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quinta-feira, 18 de junho de 2026

SNIFTER


Independentemente de serem 'snifters' apenas para brandies ou variantes, são mais comumente usados para barley wines ('vinhos de cevada'), eisbocks e imperial stouts. Possuem hastes e bases, são bulbosos no fundo e estreitam em toda sua extensão até o topo. Pelo fato dos barley wines geralmente formarem pouca espuma, sua boca estreita executa seu trabalho perfeitamente, mas inibe um pouco a soltura de aromas, o que é compensado pela aparência elegante que o snifter confere à cerveja. Outras variantes de snifter feitos exclusivamente para beber cerveja tem bocas mais largas que a média justamente por essa razão.

FONTE: ratebeer.com

AMERICAN STRONG ALE


Uma larga categoria usada na América para descrever ales de teor alcoólico de 7% ou mais. As cervejas desse segmento podem também ser classificadas como India Pale Ales duplas, barley wines (vinhos de cevada) ou Old Ales, dependendo do estilo. Não é um estilo em si, mas a única categoria lógica para incorporar o panteão de cervejas fortes e estilisticamente vagas provenientes das microcervejarias americanas nos dias de hoje. Algumas têm ligação com Strong Ales inglesas, mas com mais lúpulo, enquanto outras são variantes super fortes das IPA. Entretanto, não importa quão variadas suas origens e características sejam, todas são intensas e potentes, com generosas quantidades de lúpulos e malte.


O exemplar da foto se chama Barley Johns The Dark Knight (Returns) e pode ser encontrado em


http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=26218



Segue amanhã a subsérie sobre Anglo-American Ales com o subestilo Barley Wine. Até lá!


Cheers!


Fontes: ratebeer e wikipedia



ENGLISH STRONG ALE


Maltadas, com complexos ésteres frutados. Algumas notas oxidativas são aceitáveis, parecidas com as encontradas em vinhos do Porto e em sherries. Aromas de lúpulo não estão usualmente presentes, devido à sua idade extensa. Coloração vai de âmbar médio e âmbar vermelho bem escuro. Maltada e geralmente adocicada. Alto teor alcoólico deve ser evidente, embora não seja estonteante. Corpo médio a completo; o álcool deve contribuir com algum aquecimento. Uma ale de significativa força alcoólica, embora geralmente não seja tão forte ou rica como um Barley Wine. Usualmente apresenta um balanço mais doce e maltado. Com freqüencia é considerada como um aquecimento para o inverno e lançada como cerveja sazonal.

O exemplar da foto se chama Fullers 1845 e pode ser encontrada em

Já foi testada e aprovada e é recomendada por Dr. Beer

Tem seqüência amanhã a subsérie sobre Anglo-American Ales com o subestilo Fruit Beer. Até lá!

Cheers!

IMPERIAL/DOUBLE IPA


A Imperial IPA (India Pale Ale), ou Double IPA, como é algumas vezes conhecida, foi incluída recentemente no panteão dos estilos de cerveja. Essencialmente uma versão modificada da IPA regular para uma performance mais alta, acredita-se que o estilo tenha nascido no 1996 Oregon Brewer’s Festival com o debut da Rogue I²PA. O perfil da cor é geralmente uma sombra ou duas mais escuro que da IPA regular, devido aos maltes extras (geralmente o crystal) usados para balancear o absurdo volume de lúpulos usados. As unidades de amargor chegam a 100 IBUs (International Bitterness Unit) ou mais. O teor alcoólico mais baixo é de 7,5%, mas está comumente na faixa de 8,5%-10%. O perfil do sabor é intenso em todo o gole. Ao contrário dos Barley Wines, o balanço está fortemente ligado aos lúpulos, com crystal e outros maltes dando suporte de fundo (embora o sabor do crystal seja às vezes bem forte também). O álcool não é muito percebido no sabor (apesar da força desse estilo), sendo subjugado pelos outros componentes. A métrica 50% mais malte e 100% mais lúpulos é a tônica por trás do estilo. Um exemplo extremo é a 120 Minute IPA , com teor alcoólico de 20% e 120 IBUs. Esse exemplar está na foto de hoje e pode ser localizado em http://ratebeer.com/beer/dogfish-head-120-minute-ipa/22904/


Segue amanhã a subsérie sobre Anglo-American Ales com o subestilo India Pale Ale (IPA). Até lá!


Cheers!

13f) RUSSIAN IMPERIAL STOUT


Aroma: rico e complexo, com quantidades variáveis de grãos tostados, maltagem, ésteres frutados, lúpulos e álcool. O caráter de malte tostado pode assumir tons de café, chocolate escuro ou ligeiramente queimado e pode ser leve a moderadamente forte. O aroma de malte pode ser de sutil a rico e lembrar Barley Wine, dependendo da gravidade e dos grãos usados. Pode opcionalmente mostrar um leve caráter de malte especial, como o caramelo, mas esse deve apenas adicionar complexidade e não ser dominante. A presença de ésteres frutados deve ir de baixa a moderadamente forte e deve assumir um caráter complexo, de frutas escuras (ex: ameixa, ameixa-seca, uva-passa). O aroma de lúpulo pode ir de muito baixo a bem agressivo e pode conter qualquer variedade de lúpulo. Um caráter de álcool pode estar presente, mas não deve ser agudo, quente ou lembrando solvente. Versões envelhecidas podem ter leve qualidades de vinho ou vinho do porto, mas não devem ser azedas. Sem diacetil. O balanço pode variar com quaisquer dos elementos do aroma podendo destacar-se. Nem todos os aromas possíveis descritos acima precisam estar presentes; muitas interpretações são possíveis. O envelhecimento afeta a intensidade, o balanço e a suavidade dos aromas.
Aparência: coloração vai de marrom-avermelhado bem escuro a preto-carvão. Opaca. Espuma bronze escura a marrom escura. Geralmente possui espuma bem formada, embora a retenção de espuma possa ser baixa a moderada. Alto teor alcoólico e viscosidade podem ser visíveis nas lágrimas que se formam na parede dos copos quando a cerveja é movida circularmente.
Sabor: rico, profundo, complexo e frequentemente bem intenso, com volumes variáveis de maltes e grãos tostados, maltagem, ésteres frutados, amargor e sabor de lúpulo e álcool. Médio a agressivamente alto amargor. Sabor de lúpulo médio-baixo a alto (qualquer variedade). Moderado a agressivamente alto sabor de malte e grãos tostados podem sugerir chocolate agridoce ou desadocicado, cacau e/ou café forte. Caráter de grão levemente queimado, corinto queimado ou alcatrão podem ser evidentes. Ésteres frutados podem ser baixos a intensos e podem assumir caráter de frutas escuras (uva-passa, ameixa ou ameixa-seca). A base do malte pode ser balanceada e secundária a rica e lembrando Barley Wine e pode opcionalmente mostrar sabores secundários de caramelo, pão ou tostados. A força de álcool deve ser evidente, mas não quente, aguda, ou lembrando solvente. Sem diacetil. Paladar e final podem variar de relativamente secos a moderadamente doces, usualmente com alguma tostagem duradoura, amargor de lúpulo e caráter aquecedor. O balanço e a intensidade de sabores podem ser afetados pelo envelhecimento, com alguns sabores sendo mais subjugados ao passar do tempo e outros sendo desenvolvidos, com qualidades de vinho tinto e do Porto.
Paladar: corpo cheio a muito encorpado e mastigável, com textura aveludada e suculenta (embora o corpo possa regredir com longos acondicionamentos). Um gentil e suave aquecimento alcoólico pode estar presente e ser perceptível. Não deve ser xaroposa e pouco atenuada. Carbonatação deve ser baixa a moderada, dependendo da idade e condicionamento.
Impressão geral: uma Dark Ale intensamente aromatizada, grande. Tostada, frutada e agridoce, com perceptível presença de álcool. Sabores de frutas escuras combinados com sensações tostadas, queimadas ou quase lembrando alcatrão. Similar a um Barley Wine escuro com todas as dimensões de sabor entrando em ação.
História: envasada em altas gravidades e nível de lupulagem na Inglaterra para exportar para os países Bálticos e a Rússia. Conhecida como sendo popular com a corte imperial russa. Hoje em dia é mais popular com cervejeiros artesanais americanos, os quais estenderam o estilo com características americanas únicas.
Comentários: existem variações, com interpretações inglesas e americanas (previsivelmente, as versões americanas têm maior amargor, caráter tostado e lúpulos finalizadores, enquanto as variedades inglesas refletem um caráter mais complexo de malte de especialidade e um perfil mais avançado de éster). A ampla gama de características permitidas dá vazão máxima à criatividade do cervejeiro.
Estatísticas vitais:
IBUs: 50-90 SRM: 30-40 OG: 1.075-1.115 FG: 1.018-1.030 ABV: 8-12%
Exemplos comerciais: Three Floyd’s Dark Lord, Bell’s Expedition Stout, North Coast Old Rasputin Imperial Stout, Stone Imperial Stout, Samuel Smith Imperial Stout, Scotch Irish Tsarina Katarina Imperial Stout, Thirsty Dog Siberian Night, Deschutes The Abyss, Great Divide Yeti, Southampton Russian Imperial Stout, Rogue Imperial Stout, Bear Republic Big Bear Black Stout, Great Lakes Blackout Stout, Avery The Czar, Founders Imperial Stout, Victory Storm King, Brooklyn Black Chocolate Stout

Embeleza o espaço de hoje a Three Floyds Oak Aged Dark Lord Russian Imperial Stout, obra-prima também encontrada em http://www.ratebeer.com/beer/three-floyds-oak-aged-dark-lord-russian-imperial-stout/58590/


E assim termina a família Stout. Amanhã tem início a subsérie sobre os subestilos de Índia Pale Ale, a começar pela English IPA. Até lá!

Cheers!

14c) IMPERIAL IPA


Aroma: destacado a intenso aroma de lúpulo que pode ser derivado de variedades americanas, inglesas e/ou nobres (embora um caráter cítrico de lúpulo esteja quase sempre presente). Maior parte das versões são secas-lupuladas e podem ter aromas adicionais de resina ou grama, embora isso não seja absolutamente requerido. Alguma limpa doçura maltada pode ser encontrada em segundo plano. Frutagem, tanto dos ésteres como dos lúpulos, também pode ser detectada em algumas versões, embora um caráter neutro de fermentação seja típico. Algum álcool pode usualmente ser percebido, mas não deve ter um caráter ‘quente’.
Aparência: coloração varia de âmbar dourado a cobre-avermelhado médio; algumas versões podem ter tintura alaranjada. Deve ser clara, embora versões secas-lupuladas não-filtradas possam ser um pouco turvas. Espuma esbranquiçada e de boa persistência.
Sabor: o sabor de lúpulo é forte e complexo e pode refletir o uso de variedades americanas, inglesas e/ou nobres. Alto a absurdamente alto amargor de lúpulo, embora a espinha dorsal do malte geralmente suporte o forte caráter de lúpulo e forneça o melhor balanço. O sabor de malte deve ser de baixo a médio e é geralmente limpo e maltado embora alguns sabores de caramelo ou tostados sejam aceitáveis em baixos níveis. Sem diacetil. Baixa frutagem é aceitável, mas não requisitada. Um longo e duradouro amargor está usualmente presente no aftertaste, mas não deve ser pesado. Final médio-seco a seco. Um limpo e suave sabor de álcool está usualmente presente. Carvalho é inapropriado nesse estilo. Pode ser ligeiramente enxofrada, mas a maior parte dos exemplos não exibe esse caráter.
Paladar: corpo suave, médio-leve a médio. Sem a pesada adstringência derivada do lúpulo, embora uma carbonatação moderada a média-alta possa ser combinada para fornecer uma sensação geral seca na presença da doçura de malte. Suave aquecimento alcoólico.
Impressão geral: uma Pale Ale muito forte, intensamente lupulada, sem a grande maltagem e/ou sabores mais profundos de malte de um Barley Wine americano. Fortemente lupulada, mas limpa, sem ser acre, e um tributo às IPAs históricas. Ser fácil de beber é uma importante característica; essa não deve ser uma cerveja pesada, para se bebericar. Também não deve ter muita doçura residual ou forte perfil de grãos.
História: uma recente inovação americana refletindo a tendência de cervejeiros artesanais americanos de alargarem seus limites afim de satisfazerem a necessidade de aficionados por lúpulo por produtos cada vez mais intensos. O adjetivo ‘Imperial’ é arbitrário e simplesmente implica uma versão mais forte de IPA; ‘double’, ‘extra’, ‘extreme’ e qualquer outra variedade de adjetivos seria igualmente válida.
Comentários: maior que English e American IPAs tanto em teor alcoólico como em nível geral de lúpulo (amargor e final). Menos maltada, menos corpo, menos rica e maior intensidade geral de lúpulo que em um Barley Wine americano. Tipicamente com menor gravidade e álcool que o vinho de cevada, já que alto teor alcoólico e malte tendem a limitar a facilidade de beber. Um modelo para lúpulos.
Ingredientes: malte Pale Ale (bem modificado e adequado para infusões de temperatura única); pode usar uma complexa variedade de lúpulos (inglês, americano, nobre). Levedo americano pode dar um perfil limpo ou ligeiramente frutado. Geralmente só-malte, mas sofre infusão em temperaturas mais baixas para alta atenuação. O caráter da água varia de suave a moderadamente sulfatada.
Estatísticas vitais:
IBUs: 60-120 SRM: 8-15 OG: 1.070-1.090 FG: 1.010-1.020 ABV: 7.5-10%
Exemplos comerciais: Russian River Pliny the Elder, Three Floyd’s Dreadnaught, Avery Majaraja, Bell’s Hop Slam, Stone Ruination IPA, Great Divide Hercules Double IPA, Surly Furious, Moylan’s Hopsickle Imperial India Pale Ale, Stoudt’s Double IPA, Dogfish Head 90-minute IPA, Victory Hop Wallop

Embeleza o espaço de hoje a Three Flods Dreadnaught Imperial IPA, também encontrada em



E assim termina a família India Pale Ale (IPA). Amanhã começa a família German Wheat and Rye Beer (Cerveja alemã de trigo ou centeio). Até lá!

Cheers!
v

1b) AMERICAN BARLEYWINE

Apesar do nome, um Barleywine (ou Barley Wine), ou vinho de cevada, em uma tradução literal, é uma cerveja, embora seja muito forte e intensa. Para falar bem a verdade, é um dos estilos de cerveja mais fortes. Borbulhante e frutado, algumas vezes doce, outras agridoce, mas sempre alcoólico. Uma cerveja dessa força e complexidade pode ser um desafio ao paladar. Espere uma cor que vai da escala do âmbar ao marrom-escuro, com aromas oscilando de frutas intensas e lúpulos intensos. É tipicamente encorpada, o álcool será definitivamente percebido e os sabores podem variar de frutas dominantes a lúpulos fortes e lembrando resina.
Variedades inglesas são bem diferentes das americanas. O que as diferencia é que as versões americanas são insanamente lupuladas, de modo a torna-las mais amargas e com mais gosto de lúpulo, tipicamente usando lúpulos americanos ‘high alpha oil’. Versões inglesas tendem a ser mais desenvolvidas e balanceadas entre malte e lúpulos, com teor alcoólico ligeiramente mais baixo, embora esse não seja sempre o caso. A maior parte dos Barley Wine podem ser armazenados em adegas por anos e tipicamente envelhecem como vinho. Seu teor alcoólico oscila entre 8 e 15%.
O exemplar mais bem cotado do estilo de acordo com a fonte consultada pode ser encontrado em

1m) AMERICAN STRONG ALE


Uma categoria bem abrangente para cervejas com teor alcoólico de 7% para cima, sendo que algumas podem chegar até 25%. As características irão variar grandemente; algumas terão similaridades com Barley-wines e Old Ales. Envelhecimento em barril certamente não está fora de questão.
O exemplar mais bem cotado do estilo chama-se The Angel's Share e pode ser encontrado em http://beeradvocate.com/beer/profile/18149/32413
Continua amanhã a série sobre American Ales com o subestilo American Wild Ale. Até lá!
Cheers!

1t) WHEAT WINE


Uma Strong Ale americana recente e menosprezada, o Vinho de Trigo é parecido com uma Barley Wine em força, mas contém uma porção grande de malte de trigo - acima de 50%. O trigo confere um paladar suave e macio. Cor e amargor variam. O teor alcoólico oscila entre 9 e 14%.


O exemplar que ilustra a foto de hoje chama-se Oatgoop e pode ser encontrado em

E assim termina a série sobre American Ales. Começa amanhã a série sobre Belgian/French Ales, com o subestilo Belgian Dark Ale. Até lá!

Cheers!

3c) ENGLISH BARLEYWINE


Apesar de seu nome, a Barleywine (vinho de cevada) é uma cerveja, embora seja uma variedade muito forte e intensa. Na verdade, é um dos mais fortes estilos de cerveja. Borbulhante e frutada, por vezes doce e outras agridoce, mas sempre alcoólica. Uma bebida dessa força e complexidade pode ser um desafio ao paladar. A cor vai de âmbar a marrom-escuro, com aromas oscilando de frutas intensas e lúpulos intensos. O corpo é tipicamente denso, o álcool será definitivamente percebido, e os sabores podem oscilar de frutas dominantes a lúpulos resinados, que se destacam muito no paladar. As variedades inglesas são bem diferentes dos esforços americanos, e o que os diferencia é que usualmente as versões americanas são insanamente lupuladas para fazer uma bebida mais amarga e com sabor de lúpulo, tipicamente usando lúpulos americanos da variedade “high alpha oil”. A versão inglesa tende a ser mais balanceada entre malte e lúpulos, com teor alcoólico ligeiramente menor, embora nem sempre seja esse o caso. A maioria dos Barleywine podem ser armazenados em porões (ou adegas) por anos, tipicamente envelhecendo como vinho. O teor alcoólico oscila entre 7 e 12%.

O exemplar que ilustra o espaço de hoje se chama Midnight Sun Arctic Devil Barley Wine, é o segundo melhor cotado do estilo na fonte de consulta e pode ser encontrado em

Continua amanhã a série sobre English Ales com o estilo English Bitter. Até lá!

Cheers!

3l) ENGLISH STRONG ALE


Mais representativa que uma Pale Ale ainda que menos que uma Barleywine, a English Strong Ale é uma cerveja rica e complexa. Muitas não são filtradas e condicionadas na garrafa. A cor tende e estar em algum lugar na escala entre âmbar e cobre-avermelheado. Elas usualmente apresentam uma corajosa mistura frutada, maltada e com ésteres. Os lúpulos podem oscilar de suave amargor a um caráter totalmente lupulado com sabor e aroma desafiador de lúpulo. O álcool pode ser bem perceptível, com possíveis notas de solvente. O teor alcoólico oscila entre 5,5 e 7,5%.

O exemplar que ilustra o espaço de hoje se chama Fuller's 1845, é o melhor cotado do estilo e já foi analisado aqui nesse beerlog (http://dr-beer.blogspot.com/2008/08/fullers-1845.html). Pode também ser encontrada em

Continua amanhã a série sobre English Ales com o estilo Extra Special/Strong Bitter (ESB). Até lá!

Cheers!

WHITEHEAD SUPER 8


Diagnóstico



Esse Barley Wine brasileiro é o pior representante do estilo que já provei. Ressalve-se que a mesma foi consumida menos de um mês antes do prazo de vencimento. Sua espuma é pequena, cremosa e marrom-clara. A longevidade é reduzida. O corpo é opaco, denso e âmbar-escuro. No aroma, fareja-se a presença de uva branca, maçã e vinho colonial branco - nada que se encaixe no estilo. O sabor inicial é moderadamente doce, levemente amargo e acético - qualidade esta que infelizmente encontrei nos 4 espécies Whitehead que já provei, e que me deixou com uma má impressão dessa cervejaria. O sabor final é fortemente doce, levemente amargo, e também acético. No paladar, um corpo médio, de textura entre aguada e cremosa, forte carbonatação e final levemente adstringente e alcoólico. Aroma e sabor azedos. Confesso que tais "qualidades" foram inéditas pra mim em um BW e posso dizer que foi o primeiro representante do estilo até hoje que provei e não me agradou em absoluto.


Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida através do site cervejasnet.com.br por cerca de R$ 8, é mau negócio, valendo no máximo metade desse valor, e a título de conhecimento. Caso algum leitor a tenha provado mais longe do prazo de validade e tenha outras impressões a compartilhar, faça-o, assim talvez desvaneça a má imagem que a mesma me trouxe.


Nota: 7 Skol ou 2.6/5.0


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BROOKLYN MONSTER ALE


Diagnóstico


Esse Barley Wine norte-americano tem espuma média, cremosa e esbranquiçada. Boa formação de colarinho. Persistente longevidade. Corpo claro, denso e âmbar-escuro com toques acobreados. Aroma: leve malte, explosão de lúpulo e presença cítrica de laranja. Sabor inicial: moderado dulçor e pesado amargor. Sabor final: leve dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura seca, média carbonatação e final metálico. Delicioso e pesado amargor de lúpulo e casca de laranja. A única "falha" que consigo apontar é o fato de não lembrar muito o estilo Barley Wine (carbonatada demais e não traz tanto álcool evidente no paladar, apesar do teor alcólico de mais de 10%), ao menos tomando como parâmetro a inglesa Thomas Hardy, um dos panteões do estilo para mim. Copo recomendado: Snifter.


Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida por R$ 13 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR pelo amigo Luiz Fernando Cavalheiro e compartilhada comigo. Vale até 50% a mais.


Nota: 160 Skol ou 3.9/5.0


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BANK'S BARLEY GOLD


Diagnóstico


Esse Barley Wine inglês tem espuma pequena, aerada e branca. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Curtíssima longevidade. Corpo claro, densidade média e âmbar-claro. Aroma: leve lúpulo, xarope de borbo e álcool. Sabores inicial e final: leve dulçor e pesado amargor; curta duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, média carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. Corresponde ao estilo, com dulçor e aquecimento alcoólico na medida, amargor de lúpulo e casca de laranja. Vencedora do Brewing Industry International Awards 2004 e 2005. Copo recomendado: Snifter.


Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por R$ 13 por Luiz Fernando Cavalheiro no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR e compartilhada comigo. Ótimo negócio.


Nota: 80 Skol ou 3.2/5.0


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FLYING DOG HORN DOG BARLEY WINE


Descrição comercial

Fortes sabores maltados, incluindo alcaçuz e chocolate, que são balanceados por um moderado perfil de lúpulo. Envasada com copioso volume de maltes premiados e aveia em flocos, o Barley Wine é tão forte que tem que ser envelhecido por vários meses antes de poder ser engarrafado. Como um bom vinho, continua a evoluir por até 2 anos depois do engarrafamento (se mantido fresco).


Diagnóstico

Esse Barley Wine norte-americano tem espuma pequena, cremosa e esbranquiçada, de curtíssima longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo denso, opaco e marrom-avermelhado. Aroma: pesada presença de malte, caramelo, forte café, leves toques de lúpulo, flores e frutas secas. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura seca, média carbonatação e final metálico. Gosto violento de frutas secas. Bem menos alcoólica que o esperado. Grande decepção da cervejaria Flying Dog, levando um baile dos dois panteões do estilo para mim, a brasileira Baden Baden Red Ale e a inglesa Thomas Hardy. Sem muitas nuances. Copos recomendados: Snifter.


Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por R$ 20,90 através do site nonobier.com.br - 70% do valor estariam muito bem pagos.

Nota: 70 Skol ou 3.5/5.0


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http://www.ratebeer.com/beer/flying-dog-horn-dog-barley-wine/689/65483/

ANTARES BARLEY WINE


Descrição comercial


O romântico termo "barley wine" é usado para cervejas com teor alcoóilico similar ao do vinho. De cor bronze, a Antares Barley Wine é uma forte cerveja licorosa e maltada, com intensas notas frutadas, que nos lembram uvas brancas, originadas da levedura.


Diagnóstico


Esse Barley Wine argentino tem espuma média, cremosa, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e âmbar-escuro. Aroma: pesado de malte, chocolate, uva-passa, madeira, mel. Sabor inicial: leve dulçor e pesado amargor. Sabor final: moderado dulçor e violento amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura oleosa, forte carbonatação e final gredoso e levemente alcoólico. Gosto amadeirado, bem alcoólico. Delicioso e pungente amargor de lúpulo. Dulçor amadeirado e frutas secas lembrando uma boa Tripel, além de amargor a la IPA. Complexa, não é só álcool sem sabor e sim com nuances , quando ganha temperatura fica menos alcoólica e mais frutada, diferentemente do que eu esperava. Uma boa escolha pra ser minha cerveja de número 500. Copo recomendado: Snifter. Garrafa de 330ml adquirida no bar Cruzat, em Buenos Aires-Argentina, por cerca de R$ 10.


Nota: 140 skol ou 4.0/5.0


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DEL CASTILLO BARLEY WINE


Descrição comercial


Cerveja com intensa cor vermelha, extremamente densa com forte buquê de lúpulo fresco.


Diagnóstico


Espuma pequena, aerada e marrom-clara, de longevidade bem reduzida. Moderada formação de colarinho. Corpo lodoso, denso e âmbar-amarronzado. Aroma: pesado de malte com toque de nozes, caramelo, madeira, uva-passa, canela. Sabor inicial: pesado dulçor e moderado amargor. Sabor final: pesados dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo cheio, textura oleosa, suave carbonatação e final com pesada presença de álcool (seu teor é de 16%!!!). Dulçor alcoólico inebriante, bem semelhante do de uma Quadrupel, traz nuances de malte e melado, gosto amadeirado, não disfarça o alto teor, mas tampouco é uma explosão de álcool sem propósito. Deliciosa cerveja, top3 entre as Barley Wine que já degustei. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 8 no bar Cruzat, em Buenos Aires-Argentina. Copo recomendado: Snifter.


Nota: 250 skol ou 4.4/5.0


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BADEN BADEN RED ALE - II

























Descrição comercial

Cerveja densa, encorpada e cremosa, avermelhada, aroma marcante e persistente. Acompanha bem, carne vermelha, caças e porco.

Diagnóstico

Essa Barley Wine brasileira tem espuma volumosa, cremosa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e marrom-avermelhado escuro. Aroma: violento de malte, caramelo, laranja, madeira, toffee, manteiga, doce de leite. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: moderado dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura oleosa, média carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. delicioso amargor amadeirado, maltado, apesar do aroma adocicado excessivamente. O aroma lembra vinho tinto seco mais pro final, apesar do paladar ter toques de damasco (em minhas outras degustações, o sabor me lembrou mais tinto seco e frutas secas). Surge leve toque de tâmara no final do primeiro copo (nessa etapa surge também o aroma de frutas vermelhas, lembrando morango e framboesa, bem como daquelas ameixas vermelhas, não desidratadas). Cerveja complexa, que vai se revelando aos poucos. Esconde bem o álcool. Balanceia o dulçor maltado como poucas, conseguindo não ser muito doce mesmo com alto teor alcoólico. Continua sendo uma das minhas preferidas opções nacionais. Copo recomendado: Snifter. Garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 14 no Superpão, em União da Vitória-PR.


Nota: 200 skol ou 3.9/5.0

quarta-feira, 18 de março de 2026

2774 - CLUBE DO MALTE BREWMASTER SELECTION MALT EXPERIENCE


Introdução

A Brewmaster Selection Malt Experience é uma cerveja brasileira que aposta nos maltes como protagonista, com uma proposta sensorial que não se prende rigidamente a um estilo específico. Com 8,5% de teor alcoólico, busca explorar profundidade maltada, combinando notas de caramelo, toffee e tosta com nuances frutadas.


Diagnóstico

Esse Barley Wine (de acordo com brejas.com.br, mas discordo fortemente - me lembrou Belgian Golden Strong Ale) paranaense tem espuma média, branca e com bolhas, de persistente longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco e bege. Aroma: moderado malte tostado, caramelo, lúpulo moderado, laranja e leve levedura. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leves dulçor e amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura rala e seca, forte carbonatação e final metálico. Base maltada (lembrança de toffee e tosta) permeada por notas cítricas, que me remeteram a abacaxi e laranja. Garrafa de 355 ml adquirida por R$ 8,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 30 skol ou 3.1/5.0


Ficha técnica

  • Origem: Brasil (Paraná)
  • Estilo: Strong Ale / interpretação livre (rotulada como Barley Wine)
  • Teor alcoólico: 8,5% ABV
  • Coloração: Cobre escuro
  • Amargor: Moderado
  • Temperatura ideal: 6 a 8 ºC
  • Disponibilidade: Não sazonal
  • Harmonização sugerida: Queijos curados, costela assada

Copo ideal

  • Taça tulipa
  • Taça goblet (cálice)

Esses copos ajudam a concentrar os aromas maltados e frutados, além de valorizar a percepção alcoólica.


Sobre a proposta da cerveja

A Brewmaster Selection Malt Experience foi concebida com foco total na expressão dos maltes, sem compromisso com diretrizes rígidas de estilo. A ideia é entregar riqueza sensorial, explorando dulçor, tosta e complexidade aromática.


Sobre o estilo (e divergência)

Embora seja rotulada como Barley Wine, a experiência sensorial se afasta bastante desse estilo, que normalmente apresenta:

  • Corpo alto e textura densa
  • Baixa a média carbonatação
  • Forte presença alcoólica integrada
  • Perfil maltado intenso e encorpado

Aqui, o corpo mais leve, a alta carbonatação e o perfil mais seco aproximam a cerveja de algo mais próximo de uma Belgian Golden Strong Ale, ainda que com maior presença de malte.


Experiência de consumo

No aroma, há uma base maltada evidente, com notas de caramelo e tosta, complementadas por laranja e leve presença de levedura.

No sabor, o dulçor moderado abre o gole, seguido por um final mais equilibrado entre dulçor e amargor. A base maltada remete a toffee e malte tostado, enquanto as notas cítricas de abacaxi e laranja trazem contraste e leveza ao conjunto.

Apesar dessa complexidade interessante, o corpo médio-leve e a textura rala e seca reduzem a sensação de robustez esperada para algo rotulado como Barley Wine. A carbonatação elevada reforça essa percepção, enquanto o final metálico aparece como ponto negativo.


Harmonização e ocasião

Funciona bem com:

  • Queijos curados
  • Carnes assadas, especialmente costela

Também pode ser consumida com mais atenção, mas sem atingir o nível contemplativo típico de estilos mais encorpados.


Conclusão

A Brewmaster Selection Malt Experience apresenta um perfil interessante, com boa combinação entre malte e notas frutadas. No entanto, a discrepância entre o rótulo e a experiência sensorial pode gerar expectativas desalinhadas.

Como cerveja de proposta livre, funciona razoavelmente bem; como Barley Wine, deixa a desejar.


Resumo da avaliação

  • Estilo: Strong Ale (rotulada como Barley Wine)
  • Teor alcoólico: 8,5% ABV
  • Aparência: cobre escuro, opaca
  • Espuma: média, boa retenção
  • Aroma: caramelo, tosta, laranja, leve levedura
  • Sabor inicial: dulçor moderado
  • Sabor final: leve dulçor e amargor
  • Corpo: médio-leve
  • Carbonatação: alta
  • Final: metálico
  • Drinkability: média
  • Fidelidade ao estilo: baixa
  • Complexidade: média
  • Custo-benefício: razoável
  • Recomenda?: com ressalvas

terça-feira, 1 de outubro de 2024

SUD HAUS EAGLE BARLEY WINE


Descrição comercial

Prepare-se para se surpreender com a Eagle Barley Wine, uma cerveja extrema, com notas adocicadas do malte, amadeirada do carvalho e alcoólica que remetem ao whiskey. Envelhecida 1 ano em barril de carvalho, o qual foi utilizado anteriormente na fabricação de whiskey.

Diagnóstico

Esse Barley Wine brasileiro tem espuma volumosa, esbranquiçadaa e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo translúcido, borbulhante e âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, ameixa, vinho do Porto, amadeirado, whiskey, guaraná e coco. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderados dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e pesadamente alcoólico. Faltou corpo. Dulçor inicial maltado, com notas de ameixa e whisky - notas de vinho do Porto complementam o paladar.. Alto aquecimento alcoolico, porém o alcool é bem inserido, sem interferir no paladar. A forte ardência final do alcool a deixa com baixa drinkability e o final excessivamente alcoolico surge como defeito. Copo recomendado: Snifter. A garrafa de 600ml me foi presenteada pelo amigos Lucas Kmita.

Nota: 60 skol ou 3.3/5.0

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