Pouco mais de três meses após sua criação, o beerlog Dr. Beer chega a 100 posts, ultrapassando 1800 impressões de páginas, resultado este que me deixa muito satisfeito em se tratando de um blog novo e com assunto nem tão popular assim. Meu agradecimento aos visitantes regulares e aos que dão uma passadinha de vez em quando, é graças a vocês que ele continua funcionando. São todos bem vindos a continuar visitando, comentando, aprendendo, compartilhando e, se gostarem do conteúdo e se interessarem em ajuda-lo a se manter funcionando!
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quinta-feira, 18 de junho de 2026
BIÈRE DE GARDE
Pouco mais de três meses após sua criação, o beerlog Dr. Beer chega a 100 posts, ultrapassando 1800 impressões de páginas, resultado este que me deixa muito satisfeito em se tratando de um blog novo e com assunto nem tão popular assim. Meu agradecimento aos visitantes regulares e aos que dão uma passadinha de vez em quando, é graças a vocês que ele continua funcionando. São todos bem vindos a continuar visitando, comentando, aprendendo, compartilhando e, se gostarem do conteúdo e se interessarem em ajuda-lo a se manter funcionando!Long live the Dr. Beer!
Aos trabalhos.
A Bière de Garde, ou 'cerveja de guarda', é um estilo de ale tradicionalmente envasado em Pas-de-Calais, região da França. Esses estilos 'coloniais' de cerveja eram geralmente produzidos no inverno e na primavera, para evitar problemas imprevisíveis com o levedo durante o verão.
Tipicamente, cervejas desse estilo são de coloração cobre, mas variam de dourado a quase preto, e o nome sugere que as origens do estilo estão na tradição do maturamento por um período de tempo após o engarrafamento (e fechada com rolha), para ser consumida mais tardiamente no ano. Seu corpo é leve, com notas de caramelo ou toffee. Cheiro e sabor de adega são característicos. Apresenta boa retenção de espuma.
O exemplar da foto se chama Jolly Pumpkin Bière de Mars Grand Reserve e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=57359
Continua amanhã a subsérie sobre Belgian-style Ales com a Faro, uma subvariedade de Lambic. Até lá!
Cheers!
8) ENGLISH PALE ALE 8a) STANDARD/ORDINARY BITTER
Aroma: os melhores exemplares tem algum aroma de malte, geralmente (mas não sempre) com qualidade de caramelo. Frutagem suave a moderada é comum. O aroma de lúpulo pode variar de moderado a nenhum (tipicamente são usadas variedades do Reino Unido, embora variedades dos Estados Unidos também possam ser usadas. Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos são permitidos.
Aparência: coloração amarelo claro a cobre claro. Claridade boa a brilhante. Espuma branca baixa-moderada a esbranquiçada. Pode ter espuma bem pequena devido à baixa carbonatação.
Sabor: amargor médio a alto. A maioria tem ésteres frutados que vão de moderadamente baixos a moderadamente altos. Sabor de lúpulo moderado a baixo (lembrando terra, resina e/ou variedades florais do RU tipicamente, embora variedades dos EUA possam ser usadas). Baixa a média maltagem com final seco. Sabores de caramelo são comuns mas não requeridos. O balanço com freqüência é decididamente amargo, embora o amargor não deva sobrepor completamente o sabor de malte, ésteres e lúpulo. Geralmente sem diacetil, embora níveis bem baixos sejam permitidos.
Paladar: corpo leve a médio-leve. Baixa carbonatação, embora exemplos engarrafados e enlatados possam ter carbonatação moderada.
Impressão geral: baixa gravidade, baixos teor alcoólico e baixa carbonatação a tornam uma cerveja fácil de beber. Alguns exemplos podem apresentar maior balanço de malte, mas isso não deve nunca se sobrepor à uma impressão geral amarga. Essa facilidade em beber é um componente crítico do estilo; a ênfase ainda está na adição de lúpulo para o amargor, ao contrário da agressiva lupulagem média e tardia vista nas Ales americanas.
História: originalmente uma Ale de barril servida bem fresca sob nenhuma pressão (apenas gravidade ou pressão manual) em temperaturas de porão/adega (ex: Real Ale). A Bitter foi criada como uma alternativa (ex: Running Beer) às Pale Ale produzidas no campo por volta do começo do século XX e se tornou popular quando os cervejeiros entenderam como "Burtonizar" a água para produzir com sucesso cervejas claras e para usar maltes Crystal para dar corpo ao paladar.
Comentários: a mais leve das Bitter. Também conhecida como apenas "Bitter" (amarga). Algumas variantes modernas são produzidas exclusivamente com malte claro e são conhecidas como Golden ou Summer Bitters. Maior parte das versões engarrafadas ou em barris pequenos produzidas no Reino Unido são versões mais alcoólicas dos produtos acondicionados em barris maiores produzidos especificamente para exportação. Os níveis IBU geralmente não são ajustados, então as versões disponíveis nos EUA não costumar correspoder diretamente as subcategorias do estilo na Grã-Bretanha. A diretriz desse estilo reflete a versão "Real Ale" do estilo e não as especificações para exportação dos produtos comerciais.
Ingredientes: maltes Pale Ale, Amber e/ou Crystal, podem usar também um toque de malte escuro para ajuste de cor. Pode usar adjuntos de açúcar, milho ou trigo. Lúpulos ingleses são mais típicos, embora variedades americanas e européias estejam se tornando mais comuns (particularmente nos exemplos mais claros). Levedo inglês de personalidade. Geralmente água com médio teor de sulfato é usada.
Estatísticas vitais:
IBUs: 25-35 SRM: 4-14 OG: 1.032-1.040 FG: 1.007-1.011 ABV: 3.2-3.8%
Exemplos comerciais: Fuller's Chiswick Bitter, Adnams Bitter, Young's Bitter, Greene King IPA, Oakham Jeffrey Hudson Bitter (JHB), Brains Bitter, Tetley's Original Bitter, Brakspear Bitter, Boddington's Pub Draught
Ilustra o espaço de hoje a Greene King IPA, exemplar encontrado em muitos supermercados brasileiros e também em http://www.ratebeer.com/beer/greene-king-ipa/11832/
Segue amanhã a família English Pale Ale com o subestilo Special/Best/Premium Bitter. Até lá!
Cheers!
às
05:40
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Dr. Beer
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Marcadores: açúcar, adega, barril, burtonizar, caramelo, diacetyl, golden bitter, malte Crystal, milho, porão, real ale, Reino Unido, resina, Running Beer, summer bitter, terra, trigo
16d) BIÈRE DE GARDE
Aroma: destacada doçura maltada, geralmente com complexo e leve a moderado caráter tostado. Alguma caramelização é aceitável. Poucos a moderados ésteres. Baixo a nenhum aroma de lúpulo (pode ser um pouco condimento ou herbal). Versões comerciais frequentemente terão um caráter mofado, amadeirado e lembrando adega, difíceis de obter com cervejas domésticas. Versões mais claras ainda serão maltadas, mas terão falta de aromatização mais rica e profunda e podem ter um pouco mais de lúpulo. Sem diacetil.
Aparência: três variações principais podem existir (loira, âmbar e marrom), então a coloração varia de loiro dourado a bronze-avermelhado a marrom-castanho. Boa a pobre claridade, embora turbidez não seja inesperada nesse tipo de cerveja tipicamente não-filtrada. Espuma bem formada, geralmente branca a esbranquiçada (varia com a cor da cerveja), suportada por alta carbonatação.
Sabor: médio a alto sabor de malte, frequentemente com doçura tostada, lembrando toffee ou caramelo. Sabor e complexidade de malte tendem a aumentar ao passo que a cerveja se torna mais escura. Baixo a moderado nível de ésteres e sabores alcoólicos. Médio-baixo amargor de lúpulo fornece algum suporte, mas o balanço sempre pende em relação ao malte. O sabor de malte dura até o final, que deve ser de médio-seco a seco, nunca inebriante. O álcool pode trazer alguma secura adicional ao final. Baixo a nenhum sabor de lúpulo, embora versões mais pálidas possam ter níveis ligeiramente mais altos de sabor herbal ou condimentado de lúpulo (que também pode vir do levedo). Caráter suave, bem lagerizado. Sem diacetil.
Paladar: corpo médio a médio-leve (ralo), frequentemente com caráter suave e sedoso. Moderada a alta carbonatação. Moderato teor alcoólico, que deve ser bem suave e nunca quente.
Impressão geral: uma cerveja artesanal de fazenda, moderadamente forte, lagerizada e com malte acentuado.
História: seu nome significa literalmente ‘cerveja que foi armazenada ou lagerizada’. Uma tradicional Ale artesanal de fazenda do norte da França envasada no começo da primavera e mantida em adegas resfriadas para serem consumidas em climas mais quentes. Não é produzida o ano inteiro. Ligada ao estilo belga Saison, a principal diferença é que a Biére de Garde é mais rica, doce e balanceada, mais focada no malte, geralmente tem um ‘caráter de adega’ e não apresenta a condimentação e o azedume de uma Saison.
Comentários: três variações principais são incluídas no estilo: a marrom (brune), a loira (blonde) e a âmbar (ambrée). As versões mais escuras terão mais caráter de malte, enquanto as mais claras podem ter mais lúpulo (mas ainda serão cervejas focadas em malte). Um estilo relacionado é a Bière de Mars, que é envasada em Março (Mars) para consumo rápido e não envelhece tão bem. Os índices de atenuação estão na escala de 80-85%. Existem exemplares mais encorpados, que são bem mais raros.
Ingredientes: o ‘caráter de adega’ observado nos exemplos comerciais é improvável de ser duplicado pelas cervejarias caseiras já que procede de moldes e levedos nativos. Versões comerciais geralmente terão caráter ‘de rolha’, seco e adstringente que é frequentemente identificado erroneamente como de adega. Versões caseiras portanto são mais claras. Os maltes base variam pela cor da cerveja, mas usualmente incluem os tipos claro, Vienna e Munich. A caramelização do recipiente metálico tende a ser usada mais que os maltes Crystal, quando presente. Versões mais escuras terão complexidade e doçura de malte mais ricas vindas dos maltes do tipo Crystal. Açúcar pode ser usado para dar sabor e ajudar a compor o final seco. Levedo de Lager ou Ale fermentado em temperaturas frias de Ale, seguida por longo condicionamento resfriado (4-6 semanas para operações comerciais). Água com baixo teor de mineralização. Lúpulos continentais florais, herbais ou condimentados.
Estatísticas vitais:
IBUs: 18-28 SRM: 6-19 OG: 1.060-1.080 FG: 1.008-1.016 ABV: 6-8.5%
Exemplos comerciais: Jenlain (amber), Jenlain Bière de Printemps (blond), St. Amand (brown), Ch’Ti Brun (brown), Ch’Ti Blond (blond), La Choulette (todas as 3 versões), La Choulette Bière des Sans Culottes (blond), Saint Sylvestre 3 Monts (blond), Biere Nouvelle brown), Castelain (blond), Jade (amber), Brasseurs Bière de Garde (amber), Southampton Bière de Garde (amber), Lost Abbey Avante Garde (blond)
Aparência: três variações principais podem existir (loira, âmbar e marrom), então a coloração varia de loiro dourado a bronze-avermelhado a marrom-castanho. Boa a pobre claridade, embora turbidez não seja inesperada nesse tipo de cerveja tipicamente não-filtrada. Espuma bem formada, geralmente branca a esbranquiçada (varia com a cor da cerveja), suportada por alta carbonatação.
Sabor: médio a alto sabor de malte, frequentemente com doçura tostada, lembrando toffee ou caramelo. Sabor e complexidade de malte tendem a aumentar ao passo que a cerveja se torna mais escura. Baixo a moderado nível de ésteres e sabores alcoólicos. Médio-baixo amargor de lúpulo fornece algum suporte, mas o balanço sempre pende em relação ao malte. O sabor de malte dura até o final, que deve ser de médio-seco a seco, nunca inebriante. O álcool pode trazer alguma secura adicional ao final. Baixo a nenhum sabor de lúpulo, embora versões mais pálidas possam ter níveis ligeiramente mais altos de sabor herbal ou condimentado de lúpulo (que também pode vir do levedo). Caráter suave, bem lagerizado. Sem diacetil.
Paladar: corpo médio a médio-leve (ralo), frequentemente com caráter suave e sedoso. Moderada a alta carbonatação. Moderato teor alcoólico, que deve ser bem suave e nunca quente.
Impressão geral: uma cerveja artesanal de fazenda, moderadamente forte, lagerizada e com malte acentuado.
História: seu nome significa literalmente ‘cerveja que foi armazenada ou lagerizada’. Uma tradicional Ale artesanal de fazenda do norte da França envasada no começo da primavera e mantida em adegas resfriadas para serem consumidas em climas mais quentes. Não é produzida o ano inteiro. Ligada ao estilo belga Saison, a principal diferença é que a Biére de Garde é mais rica, doce e balanceada, mais focada no malte, geralmente tem um ‘caráter de adega’ e não apresenta a condimentação e o azedume de uma Saison.
Comentários: três variações principais são incluídas no estilo: a marrom (brune), a loira (blonde) e a âmbar (ambrée). As versões mais escuras terão mais caráter de malte, enquanto as mais claras podem ter mais lúpulo (mas ainda serão cervejas focadas em malte). Um estilo relacionado é a Bière de Mars, que é envasada em Março (Mars) para consumo rápido e não envelhece tão bem. Os índices de atenuação estão na escala de 80-85%. Existem exemplares mais encorpados, que são bem mais raros.
Ingredientes: o ‘caráter de adega’ observado nos exemplos comerciais é improvável de ser duplicado pelas cervejarias caseiras já que procede de moldes e levedos nativos. Versões comerciais geralmente terão caráter ‘de rolha’, seco e adstringente que é frequentemente identificado erroneamente como de adega. Versões caseiras portanto são mais claras. Os maltes base variam pela cor da cerveja, mas usualmente incluem os tipos claro, Vienna e Munich. A caramelização do recipiente metálico tende a ser usada mais que os maltes Crystal, quando presente. Versões mais escuras terão complexidade e doçura de malte mais ricas vindas dos maltes do tipo Crystal. Açúcar pode ser usado para dar sabor e ajudar a compor o final seco. Levedo de Lager ou Ale fermentado em temperaturas frias de Ale, seguida por longo condicionamento resfriado (4-6 semanas para operações comerciais). Água com baixo teor de mineralização. Lúpulos continentais florais, herbais ou condimentados.
Estatísticas vitais:
IBUs: 18-28 SRM: 6-19 OG: 1.060-1.080 FG: 1.008-1.016 ABV: 6-8.5%
Exemplos comerciais: Jenlain (amber), Jenlain Bière de Printemps (blond), St. Amand (brown), Ch’Ti Brun (brown), Ch’Ti Blond (blond), La Choulette (todas as 3 versões), La Choulette Bière des Sans Culottes (blond), Saint Sylvestre 3 Monts (blond), Biere Nouvelle brown), Castelain (blond), Jade (amber), Brasseurs Bière de Garde (amber), Southampton Bière de Garde (amber), Lost Abbey Avante Garde (blond)
Ocupa o espaço de hoje a Jenlain Ambrée, exemplar encontrado em algumas lojas especializadas brasileiras e também em http://www.ratebeer.com/beer/jenlain-ambrée/4677/
Termina amanhã a família Belgian e French Ale com o subestilos Belgian Specialty Ale. Até lá!
Cheers!
3c) ENGLISH BARLEYWINE
Apesar de seu nome, a Barleywine (vinho de cevada) é uma cerveja, embora seja uma variedade muito forte e intensa. Na verdade, é um dos mais fortes estilos de cerveja. Borbulhante e frutada, por vezes doce e outras agridoce, mas sempre alcoólica. Uma bebida dessa força e complexidade pode ser um desafio ao paladar. A cor vai de âmbar a marrom-escuro, com aromas oscilando de frutas intensas e lúpulos intensos. O corpo é tipicamente denso, o álcool será definitivamente percebido, e os sabores podem oscilar de frutas dominantes a lúpulos resinados, que se destacam muito no paladar. As variedades inglesas são bem diferentes dos esforços americanos, e o que os diferencia é que usualmente as versões americanas são insanamente lupuladas para fazer uma bebida mais amarga e com sabor de lúpulo, tipicamente usando lúpulos americanos da variedade “high alpha oil”. A versão inglesa tende a ser mais balanceada entre malte e lúpulos, com teor alcoólico ligeiramente menor, embora nem sempre seja esse o caso. A maioria dos Barleywine podem ser armazenados em porões (ou adegas) por anos, tipicamente envelhecendo como vinho. O teor alcoólico oscila entre 7 e 12%.
O exemplar que ilustra o espaço de hoje se chama Midnight Sun Arctic Devil Barley Wine, é o segundo melhor cotado do estilo na fonte de consulta e pode ser encontrado em
Continua amanhã a série sobre English Ales com o estilo English Bitter. Até lá!
Cheers!
às
05:40
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Dr. Beer
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Marcadores: adega, agridoce, armazenamento, barley wine, lúpulo high alpha oil, lúpulo resinado, porão, VINHO DE CEVADA
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