quinta-feira, 18 de junho de 2026
COLORADO APPIA CERVEJA CLARA WEISS
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FULLER'S LONDON PORTER
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FULLER'S GOLDEN PRIDE
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AMSTERDAM MAXIMATOR
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SCHNEIDER WEISSE KRISTALL
Descrição: essa Kristallweizen alemã é uma feliz junção de maltes de cevada e trigo.
O resultado é refrescante, perfeito para um domingo de 37ºC de verão.
Com alta carbonatação, pode acompanhar pratos apimentados, como comida mexicana, sem ser afetada pelo sabor da comida e limpando o paladar automaticamente. Ideal para qualquer horário, desde que esteja bem gelada.
Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba, em um pacote
promocional de 6 garrafas + 1 copo 500ml por R$ 30,00. Considerando a média hipotética de R$5,00/garrafa, apresenta um CB altíssimo, até 50% do preço que poderia ser pago.
Nota: 850 Skol
Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/schneider-weisse-kristall/8852/
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GUINNESS draught
Quem disse Nigéria acertou. Apesar do baixo poder aquisitivo do país, a colonização anglo-saxã deixou suas raízes (algumas muito boas, como se pode ver). A velha e respeitável marca ganhou mercado na África porque tinha a capacidade de resistir ao implacável calor africano e também por passar uma imagem de sofisticação aos colonizados.
Como se não bastasse ser um panteão de status e elegância, o sabor de Guinness é um espetáculo, digno de sua reputação. Essa stout tem baixa carbonatação, diferente de todas suas 'familiares' que já tive acesso. Essa característica diz respeito a capacidade de uma cerveja 'limpar' o paladar de quem a está bebendo, mantendo limpas as papilas gustativas. Sendo assim, recomenda-se harmonizar a Guinness com petiscos leves, como uma boa cumbuca seca, composta por castanhas, amendoim, pistache e congêneres - para os marinheiros de primeira viagem, recomendo bebe-la solo. E mais, confesso que minha primeira impressão não foi das melhores, experiência que foi melhorando aos poucos. Após passar por essa 'prova de fogo', aguardo seus comentários - aos que já beberam e são fãs inveterados, como eu, também os aguardo por aqui! Saúde!
Custo-benefício: lata da pint Draught adquirida pela última vez no Mercadorama da rua 24 de maio, em Curitiba, por R$ 8,00. Pode também ser encontrada em vários estabelecimentos da capital paranaense, como o Sheridan's e o Slainte, entre outros (a preços mais altos, é verdade). Ambas as versões são recomendadas e valem seu preço em ouro.
Nota: 815 Skol
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SCHNEIDER WEISSE ORIGINAL
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SCHNEIDER WEISSE WEIZEN HELL
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BOHEMIA CONFRARIA
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COLORADO CAUIM
O sabor, apesar de não ser espetacular, também se destaca por ser diferente, Apresenta textura aguada, carbonatação suave e um trânsito metálico na boca, após um início moderadamente ácido. Vale a pena conferir. Ah! Resquícios de água do aqüífero Guarany e mandioca passaram despercebidos, se alguém conseguir farejar, compartilhe.
Como não poderia ser diferente, essa pilsen é recomendada para refrescar-se em dias quentes. Pode acompanhar amendoim ou frutas secas, mas o ideal mesmo é degusta-la solo, aproveitando todos os aromas que ela tem a oferecer.
Custo-benefício: adquirida por R$ 9,50 no Armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba em uma garrafa de 600 ml, teor alcoólico de 4,5%, essa pilsen vale o preço pago por ser um produto diferenciado.
Nota: 347 Skol
Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/colorado-cauim/52384/
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LA TRAPPE DUBBEL
Custo-benefício: adquirida por R$ 14,52 no Sam’s Club de Curitiba, vale seu preço a título de conhecimento, mas não vale um repeteco tão cedo. Garrafa de 750 ml, 7% graduação alcoólica.
Nota: 54 Skol
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WATERLOO DOUBLE DARK 8
A belíssima aparência é capitaneada por uma espuma inicial cremosa e de coloração marrom-clara, com longevidade duradoura. Seu corpo é consistente e opaco, com grossa densidade, além de apresentar uma tonalidade amarronzada.
O sabor inicial é um misto de amargor e doçura moderados e uma textura oleosa com lembra a irlandesa Guinness, porém com maior carbonatação. Seu final é um misto de forte amargor e percebe-se leves notas alcoólicas. Recomenda-se para degustações e para o período da noite, uma vez que a temperatura recomendada de 8ºC não é exatamente sinônimo de refrescância para cervejas.
Custo-benefício: adquirida por R$ 28 no Armazém Flor da Serra do Mercado Municipal de Curitiba, vale a pena seu valor, pela qualidade e pelo conteúdo de sua garrafa de 750 ml e teor alcoólico de 8,5%.
Nota: 360 Skol
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DADO BIER RED ALE
Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba por R$ 4,90, essa garrafa de 350 ml e teor alcoólico de 5,3% não vale nem a metade desse valor.
Nota: 8 Skol
Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/dado-bier-red-ale/72409/
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DADO BIER ROYAL BLACK
Custo-benefício: adquirida no Sam’s Club por R$ 3,90, essa garrafa de 350ml e teor alcóolico de 5,5%.
Nota: 14 skol
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AECHT SCHLENKERLA RAUCHBIER MÄRZEN
Descrição: Para os que conhecem a Rauchbier da Eisenbahn, essa Smoked alemã é muito mais potente, em todos os aspectos. Seu aroma característico lembra a carne, fumaça e principalmente linguiça, do tipo blumenau. Sua espuma tem aparência inicial cremosa e coloração marrom clara, com pouca longevidade. Seu corpo é claro e sua densidade media, com tonalidade marrom. Ao primeiro gole nota-se um paladar salgado, também de linguiça blumenau. Seu corpo tem textura seca e carbonatação suave, características marcantes das Rauchbiers. O final do gole é marcado por um amargor médio e um toque metálico, sem perdurar muito no paladar, no entanto.
Custo-benefício: adquirida por R$ 10,50 no Armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba, essa Rauchbier traz uma experiência única ao degustador, que pode conhecer a essência desse tipo de cerveja. Recomendável, mas pode ser meio enjoativa para alguns paladares menos acostumados.
Nota: 173 Skol
Mais informações em http://www.ratebeer.com/Beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-m%E4rzen/1269/
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TIPOS DE COPO - FLUTE
Introdução
O tipo de copo utilizado pode parecer um detalhe pequeno, mas influencia diretamente na experiência com a cerveja. Na minha percepção, muita gente ainda subestima esse fator, usando qualquer recipiente disponível, quando na verdade o formato do copo pode destacar — ou prejudicar — aroma, espuma e até a percepção do sabor.
Por que o copo faz diferença
Cada estilo de cerveja possui características próprias, como nível de carbonatação, intensidade aromática e formação de espuma. O copo adequado ajuda justamente a valorizar esses pontos.
Os belgas são conhecidos por levar isso a sério, criando copos específicos para diferentes estilos. Já em muitos outros lugares, é comum ver cervejas sendo servidas em copos genéricos ou até descartáveis, o que acaba limitando a experiência.
Usar o copo errado não “estraga” a cerveja, mas pode reduzir bastante o aproveitamento. Aromas podem se dissipar mais rápido, a espuma pode se formar de maneira inadequada e certas características simplesmente deixam de ser percebidas.
Resolvi começar uma série falando sobre tipos de copo e como cada um influencia na experiência. Para começar, o Flute.
O copo flute
O Flute é um copo alto, estreito e geralmente sustentado por uma haste. Seu formato lembra bastante as taças usadas para espumantes, o que já dá uma pista sobre sua principal função: valorizar bebidas com alta carbonatação.
Esse formato alongado ajuda a manter o perlage (as bolhas subindo de forma contínua), além de preservar melhor a espuma e direcionar os aromas de forma mais sutil.
Por ser mais delicado e estreito, não é o tipo ideal para cervejas intensas, escuras ou muito complexas, já que limita a liberação aromática mais ampla.
Para quais cervejas é indicado
O Flute funciona melhor com cervejas leves, claras e bastante carbonatadas. Entre os exemplos mais comuns:
- Lambics frutadas
- Algumas Pilsners mais delicadas
- Cervejas com perfil mais seco e efervescente
Nesses casos, o copo ajuda a destacar o frescor e a vivacidade da bebida.
Experiência de uso
Na prática, usar um Flute traz uma sensação mais refinada ao consumo, muito por conta do visual elegante e da forma como as bolhas se comportam no copo. Considero uma escolha interessante para ocasiões mais específicas, mas não exatamente um copo “coringa” para o dia a dia.
Conclusão
O Flute é um bom exemplo de como o copo certo pode valorizar determinadas características da cerveja, especialmente a carbonatação e o frescor. Me parece uma opção mais adequada para estilos leves e efervescentes, funcionando melhor em contextos específicos do que como uma escolha universal.
Resumo da avaliação
• Tipo de copo: Flute
• Formato: Alto e estreito, com haste
• Destaque: Preserva carbonatação e espuma
• Indicação: Cervejas leves e efervescentes
• Não indicado para: Cervejas escuras e complexas
• Versatilidade: Baixa
• Impacto na experiência: Médio-alto
• Recomenda?: Sim, para estilos específicos
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LAGER GLASS

Copos curtos, com capacidade para não mais que 350 ml de cerveja. Eles são ligeiramente mais largos na boca do que na base, com lados igualmente inclinados. Esse copo despretensioso é um ótimo recipiente básico para se beber, adequado para lagers claras como as americanas padrão, dortmunders e as helles (http://www.ratebeer.com/Beer/5-seasons-munich-helles/10978/). Vienenses claras, americanas escuras, ales cremosas e golden ales populares também ficam ótimas nesse copo.
FONTE: http://www.ratebeer.com/Story.asp?StoryID=124
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COPO PARA KÖLSCH/ALTBIER

Similar ao copo para Lagers, com lados retos e geralmente um pouco menor. O copo Kölsch em particular tem um visual parecido com um revólver quando seis deles estão amontoados em uma mesma bandeja. São planejados para serem sorvidos em um par de goles, o que é uma boa forma para beber uma Alt ou uma Kölsch - depois que você já tenha escrito suas observações. Copos para Alts são ligeiramente mais curtos e mais 'gordinhos' que os copos para Kölsch. Ambos permitem a formação de generosas espumas, mas deixam a desejar no desenvolvimento de aromas ou para discernir particularidades.
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SHAKER

O padrão da microcervejaria americana. Um copo de aproximadamente 480 ml, gentimente inclinado e feito para sessões de degustação. Ales dos tipos Amber, Inglesa, Pale Americana e escuras para degustação são tipicamente servidas nesses copos, que são mais conhecidos por sua durabilidade que por algum benefício específico. É por essa razão que alguns 'nerds' de cerveja desenvolveram um certo ódio pelo shaker.
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ENGLISH PINT
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DIMPLED MUG (CANECA DE VIDRO)
FONTES: ratebeer.com e the beer store
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STEIN
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FOOTED PILSNER
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TULIPA

O copo mais variado no mundo da cerveja. Esse estilo já vem circulando por um tempo, mas apenas recentemente começou a conquistar os amantes de cerveja mundo afora. Esse é o perfeito utilitário para se saborear cerveja: seu fundo bulboso incrementa o ato de beber bem, sua boca larga permite ótima formação de espuma e soltura de aromas, e tem altura suficiente para servir desde as mais simples até as mais complexas cervejas de degustação. Cervejas fortes, como as no estilo trapista ou bocks, também se apresentam bem no tulip. Sua boca ampla traz o 'nariz' da cerveja à tona, enquanto seu corpo rotundo permite esquenta-la, intensificando maravilhosos sabores. O copo Duvel da foto é uma conhecida e bem sucedida variante do estilo tulipa.
ps - o nome em inglês do copo é tulip
ps 2 - tulip [ˈtjuːlip] noun
a kind of plant with brightly-coloured cup-shaped flowers, grown from a bulb. Tulipa, em português.
FONTES: ratebeer.com e the beer store
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THISTLE

Com um quê de obscuro, esse copo é usado pelos belgas para beber ales escocesas. Possui base e uma pequena haste. Sua base extremamente bulbosa lhe confere elementos de snifter (copo que potencializa os aromas e que será apresentado aqui nesse blog em breve), mas então a metade de cima apresenta lados retos que angulam para cima. Sua borda possui praticamente o mesmo raio que o bulbo, no fundo. Apesar do seu visual estranho, ainda não foram provados quaisquer benefícios proporcionados pelo thistle na degustação da cerveja - seu formato engraçado faz o ato de beber quase estranho, enquanto sua 'boca' não é larga o suficiente para prover um aroma mais amplo.
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YARD OF ALE
FONTE: ratebeer.com
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WEIZEN
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TUMBLER
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BOWL
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COPO TRAPISTA
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STEM GLASSES
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SNIFTER
FONTE: ratebeer.com
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PUB GLASS
FONTE: the beer store
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HOURGLASS (AMPULHETA)
FLAIRED PILSENER
AMBER CHALICE
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BADEN BADEN 1999
Á primeira vista, já surpreende o degustador com uma espuma vistosa e cremosa, de ótima aparência e coloração, com grande permanência no copo. Sua coloração âmbar é pautada por uma claridade normal e densidade fina, consistência rala essa que talvez seja a sua maior 'falta'.
Os aromas são variados, englobando notas de melado, citrus (puxando para a laranja), vinho do porto ruby e álcool. Alguns deles se destacam mais no final, quando a cerveja já apresenta temperatura mais amena.
No paladar, a primeira impressão é um misto de amargor e doçura leves, conduzidos por um copo que envolve a língua em uma textura aguada e um corpo intermediário entre leve e médio. No meio do gole, nota-se uma leve carbonatação, percebendo-se algumas notas marcantes de cevada. Seu final apresenta forte amargor, sensação metálica e perdura por um longo tempo no palato, como toda bitter ale de respeito.
Não vejo distinção climática para aprecia-la, mais uma vantagem. Para os fissurados por pilsen e/ou recém-iniciados, pode ser complexa demais.
Custo-benefício: adquirida no Sam's Club de Curitiba por R$ 4,50 (já a encontrei por até 250% desse valor, que ainda vale a pena), foi uma barganha, principalmente para os que querem conhecer.
Nota: 830 skol
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BUDWEISER
Descrição: Dentre os muitos símbolos do capitalismo norte-americano, a cerveja Budweiser se destaca como sendo um dos mais conhecidos, principalmente por seu vínculo com esportes yankees, como o futebol americano.
Apesar do estigma, sua reputação a precede, mas de uma boa maneira. Analisando-a em seu âmago, como uma boa pilsen, a Bud é realmente ótima no que se propõe, talvez por isso seu limitado aroma cítrico (puxando para o limão) com alguns resquícios de melado, seja a sua mais pobre característica. Em termos de aparência, também nada de extraordinário. Sua espuma é média, branca e desaparece rapidamente. Seu corpo é amarelo claro, transparente e borbulhante, além de ralo, com textura aguada.
O primeiro gole revela uma leve acidez permeada por um gostinho salgado, impressão essa que muda para um amargor leve e uma sensação metálica no final. Sua grande sacada é ter durante todo o gole um sabor frutado, leve e refrescante. Desce fácil e a sensação de refrescância traz à tona aquela sensação de ‘quero mais’. Assim como todas as pilsen, deve ser aberta não muito tempo após o envase (degustei-a dois meses após) para ser aproveitada em sua plenitude. Recomendada para dias de calor e acompanha bem petiscos e sanduíches.
PS – o exemplar da foto foi envasado na Argentina, cuja garrafa local de 1 litro é conhecida como ‘nhonho’, muito popular naquele país e na região do Rio de Prata em geral. As long-necks encontradas nos supermercados brasileiros perdem bastante em qualidade, assemelhando-se mais às pilsen brasileiras tradicionais.
Custo-benefício: os portenhos a encontram por R$3, no máximo. No Brasil, já vi por R$5. Dada a quantidade, é um grande negócio. As long-necks, encontradas por valores entre R$ 1,50 e 2,00, perdem em qualidade e não valem tanto a pena.
Nota: 150 Skol
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ESTILOS DE CERVEJA
Os estilos de cerveja são, em geral, divididos em duas famílias, denominadas Ales e Lagers. A principal diferença entre elas é o tipo de fermentação empregada no processo.
As ALES são fermentadas com o fermento Saccharomyces Cerevisiae, a temperaturas mais altas que as LAGERS. Essa temperatura gira, dependendo do tipo de cerveja, em torno de 20º C. Além disso, o fermento tende a ficar em suspensão no tanque durante o processo de fermentação. Por esses motivos são consideradas cervejas de alta fermentação.O resultado deste processo são cervejas geralmente frutadas, que se caracterizam por apresentarem aromas e sabores complexos, com notas, em muitos casos, de especiarias.
Como os padres foram grandes produtores de cerveja, o termo ALE, acredita-se, vem da palavra anglo-saxã ALU, que significava um êxtase religioso. O fato de serem consideradas cervejas de alta fermentação não significa que tenham necessariamente teor alcoólico mais alto que as Lagers. Também não são necessariamente escuras. Existes Ales de baixo e alto teor alcoólico, assim como claras e escuras. Até o ano de 1400, quando se começou a fabricar cervejas Lager, todas as cervejas eram Ales.
As LAGERS são as chamadas cervejas de baixa fermentação. Fermentadas a temperaturas mais baixas que as ALES, em torno de 10º C, são produzidas com o fermento Saccharomyces Carlsbergensis.São muito pouco ou nada frutadas, com aromas e sabores de cereais (cevada e/ou trigo), pão e lúpulo. No caso das Lagers escuras, predomina o sabor de cereal torrado, parecido com o do café.
Assim como acontece com as Ales, existem Lagers de baixo e alto teor alcoólico, assim como escuras e claras. Acredita-se que as Lagers tenham surgido por volta de 1400, no sul da Alemanha. Como a produção de cerveja exige temperaturas amenas, não se produzia cerveja no verão, já que a refrigeração foi inventada somente em 1873. Os alemães descobriram que sob os Alpes a temperatura ficava baixa mesmo no verão. Com isso, passaram a produzir maiores quantidades na primavera e armazenavam a cerveja nesses “armazéns” sob as montanhas. Como a temperatura nessas cavernas ficava bem abaixo dos 20º C, houve uma mutação no fermento da ALE utilizado até então, passando a se adaptar melhor a temperaturas mais baixas. O resultado foram cervejas mais límpidas e menos complexas que as existentes até então. LAGER significa armazém em alemão. Daí a origem do nome dessa família.
A imagem de hoje é da 'árvore genealógica' das cervejas, a partir da qual procurarei, de hoje em diante, postar sobre as características de cada uma das membras dessa enorme família, sempre com a foto de um exemplar da mesma. Existem ainda alguns tipos que não constam na imagem e que procurarei também falar sobre os mesmos.
Cheers!
Fonte: eisenbahn.com.br
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CERVEJAS DE TRIGO
Recomenda-se servi-la em copos especiais, como os vistos em nossa recente série sobre copos. São recipientes que comportam meio litro de líquido, mais um adicional para a espuma. Eles são altos e vão convergindo a medida que sobem. Mais detalhes, na seção anteriormente mencionada.
Amanhã se inicia a subseção desse tipo de variedade de cerveja, a começar pela Witbier, também conhecida como Belgian White.
Dentre as Weizenbier e Weizenbocks que já provei e não resenhei aqui, recomendo as Eisenbahn - ótimas representantes do gênero.
Até amanhã!
Cheers!
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BELGIAN WHITE (WITBIER)
As cervejas de trigo estilo belga são bem pálidas, opacas, com a característica fresca do trigo mais o frescor característico de casca de laranja e cheiro verde. Algumas ainda apresentam aveia como ingrediente, para dar suavidade, mesma utilidade dos 'grains of paradise' (não consegui achar a tradução desse termo, aguardo colaborações) utilizados nela. Recomenda-se servi-la com queijos leves ou mexilhões. A Witbier, Cerveja branca, (do francês bière blanche), ou simplesmente Witte é uma cerveja de trigo/cevada (pode ser feita de trigo puro, com adição de malte de trigo) envasada principalmente na Bélgica, embora hajam alguns exemplos nos Países Baixos e arredores. Ela leva seu nome devido ao levedo suspenso e às proteínas do trigo que fazem a cerveja parecer turva, ou branca, quando está gelada. Ela é descendente daquelas cervejas medievais não envasadas com lúpulo e que em vez disso são condimentadas com uma mistura de pimentas e outras plantas conhecidas como 'gruut' – adição essa que a diferencia de outras variedades. Portanto, ela usa gruut, embora hoje em dia o gruut consista principalmente de cheiro verde, laranja, laranja amarga e lúpulo. Seu gosto é apenas ligeiramente lupulado, e muito refrescante no verão. Essas cervejas tem um gostinho azedo devido à presença de ácido lático. A presença de levedo suspenso na cerveja causa fermentação contínua na garrafa.
A Southampton Double White Ale (na foto) é um ótimo exemplo dessa classe de cerveja, sendo uma das mais consideradas no ratebeer.com, e também pode ser encontrada em http://ratebeer.com/Beer/southampton-double-white-ale/4611/.
Para os que já provaram dessa variedade, aguardo contribuições. Provei uma ontem, a Hoegaarden (recentemente importada pela Inbev) e depois dessa série postarei sua análise.
Cheers!
Fontes: ratebeer.com e wikipedia
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WEISSBIER
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BERLINER WEISSE
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DUNKELWEIZEN
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HEFEWEIZEN ALEMÃ
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KRISTALLWEIZEN
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LAMBIC
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WEIZENBOCK
ALE DE TRIGO
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BALTIC PORTER
Entramos hoje em mais um capítulo de nossa série de estilos de cerveja, o de porters e stouts. O primeiro deles será protagonizado pela Porter Báltica. Vamos lá.Essa é uma versão da Porter envasada na Finlândia, Estônia, Lituânia, Polônia e Rússia. O que já foi uma cerveja de alta fermentação é geralmente envasada como uma cerveja estilo lager de baixa fermentação em cervejarias eslavas e bálticas. As porters bálticas são tipicamente fortes, doces e de baixa fermentação. Não possuem a poderosa tostagem de uma imperial stout, mas tem um grande e intenso traço de malte. Sua graduação alcoólica varia entre 7% e 9,5%.
Veja mais detalhes do exemplar da foto, o terceiro melhor colocado do estilo em ratebeer.com, no endereço
Nossa próxima postagem será sobre a Dry Stout. Até lá!
Cheers!
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