer a cerveja ainda mais. Pode ser quase opaca (se não, deve ser clara). Espuma bronze claro, cremosa, pode ser adversamente afetada pela idade e álcool.
Sabor: médio a alto caráter de malte com complexidade lasciva de malte, geralmente com sabores de nozes, caramelo e/ou melado. Leves sabores de chocolate ou malte tostado são opcionais, mas nunca devem destacar-se. O balanço é geralmente maltado-doce, mas pode ser bem lupulada (a impressão de amargor geralmente depende no volume de envelhecimento). Moderados a altos ésteres frutados são comuns e podem assumir caráter de frutas secas ou vinho. O final pode variar de seco a algo doce. Um envelhecimento extenso pode contribuir com sabores oxidados semelhantes à velhos e bons sherry, vinho do Porto ou Madeira. O teor alcoólico deve ser evidente, embora não exagerado. Diacetil baixo a nenhum. Algumas versões envelhecidas em madeira ou misturadas podem ter caráter lático ou de Brettanomyces; mas isso é opcional e não deve ser muito forte (caso seja, deve ser considerada uma Specialty Beer).
Paladar: corpo consistente, médio a cheio, embora exemplos mais antigos possam ter menos corpo devido à continuada atenuação durante o condicionamento. O aquecimento alcoólico geralmente é evidente e sempre bem-vindo. Baixa a moderada carbonatação, dependendo na idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Ale de significativo teor alcoólico, maior que o de Strong Bitters e Brown Porters, embora usualmente não seja tão forte ou rica quanto um Barley Wine. Usualmente inclinada em relação a um balanço mais doce e maltado. ‘Deve ser uma cerveja que aqueça, do tipo que é melhor bebida em Half Pints junto ao foto em uma noite fria de inverno’ – Michael Jackson.
História: um tradicional estilo inglês de Ale, esmagada e misturada em temperaturas mais altas que as Strong Ale para reduzir a atenuação, e então envelhecida na cervejaria após uma fermentação primária (similar ao processo usados para Porters históricas). Frequentemente apresenta caráter relacionado à idade (lático, Brett, oxidação, couro), associado com cervejas ‘vencidas’. Usada como cerveja de estoque para misturas ou para ser aproveitada com força total (stale [vencida, podre] ou stock [estoque] se referem a cervejas que foram envelhecidas ou armazenadas por um significativo período de tempo). Cervejas para aquecer no inverno são um estilo mais moderno, mais maltado, encorpado, geralmente mais escuro que as edições especiais de inverno produzidas pelas cervejarias.
Comentários: força e caráter variam imensamente. Se encaixa entre os estilos de gravidade normal (Strong Bitter, Brown Porter) e Barley Wines. Pode incluir cervejas de inverno, Strong Dark Milds, Strong (e talvez mais escuras) Bitter, cervejas misturadas fortes (Stock Ale misturada com uma MIld ou Bitter) e versões de gravidade mais baixa de Barley Wines ingleses. Muitos exemplos ingleses, particularmente das versões de inverno, têm ABV mais baixo que 6%.
Ingredientes: generosas quantidades de malte claro bem modificado (geralmente de origem inglesa, mas não necessariamente), junto com quantidades prudentes de malte caramelo e outros maltes de características especiais. Alguns exemplos mais escuros sugerem que os maltes escuros (ex: chocolate, escuro) podem ser apropriados, embora em quantidade suficiente para evitar um caráter tostado demais. Adjuntos (como melado ou açúcar) são frequentemente usados, assim como adjuntos de amigo (milho, cevada em flocos, trigo) e extratos de malte. A variedade de lup9ulos não é importante, já que o balanço relativo e processo de envelhecimento negam muito de caráter mais variado. Levedo britânico para Ale que tem baixa atenuação, mas pode lidar com níveis mais altos de álcool, é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-60 SRM: 10-22 OG: 1.060-1.090 FG: 1.015-1.022 ABV: 6-9%
Exemplos comerciais: Gale’s Prize Old Ale, Burton Bridge Olde Expensive, Marston Owd Roger, Greene King Olde Suffolk Ale , J.W. Lees Moonraker, Harviestoun Old Engine Oil, Fuller’s Vintage Ale, Harvey’s Elizabethan Ale, Theakston Old Peculier (peculiar com sua OG de 1.057), Young's Winter Warmer, Sarah Hughes Dark Ruby Mild, Samuel Smith’s Winter Welcome, Fuller’s 1845, Fuller’s Old Winter Ale, Great Divide Hibernation Ale, Founders Curmudgeon, Cooperstown Pride of Milford Special Ale, Coniston Old Man Ale, Avery Old Jubilation

Embeleza o espaço de hoje a Fuller's 1845, encontrada em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-1845/294/

Continua amanhã a família Strong Ale com o subestilo English Barley Wine. Até lá!

Cheers!

19b) ENGLISH BARLEY WINE


Aroma: muito rico e fortemente maltado, frequentemente lembrando caramelo. Pode ter moderada a forte frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Aroma de lúpulo inglês vai de suave a pronunciado. Baixa a moderada presença de álcool, mas nunca aguda, quente ou solvente. A intensidade aromática geralmente se dissipa com o tempo. O aroma pode ter um rico caráter tostado, de pão, toffee e melado. Versões envelhecidas podem ter qualidades de sherry, possivelmente lembrando vinho tinto ou do Porto, e geralmente aromas de malte mais suavizados. Baixa a nenhuma presença de diacetil.
Aparência: coloração vai de dourado rico a âmbar bem escuro ou ainda marrom escuro. Geralmente tem luzes rubi, mas não deve ser opaca. Pouco a moderadamente esbranquiçada espuma; pode ter baixa retenção. Pode ser turva, com uma ‘névoa’ fresca em temperaturas mais baixas, mas geralmente evolui até uma claridade boa a brilhante à medida que vai se aquecendo. Sua coloração pode aparentar ter grande profundidade, como se fosse vista através de grossas lentes de vidro. Alto teor alcoólico e viscosidade podem ser percebidas nas ‘lágrimas’ que se formam quando a cerveja é agitada em movimentos circulares dentro do copo.
Sabor: fortes, intensos, complexos e multifacetados sabores de malte, lembrando pão e biscoito, além de nozes, profunda tostagem, caramelo escuro, toffee e/ou melado. Moderada a alta doçura maltada no paladar, embora o final possa ser moderadamente doce a moderadamente seco (dependendo do envelhecimento). Alguns sabores oxidados ou lembrando vinho podem estar presentes, e com freqüência sabores complexos de álcool devem ser evidentes. Tais sabores não devem ser demasiado agudos, quentes, nem solventes. Moderada a moderadamente alta frutagem, geralmente com caráter de frutas secas. Amargor de lúpulo varia de ‘apenas suficiente para balancear’ a uma ‘presença firme’; portanto, o balanço varia de maltado a algo amargo. Baixo a moderadamente alto sabor de lúpulo (usualmente variedades britânicas). Baixo a nenhum diacetil.
Paladar: encorpada e consistente, com textura aveludada e lasciva (embora o corpo possa ficar mais ralo com longas armazenagens). Suave aquecimento proveniente de álcool envelhecido deve estar presente e não deve ser quente ou agudo. Carbonatação deve ir de baixa a moderada, dependendo da idade e acondicionamento.
Impressão geral: a mais rica e forte English Ale. Uma demonstração de riqueza maltada e sabores complexos e intensos. O caráter dessas Ales pode mudar significativamente ao longo do tempo; tanto versões jovens como velhas devem ser apreciadas pelo que são. O perfil de malte pode variar imensamente; nem todos os exemplos terão todos os sabores ou aromas possíveis.
História: usualmente a Ale mais forte oferecida por uma cervejaria, e, nos anos mais recentes, muitos exemplos comerciais têm sido datados com suas safras. Normalmente é significativamente envelhecida antes de ser lançada. Frequentemente associada ao inverno ou à temporada de feriados.
Comentários: embora geralmente seja uma cerveja lupulada, o Barley Wine inglês dá menor ênfase ao caráter de lúpulo que sua contrapartida norte-americana, e apresenta lúpulos ingleses. Versões inglesas podem ser mais escuras, mais maltadas e mais frutadas, além de apresentar sabores mais ricos de maltes especiais que suas equivalentes yankees.
Ingredientes: malte claro bem modificado deve formar a espinha dorsal da malha de grãos, com quantidades prudentes de maltes caramelo. Maltes escuros devem ser usados com grande restrição, isso se forem, já que boa parte de sua coloração provém de uma longa fervura. São usados lúpulos ingleses das variedades Northdown, Target, East Kent Goldings e Fuggles. Levedo inglês de personalidade.
Estatísticas vitais:
IBUs: 35-70 SRM: 8-22 OG: 1.080-1.120 FG: 1.018-1.030 ABV: 8-12%
Exemplos comerciais: Thomas Hardy’s Ale, Burton Bridge Thomas Sykes Old Ale, J.W. Lee’s Vintage Harvest Ale, Robinson’s Old Tom, Fuller’s Golden Pride, AleSmith Old Numbskull, Young’s Old Nick (pouco usual com seus 7.2% ABV), Whitbread Gold Label, Old Dominion Millenium, North Coast Old Stock Ale (quando envelhecida), Weyerbacher Blithering Idiot

Embora seja listada por ratebeer.com como uma English Strong Ale, ilustra o espaço de hoje a Fuller's Golden Pride, sboroso exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/fullers-golden-pride/300/


Termina amanhã a família Strong Ale com o subestilo American Barley Wine. Até lá!

Cheers!

25c) OTHER FRUIT MELOMEL


Aroma: dependendo da doçura e força, um sutil a distintamente identificável caráter de mel e fruta (versões secas e/ou hidromel tenderão a ter menos aromas que versões doces ou Sack).O caráter de fruta deve exibir aromas distintos associados a uma fruta em particular; entretanto, algumas frutas (ex: framboesa, morango) – permitem uma escala de caráter e intensidade de fruta que vai de sutil a agressiva. O caráter de fruta deve ser agradável e auxiliar, não artificial e inapropriadamente dominante (considerando o caráter da fruta). Em um Melomel de fruta misturado, nem todas as frutas podem ser individualmente identificável ou apresentarem intensidades iguais. O aroma de mel deve ser perceptível e pode ter leve a significativa doçura que pode expressar o aroma de néctar de flor. Se uma variedade de mel for declarada, o aroma pode ter sutil a bem perceptível caráter peculiar, refletindo o mel usado (diferentes variedades têm diferentes intensidades e caráter). O bouquet deve mostrar agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis. Versões mais fortes e/ou mais doces trarão mais álcool e doçura ao nariz. Algum azedume pode estar presente se já existir naturalmente na fruta usada, mas não deve ser inapropriadamente intenso. A descrição padrão se aplica ao restante das características.

Aparência: se aplica a descrição padrão, exceto com relação a cor, que pode assumir uma ampla gama de cores, dependendo da variedade das frutas e méis usados. Para variedades de cor clara com frutas que exibam cores distintas, a coloração deve ser perceptível. A cor da fruta em uma Mead é freqüentemente mais clara que a carne da fruta em si e pode assumir tonalidades ligeiramente diferentes. Produtos feitos com frutas de cor mais clara também podem assumir a cor de méis particulares. Em Meads que produzem espuma, a mesma também pode assumir um pouco da fruta da cor.

Sabor: a intensidade dos sabores de fruta e mel pode variar de sutil a alta; a doçura residual pode variar de nenhuma a alta; e o final pode oscilar de seco a doce, dependendo do nível de doçura declarado (seco a doce) e o teor alcoólico declarado (Hidromel a Sack). Acidez natural e taninos em algumas frutas e a pele da fruta podem dar algum azedume e adstringência para balancear doçura, sabor de mel e álcool. Um Melomel pode ter sutil a forte caráter de mel, e pode apresentar perceptível a destacado caráter peculiar se uma variedade diferente de mel for declarada (diferentes variedades têm diferentes intensidades). O caráter de um sabor distinto associado à(s) fruta(s) em particular deve ser perceptível, e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O balanço da fruta com o Mead implícito é vital e o caráter de fruta não deve ser artificial nem inapropriadamente dominante. Em um Melomel de fruta misturado, nem todas as frutas podem ser identificáveis individualmente ou estarem presentes em iguais intensidades.

Paladar: se aplica a descrição padrão. A maioria será semelhante à vinho. Alguma acidez natural e/ou adstringência estarão por vezes presentes (de algumas frutas ou então da pele das mesmas) e ajuda a balancear a impressão geral. Os taninos da fruta podem dar corpo bem como alguma adstringência. Altos níveis de adstringência são indesejáveis. A acidez e os níveis de adstringência devem refletir um tanto da fruta usada.

Impressão geral: em exemplos bem feitos do estilo, a fruta é tanto distinta como bem incorporada ao balanço mel-doce-ácido-tanino-álcool do Mead. Diferentes tipos de fruta podem resultar em características amplamente diferentes; permitem uma variação no produto final.

Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Um Melomel é um Mead padrão feito com a adição de outras frutas ou suco de frutas. Deve haver uma atraente mistura de fruta e caráter de mel, mas não necessariamente em um balanço exato. Um Melomel pode ser feito com uma mistura de frutas; entretanto,um Melomel que é condimentado ou contém outros ingredientes deve ser incluído na categoria Open Mead. Tipos de Melomel feitos com maçã ou uva devem ser incluídos nas categorias Cyser ou Pyment, respectivamente.

Comentários: geralmente um bom balanço tanino-doçura é desejável, embora exemplos bem secos e bem doces existam. Algumas frutas, notavelmente mais escuras, como amoras, podem contribuir com uma presença de taninos semelhante à de vinhos tintos. Algumas propriedades oxidativas podem ser apropriadas em certos Meads de frutas, dando-lhes caráter de sherry ou vinho do Porto.

Exemplos comerciais: White Winter Blueberry, Raspberry and Strawberry Melomel, Redstone Black Raspberry and Sunshine Nectars, Bees Brothers Raspberry Mead, Intermiel Honey Wine and Raspberries, Honey Wine and Blueberries, and Honey Wine and Blackcurrants, Long Island Meadery Blueberry Mead, Mountain Meadows Cranberry and Cherry Meads


Ilustra o espaço de hoje o Mountain Meadows Cranberry Mead, exemplar também encontrado em http://ratebeer.com/beer/mountain-meadows-cranberry-mead/34876/


E assim termina a família Melomel. Amanhã começa a família Other Mead, com o subestilo Metheglin. Até lá!


Cheers!