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quinta-feira, 18 de junho de 2026

FULLER'S ESB


Já havia degustado essa Premium Bitter/ESB inglesa há algum tempo, mas sem analisa-la da maneira como deveria tê-lo feito. É justamente por isso que adquiri outro exemplar da mesma, afim de reparar essa "injustiça". Seguem minhas impressões:

Espuma aerada e branca, média formação de colarinho, corpo claro e âmbar. Aroma de frutas vermelhas, médio malte, caramelo, toffee e madeira, lembrando barril. No paladar, um corpo médio, de textura cremosa, média carbonatação e final adstringente e metálico. O amargor balanceia harmonicamente com o leve dulçor. No paladar, de média duração, há leve dulçor e moderado amargor, com gosto de caramelo, café e malte caramelo tostado.

Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR, por R$22. Ótimo negócio, dada a altíssima qualidade da cerveja.

Nota: 550 Skol

HARVIESTOUN OLA DUBH (40 YEARS OLD)


Diagnóstico

Essa Old Ale escocesa tem corpo opaco, denso e preto-amarronzado. Espuma pequena, cremosa e marrom-clara. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Longevidade reduzida. Aroma: leve malte, chocolate ao leite, café suave e uma lufada de whisky tão forte que chegou a me assustar. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor. Longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura cremosa, forte carbonatação e final moderadamente alcoólico. Fortíssimo sabor de whisky (obviamente, já que é maturada em um barril de whisky de 40 anos). De acordo com Thalita Saviolo Cavalheiro, presente na degustação, seu final lembra mate torrado, opinião compartilhada por mim e por Luiz Fernando Cavalheiro, marido da dona da opinião acima e também presidente da Confraria do Status. Ótimo casamento whisky/cerveja. Dá imperssão de ter mais álcool dos 8% que realmente tem. Toques de chocolate no paladar. Apesar do primeiro gole ser espetacularmente saboroso, tem baixa drinkability, já que até mesmo bebida em três pessoas estufa bastante e necessita de muito tempo pra degluti-la. Cerveja bem complexa.

Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 45 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Preço justo, dada a complexidade e ineditismo da cerveja, que é vendida em lotes numerados e limitados.

Nota: 350 Skol ou 3.8/5.0

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MEDIEVAL


Diagnóstico

Essa Belgian Ale brasileira tem espuma muito pequena e branca. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Espuma de longevidade bem reduzida. Corpo opaco, denso e âmbar. Aroma: maçã e açúcar-mascavo. Sabor inicial: moderado dulçor e leves acidez e amargor. Sabor final: leves dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura cremosa, forte carbonatação e final metálico. Não é uma cerveja ruim. Não apresenta falhas, mas também está longe de uma bem balanceada e tradicional Belgian Ale. Sua melhor qualidade está nas características de seu paladar, com cremosidade e corpo que me surpreenderam. O gosto é frutado.

Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR, por cerca de R$ 12. Vale no máximo dois terços do valor.

Nota: 15 Skol ou 2.7/5.0

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GOUDEN CAROLUS HOPSINJOOR


Diagnóstico

Essa Belgian Ale belga tem espuma volumosa, cremosa e branca. Boa formação de colarinho. Corpo turvo, denso e amarelo-escuro. Aroma: chocolate ao leite, notas cítricas de laranja e álcool. Sabores inicial e final: leve dulçor e moderado amargor; média duração. Paladar: corpo cheio, textura cremosa, forte carbonatação e final metálico. Magnífica espuma, parece nata; não esconde o álcool, aquecimento alcoólico, álcool não prejudica o paladar; toques laranja no paladar.

Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida através do site nonobier.com.br por . Bom negócio.

Nota: 130 Skol ou 3.5/5.0

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DE BORA BIER EXTREME IPA

Diagnóstico
Essa India Pale Ale (IPA) brasileira é mais um ótimo exemplar da promissora microcervejaria paranaense de Imbituva De Bora. Lançada experimentalmente no primeiro semestre de 2009, tive a oportunidade de adquiri-la esse mês, recomendada pelo sempre atencioso Clóvis, do Armazém da Serra, loja localizada no Mercado Municipal de Curitiba-PR. O principal argumento que me convenceu foi o fato da mesma ser "duplamente lupulada", característica esta que me fez salivar, uma vez que sou grande entusiasta de cervejas com grande amargor.
Despejada em meu velho pint de guerra, a Extreme apresentou espuma média, aerada e marrom-clara. Boa formação de colarinho. Reduzida longevidade. Corpo opaco, denso e marrom. O aroma, obviamente, trouxe grande presença de malte e lúpulo, além de toques cítricos de laranja. O sabor inicial trouxe médio amargor e uma grande surpresa: toques salgados que encontrei apenas em Pale Lagers e Rauchbiers (nesse último caso, um "salgado" diferente desta). O final tem média duração. O sabor final traz pesado amargor e o mesmo toque salgado. Seu grande trunfo é o paladar, de textura cremosa, corpo médio, suave carbonatação e final metálico e levemente alcoólico (álcool muito bem disfarçado, uma vez que seu ABV ultrapassa a casa dos 11%). Outra surpresa foi seu aftertaste gorduroso, semelhante à capa formada na língua pela Stout irlandesa Guinness. Baixa drinkability.
Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida na loja acima mencionada, pela cifra de R$ 16. Apesar de ter me agradado, acredito que a mesma poderia ter custado um pouco menos, ou seja, 75% do valor cobrado.
Nota: 70 Skol ou 3.2/5.0
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WÄLS QUADRUPEL


Diagnóstico


Após ter uma decepção com a Wäls Dubbel (cujo exemplar do lote que adquiri estava azedo e posteriormente foi restituído por um exemplar de 750ml, esse sim de boa qualidade), achar que a Tripel ainda faltava "comer muito arroz com feijão" e ser grandemente surpreendido pela ótima Pilsen, tive uma surpresa ainda maior com esse novo exemplar dessa cervejaria brasileira. Essa Quadrupel foi a melhor cerveja que provei em 2009. Seguem minhas impressões sobre a mesma:

Com espuma pequena, aerada e marrom-clara, a mesma ainda apresenta moderada formação de colarinho e reduzida longevidade. Seu corpo é turvo, opaco, denso e marrom-claro. O aroma traz a presença moderada de malte caramelo, chocolate ao leite e álcool (já que seu ABV é de 11%). O sabor inicial é moderadamente doce e amargo. O sabor final traz moderado dulçor e pesado amargor, de longa duração. O paladar é composto de um corpo médio-cheio, de textura cremosa, forte carbonatação e final metálico. Delicioso sabor de chocolate balanceado por um amargor na medida certa, permeado por aquecimento alcoólico não agressivo. Seu principal defeito foi o grande tempo de demora pra abrir (rolha difícil de tirar, foi necessário um saca-rolhas) mas vale a pena, cerveja deliciosa. Dos exemplares do estilo que provei, só não supera a La Trappe Quadrupel.


Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida por cerca de R$ 11 no Armazém da Serra, loja localizada no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Vale MUITO a pena.


Nota: 350 Skol ou 3.7/5.0


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DE BORA BIER BELGIAN DUBBEL

Diagnóstico
Essa Abbey Dubbel brasileira tem espuma volumosa, cremosa e esbranquiçada. Reduzida longevidade. Corpo opaco, denso e âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, pera e álcool (teor alcoólico de 6%). Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: moderado amargor. Paladar: corpo médio-cheio, textura cremosa, suave carbonatação e final gredoso. Falta dulçor, não se encaixa muito no estilo, creio que tal característica se deva ao baixo ABV. Sabor ligeiramente frutado, lembrando pera. Copo recomendado: taça trapista.
Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 16 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Vale cerca de 75% do valor, uma vez que encontram-se representantes mais fiéis do estilo a preços semelhantes.
Nota: 45 Skol ou 2.9/5.0
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