Quem disse Nigéria acertou. Apesar do baixo poder aquisitivo do país, a colonização anglo-saxã deixou suas raízes (algumas muito boas, como se pode ver). A velha e respeitável marca ganhou mercado na África porque tinha a capacidade de resistir ao implacável calor africano e também por passar uma imagem de sofisticação aos colonizados.
Como se não bastasse ser um panteão de status e elegância, o sabor de Guinness é um espetáculo, digno de sua reputação. Essa stout tem baixa carbonatação, diferente de todas suas 'familiares' que já tive acesso. Essa característica diz respeito a capacidade de uma cerveja 'limpar' o paladar de quem a está bebendo, mantendo limpas as papilas gustativas. Sendo assim, recomenda-se harmonizar a Guinness com petiscos leves, como uma boa cumbuca seca, composta por castanhas, amendoim, pistache e congêneres - para os marinheiros de primeira viagem, recomendo bebe-la solo. E mais, confesso que minha primeira impressão não foi das melhores, experiência que foi melhorando aos poucos. Após passar por essa 'prova de fogo', aguardo seus comentários - aos que já beberam e são fãs inveterados, como eu, também os aguardo por aqui! Saúde!
Custo-benefício: lata da pint Draught adquirida pela última vez no Mercadorama da rua 24 de maio, em Curitiba, por R$ 8,00. Pode também ser encontrada em vários estabelecimentos da capital paranaense, como o Sheridan's e o Slainte, entre outros (a preços mais altos, é verdade). Ambas as versões são recomendadas e valem seu preço em ouro.
Nota: 815 Skol
