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quinta-feira, 18 de junho de 2026

10) AMERICAN ALE 10a) AMERICAN PALE ALE


Aroma: usualmente moderado a forte aroma de lúpulo proveniente de lupulagem seca ou da adição tardia de recipientes metálicos das variedades americanas de lúpulo. Um caráter cítrico de lúpulo é muito comum, mas não requerido. Baixa a moderada maltagem sustenta a apresentação de lúpulo, e pode opcionalmente mostrar pequenas quantidades de caráter de malte especial (lembrando pão, biscoito ou tostado). Ésteres frutados variam de moderados a nenhum. Sem diacetil. A lupulagem seca (se usada) pode conferir notas que lembram grama, embora esse traço não deva ser excessivo.
Aparência: coloração dourado-pálido a âmbar-escuro. Espuma branca moderadamente grande a esbranquiçada, com boa retenção. Geralmente é bem clara, embora as versões seca-lupuladas possam ser um pouco turvas.
Sabor: usualmente com moderado a alto sabor de lúpulo, frequentemente mostrando um caráter cítrico de lúpulo americano (embora outras variedades de lúpulo possam ser usadas). Baixo a moderadamente alto caráter limpo de malte sustenta a apresentação de lúpulo e pode opcionalmente mostrar pequenas quantidades de caráter de malte especial (lembrando pão, biscoito ou tostado). O balanço tipicamente vai em direção aos lúpulos e amargor tardios, mas a presença de malte pode ser substancial. Sabores de caramelo são usualmente restritos ou ausentes.ésteres frutados podem ser moderados ou nenhuns. Amargor de lúpulo moderado a alto com final médio a seco. Sabor e amargor de lúpulo geralmente permanecem até o final. Sem diacetil. A lupulagem seca (se usada) pode adicionar notas de grama, embora essa característica não deva ser excessiva.
Paladar: corpo médio-leve a médio. Carbonatação moderada a alta. O final em geral é suave, sem adstringência e geralmente associado com altos níveis de lupulagem.
Impressão geral: refrescante e lupulada, ainda que com suficiente malte secundário.
História: uma adaptação norte-americana da English Pale Ale, refletindo ingredientes nativos (lúpulos, malte, levedo e água). Frequentemente mais clara na cor, mais limpa em derivados da fermentação e apresentando menos aromas de caramelo que suas contrapartidas inglesas.
Comentários: há algumas sobreposições em termos de coloração entre a American Pale Ale e a American Amber Ale. A APA será geralmente mais clara, ter um perfil menos caramelizado de malte, menos corpo e geralmente mais presença de lúpulo no final.
Ingredientes: malte Pale Ale, tipicamente Two-row americano. Lúpulos americanos, geralmente, mas nem sempre, os com características cítricas. Levedo americano de Ale. A água pode variar no conteúdo de sulfato, mas o conteúdo de carbonato deve ser relativamente baixo. Grãos especiais podem adicionar caráter e complexidade, mas geralmente representam uma relativamente pequena porção do conjunto de grãos usados. Grãos que adicionam sabor e riqueza de malte, leve doçura, e notas tostadas e lembrando pão são frequentemente usados (junto com lúpulos tardios) para diferenciar marcas.
Estatísticas vitais:
IBUs: 30-45 SRM: 5-14 OG: 1.045-1.060 FG: 1.010-1.015 ABV: 4.5-6.2%
Exemplos comerciais: : Sierra Nevada Pale Ale, Stone Pale Ale, Great Lakes Burning River Pale Ale, Bear Republic XP Pale Ale, Anderson Valley Poleeko Gold Pale Ale, Deschutes Mirror Pond, Full Sail Pale Ale, Three Floyds X-Tra Pale Ale, Firestone Pale
Ale
, Left Hand Brewing Jackman’s Pale Ale


Povoa o espaço de hoje a Firestone Pale Ale, exemplar também encontrado em



Continua amanhã a família American Ale com o subestilo American Amber Ale. Até lá!


Cheers!

10b) AMERICAN AMBER ALE


Aroma: baixo a moderado aroma de lúpulo vindo de uma lupulagem seca ou de adições tardias de variedades americanas de lúpulo já no recipiente metálico. Um caráter cítrico de lúpulo é comum, mas não requerido. Moderadamente baixa a moderadamente alta maltagem balanceia e algumas vezes mascara a apresentação de lúpulo, e usualmente mostra um moderado caráter de caramelo. Os ésteres variam de moderados a nenhum. Sem diacetil.
Aparência: coloração âmbar a marrom-acobreado. Espuma moderadamente grande e esbranquiçada, com boa retenção. Geralmente é bem clara, embora versões secas-lupuladas possam ser ligeiramente turvas.
Sabor: moderado a alto sabor de lúpulo de variedades americanas, que frequentemente mas não sempre apresentam qualidade cítrica. Sabores de malte são moderados a fortes e usualmente mostram uma doçura maltada inicial seguida de sabor moderado de caramelo (e algumas vezes outros tipos de malte em menor volume). O amargor de malte e lúpulo são usualmente balanceados e se auxiliam mutuamente. Ésteres frutados podem ser moderados ou nenhuns. Doçura de caramelo e sabor/amargor de lúpulo podem permanecer até um final médio a cheio. Sem diacetil.
Paladar: corpo médio a médio-cheio. Carbonatação moderada a alta. Final geral suave sem adstringência, freqüentemente associado com altas taxas de lupulagem. Versões mais fortes podem ter ligeiro aquecimento alcoólico.
Impressão geral: é como uma American Pale Ale com mais corpo, maior riqueza de caramelo e um balanço mais em relação ao malte que aos lúpulos (embora as taxas de lúpulo possam ser significativas).
História: conhecidas simplesmente como Red Ales em algumas regiões, essas cervejas foram popularizadas nas regiões fãs de lúpulo situadas ao norte do estado da Califórnia e no nordeste do Pacífico, antes de se espalharem por todo o país.
Comentários: pode se sobrepor na coloração com as APA. Entretanto, as AAA diferem das APA não apenas por serem usualmente mais escuras na coloração, mas também por terem mais sabor de caramelo, mais corpo e usualmente serem balanceadas mais centralmente entre malte e amargor. Não deve ter forte presença de chocolate nem caráter tostado que possa sugerir uma American Brown Ale (embora pequenos volumes sejam aceitáveis).
Ingredientes: malte Pale Ale, tipicamente o American Two-row. Malte Crystal médio a escuro. Também pode conter grãos especiais que adicionem caráter extra e unicidade. Lúpulos americanos, frequentemente com sabores cítricos, são comuns embora outros também possam ser usados. A água pode variar em teor de sulfato e carbonato.
Estatísticas vitais:
IBUs: 25-40 SEM: 10-17 OG: 1.045-1.060 FG: 1.010-1.015 ABV: 4.5-6.2%
Exemplos comerciais: North Coast Red Seal Ale, Tröegs HopBack Amber Ale, eschutes Cinder Cone Red, Pyramid Broken Rake, St. Rogue Red Ale, Anderson Valley Boont Amber Ale, Lagunitas Censored Ale, Avery Redpoint Ale, McNeill’s Firehouse Amber Ale, Mendocino Red Tail Ale, Bell's Amber

Povoa a foto de hoje a North Coast Red Seal Ale, exemplar também encontrado em

http://www.ratebeer.com/beer/north-coast-red-seal-ale/675/

Continua amanhã a família American Ale com o subestilo American Brown Ale. Até lá!

Cheers!

DRY HOPPING


Após o post de ontem, sobre a Bodebrown Hop Weiss, notei em sua descrição um termo que, apesar de não ser desconhecido totalmente a mim, não tinha conhecimento de como o mesmo era feito, o dry hopping. Para melhor esclarecer a mim, e a leitores que tivessem a mesma dúvida, resolvi publicar hoje um texto que pudesse trazer algum esclarecimento. Aos leitores que tenham maior conhecimento sobre ele, peço que comentem e também apontem qualquer erro que possa estar contido no texto, que encontrei no blog beerity.


Apesar do que muitas empresas fazem você pensar, os lúpulos geralmente são acrescentados à cerveja três vezes durante a fervura, uma para dar amargor, uma pra dar sabor e outra pra dar aroma. Às vezes, no entanto, ainda mais lúpulos são adicionados através de processos adicionais; muitos cervejeiros desenvolveram novas e interessantes formas para adicionar aquele toque extra de lúpulo.

Embora algumas cervejarias tenham inventado métodos exclusivos, como o utilizado na Dogfish Head’s Randall the Enamel Animal, há alguns métodos mais experimentados e testados que muitas cervejarias empregam. Um deles é o dry hopping (em uma tradução livre, lupulagem seca).

O dry hopping é o processo de acrescentar lúpulo a uma cerveja depois de estar pronta, mas antes de ser engarrafafada e carbonatadada. Usualmente o dry hopping é parte de uma fermentação secundária. Esse é um passo extra que os cervejeiros podem dar pra ajudar a conferir claridade e complexidade à cerveja.

Uma vez que a fermentação primária esteja completa e a infusão de malte açucarada tenha sido transformada em álcool, o cervejeiro irá transferir essa cerveja não carbonatada a um recipiente onde será efetuada a segunda fermentação, no qual mais lúpulos são adicionados para o dry hopping. Devido ao fato dos lúpulos precisarem ser fervidos para soltarem os óleos que conferem amargor, o dry hopping de nenhuma forma acrescenta sabor ou amargor à cerveja. O que ele realmente ajuda é no aroma, conferindo um forte cheiro de lúpulo diferente de qualquer coisa que possa ser proveniente de adições normais de lúpulo. Isso pode não parecer muito, mas lembre que nosso olfato é fortemente conectado ao que nós percebemos como sabor. É esse o motivo pelo qual nada tem um sabor gostoso quando estamos podres de gripe - não podemos sentir cheiro!

Após assentar-se e adoçar-se na fermentação secundária, a cerveja terá continuado a fermentar ligeiramente, envelhecendo e permitindo que aromas adicionais de lúpulo do dry hopping se infiltrem na cerveja. O resultado á uma cerveja lupulada e aromática. Devido aos fortes aromas de lúpulo que o processo confere a cerveja, não é usado em todos os estilos. No entanto, é perfeito para IPAs do estilo West Coast IPAs e Double IPAs, que frequentemente testam os limites de quão lupulada uma cerveja pode ser.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

HITACHINO NEST REAL GINGER ALE

 Olá a todos!
Começo o post com esta pequena introdução para informar a todos os leitores que este beerlog alcança hoje, com 6 anos e meio de existência, a excelente marca de 1.500 posts. Agradeço a todos que acompanham os textos e comentam sempre que possível.
Escolhi para hoje um exótico exemplar da ótima cervejaria japonesa Kiuchi.
Long live the beer!

Descrição comercial

Uma dose de raízes de gengibre fresco acrescentadas ao tonel de produção cria uma intrigante mistura de gengibre, dulçor de malte e aromas e sabores cítricos. Uma lupulagem seca aparece em segundo plano, com notas doces e condimentadas de gengibre dominando todo o paladar até o final do gole.

Diagnóstico

Esta Spice/Herb/Vegetable japonesa tem espuma média, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo turvo, denso e âmbar-alaranjado. Aroma: bolacha de mel, malte e taffman. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: pesado dulçor; média duração. Paladar: corpo médio, forte carbonatação, textura oleosa e final levemente alcoólico. Leve picância de gengibre e leve dulçor de chocolate. Meio enjoativa, falta algo para balancear. Lembra vinho tinto seco feito com uva carmenere (leve acidez e tambem dulçor). Garrafa de 330ml adquirida por R$ 19,90 através do site clubedomalte.com.br e degustada com os amigos George Soares e Fernando Perazzoli. Copos recomendados: Lager Glass, Shaker e Tumbler.

Nota: 70 skol ou 3.7/5.0

Leia mais em
http://www.ratebeer.com/beer/hitachino-nest-real-ginger-ale/48838/65483/

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

MIKKELLER HOP SERIES GALENA

Descrição comercial

Essa cerveja é parte de uma série de IPAs feitas com somente um lúpulo da Mikkeller. Nós criamos essa série para exibir as variedades de lúpulo separadamente. Isso dá ao consumidor a possibilidade de cheirar e provar as características únicas de cada variedade e, felizmente, ajudar a educar as pessoas sobre o maravilhoso mundo dos lúpulos. Para cada cerveja, a variedade única de lúpulo foi usada no mesmo peso para amargor, aroma e sabor e para uma lupulagem seca. Todas das 19 variedades de cervejas de um só lúpulo dessa série foram produzidas na mesma semana e com maltes dos mesmos lotes, bem como a mesma levedura e as mesmas temperaturas de fermentação. Isso é feito para melhor comparar as características das diferentes variedades de lúpulo. 

Diagnóstico

Essa IPA dinamarquesa tem espuma volumosa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e âmbar. Aroma: madeira, lúpulo moderado e laranja. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e violento amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Dulçor de laranja, amadeirado. Amargor forte, com presença de lúpulo, casca de laranja e carqueja. Garrafa de 330ml adquirida por R$ 33 no Armazém da Serra, em Curitiba-PR. Copos recomendados: Shaker e Tulip.

Nota: 120 skol ou 3.7/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/mikkeller-hop-series-galena/142326/65483/