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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

WÄLS BLANC

Introdução

A Wäls Blanc é uma Saison mineira que combina a tradição belga com um toque criativo: a adição de manjericão. Utilizando o lúpulo Hallertau Blanc, a cerveja busca um perfil aromático sofisticado, com notas frutadas e vínicas, mantendo a leveza e refrescância típicas do estilo.

Com 4,2% de teor alcoólico, se posiciona como uma Saison leve, focada em drinkability e complexidade aromática.


Diagnóstico

Essa Saison mineira tem espuma volumosa, esbranquiçada, borbulhante e com bolhas, de reduzida longevidade. Corpo laranja-escuro e enevoado.

Aroma: malte moderado, lúpulo moderado, com notas de laranja, pêssego, abacaxi, vinho branco, álcool e manjericão.
Sabor inicial: moderado dulçor.
Sabor final: leves dulçor, acidez e amargor; média duração.
Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final levemente adstringente. Perfil frutado (abacaxi, maracujá), com picância condimentada e leve caráter vínico. O manjericão aparece de forma sutil no background, agregando complexidade sem dominar.

Nota: 130 skol ou 3.8/5.0


Ficha técnica

  • Origem: Brasil (Minas Gerais)
  • Estilo: Standard Saison
  • Teor alcoólico: 4,2% ABV
  • Amargor: 19 IBU
  • Coloração: laranja-escuro, enevoada
  • Copo ideal: taça tipo Tulip
  • Disponibilidade: ativa, comemorativa

Sobre a proposta da cerveja

A proposta é reinterpretar a Saison tradicional com um toque gastronômico, incorporando manjericão e explorando o perfil moderno do lúpulo Hallertau Blanc. A ideia funciona bem ao alinhar notas frutadas e vínicas com a leveza do estilo.


Sobre o estilo: Saison

A Saison é um estilo belga clássico, conhecido por:

  • Alta carbonatação
  • Corpo leve a médio-leve
  • Perfil seco
  • Notas frutadas e condimentadas
  • Alta drinkability

É um estilo que aceita bem variações criativas, desde que mantenha seu caráter seco e refrescante.


Experiência de consumo

A cerveja entrega uma experiência muito bem construída, com excelente equilíbrio entre dulçor, acidez e amargor. As notas frutadas (abacaxi, maracujá, pêssego) se combinam com nuances de vinho branco, criando um perfil sofisticado.

A carbonatação elevada e o corpo leve garantem alta refrescância, enquanto a secura do final reforça a drinkability.

O grande diferencial está no uso do manjericão, que aparece de forma sutil e elegante, sem sobrepor o perfil clássico da Saison — um exemplo de inovação bem executada.

A leve adstringência no final é perceptível, mas não compromete o conjunto.


Harmonização e ocasião

Harmoniza muito bem com:

  • Massas leves
  • Pratos italianos
  • Saladas
  • Frutos do mar

Ideal para dias quentes ou refeições leves, com foco gastronômico.


Conclusão

A Wäls Blanc é uma Saison muito bem executada, que respeita o estilo ao mesmo tempo em que incorpora um elemento criativo de forma equilibrada.

O perfil aromático complexo, a alta drinkability e o uso inteligente do manjericão fazem dela uma cerveja diferenciada, com forte apelo gastronômico.


Resumo da avaliação

  • Estilo: Standard Saison
  • Teor alcoólico: 4,2% ABV
  • Amargor: 19 IBU
  • Aparência: laranja-escuro, enevoada
  • Espuma: volumosa, baixa retenção
  • Aroma: frutas tropicais, vinho branco, manjericão
  • Sabor inicial: dulçor moderado
  • Sabor final: leve dulçor, acidez e amargor
  • Corpo: médio-leve
  • Carbonatação: alta
  • Final: seco e levemente adstringente
  • Drinkability: altíssima
  • Fidelidade ao estilo: alta
  • Complexidade: alta
  • Custo-benefício: muito bom
  • Recomenda?: sim
Leia mais em
https://www.brejas.com.br/cerveja/brasil/waels-blanc

terça-feira, 30 de setembro de 2014

STILLWATER CELLAR DOOR

Descrição comercial

Começando com uma base de maltes alemães claros e de trigo esta fundação fresca e ligeiramente enevoada é então acentuada com uma mistura de lúpulos Sterling & Citra, conferindo uma complexa mistura de sabores e aromas herbais de grama e tangerina. Para agregar tudo isto e para completar este aspecto limpo, esta Ale é finalizada com um toque de sálvia branca, conferindo um suave caráter  terroso condimentado à mistura. É também acrescido a levedura de Saison da cervejaria, que reúne todos estes elementos, deixando um final seco, mas complexo.

Diagnóstico

Esta Witbier (no rótulo diz Farmhouse Ale, mas neste caso a definição do ratebeer parece mais apurada) norte-americana tem espuma volumosa, branca e aerada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo amarelo-escuro, denso e enevoado. Aroma: lúpulo moderado, cítrico de laranja, coentro e sálvia. Sabor inicial: moderado dulçor (mel e frutado). Sabor final: leves dulçor, acidez e amargor, com toques salgados; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final levemente adstringente. Bem condimentada (lembra manjericão, sálvia e coentro). Bem diferenciada do estilo, com alguma acidez de limão, mas com ligeiro amargor e bem mais temperada que a média. Além disso, sente-se um pouco de álcool no final. Uma das mais complexas representantes do estilo já degustadas por mim. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 30 na Casa das Cervejas, em Maceió-AL, uma grata surpresa na capital alagoana, com muitas opções e um preço relativamente acessível. Copos recomendados: Tumbler e Weizen.

Nota: 130 skol ou 4.0/5.0

Leia mais em
http://www.ratebeer.com/beer/stillwater-cellar-door/123299/65483/

quinta-feira, 18 de julho de 2013

DEUS BRUT DES FLANDRES

Antes de começar mais esse post, gostaria de informar a todos os leitores que estamos muito próximos da marca de 70 mil visitas, o que, para um blog independente de cervejas, é muito significativo, em minha opinião.
Fora isso, não gostaria de deixar passar em branco sem uma introdução essa maravilhosa cerveja que, desde que eu morava em Curitiba, até meados de 2008, sempre esteve presente no meu imaginário. Dentre as muitas lendas que a rondavam, é a de que não compensaria pagar o alto valor cobrado por ela no Brasil (até R$ 200). Prestes a fazer minha viagem para a Europa, no início de abril, meu caro amigo Luiz Fernando Cavalheiro me recordou em relação ao preço relativamente baixo cobrado pela Deus na Europa, o que, como relatarei abaixo, realmente o foi.
Posso dizer que esta é uma cerveja única, repleta de nuances, especial. E exatamente por isso, a coloco entre as 5 melhores cervejas que já tomei, e recomendo a qualquer fã de cervejas que queira uma ótima experiência cervejeira.
Enfim, vamos à descrição comercial e à análise. Aguardo comentários de quem a tenha degustado, a fim de ver se compartilhamos algumas impressões.


Descrição comercial

Envasada pela primeira vez em Bosteels, transferida para a região de Champagne na França, onde é tratamente praticamente como um champagne, com as garrafas sendo mudadas de lado para a movimentação da levedura e também recebendo troca de rolhas.


Diagnóstico

Essa Belgian Strong Ale belga tem espuma volumosa, branca e aerada, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo borbulhante, ralo e amarelo-escuro. Sabor inicial: leve dulçor. Sabor final: moderado dulçor e leve amargor; a duração, felizmente, é longa. Paladar: textura aguada, forte carbonatação, final metálico e corpo médio. O teor alcoólico de 11,5% aparece de forma moderada no paladar, acompanhado de toques amadeirados e condimentados, com a presença de coentro. Excelente cerveja, complexa. Traz ainda o sabor de ervas, hortelã e manjericão. A garrafa de 750ml foi adquirida pela bagatela de 27euros em uma unidade do El Corte Inglés localizada em Coimbra, Portugal, e degustada no apartamento do amigo Fernando Perazzoli, localizado naquela mesma cidade.Copos recomendados: Trappist Glass, Tulip e Tumbler.

Nota: 320 skol ou 4.1/5.0

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