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quinta-feira, 18 de junho de 2026

13) STOUT 13a) DRY STOUT


Aroma: de cevada tostada lembrando café e de malte tostado se destacam; pode apresentar leve chocolate, cacau e/ou notas secundárias de grãos. Teor de ésteres vai de médio-baixo a nenhum. Sem diacetil. Aroma de lúpulo vai de baixo a nenhum.
Aparência: coloração preto-carvão a marrom-escuro com luzes vermelho-escuras. Pode ser opaca (caso não seja, deve ser clara). Uma espuma grossa, cremosa, de longa duração e coloração de bronze a marrom é característica.
Sabor: moderadamente tostada, pungência de grãos, opcionalmente com moderado azedume ácido e médio a alto amargor de lúpulo. Final seco e lembrando café vindo dos grãos tostados. Pode ter um caráter agridoce ou desadocicado de chocolate no paladar, durando até o final. Fatores balanceadores podem incluir alguma cremosidade, média-baixa a nenhuma frutagem e médio a nenhum sabor de lúpulo. Sem diacetil
Paladar: corpo médio-leve a médio-cheio, com caráter cremoso. Carbonatação baixa a moderada. Por seu alto amargor de lúpulo e significativa proporção de grãos escuros presentes, essa cerveja é incrivelmente suave. A percepção de corpo pode ser afetada pela gravidade geral com cervejas menores sendo mais leves em seus corpos. Pode ter leve adstringência dos grãos tostados, embora não deva ser acre.
Impressão geral: uma Ale muito escura, tostada, cremosa e amarga.
História: o estilo evoluiu de tentativas para capitalizar o sucesso das London Porter, mas originalmente refletia corpo e força mais cheios, cremosos e mais semelhantes ao de uma Stout. Quando uma cervejaria oferecia uma Stout e uma Porter, a primeira era sempre a mais forte (era originalmente chamada de ‘Stout Porter’). Versões modernas são produzidas a partir de uma gravidade inicial mais baixa e não mais refletem maior força que as Porter.
Comentários: essa é a versão de barril do que outra forma seria conhecida como Irish Stout ou Irish Dry Stout. Versões engarrafadas são tipicamente envasadas com gravidade inicial significativamente mais alta e podem ser designadas como Foreign Extra Stouts (se forem suficientemente fortes). Enquanto a maior parte das versões comerciais confiam sumariamente em cevada tostada como seu grão escuro, outras usam malte chocolate, escuro ou combinações dos três. O nível de amargor é algo variável, como é o caráter tostado e a secura do final; permite interpretações dos cervejeiros.
Ingredientes: a secura vem do uso de cevada tostada não-maltada em adição ao malte claro, moderado a alto amargor de lúpulo e boa atenuação. Cevada não-maltada em flocos também pode ser usada para adicionar cremosidade. Uma pequena porcentagem (talvez 3%) de cerveja azedada é, às vezes, adicionada para dar complexidade (geralmente apenas pela Guinness). A água tipicamente tem mineralização moderadamente carbonatada, embora altos níveis não dêem o clássico final seco.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-45 SRM: 25-40 OG: 1.036-1.050 FG: 1.007-1.011 ABV: 4-5%
Exemplos comerciais: Guinness Draught Stout (também enlatada), Murphy's Stout, Beamish Stout, O’Hara’s Celtic Stout, Russian River O.V.L. Stout, Three Floyd’s Black Sun Stout, Dorothy Goodbody’s Wholesome Stout, Orkney Dragonhead Stout, Old Dominion Stout, Goose Island Dublin Stout, Brooklyn Dry Stout



Povoa o espaço de hoje a ilustre e conhecidíssima Guinness Draught Stout, encontrada no mundo inteiro e também em http://www.ratebeer.com/beer/guinness-draught/1267/



Tem sequência amanhã a família Stout com o subestilos Sweet Stout. Até lá!

Cheers!

18c) BELGIAN TRIPEL


Aroma: complexo com condimentação moderada a significativa, ésteres frutados moderados e leves aromas de álcool e lúpulo. Generosos fenóis condimentados, apimentados e por vezes lembrando cravo. Os ésteres são geralmente reminiscentes de frutas cítricas como laranjas, mas podem ocasionalmente ter leve caráter de banana. Baixo ainda que distinto caráter de lúpulo condimentado, floral e algumas vezes perfumado é usualmente encontrado. Alcoóis são suaves, condimentados e baixos em intensidade. Sem aromas quentes ou solventes de álcool. O caráter de malte é leve. Sem diacetil.
Aparência: coloração amarelo-escuro a dourado-escuro. Boa claridade. Efervescente. Espuma de longa duração, cremosa e irregular resulta na característica ‘formação belga de espuma’ no copo enquanto vai desaparecendo.
Sabor: casamento de sabores condimentados, frutados e alcoólicos auxiliados por um suave caráter de malte. Baixo a moderado teor de fenóis, que são de caráter apimentado. Ésteres reminiscentes de frutas cítricas como laranja ou às vezes limão. Baixo a moderado caráter condimentado de lúpulo é usualmente encontrado. Os alcoóis são suaves, condimentados, geralmente um pouco doces e baixos em intensidade. O amargor tipicamente vai de médio a alto, proveniente de uma combinação de amargor de lúpulo e fenólicos produzidos pelo levedo. Carbonatação e amargor substanciais conferem final seco com retrogosto moderadamente amargo. Sem diacetil.
Paladar: corpo médio-leve a médio, embora seja mais leve do que a gravidade substancial possa sugerir (graças ao açúcar a alta carbonatação). O alto teor alcoólico adiciona agradável cremosidade, mas pequena a intrínseca sensação de aquecimento. Sem caráter quente ou solvente de álcool. Sempre efervescente. Nunca adstringente.
Impressão geral: lembra fortemente uma Strong Golden Ale, mas é ligeiramente mais escura e um pouco mais encorpada. Usualmente tem um sabor mais redondo de malte, que não deve ser doce.
História: originalmente popularizada pelo monastério trapista em Westmalle.
Comentários: apesar do alto teor alcoólico, não tem forte gosto de álcool. Os melhores exemplos são aqueles mais furtivos, e não os óbvios. Altas carbonatação e atenuação ajudam a trazer à tona os muitos sabores e a aumentar a percepção de um final seco. A maioria das versões trapistas tem pelo menos 30 IBUs e são muito secas. Tradicionalmente condicionada (‘refermentada’) na garrafa.
Ingredientes: a coloração clara e o corpo relativamente leve para uma cerveja dessa força são resultado do uso de malte Pilsner e até 20% de açúcar branco. Lúpulos nobres ou Styrian Goldings são comumente usados. Variedades belgas de levedo são usadas – aquelas que produzem ésteres frutados, fenólicos condimentados e alcoóis mais altos – frequentemente auxiliados por temperaturas de fermentação ligeiramente mais aquecidas. Adição de condimentos não é tradicional, mas, se usados, não deve ser reconhecidos como tanto. Água com teor moderadamente baixo de sais minerais.
Estatísticas vitais:
IBUs: 20-40 SRM: 4.5-7 OG: 1.075-1.085 FG: 1.008-1.014 ABV: 7.5-9.5%
Exemplos comerciais: Westmalle Tripel, La Rulles Tripel, St. Bernardus Tripel, Chimay Cinq Cents (White), Watou Tripel, Val-Dieu Triple, Affligem Tripel, Grimbergen Tripel, La Trappe
Tripel, Witkap Pater Tripel, Corsendonk Abbey Pale Ale, St. Feuillien Tripel, Bink Tripel, Tripel Karmeliet, New Belgium Trippel, Unibroue La Fin du Monde, Dragonmead Final Absolution, Allagash Tripel Reserve, Victory Golden Monkey

Ilustra o espaço de hoje a Unibroue La Fin du Monde, belo exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também localizado em http://www.ratebeer.com/beer/unibroue-la-fin-du-monde/1094/

Continua amanhã a família Belgian Strong Ale com o subestilo Belgian Golden Strong Ale. Até lá!

Cheers!

SCHMITT ALE


Descrição: essa American Pale Ale brasileira é um exemplar fraco do estilo. Com espuma de aparência inicial média e cremosa, coloração branca e boa longevidade, apresenta corpo borbulhante e de tonalidade amarelo-palha. Seu aroma é diverso, alternando pão branco, grama e limão. O sabor inicial é azedo (puxando pro vinagre) e levemente ácido, sensações que permanecem até o final (de média duração) e são agregadas de leve amargor. O paladar é composto de um corpo leve e aguado, altamente carbonatado e final de sensação chalky (com gosto de giz). Em termos gerais, parece ir mais para o lado das Lager para das Ale devido a seu corpo ralo. No entanto, o aroma e características azedas parecem não pertencer a nenhuma das famílias.


Custo-benefício: adquirida a R$ 5 no Mercadorama em Curitiba, vale a pena a título de conhecimento, não valendo repetições com muita freqüência.


Nota: 45 Skol


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JENLAIN SIX


Descrição: essa Pale Lager francesa foi uma grata surpresa. Seu teor alcoólico, de 6%, já avisava previamente que essa não seria uma representante comum do estilo. Sua espuma alva apresentou portentosa aparência inicial, bem como cremosidade. Há excelente formação de colarinho e grande longevidade em seu borbulhante corpo dourado-escuro. O agradável e excêntrico aroma (para o estilo) é composto de presença moderada de lúpulo, abacaxi e notas cítricas. O sabor inicial é levemente doce e ácido, tornando-se moderadamente amargo no final, este de curta duração. Apresenta gosto frutado, semelhante ao de um bom vinho branco (sendo essa, no entanto, a única semelhança com esta bebida). No paladar, sorve-se um corpo médio, de textura seca, carbonatação suave (para o estilo) e final chalky (lembrando giz). Seu início alcoólico foge do padrão do estilo.

Custo-benefício: adquirida por cerca de R$ 10 na distribuidora Muf's, em Curitiba, é um ótimo custo-benefício, dado que a garrafa é de 600ml.

Nota: 90 Skol

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