Mostrando postagens com marcador mestre-cervejeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mestre-cervejeiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de junho de 2026

OTRO MUNDO GOLDEN ALE


Descrição comercial


Usando ingredientes da mais alta qualidade, nosso mestre-cervejeiro se aproveitou da experiência de gerações para produzir essa cerveja robustamente cheia de sabores e aroma; conhecida por sua alta fermentação, cor dourado escura e sabor frutado, complementados por delicioso sabor de caramelo e distinto toque de malte.


Diagnóstico


Encontrei essa Golden Ale argentina no mesmo pub em que adquiri a argentina Duff Gold, aquela dos Simpsons, quando procurava o pub irlandês Kilkenny. Paguei cerca de R$ 10 em uma garrafa de 500ml. Mas não levei muita sorte nesse caso. A mesma apresentou espuma volumosa, aerada e branca, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo claro, ralo e amarelo-escuro. Aroma: pesado malte tostado, caramelo e levedura moderada. Sabores inicial e final: moderado dulçor e azedume; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, média carbonatação e final levemente adstringente. O azedume lembrando leite azedo e limão arruinou o sabor, que apresentou bastante presença de levedura e toque de caramelo. Refrescante, mas sem muito caráter, poderia não ser tão ruim se não tivesse o defeito acima mencionado. Venceria em Novembro de 2011, o que descartou defeitos pós-vencimento. Copos recomendados: English Pint e Shaker.


Nota: 3 skol ou 2.5/5.0


Leia mais em

PROCESSO DE PRODUÇÃO DE CERVEJA - MILLING


A etapa Milling é a quebra do grão que o mestre-cervejeiro escolhe para um lote particular de cerveja. O "desbaste" permite que o grão absorva a água com a qual ele será eventualmente misturado, de modo que a água extraia açúcares do malte.

http://www.merchantduvin.com/pages/2_ale_university/aleu_brew_process.html

PROCESSO DE PRODUÇÃO DE CERVEJA - RACKING



Durante essa fase, o mestre-cervejeiro move a cerveja para um outro recipiente, o tanque de condicionamento. O cervejeiro espera então a cerveja completar seu processo de envelhecimento.

CRAFT BIER WEISSEBIER


Descrição comercial

A Craft Bier resgata uma tradição familiar de produzir cervejas de qualidade. Produzidas com malte e lúpulos importados, que associados à receita do mestre-cervejeiro, resultam em uma cerveja com aroma inconfundível, de sabor intenso e paladar marcante. Ingredientes: água, maltes, lúpulo e leveduras.

Diagnóstico

Essa German Hefeweizen paranaense de Rio Azul tem espuma volumosa, aerada e branca, de longevidade bem persistente. Excelente formação de colarinhjo. Corpo turvo, denso e amarelo-escuro. Aroma: baunilha, cravo, levedura moderada e banana. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: moderado amargor e leve dulçor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final gredoso. Seu amargor pungente, que começa leve e aumenta no final do gole, a diferencia da baciada de Weiss disponíveis no mercado. As notas de baunilha no aroma também fogem da média. Como falta, eu diria que faltou corpo para o estilo. Garrafa de 330ml me foi presenteada pelo Gilberto, da Craft Bier. Copo recomendado: Weizen Glass.

Nota: 25 skol ou 3.1/5.0

Leia mais em
http://www.ratebeer.com/beer/craft-bier-weissebier/146960/65483/

COMO TRANSFORMAR UM CAMPO DOURADO DE CEREAIS EM UMA CERVEJA GLORIOSA E REFRESCANTE?



Boa tarde a todos!



Como prometi após o término da última seção sobre o processo de fabricação de cerveja, estou iniciando hoje uma série de artigos mais detalhados sobre o assunto. Espero que gostem! Ah, ainda há tempo, gostaria de avisar que, dois dias após a passagem da metade desse mês, esse beerlog já bateu o recorde de visitas! Agradeço a todos!

Long live the beer!

E agora ao artigo...


A resposta CURTA à pergunta é:


1. O fazendo colhe os grãos e o entrega ao responsável pelo malte (Maltser).
2. O Maltser germina, seca e/ou assa os grãos e os envia de volta pro cervejeiro.
3. Estes são a base da malha de grãos e são adicionados a um recipiente (mash tun) com água quente. Isso é chamado de mashing (processo visto na última seção) e cria o "wort" (lê se wort, que seria a infusão fermentada ou não fermentada de malte) ou líquido açucarado para produção de cerveja.

4. O resultado é então posto em um caldeirão, onde lúpulos e outros ingredientes são adicionados. Ali é fervido até que o cervejeiro esteja satisfeito.
5. É secado, coado e resfriado

6. A levedura é adicionada. Ele fermenta.

7. A levedura é removida ou filtrada.

8. É envelhecido e condicionado, sendo algumas vezes filtrado novamente e engarrafafo ou colocado em barris.

9. Às vezes é pasteurizado, outras não.

10. O último passo acontece quando a mesma chega a seu copo e então a seu estômago.

E agora a resposta consideravelmente longa...
Fazer cerveja de alta qualidade é a mostra espetacular e balanceada da capacidade do mestre-cervejeiro de fazer uma elegante seleção e combinação de uma miríade de variedades de lúpulo, grãos assados/tostados, maltes, grãos não-maoltados, variedades de levedura e fontes de água, mais a aplicação considerada de calor, tempo e o olho do artesão. As variáveis são infinitas. O espaço para criatividade é enorme. O caminho para o sucesso pode ser traiçoeiro, as recompensas, incríveis.
Tais informações, embora mais longas que a resposta curta, ainda são uma versão bem simplificada dos processos envolvidos, que são muito sofisticados. Nos próximos dias serão esmiuçadas as etapas desse apaixonante processo. Espero que gostem e contribuam com informações que não estejam aparecendo ou que careçam de alguma observação.



KASTEELBIER DONKER




















Descrição comercial

Uma strong Belgian brown ale. Após degustação extensiva, tentando preencher requisitos cada vez mais rigorosos, nosso mestre-cervejeiro obteve uma Belgian brown ale escura e cremosa. A qualidade do passado ainda não encontra precedentes e o amado sabor continua no presente. A Kasteelbier é uma cerveja artesanal escura, suave, encorpada e cremosa. Pode envelhecer por muitos e muitos anos, como indicado na garrafa. Teor alcoólico de 11%, servir a 12°C.

Diagnóstico

Essa Belgian Strong Ale belga tem espuma pequena, aerada e marrom-clara, de longevidade bem reduzida. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco, denso e preto-amarronzado. Aroma: malte moderado, chocolate amargo, forte café, manteiga e açúcar mascavo. Sabor inicial: pesado dulçor e leve amargor. Sabor final: violento dulçor e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura aguada, média carbonatação e final levemente alcoólico. Dulçor desagradável de malzbier, ligeiro amargor pungente, ácido, deixa muito a desejar. Me decepcionou. Copos recomendados: Trappist Glass, Tulip e Tumbler. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 11 através do site nonobier.com.br.

Nota: 4 skol ou 2.4/5.0

Leia mais em
http://www.ratebeer.com/beer/kasteelbier-donker/5205/65483/

quarta-feira, 7 de março de 2012

HOBBY, ARTE, PAIXÃO E CERVEJA ptIII

RESGATE CULTURAL

"Cerveja é uma das bebidas mais apreciadas no mundo, presente em quase todas as civilizações, que reúne arte e ciência no seu preparo, mas que nos últimos 200 anos foi perdendo pessoalidade e ganhando ar de uma bebida industrial", discorre Botto. Para ele, fazer cerveja em casa possibilita descobrir o que é cerveja, seus ingredientes e métodos de preparo, "permitindo o resgate de tradições, história e que façamos a nossa cerveja, com a nossa cara."
Esse movimento começou nos Estados Unidos, no começo dos anos 70. A fabricação caseira de bebida, uma característica sufocada pela Lei Seca dos anos 20, estava adormecida mas em pouco tempo se tornou uma gigantesca indústria, formada por microcervejarias que não sucumbiram aos grandes do setor. Já no Brasil, cervejarias de porte pequeno e médio foram compradas pelas multinacionais.
A vida de colos alemães para o trabalho das lavouras, no século XIX, trouxe a tradição da cerveja caseira. Logo surgiram pequenas fábricas, mas a maioria sumiu, adquiridas por grandes companhias - o "mainstream", conforme classifica Cavalcanti.
"É um resgate sociocultural imenso", acredita o mestre-cervejeiro da Bodebrown. Ele abriu a primeira turma de cervejeiros estimando conseguir 20 alunos - e foram 45. "A cerveja mainstream leva pro bar, afasta. A cerveja caseira aproxima."
Os obstáculos da arte de homebrewing são a burocracia brasileira e a falta de insumos. "Os estados da região sul e sudeste são os mais avançados. Aqui no Rio Grande do Sul temos a enorme vantagem de contar com o maior fornecedor de matérias-primas para homebrewers do Brasil", conta Alenda.

Termina amanhã a série sobre Hobby, arte, paixão e cerveja. Confira!