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quinta-feira, 18 de junho de 2026

GUITT'S


Descrição: essa Pilsener brasileira apresenta espuma inicial de tamanho pequeno, coloração branca e longevidade reduzida. Há moderada formação de colarinho e o corpo é claro, de densidade rala. O corpo tem tonalidade amarelo-claro (2/5). O aroma é básico: fortes lufadas de lúpulo com notas de grama; fareja-se ainda um tanto de mel, bem como algumas notas frutadas (3/10). O paladar inicial é levemente doce e ácido (com mordida carbônica na língua), sensação que se torna levemente amarga e doce no final do gole, este de média duração (3/10). O paladar é composto de corpo leve, textura aguada, carbonatação bem gasosa e final metálico (2/5). Em alguns casos, quando foi degustada por Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status, se não estiver bem gelada exala aromas desagradáveis.

Custo-benefício: adquirida por R$ 0,90 no Mercadorama, vale o valor pago, não mais que isso.

Nota: 3 Skol

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http://ratebeer.com/beer/guitts-beer/77108/

SAPPORO PREMIUM BEER


Descrição: a lata dessa pale lager é belíssima. Metálica, design moderno, autêntica. É uma pena que a cerveja deixe tanto a desejar. Sua aparência é típica. Grande formação de espuma, branca e irregular. Formação de colarinho boa e duradoura. Seu corpo é borbulhante e ralo, além de amarelo-claro. O aroma é ainda mais restrito. Uma forte lufada de lúpulo e notas que lembram maçã. Seu sabor inicial é levemente amargo, assim como seu rápido finale. Segundo Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status, ‘parece água e também Kaiser’.
Seu corpo é leve e aguado, com alta carbonatação e final metálico leve.

Custo-benefício: adquirida em uma mercearia de produtos japoneses em São Paulo por R$ 9,90, a lata, de 650 ml, vale a pena apenas como objeto de decoração. Considerando-se apenas o conteúdo, vale no máximo 20% desse valor.

Nota: 2 Skol


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STRONG SUFFOLK


Descrição: na primeira vez em que provei essa Old Ale inglesa não entendi porque Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status, quem havia comprado essa cerveja, tecera tantos elogios à mesma. À epoca, além de não haver provado muitos rótulos, meu paladar ainda não estava apto a distinguir cervejas complexas das saborosas à primeira provada. Com o passar do tempo - e outras tentativas - vi que minha impressão estava errada, e eu, diante de uma ótima cerveja. Entre seus atributos estão a pequena aparência inicial de sua espuma, de coloração marrom-claro e curta longevidade. Há moderada formação de colarinho e seu corpo, marrom-escuro, é quase opaco, de grossa densidade. Seu aroma, em minha opinião, é a mais destacada das quatro qualidades principais analisadas. Farejam-se notas de caramelo, café suave, ameixas em calda, bala toffee e coca-cola - há também lufadas de frutas vermelhas. O sabor também é sublime. No início apresenta uma tríade de leve amargor, doçura e acidez (gosto de caramelo, ameixa. amadeirado e presença secundária de brandy), apresentando leve doçura e moderado amargor no final, este de longa duração. Seu corpo é médio-leve, de textura seca, carbonatação média-baixa e final de sensação metálica.


Custo-benefício: adquirida no armazém Flor da Serra no Mercado Municipal de Curitiba a um valor entre R$ 20 e R$ 25 é um preço justo para uma cerveja que só faz melhorar. Sempre uma boa pedida.

Nota: 450 Skol

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VALBIER


Descrição: essa Red Ale chilena artesanal é uma das piores cervejas que já provei. Faça-se uma ressalva que a mesma já estava vencida há dez meses quando a consumi, no entanto, já tinha ouvido falar mal da mesma. Seu único "trunfo", eu diria, é sua aparência, que não chega a ser maravilhosa, mas consegue disfarçar bem a espiral decrescente que vem na sequência.

Sua espuma, marrom-clara, tem portentosa aparência inicial e reduzida longevidade. Há excelente formação de colarinho em seu corpo praticamente opaco e de coloração âmbar, convidativo. Ao se analisar o aroma, infelizmente, a situação já começa a degringolar. Nota-se um cheiro azedo, bem semelhante a notas cítricas de limão. Cito ainda a impressão de meu amigo Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status, segundo o qual a Valbier se parece com Ice Tea com limão, impressão que, além do aroma se alastra ao paladar. Seu sabor inicial é acético, também lembrando vinagre no final (este felizmente de curta duração), acrescido ainda de crescente amargor. O paladar é castigado por um corpo leve, aguado, de carbonatação suave e final levemente adstringente.

Custo-benefício: me foi presenteada pelo proprietário do Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba. Nem assim, apesar de cavalo dado não se olhar os dentes, valeu a pena. Quem souber uma estimativa de preço da mesma, favor comentar no post.

Nota: 0,8 Skol

CHIMAY BLUE


Descrição: infelizmente (ou felizmente, se for considerar o conselho dos críticos de não "colar" informações antes de tomar a cerveja) não havia me informado muito a respeito dessa maravilhosa Belgian Strong Ale belga antes de prová-la, também na Cervejaria da Vila, patrocinada pelo quase nunca mencionado aqui Luiz Fernando Cavalheiro, grão-mestre da Confraria do Status. Choramingos à parte, posso dizer que a mesma foi degustada pouco após a canadense Chambly Noire ter sido aberta, e, devido a tal concomitância de análises, espero não cometer nenhuma injustiça com tão nobre exemplar da cultura cervejeira artesanal. Também despejada em uma taça de vinho (parece que a casa ainda não investiu no set de copos apropriado), apresentou espuma de aparência inicial portentosa e cremosa, coloração marrom-claro e curta longevidade. Seu corpo apresentou tons marrom-claros, densidade média, turbidez e moderada formação de colarinho. No aroma, farejei algumas coisas que não esperava, como a suave presença de café, notas cítricas lembrando lima, bala toffee e frutas vermelhas - a bela complexidade de uma BSA. No campo do sabor, o início foi permeado por leves dulçor e amargor, sensações estas que foram suplantadas por moderado amargor no final, este de curta duração. Percebi ainda um marcante toque de frutas secas no paladar, o que aumentou sobremaneira o charme dessa deliciosa cerveja. No paladar, fui premiado com um corpo médio-cheio, de textura oleosa, forte carbonatação e forte final metálico. Cerveja franca, que proporciona ao bebedor uma ótima experiência.

Custo-benefício: garrafa de 330 ml adquirida por R$ 26 na Cervejaria da Vila, em Curitiba, é um valor salgado, que vale a pena se for levada em conta a paixão por uma boa cerveja e o ambiente agradável em que foi consumida.

Nota: 150 Skol

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ERDINGER WEISSBIER


Apesar de já ter degustado essa saudosa loira importada muitíssimas vezes, não havia analisado a mesma até então. Devo dizer que foi exatamente esse exemplar de Erdinger o meu objeto de "batismo" no mundo artesanal, capitaneado pelo grão-mestre da Confraria do Status, Luiz Fernando Cavalheiro. À época, a degustação de uma cerveja importada, totalmente diferente do que eu estava acostumado a provar (Skol, Antarctica e Brahma aos borbotões) foi um divisor de águas. Um tempo depois, após certa "milhagem", comecei a torcer o nariz para essa Weissbier, mas agora, reconheço, é realmente uma representante de peso do estilo. Afinal, devo muito à ela! Aos trabalhos.


Diagnóstico


Essa German Hefeweizen alemã enche o copo Weizen com sua espuma de tamanho médio, cremosa e branca. Boa formação de colarinho. Reduzida longevidade. Corpo turvo, denso e amarelo-escuro. Aroma: massa de pão, banana e cravo. Sabor inicial: leve dulçor e amargor. Sabor final: leve acidez e amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Forte e saborosa presença de banana no sabor.


Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida por R$ 10,89 no supermercado Superpão, em União da Vitória-PR. Bom negócio. No entanto, já não vale mais que o valor acima citado.


Nota: 60 Skol ou 3.0/5.0


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HARVIESTOUN OLA DUBH (40 YEARS OLD)


Diagnóstico

Essa Old Ale escocesa tem corpo opaco, denso e preto-amarronzado. Espuma pequena, cremosa e marrom-clara. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Longevidade reduzida. Aroma: leve malte, chocolate ao leite, café suave e uma lufada de whisky tão forte que chegou a me assustar. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor. Longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura cremosa, forte carbonatação e final moderadamente alcoólico. Fortíssimo sabor de whisky (obviamente, já que é maturada em um barril de whisky de 40 anos). De acordo com Thalita Saviolo Cavalheiro, presente na degustação, seu final lembra mate torrado, opinião compartilhada por mim e por Luiz Fernando Cavalheiro, marido da dona da opinião acima e também presidente da Confraria do Status. Ótimo casamento whisky/cerveja. Dá imperssão de ter mais álcool dos 8% que realmente tem. Toques de chocolate no paladar. Apesar do primeiro gole ser espetacularmente saboroso, tem baixa drinkability, já que até mesmo bebida em três pessoas estufa bastante e necessita de muito tempo pra degluti-la. Cerveja bem complexa.

Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 45 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Preço justo, dada a complexidade e ineditismo da cerveja, que é vendida em lotes numerados e limitados.

Nota: 350 Skol ou 3.8/5.0

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SCHNEIDER AVENTINUS


Diagnóstico


Como disse meu saudoso amigo e grão-mestre da Confraria do Status Luiz Fernando Cavalheiro, existem cervejas que nunca perdem seu valor e valem sempre um repeteco. Entre elas está o exemplar de hoje, que já foi resenhado nesse beerlog em agosto de 2008. Ou seja, mais de um ano se passou e novas impressões foram observadas nesse período de evolução.

Observei em sua aparência uma espuma volumosa, aerada e esbranquiçada. Moderada formação de colarinho. Reduzida longevidade. Corpo opaco, com sedimentos grandes, denso e marrom-claro. O aroma tem presença de frutas secas, banana, malte caramelo torrado, vinho do Porto e mosto. O sabor inicial é moderadamente doce e o final é moderadamente doce e levemente amargo, de média duração. O paladar é composto de um corpo médio-cheio, de textura cremosa/oleosa, suave carbonatação e final levemente alcoólico. Traz gosto de frutas secas, banana e lembra licor. Sempre uma boa pedida.


Custo-benefício: garrafa de 500ml encontrada a partir de R$ 9 em grandes cadeias de supermercados, valor que vale a pena, sem sombra de dúvida.


Nota: 110 Skol


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DUYCK JENLAIN AMBRÉE


Diagnóstico


Essa Bière de Garde francesa tem corpo âmbar, denso e opaco. Espuma média e esbranquiçada. O aroma traz a presença maciça de mel, toques de açúcar mascavo e leves notas de café e malte. Sabor inicial: moderado dulçor e leve amagor. Sabor final: moderados dulçor e amargor; média duração. Paladar: corpo médio, suave carbonatação, textura cremosa e final metálico. De acordo com o grande amigo e grão-mestre da Confraria do Status Luiz Fernando Cavalheiro, é um "mel maltado". Concordo em gênero, número e grau, uma vez que a mesma apresenta fortíssimo dulçor de mel.


Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida por cerca de R$ 19 no Mestre Cervejeiro, em Curitiba-PR. Valor alto, mesmo tratando-se de um local onde pode se beber a cerveja. Um preço justo seria R$ 15, pela qualidade da mesma, que não é baixa, tampouco é excepcional.


Nota: 30 Skol ou 3.2/5.0


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