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quinta-feira, 18 de junho de 2026

DRY HOPPING


Após o post de ontem, sobre a Bodebrown Hop Weiss, notei em sua descrição um termo que, apesar de não ser desconhecido totalmente a mim, não tinha conhecimento de como o mesmo era feito, o dry hopping. Para melhor esclarecer a mim, e a leitores que tivessem a mesma dúvida, resolvi publicar hoje um texto que pudesse trazer algum esclarecimento. Aos leitores que tenham maior conhecimento sobre ele, peço que comentem e também apontem qualquer erro que possa estar contido no texto, que encontrei no blog beerity.


Apesar do que muitas empresas fazem você pensar, os lúpulos geralmente são acrescentados à cerveja três vezes durante a fervura, uma para dar amargor, uma pra dar sabor e outra pra dar aroma. Às vezes, no entanto, ainda mais lúpulos são adicionados através de processos adicionais; muitos cervejeiros desenvolveram novas e interessantes formas para adicionar aquele toque extra de lúpulo.

Embora algumas cervejarias tenham inventado métodos exclusivos, como o utilizado na Dogfish Head’s Randall the Enamel Animal, há alguns métodos mais experimentados e testados que muitas cervejarias empregam. Um deles é o dry hopping (em uma tradução livre, lupulagem seca).

O dry hopping é o processo de acrescentar lúpulo a uma cerveja depois de estar pronta, mas antes de ser engarrafafada e carbonatadada. Usualmente o dry hopping é parte de uma fermentação secundária. Esse é um passo extra que os cervejeiros podem dar pra ajudar a conferir claridade e complexidade à cerveja.

Uma vez que a fermentação primária esteja completa e a infusão de malte açucarada tenha sido transformada em álcool, o cervejeiro irá transferir essa cerveja não carbonatada a um recipiente onde será efetuada a segunda fermentação, no qual mais lúpulos são adicionados para o dry hopping. Devido ao fato dos lúpulos precisarem ser fervidos para soltarem os óleos que conferem amargor, o dry hopping de nenhuma forma acrescenta sabor ou amargor à cerveja. O que ele realmente ajuda é no aroma, conferindo um forte cheiro de lúpulo diferente de qualquer coisa que possa ser proveniente de adições normais de lúpulo. Isso pode não parecer muito, mas lembre que nosso olfato é fortemente conectado ao que nós percebemos como sabor. É esse o motivo pelo qual nada tem um sabor gostoso quando estamos podres de gripe - não podemos sentir cheiro!

Após assentar-se e adoçar-se na fermentação secundária, a cerveja terá continuado a fermentar ligeiramente, envelhecendo e permitindo que aromas adicionais de lúpulo do dry hopping se infiltrem na cerveja. O resultado á uma cerveja lupulada e aromática. Devido aos fortes aromas de lúpulo que o processo confere a cerveja, não é usado em todos os estilos. No entanto, é perfeito para IPAs do estilo West Coast IPAs e Double IPAs, que frequentemente testam os limites de quão lupulada uma cerveja pode ser.

HOBBY, ARTE, PAIXÃO E CERVEJA


















Olá amigos!
O post de hoje é uma reprodução de um interessante artigo publicado no jornal Cerveja de Todos os Jeitos no último trimestre de 2011 sobre o homebrewing no Brasil, assunto totalmente pertinente nesse beerlog. Espero que gostem. Dividirei o conteúdo em 4 partes, por questão de tempo e para não ficar muito cansativa a leitura. Long live the beer!

O Brasil está vivendo há alguns anos a revolução do movimento "homebrewer" - a fabricação caseira de cerveja, que vem modificando hábitos e gostos de consumidores de todo o mundo nos últimos 20 anos. Começou com consumidores que viajavam pelo exterior e voltavam para o Brasil frustrados por não encontrarem aqui os estilos e sabores experimentados lá fora. Esse grupo foi se conhecendo, inicialmente por meio da internet, e hoje é representado por 11 associações envolvendo cerca de 1,5 mil pessoas e 250 nanocervejarias.
Mas os microcervejeiros não ligam para números nem têm ambição de dominar o mercado, a exemplo das multinacionais que atuam no país. Quando falam sobre a fabricação de cerveja, as palavras mais usadas são paixão, arte e prazer.
"A pessoa que vai fazer uma microcervejaria não pode estar interessada só no capital predatório porque não vai ficar rico", observa Samuel Cavalcanti, fundador da microcervejaria Bodebrown, de Curitiba-PR. "O mercado da cerveja é movido a paixão", afirma.

terça-feira, 9 de abril de 2019

BODEBROWN BRUT IPA SORACHI




















Diagnóstico

Esta IPA paranaense tem espuma branca, volumosa e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo enevoado e âmbar-escuro. Aroma: lúpulo moderado, maçã, maracujá, malte moderado e casca de limão. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amargor. Sabor final: leves dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura seca, carbonatação borbulhante e final metálico. Paladar incrivelmente refrescante. Explosão de frutas tropicais. Capim limão presente no paladar. Alta drinkability. Garrafa de 750ml adquirida por R$ 39,90 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Copos recomendados: Shaker e Tulip.

Nota: 140 skol ou 3.8/5.0

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

BODEBROWN ATOMGA

Descrição comercial

A Bodebrown Atomga é uma Russian Imperial Stout que promete fazer você soltar o verdadeiro grito de Afrobeat: ATOMGAAA!!! Seu nome foi inspirado por uma banda americana nascida na cidade de Denver. Produzida utilizando a combinação de maltes tostados e torrados junto com sua graduação alcoólica de 10% e levedura inglesa, esta cerveja ainda possui notas sutis de chocolate.

Diagnóstico

Esta Russian Imperial Stout paranaense tem espuma volumosa, marrom-clara, cremosa e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo negro e opaco. Aroma: pesado malte assado, chocolate ao leite, álcool, madeira e uva-passa. Sabor inicial: moderado dulçor (malte, chocolate e uva-passa) e suave acidez. Sabor final: moderado dulçor e leve amargor e acidez; longa duração. Paladar: textura oleosa, corpo médio-cheio, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. Me lembrou a St. Arnould 8, da mesma cervejaria. Médio aquecimento alcoólico. Copo recomendado: Snifter.

Nota: 160 skol ou 3.8/5.0

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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

AMAZON BEER CUPULATE PORTER

Descrição comercial

Cupulate Porter é uma cerveja escura com adição do Cupulate da Amazônia, chocolate feito com a semente do Cupuaçu (Theobroma Grandiflorum) ao invés do tradicional Cacau (Theobroma cacao). O Cupulate possui muitas semelhanças com o chocolate, como textura, gosto e calorias, exceto pelo aroma, que pode ser um pouco mais adocicado e intenso do que o chocolate tradicional. A Cupulate Porter apresenta coloração marrom profundo, com espuma bege abundante. No aroma e sabor, as características predominantes de maltes torrados conferem notas de café, chocolate e toffee. Receita feita em colaboração com Bodebrown e De Bora Bier.

Diagnóstico

Esta Porter paraense tem espuma pequena, aerada e marrom-clara, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo preto, opaco e de média densidade. Aroma: manteiga de cacau, café e malte moderado assado. Sabor inicial: moderado dulçor (chocolate meio amargo e malte). Sabor final: moderado dulçor e leve amargor (pungente); longa duração. Diferenciada. Padrão internacional. Paladar: corpo médio, textura oleosa, forte carbonatação e final gredoso. Está entre as 3 melhores Porter que já tomei na vida, certamente. Me lembrou vinho Carmenere em alguns momentos. Garrafa de 330ml adquirida pelo amigo Fernando Perazzoli por cerca de R$ 10 em visita feita por ele à fábrica da Amazon, em Belém, no Pará e compartilhada comigo e com o amigo George Soares em confraria realizada no mês passado em União da Vitória-PR. Copos recomendados: English Pint e Shaker.

Nota: 160 skol ou 4.0/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/amazon-beer-cupulate-porter/366551/65483/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

DAMA FELLAS IMPERIAL COFFEE

Descrição comercial

Cada cientista representa uma cervejaria (Dama Bier, SudBrau e Bodebrown), estes lunáticos por cerveja uniram seus conhecimentos a dois cervejeiros americanos e um belga em um laboratório secreto, em Piracicaba, com o objetivo de executar um experimento revolucionário, uma fórmula ambiciosa e visionária, com o poder de mudar tudo o que você conhece em sabores de cerveja uma Imperial Coffee Ipa com impressionantes 90 IBUs, potentes 9% de álcool e com café 100% arábica pra fechar a mistura! O resultado é uma cerveja de cor âmbar, tons cítricos, maltados e do café verde. Seu amargor cítrico e suas notas picantes de café vão passear pelo seu paladar, fazendo você alucinar com tanto sabor!

Diagnóstico

Esta Double/Imperial IPA tem espuma média, cremosa, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo claro, denso e amarelo-escuro. Aroma: lúpulo moderado, flores e pera. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: moderado dulçor e violento amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura oleosa, forte carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. Aroma mais frutado que o da média do estilo e sem a presença de café, como esperado. Amargor lupulado e dulçor frutado e lembrando café. Diferenciada. Amargor escalante bem pesado, não recomendado para iniciantes, mesmo com o dulçor contrabalanceando. Álcool presente no paladar, mas sem mascarar nuances. Presença de café aumenta até o final, ficando bem perceptível no paladar e casando muito bem com o estilo. Copos recomendados: Shaker e Snifter. Garrafa de 350ml adquirida por R$ 15,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 90 skol ou 3.7/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/dama-fellas-imperial-coffee/277956/65483/