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quinta-feira, 18 de junho de 2026

CERVEJAS DE TRIGO

Geralmente produzidas com 50% de malte de trigo e 50% de malte de cevada. A adição de trigo lhes confere textura cremosa, cor pálida e aroma suave, como os de banana e cravo. Geralmente sofrem alta fermentação (na Alemanha, são obrigadas por lei). Variam entre as bem claras e leves, como as Weizenbier, indo até as mais alcoólicas, escuras e encorpadas, como as Weizenbock. Geralmente não são filtradas, o que lhes dá sua característica aparência turva.
Recomenda-se servi-la em copos especiais, como os vistos em nossa recente série sobre copos. São recipientes que comportam meio litro de líquido, mais um adicional para a espuma. Eles são altos e vão convergindo a medida que sobem. Mais detalhes, na seção anteriormente mencionada.
Amanhã se inicia a subseção desse tipo de variedade de cerveja, a começar pela Witbier, também conhecida como Belgian White.
Dentre as Weizenbier e Weizenbocks que já provei e não resenhei aqui, recomendo as Eisenbahn - ótimas representantes do gênero.
Até amanhã!

Cheers!

LOW ALCOHOL


As cervejas de pouco álcool variam das típicas 'Non-Alc', que tipicamente contêm 0,5%, às muitas cervejas européias de mesa. Essas incluem as dinamarquesas hvidtøl e skibsøl; a kvass, da Rússia; a holandesa oud bruins; a sueca svagdricka; a finlandesa kalja, várias lagers escandinavas Klass I e cervejas de mesa vindas de países teutônicos também. O requisito básico é que a cerveja deve estar abaixo dos 3%, mas deve conter álcool (o que exclui maltas e malzbiers). Por outro lado, a classe é meio que 'aberta para todos', estilisticamente falando, variando de lagers brandas até weizenbiers alcohol-free e skibsøls defumadas.

Apesar dessa falta de critério, há dentro desse subestilo, algumas outras categorias, que veremos a seguir:

A 'Near beer' (quase cerveja, numa tradução livre) foi originalmente um termo para bebidas de malte que continham pouco ou nenhum álcool (0,5%-1% ou menos), fortemente anunciado durante a proibição nos Estados Unidos. Era classificada oficialmente como 'bebida de cereal'. Uma popular prática igeal era adicionar álcool às near beer. A bebida resultante era conhecida como spiked (espigão, espeto) beer ou needle (agulha) beer, chamada assim porque uma agulha era usada para injetar álcool através da rolha do recipiente onde estava a cerveja. Alguns críticos dizem que a qualidade da near beer americana é tão sofrível que ela 'só pode ter sido criado pelos puritanos com o intuito de enojar os bebedores da genuína cerveja para sempre.

Outra categoria é a Light beer (cerveja leve), referente àquela que tem teor alcólico ou calorias reduzidas, em relação as cervejas 'normais'. Podem ser escolhidas por bebedores de cerveja que estão administirando seu consumo de álcool e/ou calorias; entretanto, são criticadas por serem menos saborosas que as cervejas tradicionais, sendo aguadas.

A última categoria a ser vista nesse subestilo é a Small beer (ou small ale), que é aquela que contém muito pouco álcool. Algumas vezes não-filtrada e com a aparência de mingau de aveia, era uma bebida privilegiada na Europa Medieval e na América do Norte colonial, onde George Washington possuía uma receita envolvendo farelo e melado, a qual era consumida às vezes em seu desjejum. O termo também pode se referir a uma cerveja feita a partir da 'segunda mão' do lote de uma cerveja muito forte, como a Scotch Ale. Podem ser tão fortes como uma Mild Ale (ale suave), dependendo da força do lote original. Esse processo era realizado como uma medida econômica na produção caseira que acontecia na Inglaterra do século XVIII e ainda é feita por algumas cervejarias domésticas e microcervejarias.

Metaforicamente, small beer significa uma coisa trivial, de pouca importância. O termo também serve para menosprezar cervejas comerciais cujo sabor é considerado muito fraco.

O exemplar da foto se chama Mahrs Bräu Leichte e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=5150


Continuamos nossa subsérie sobre Lagers amanhã, com o subestilo Malt Liquor. Até lá

QUEIJOS FRESCOS


Sei que o título foge um pouco do propósito do blog, mas uma vez que essa série se trata de harmonização entre queijos e cervejas, achei mais prudente falar das famílias de queijos e suas respectivas combinações. Dito isso, gostaria ainda de ressaltar que haverão sete famílias.
Os tipois de queijos frescos são os seguintes: ricota, boursin, feta e mozzarella de búfala. São suaves, de pouco sabor e alta umidade e combinam com os estilos Pilsen, Kölsch e Weizenbier.
Na foto aparece um exemplar do queijo Boursin, feito com leite de cabra e nozes.Está sendo vendido atualmente a R$ 51/kg.

QUEIJOS COM CASCA NATURAL


Enquadram-se nessa categorias as variedades Chabichou e Crottin de Chavignol. Ambas são quase uma exclusividade fancesa, há que em outros países os produtores inoculam ou lançam o fungo branco em forma de spray. São por essência macios e cremosos, de alta umidade. Combinam com cervejas dos estilos Pilsen, Weizenbier e Fruit Beer. Chabichou, queijo exibido na foto, é proveniente da região de Poitou-Charentes, pertence ao grupo dos queijos feitos de leite de cabra, tem força média e apresenta típico gosto de leite de cabra e de leite de vaca levemente azedo. Seu teor de gordura é de 45% e suas melhores estações do ano são o fim da primavera, verão e outono. Seu valor é salgado: uma peça de 150g chega a custar R$ 66.

QUEIJOS MACIOS, DE CASCA BRANCA


Enquadram-se nessa categoria as variedades Brie, Camembert e St. Maure, cujas características englobam baixo período de maturação, alto teor de umidade e consistência quase cremosa. Variam de sabores extremamente leves, passando por sabores adocicados e de cogumelos, chegando a sabores intensos em queijos mais curados. Combinam com cervejas dos estilos Pilsen, Weizenbier e Kölsch. Ilustra o espaço de hoje o queijo Brie, que pode ser adquirido por valores a algo como R$ 40/kg.

BIERLAND WEIZEN


Descrição comercial


O chope Weizenbier tem origem na região Sul da Alemanha e utiliza dois tipos de malte na fabricação: o malte de cevada e o de trigo. Por isso é conhecido como “chope de trigo”. O levedo empregado na produção de Weizenbier também é especial – de alta fermentação – para garantir o paladar e aroma, característicos desse tipo de cerveja. A Weizenbier não passa pelo processo de filtragem, ganhando com isso uma coloração naturalmente turva, consistência mais densa e espuma abundante. Seu sabor é acentuado, muito refrescante, com buquês de cravo e banana. Tudo obtido naturalmente, sem que haja qualquer adição de essências. No mundo inteiro vem aumentando a legião de apreciadores e conhecedores dessa cerveja. E o chope Weizenbier combina com quê? Por ser leve, esta bebida é versátil na harmonização com todos os pratos. Da cozinha típica alemã à feijoada. Do peixe às carnes suínas, dos frutos do mar à batata frita.


Diagnóstico


Essa German Hefeweizen brasileira tem espuma média, aerada e branca. Moderada formação de colarinho. Longevidade bem reduzida. Corpo extremamente turvo, totalmente opaco e de coloração laranja-amarelada. Aroma: bastante levedura, banana, cravo e goma de mascar. Sabores inicial e final: moderado dulçor e leve amargor; média duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura xaroposa, forte carbonatação e final metálico. Bem saborosa, muita banana no paladar; uma das mais encorpadas que já provei, licorosa; cor de mel do Paraguai. Copos recomendados: Weizen.


Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 12 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Bom negócio.


Nota: 50skol ou 3.5/5.0


Leia mais em

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

HAUS DREIZEHN WEIZEN

Descrição comercial

A Haus Dreizehn Weizenbier apresenta cor dourada, aroma típico de banana e cravo. É elaborada com a melhor seleção de malte e seus lúpulos de origem européia lhe conferem um leve amargor. Isto e a utilização da mais pura água da região sul do Brasil, garantem a chancela de uma cerveja artesanal elaborada sob a Lei de Pureza de 1516.

Diagnóstico

Esta German Hefeweizen brasileira tem espuma média, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo turvo, denso e amarelo-escuro. Aroma: cereal, .levedura moderada, banana e mel. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderado dulçor e leve acidez; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Dulçor lembra mais mel que banana. Na média, sem defeitos. Início condimentado surge como diferencial. Copo recomendado: Weizen. Garrafa de 600ml adquirida por R$ 13,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 18 skol ou 3.3/5.0

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http://www.ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=286146