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quinta-feira, 18 de junho de 2026

FULLER'S LONDON PORTER







Descrição: essa magnífica Porter inglesa leva a sério o lema de que a primeira impressão é a que fica, com uma belíssima garrafa e rótulo e um surpreendente primeiro gole.Como toda dark beer que se preze, possui, segundo Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status de Curitiba, "um corpo longo, forte amargor, café onipresente e aroma de trufas amargas".Assino embaixo e acrescento que, associado ao destacado e inebriante aroma de café, também se percebe fortemente a presença de maltes de chocolate e caramelo. Para os que conhecem a linha Eisenbahn, eu diria que essa é uma Dunkel anabolizada, apesar do estilo ser diferente.

Custo-benefício: adquirida no Armazém Flor da Serra do Mercado Municipal de Curitiba, por R$ 22,50. Um valor justo, que poderia ser esticado 10% a mais que ainda estaria sendo feito um bom negócio. Teor alcóolico 5,4% 500ml.

Nota: 900 Skol

BOHEMIA CONFRARIA

Descrição: produzida como alternativa ao amplo 'reinado Pilsen' vigente no Brasil e descrita pela Inbev como uma 'cerveja tipo Abadia', a Bohemia Confraria é uma Bitter Ale, cuja receita original foi criada pelos monges trapistas, artistas da boa cerveja. Seu segredo é a mistura entre um pronunciado amargor em harmonia com notas doces, frutadas, que lhe conferem um paladar nobre e sofisticado. Aos que conhecem a apreciam a Weihnachts Ale (a Amber Ale, edição natalina, da Eisenbahn), podem notar uma certa semelhança, exceto por uma maior dose de amargor por parte da Weihnachts. Ambas recomendadíssimas por Dr. Beer.
Custo-benefício: adquirida pela última vez no Mercadorama da 24 de Maio em Curitiba, por R$ 5,99. Um preço justo para a garrafa de 500 ml e teor alcóolico de 6,2%.
Nota: 212 Skol

AECHT SCHLENKERLA RAUCHBIER MÄRZEN


Descrição: Para os que conhecem a Rauchbier da Eisenbahn, essa Smoked alemã é muito mais potente, em todos os aspectos. Seu aroma característico lembra a carne, fumaça e principalmente linguiça, do tipo blumenau. Sua espuma tem aparência inicial cremosa e coloração marrom clara, com pouca longevidade. Seu corpo é claro e sua densidade media, com tonalidade marrom. Ao primeiro gole nota-se um paladar salgado, também de linguiça blumenau. Seu corpo tem textura seca e carbonatação suave, características marcantes das Rauchbiers. O final do gole é marcado por um amargor médio e um toque metálico, sem perdurar muito no paladar, no entanto.

Recomenda-se bebe-la sozinha, sem acompanhamentos. Geralmente não costumo colocar observações aqui, mas, apenas para esclarecimentos, todos os sabores e dados que estou postando nas resenhas são sugeridos em formulários do site www.ratebeer.com. Portanto, nenhum dos sabores, aromas ou outras características foram meramente inventados por mim. Se eu não estudei sobre cerveja, o material que estou usando pra escrever meus diagnósticos foi elaborado por alguém que estudou.

Custo-benefício: adquirida por R$ 10,50 no Armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba, essa Rauchbier traz uma experiência única ao degustador, que pode conhecer a essência desse tipo de cerveja. Recomendável, mas pode ser meio enjoativa para alguns paladares menos acostumados.

Nota: 173 Skol

Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-m%E4rzen/1269/

CERVEJAS DE TRIGO

Geralmente produzidas com 50% de malte de trigo e 50% de malte de cevada. A adição de trigo lhes confere textura cremosa, cor pálida e aroma suave, como os de banana e cravo. Geralmente sofrem alta fermentação (na Alemanha, são obrigadas por lei). Variam entre as bem claras e leves, como as Weizenbier, indo até as mais alcoólicas, escuras e encorpadas, como as Weizenbock. Geralmente não são filtradas, o que lhes dá sua característica aparência turva.
Recomenda-se servi-la em copos especiais, como os vistos em nossa recente série sobre copos. São recipientes que comportam meio litro de líquido, mais um adicional para a espuma. Eles são altos e vão convergindo a medida que sobem. Mais detalhes, na seção anteriormente mencionada.
Amanhã se inicia a subseção desse tipo de variedade de cerveja, a começar pela Witbier, também conhecida como Belgian White.
Dentre as Weizenbier e Weizenbocks que já provei e não resenhei aqui, recomendo as Eisenbahn - ótimas representantes do gênero.
Até amanhã!

Cheers!

WEIZENBOCK


Cervejas de trigo fortes e escuras. Têm mais malte e álcool do que é tipicamente associado a uma cerveja de trigo. A Weizenbock é feita no estilo bock (lager forte, envasada com maltes de alta coloração)originado na Alemanha.

No Brasil, o exemplar da Eisenbahn é o melhor que já provei. Utiliza 5 maltes, tem alta graduação alcóolica e uma míriade de aromas. Procurarei resenha-lo tão logo tenha fim a seção de estilos de cervejas.

Na foto, o mais bem votado exemplar dessa família no ratebeer. Detalhes podem ser vistos em http://www.ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=49981


Fonte: wikipedia e ratebeer

BRAHMA EXTRA


Descrição: compareci a alguns eventos no ano passado patrocinados pela Eisenbahn, respeitável cervejaria brasileira sediada em Blumenau, no estado de Santa Catarina. Além de lições sobre harmonização entre cervejas e queijos (itens sobre os quais pretendo discorrer futuramente aqui nesse beerlog), foram também passadas informações básicas para os que quisessem continuar a seguir o caminho de aprendizado nesse apaixonante mundo.Um dos mais simples mantras diz o seguinte: a cerveja é o pão líquido. Para alguns, pode soar estranho, dada a velocidade e a temperatura com que o brasileiro é acostumado a beber cerveja. Outros, no entanto, podem ter percebido, já saber, ou não terem se dado conta.Um espécime cuja semelhança é inegável atende pelo nome de Brahma Extra, da brasileira Inbev. Seu aroma inebriante possui, além de leves toques de fermento, o cheiro de uma fornada de pães recém-assados. No sabor, além de leve amargor no início e no final do gole, o que mais se percebe é o gosto fortíssimo de pão – realmente, a encarnação do pão líquido, na maior proporção já experimentada por mim. Apesar de tida como uma cerveja premium no mercado brasileiro, em estes e nos seguintes aspectos, deixa a desejar. Sua espuma média é irregular, branca, pouca durabilidade e com boa formação de colarinho. Seu corpo amarelo médio é leve, aguado e de alta carbonatação. Seu final, como todas as pale lagers regulares, resulta metálico. Vale lembrar que a edição analisada foi a long neck de 350 ml (da garrafa de 600ml muitos dizem perceber diferentes nuances). Outrossim, vale como experiência para conferir realmente o que é o ‘pão líquido’.

Custo-benefício: encontrada em qualquer mercado por R$ 1,50 na versão de 350 ml, é uma boa escolha pelo motivo supra-citado. Em termos regulares, não é uma boa escolha.

Nota: 8 Skol

EISENBAHN 5 ANOS


A partir de hoje tem início uma nova série de reviews sobre uma determinada cervejaria, assim como aconteceu com Baden Baden e Lecker. O objeto de avaliação de estudo de hoje é a Eisenbahn, cervejaria artesanal criada em julho de 2002, na cidade catarinense de Blumenau. Meu primeiro contato com os produtos da casa foi em 2005, quando, devido a grande qualidade das cervejas, me tornei bebedor assíduo da marca. Seu grande trunfo é, além da ampla gama de cervejas produzidas, a capacidade de se renovar e lançar rótulos de novos estilos em relativamente curto período de tempo. Como o intuito não é rasgar seda, maiores informações podem ser consultadas em www.eisenbahn.com.br. Agora mãos à obra, com o primeiro exemplar dessa série, a 5 anos, edição comemorativa.



Descrição: essa Vienna Lager é uma das Eisenbahn que mais gosto, dado seu destacado amargor, qualidade que casa em muito com meu paladar. Sua espuma tem aparência inicial média e irregular, coloração esbranquiçada e reduzida longevidade. Há boa formação de colarinho em seu corpo claro, de densidade rala e coloração âmbar. No aroma convergem notas de cacau, caramelo e fortes lufadas de lúpulo. O delicioso sabor é moderadamente amargo no início e apresenta pesado amargor no final, de longa duração. (percebe-se tawmbém sabor secundário levemente doce em partes do gole). O paladar é brindado com um corpo médio-leve, de textura aguada (talvez sua principal falta, uma vez que, apesar de ser uma Vienna Lager, apresenta semelhanças com as ESB), carbonatação suave e final metálico. Sua principal característica é sua lupulagem seca, para os que não ainda não farejar bem a presença de lúpulo, essa é uma boa oportunidade de aprender.



Custo-benefício: encontrada na loja virtual da própria cervejaria, casas especializadas e bares a valores a partir de R$ 5, é um baita negócio, uma vez que não se encontram tão facilmente cervejas dessa estirpe.



Nota: 300 Skol

EISENBAHN PILSEN



Descrição: apesar de não ser das melhores Pilsen que já provei, certamente está bem acima da média de suas pares comerciais vendidas no Brasil. Sua espuma apresenta espuma inicial média, coloração branca e reduzida longevidade. Há boa formação de colarinho em seu corpo claro, de densidade rala e coloração amarela. Seu restrito aroma é o tradicional pão líquido com lufadas de lúpulo. O sabor inicial apresenta leve amargor, que se torna moderado no final, este de média duração. No paladar se percebe um corpo médio-leve, de textura aguada, forte carbonatação e final metálico.


Custo-benefício: encontrado em supermercados, bares, lojas virtuais e especializadas por valores a partir de R$ 2,50, é um bom negócio, valendo até o dobro desse valor.


Nota: 40 Skol


Leia mais em
http://ratebeer.com/beer/eisenbahn-pilsen/29929/

BAMBERG RAUCHBIER


Descrição: foi com grande estardalhaço (divulgação até na Folha de S. Paulo) que essa cerveja chegou a meu conhecimento, fato este pelo qual vim a degusta-la já com grandes expectativas. Infelizmente, minhas esperanças não foram bem recompensadas. Não cheguei a me decepcionar, tampouco a me empolgar, como esperava. A seguir o porquê de meu veredito. O exemplar apresenta espuma inicial de aparência pequena, praticamente nenhuma formação de colarinho, cor marrom-claro e reduzida longevidade. Seu corpo, marrom-escuro, é quase opaco, e apresenta visual semelhante ao de uma Pepsi. Seu aroma, tradicional, apresenta notas moderadas de malte tostado, bem como fumaça e fortes lufadas de linguiça defumada. O sabor é salgado no início e no final, que também é moderadamente amargo e apresenta curta duração. No paladar coexistem um corpo médio-leve, de textura aguada, média-alta carbonatação e final metálico. Sua principal falta é ser um tanto quanto aguada se comparada à suas pares da Eisenbahn e Schlenkerla. No entanto, me pareceu mais refrescante que as mesmas.

Custo-benefício: adquirida por R$ 6,30 no Armazém da Serra, vale a pena a título de experiência, não compensando repeteco.

Nota: 20 Skol

BAMBERG MÜNCHEN


Descrição: essa cerveja brasileira me surpreendeu, trazendo qualidades mais complexas do que eu esperava, até mesmo por não ter tido a oportunidade de haver provado outros exemplares do estilo. Devo dizer que captei algumas semelhanças da mesma com a Eisenbahn 5 anos (apesar de serem estilos diferentes), quem já tiver provado as duas e queira concordar ou discordar, sinta-se a vontade.

No copo, a aparência foi instigante, porém nada assombroso. Sua espuma, marrom-clara, apresentou aparência inicial pequena e aerada, reduzida formação de colarinho e curtíssima longevidade. Seu corpo, translúcido, apresenta coloração marrom acobreado.

O agradável aroma é uma junção de melado, cassis e presença moderada de malte caramelo. Seu delicioso sabor é levemente doce e amargo no início, apresentando moderado amargor no final, este de média duração. No paladar, essa surpreendente cerveja mostra sua principal qualidade. Um corpo médio-cheio, de textura cremosa, carbonatação atenuada e final levemente alcoólico fecha a análise com chave de ouro.


Custo-benefício: adquirida a algo entre R$ 5 e R$ 6, é um ótimo negócio.


Nota: 120 Skol

MAREDSOUS 8


Esperava muito mais dessa cerveja, que perde em muito para a número 6 da mesma família. Apresenta espuma marrom-clara, semelhante à de um milk-shake, grande e cremosa, de longa duração. Boa formação de colarinho. O corpo é opaco, denso e marrom-escuro. No aroma, caramelo, malte moderado, cookies e chocolate ao leite. Sabor inicial: levemente amargo e doce. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor - média duração.Paladar: corpo médio-leve, forte carbonatação, textura aguada e final metálico. Leve oxidação no paladar.

Custo-benefício: garrafa de 300ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR por R$ 22,50. Perde feio para outros exemplares do estilo Belgian Strong Ale mais bem trabalhados, como a saborosíssima Eisenbahn Dama do Lago, que é ligeiramente mais cara e vem com um pouco mais de líquido.

Nota: 120 Skol

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EISENBAHN DAMA DO LAGO


Com exceção das duas Lust, essa era a Eisenbahn que faltava ser analisada aqui nesse beerlog. Sua aparência é composta de uma espuma inicial pequena, marrom-clara, curta longevidade e moderada formação de colarinho. Cor âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, chocolate, café forte, caramelo, frutas secas. O sabor inicial é moderadamente amargo e doce. O final apresenta leve dulçor e forte amargor - com longa duração (felizmente). No paladar, um corpo médio, de forte carbonatação, textura oleosa e final metálico e levemente alcoólico. Pronunciado aquecimento alcoólico. Além do aroma, também agracia o paladar com gosto de frutas secas. Cerveja deliciosa.

Custo-benefício: garrafa de 375ml adquirida por R$ 23 no Armazém da Serra, Mercado Municipal de Curitiba-PR. Bom negócio, dada a ótima qualidade da cerveja.

Nota: 240 Skol

THEREZÓPOLIS EBENHOLZ


Diagnóstico

Essa Dunkel brasileira tem espuma média, aerada e marrom-clara. Boa formação de colarinho. Reduzida longevidade. Corpo borbulhante e marrom-escuro. Aroma: forte de malte, chocolate meio-amargo. Sabores inicial e final: leves dulçor e amargor; leve duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada forte carbonatação e final metálico. Refrescante, parece uma lager escura, um pouco mais encorpada, com ligeiros toques de chocolate no paladar.

Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 9 na Confraria da Cerveja, em União da Vitória-PR. Dado o volume da garrafa, vale a pena, para experimentar. Ressalvo que há opções mais baratas e de qualidade imensamente maior, como a Eisenbahn Dunkel.

Nota: 8 Skol ou 2.5/5.0

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LUST PRESTIGE


Diagnóstico

Essa Belgian Strong Ale da cervejaria brasileira Eisenbahn sempre me trouxe muita expectativa. Afinal, sua garrafa à la champagne, a produção através do método champenoise, o alto preço, todas eram características que sempre me diziam que essa seria uma espetacular cerveja, com certas semelhanças com a bebida francesa acima citada. Em termos de aparência, seu principal trunfo é a garrafa. Despejada na minha taça trapista, apresentou espuma média, aerada e branca. Moderda formação de colarinho. Espuma de longevidade reduzida. Corpo translúcido, borbulhante, denso e âmbar. Aroma: pêssego, maçã, abacaxi, goma de mascar, vinho branco e lufadas de álcool (a mesma tem teor alcoólico de 11,5%). Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: pesado amargor e moderado dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, forte carbonatação, textura seca e final levemente alcoólico. Forte álcool, aquecimento alcoolico, dulçor inicial frutado, muito forte, nao combina com o estilo (puxando mais pra uma tripel). Confesso que esperava MUITO mais dessa cerveja (que, segundo ouvi falar, teria um paladar seco, muito longe do extremo dulçor que experimentei).

Custo-benefício: garrafa de 750ml adquirida por R$ 80 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Mal negócio, julgo que valha a metade desse valor, equiparando-se à outras belgas do estilo, que a superam em qualidade.

Nota: 125 Skol ou 3.6/5.0

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CAMPEÃ GELADA

Uma cerveja feita com o mesmo método do champanhe entra na lista das brasileiras mais cultuadas entre os apreciadores
A Lust, cerveja produzida pela Eisenbahn, de Santa Catarina se parece com tudo - menos com cerveja. Sua embalagem, com rolha, é de espumante. Seu preço - 80 reais - é de um bom vinho. E o teor alcoólico, de 11,5%, está bem acima do teor da maioria das cervejas. Com um sabor igualmente incomum, misturando tons frutados e levemente adocicados, a Lust conquistou o respeito dos experts na bebida, a ponto de entrar recentemente para a lista das 100 melhores cervejas do mundo elaborada pela revista americana Imbibe-liquid Culture, publicação de referência no setor. "Queríamos fazer algo diferente para despertar o desejo do consumidor", afirma Juliano Mendes, fundador da Eisenbahn e atualmente consultor para cervejas da Schin, que comprou a marca no ano passado. "A Lust é uma bebida para ser apreciada como um uísque raro, algo que vai além de simplesmente tomar uma 'estupidamente gelada' no boteco ou na praia."
A inspiração para a criação da cerveja ocorreu quando os proprietários da Eisenbahn estiveram na Bélgica e provaram as cervejas feitas pelo método champenoise. De acordo com essa fórmula, depois da fermentação natural, a cerveja segue para uma vinícola, onde é engarrafada e sofre a adição de açúcar e de leveduras de vinho, o que provoca uma segunda fermentação. Ao voltar para Santa Catarina, além de leveduras belgas, os donos da Eisenbahn trouxeram na bagagem o mestre cervejeiro Gerhardt Beutling, um bávaro com 30 anos de experiência na técnica que ficou encarregado de tentar repetir no Brasil a experiência belga. "Acompanhei todas as etapas, desde a compra de tanques até as primeiras degustações", diz Beutling. A Lust chegou ao mercado há três anos, tornando-se a terceira cerveja do mundo produzida por champenoise (as duas outras são as belgas Deus e Malheur). Em sua versão mais "popular", cotada a 80 reais, a Lust matura durante três meses até desenvolver seus aromas e sabores. Sua linha mais sofisticada, a Prestige, que custa 100 reais, leva um ano para ficar pronta.
Assim como a Lust, existem outras boas cervejas artesanais brasileiras que conquistaram prestígio internacional. A Colorado Indica, produzida no interior de São Paulo, por exemplo, recebeu em 2008 a medalha de ouro em sua categoria no European Beer Star, um dos mais famosos concursos da bebida no Velho Continente.
Em comum, as geladas campeãs do Brasil têm o fato de ser produzidas por microcervejarias, um negócio em expansão no país. No início da década de 90, existiam apenas seis empresas desse tipo. Hoje, há quase 2.000 microcervejarias. A exemplo do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, a fatia ocupada pelos rótulos especiais no mercado brasileiro ainda é pequena - 4%. No exterior, porém, o segmento cresce num ritmo maior que o das cervejas comuns. "O Brasil tem tudo para repetir o fenômeno", afirma Ênio Rodrigues, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.
FONTE: Revista Exame, 30 de dezembro de 2009