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quinta-feira, 18 de junho de 2026

TUMBLER


Mais conhecido como o "copo da Hoegaarden", os tumblers são copos de degustação com uma inclinação bem delicada, embora o copo Hoegaarden tenha uma maior convexidade no topo do copo. Esse copos 'sem graça' são usados para witbiers, de modo a enaltecer a origem de "trabalhadores braçais da roça" derivada desse estilo. Para espanto dos norte-americanos, são também usados na Bélgica para beber o estilo gueuze. Sorte deles que têm as gueuze e lambics como as mais tradicionais cervejas de degustação de seu país!
FONTE: ratebeer.com

17d) STRAIGHT (UNBLENDED) LAMBIC


Aroma: um aroma decididamente azedo/ácido é geralmente dominante nos exemplos mais jovens, mas pode ser mais subjugado com a idade à medida que se mistura com aromas descritos como de curral, terra, bode, feno, cavalo e pelego (o cobertor que vai embaixo da sela). Um aroma suave de carvalho e/ou cítrico é considerado favorável. Aromas viscerais, lembrando fumaça, charuto ou queijo são desfavoráveis. Versões mais velhas são comumente frutadas com aromas de maçãs ou até mesmo mel. Sem aroma de lúpulo nem diacetil.
Aparência: coloração amarelo pálido a dourado escuro. Tende a escurecer com os anos. A claridade vai de turva a boa. Versões mais jovens são geralmente turvas, enquanto as mais velhas são geralmente mais clara. A retenção de espuma geralmente é pobre. A cor da espuma é branca.
Sabor: exemplos mais jovens são geralmente azedas e/ou láticas, mas o envelhecimento pode ajudar esse caráter a entrar em balanço com as características de malte, trigo e curral. Sabores frutados são mais simples em Lambics jovens e mais complexos nos exemplos mais velhos, onde os mesmos são reminiscentes de maçãs ou outras frutas leves, ruibarbo ou mel. Ocasionalmente, é perceptível algum sabor de carvalho ou cítrico (geralmente grapefruit). Caráter visceral, defumado ou lembrando charuto é indesejável. O amargor de lúpulo vai de baixo a nenhum. Sem sabor de lúpulo nem de diacetil.
Paladar: corpo leve a médio-leve. Apesar da baixa gravidade final, os muitos sabores que preenchem a boca evitam que a cerveja tenha gosto de água. Como regra geral a Lambic fica mais seca com o tempo, o que torna a ‘secura’ um razoável indicador de idade. Possui médio a alto azedume, enruga a língua sem ser demasiado adstringente. Virtualmente a completamente não carbonatada.
Impressão geral: Ale baseada em trigo, complexa, azeda/ácida, pálida, fermentada com uma variedade de microorganismos belgas.
História: Ales azedas de fermentação espontânea vindas da região de Bruxelas e arredores (do vale do Sena) derivam de uma tradição cervejeira rural com centenas de séculos de idade. O estilo vem constantemente diminuindo.
Comentários: Lambics puras são cervejas de uma ‘fornada’ só, não misturadas. Esse última característica geralmente faz dela um verdadeiro produto ‘prata da casa’ da cervejaria e será mais variável que uma Gueuze. São geralmente servidas jovens (6 meses) e direto do barril como cervejas baratas e fáceis de bebe sem qualquer carbonatação consistente. Versões mais jovens tendem a ser unidimensionalmente azedas, já que um complexo caráter Brett geralmente demora de um ano pra mais pra se desenvolver. Um caráter visceral geralmente indica que a Lambic ainda está muito jovem. Um caráter perceptível de vinagre ou cidra é considerado como falta pelos cervejeiros belgas. Já que o levedo selvagem e bactérias irão fermentar TODOS os açúcares, devem ser engarrafadas apenas quando estiverem completamente fermentadas. A Lambic é servida sem carbonatação, enquanto a Gueuze é servida efervescente. O IBU é aproximado, já que lúpulos envelhecidos são usados; os belgas usam lúpulo mais por suas propriedades anti-bacterianas que para dar amargor nas Lambic.
Ingredientes: trigo não-maltado (30-40%), malte Pilsner e lúpulos envelhecidos (surannes de 3 anos) são usados. Os lúpulos envelhecidos são usados mais para efeitos de preservação que para amargor, o que torna os verdadeiros níveis de amargor difíceis de serem estimados. Tradicionalmente essas cervejas são espontaneamente fermentadas com levedo de ocorrência natural e bactérias em barris geralmente de carvalho. Versões caseiras e artesanais são tipicamente feitas com culturas puras de levedo comumente incluindo Saccharomyces, Brettanomyces, Pediococcus e lactobacilos em uma tentativa de recriar os efeitos do microbiota dominante em Bruxelas e arredores rurais do vale do rio Sena. Culturas retiradas das garrafas são geralmente usadas, mas não há um modo simples de saber quais organismos ainda são viáveis.
Estatísticas vitais:
IBUs: 0-10 SRM: 3-7 OG: 1.040-1.054 FG: 1.001-1.010 ABV: 5-6.5%
Exemplos comerciais: a única versão engarrafada prontamente disponível é a Cantillon Grand Cru Bruocsella de qualquer safra em particular que o cervejeiro considere digna de ser engarrafada. A cervejaria De Cam às vezes envasa sua velha Lambic de 5 anos. Em Bruxelas e arredores existem cafés especializados que vendem Lambic em barris produzidas por cervejeiros tradicionais como Boon, De Cam, Cantillon, Drie Fonteinen, Lindemans, Timmermans e Girardin.

Embeleza o espaço de hoje a Cantillon Bruocsella 1900 Grand Cru, também localizado em
Continua amanhã a família Sour Ale com o subestilo Gueuze. Até lá!
Cheers!

Crédito: Thiago Olis de Mello Machado, por sua ajuda com o vocabulário

BOON OUDE GEUZE MARIAGE PARFAIT


Essa foi minha primeira Gueuze, o que cercou o momento de expectativa e apreensão, uma vez que li que o estilo apresenta características diferenciadas, como azedume excessivo e gosto de couro, entre outros. A aparência no copo não apresentou nada de mais. Uma espuma volumosa e esbranquiçada, com excelente formação de colarinho em seu corpo levemente turvo e amarelo-médio. No aroma, uma explosão de sabores me mostraram o porque a fama desse estilo ancião de cerveja. Farejei a presença cítrica de laranja, queijo (com fungos), uva branca, vinho branco e vinagre de maçã. Seu corpo é leve e ralo, de carbonatação borbulhante e final adstringente. No paladar, pesada acidez, leve amargor e toques salgados, com final de longa duração. Percebi também leve azedume no gosto, com textura (e sabor, apesar dos toques salgados) de um bom espumante e sabor de uva branca e maçã bem ácida. Boa drinkability (até mesmo para iniciantes). Apresenta a não tão frequente mordida carbônica na língua. Um perfeito balanço entre os elementos - muito melhor do que a encomenda.

Custo-benefício: adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR, por R$ 31,90, vale a pena cada centavo. Ótima cerveja.

Nota: 1400 Skol
Mais informações podem ser encontradas em

BOON KRIEK


Diagnóstico


Essa Lambic-Fruit belga tem espuma pequena e roxa-arroseada. Moderada formação de colarinho. Longevidade bem reduzida. Corpo opaco, denso e roxo, mesmo tom da Fanta Uva. Aroma: um tornado de cereja. Sabor inicial: pesado dulçor e leve acidez. Sabor final: forte dulçor e leve acidez. Média duração. Paladar: corpo leve, textura aguada, carbonatação média e final levemente adstringente. Tem sabor de suco de cereja e também me lembra um espumante, sem a complexidade de uma Lambic/Gueuze. Não consegui perceber nada além de cereja, o que me decepcionou sobremaneira.

Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR, por cerca de R$ 32. Posso receber uma saraivada de críticas, mas minha opinião é a seguinte: vale 1/3 do valor, e olhe lá.

Nota: 10 Skol ou 2.6/5.0

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RODENBACH GRAND CRU

























Descrição comercial

Uma mistura de 1/3 de cerveja jovem e 2/3 de cerveja envelhecida 2 anos em grandes recipientes de carvalho. A proporção mais importante de cerveja maturada em carvalho contribui para seu sabor frutado, complexidade e intensidade. O final é digno de um grande vinho.

Diagnóstico

Essa Sour Ale/Wild Ale belga tem espuma média, cremosa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e âmbar-amarronzado escuro. Aroma: malte leve, levedura leve, uva Itália, vinho branco e vinagre. Sabor inicial: moderados dulçor e acidez, leve amargor e presença acética. Sabor final: leves dulçor e amargor e moderada acidez; longa duração. Paladar: corpo médio, textura seca, média carbonatação e final moderatamente adstringente. O gosto lembra espumante branco, mais complexo, também com toques de gueuze, como a rodenbach tradicional, resenhada dias atrás nesse beerlog. Ligeiramente mais complexa, traz toques acéticos no background, lembrando vinagre e laranja de longe, bem como limão. Nos dois primeiros copos, ao contrário do esperado, apresentou ser menos complexa que a tradicional, sem o dulçor amadeirado e presença de frutas vermelhas no paladar. No terceiro copo, já mais na temperatura ambiente, surgiu a presença de frutas vermelhas, mas em menor intensidade, no final, nada mesmo de amadeirado e a presença acética tornou-se mais intensa. Garrafa de 750ml adquirida por cerca de R$ 53 através do site nonobier.com.br. Copos recomendados: Snifter, Tulip e Tumbler.

Nota: 180 skol ou 3.8/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/rodenbach-grand-cru/1194/65483/

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

PRUSSIA BIER I.A. BLACK IPA


Descrição comercial

Uma cerveja de cor escura, espuma esbranquiçada e cremosa. Esta Black IPA desenvolvida por inteligência artificial é uma cerveja bem equilibrada com um forte sabor e aroma de lúpulo, enquanto apresenta um baixo caráter de malte torrado, contrariando o sentido visual. É uma cerveja cremosa de amargor moderado que a tornará uma cerveja refrescante e satisfatória para beber! A A.I. Black IPA conta com 6,5% de teor Alcoólico e 61 IBU!

Diagnóstico

Esta Black IPA mineira tem espuma imensa, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo translúcido e marrom-escuro, com luzes laranja. Aroma: azeitona preta, malte moderado, leve assado, pesado lúpulo, laranja e maracujá. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor, suave acidez e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final gredoso e suavemente adstringente. Faltaram elementos de malte no aroma, mas aparecem no paladar, lembrando malte torrado. O perfil lupulado (traz também caráter de pinho) de frutas tropicais bem presente no aroma aparece também no inicio do gole, mas vai esvanecendo à medida que o amargor do lúpulo vai assentando, finalizando com notas de cinzas, como já percebi em algumas Gueuze. Saborosa e complexa, mas com baixa drinkability. Copos recomendados: Shaker e Tulip.

Nota: 90 skol ou 3.5/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/prussia-bier-ia-black-ipa/1217091/65483/

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

CLUBE DO MALTE GUADALAJARA MEXICAN LAGER


Descrição comercial

Outro grande nome do futebol mundial, a Seleção Mexicana é um dos nomes mais fortes da América do Norte. Apesar de não ter participações tão significativas nas Copas, o time não deixa de ser um forte oponente. Apesar do apelido oficial ser La Tri, que faz referência às 3 cores do uniforme mexicano (branco, verde e vermelho) que são também as mesmas cores da bandeira do México, essa Mexican Hop Lager recebeu o nome de Guadalajara, que é a cidade da tequila e da música mariachi. O que esperar da cerveja? Uma cerveja com a levedura Mexican Lager que deixa a cerveja mais seca, perfil tradicional das Mexican Lager. E neste caso com dry hopping dos lúpulos Citra e Mosaic, que proporcionarão aromas mais cítricos e frutados. É uma cerveja leve, refrescante e bem fácil de tomar.

Diagnóstico

Esta India Pale Lager paranaense tem espuma volumosa, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo claro, borbulhante e amarelo-pálido. Aroma: leve malte, pão branco, pesado lúpulo e tangerina. Sabor inicial: leves dulçor e amargor, com moderada acidez. Sabor final: leve dulçor e moderados amargor e acidez; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final metálico e moderadamente adstringente. Dulçor e acidez de mexerica no paladar, com amargor bem seco (meio estranho, lembrando cinzas, como os de algumas Gueuze). Extremamente refrescante. Copos recomendados: Dimpled Mug, English Pint, Footed Pilsener e Lager Glass.

Nota: 25 skol ou 3.4/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/clube-do-malte-guadalajara-mexican-lager/1074852/65483/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

MIKKELLER HUES

Descrição comercial

Esta cerveja de fermentação espontânea foi envelhecida em barris de carvalho húngaro e apresenta leve cor âmbar e quase nenhuma espuma. O aroma é complexo e lembra bastante vinho. Uma clara impressão de maçãs oxidadas é a primeira coisa que aparece no aroma, remetendo às pesadas e antiquadas cidras de maçã britânica. O aroma também revela notas amadeiradas dos barris, junto com toffee queimado e condimentados como anis estrelado. Apresenta pesado perfil ácido de começo, que rapidamente se transforma em um suave tipo de dulçor. Sente-se maçã verde e carambola. Tem certo toque lático e ácido, com final cremoso e seco de grande duração e revela as impressões de fruta verde. Pão de centeio com queijo azul harmoniza muito bem com esta cerveja devido ao caráter ácido e lático.

Diagnóstico

Esta Lambic - Gueuze dinamarquesa tem espuma pequena, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Corpo enevoado e âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, couro, queijo e maçã. Sabores inicial e final: leve dulçor e moderada acidez; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada/oleosa, pesada carbonatação e final pesadamente adstringente. De acordo com as BJCP, a aparência apresenta uma espuma branca lembrando mousse e com grande duração, o que não acontece e acaba aparecendo como defeito. Moderado azedume lembrando limão e vinagre, com dulçor maltado. Impressão geral de vinho branco, com o azedume conferindo grande parte do equilíbrio Final limpo, seco e azedo, sem sabor de lúpulo. Paladar amadeirado. Copos recomendados: Flute, Stem Glass, Tulip e Tumbler. Garrafa de 375ml adquirida por R$ 33,50 através do site todovino.com.br.

Nota: 130 skol ou 3.8/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/mikkeller-hues/263237/65483/

terça-feira, 3 de abril de 2018

ST. LOUIS GUEUZE FOND TRADITION

Diagnóstico

Esta Gueuze belga tem espuma volumosa, aerada, cremosa e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo enevoado e laranja. Aroma: cítrico de limão, moderada levedura, uva, vinho branco, vinagre e cinzas. Sabores inicial e final: suave dulçor e moderada acidez; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Tanto o dulçor como a acidez lembram uva verde, com a última trazendo o equilíbrio. Drinkability maior que a media do estilo. Traz o típico final seco e o sabor lembra um pouco de grapefruit. Levíssima presença de malte no dulçor. Copos recomendados: Flute, Stem Glass, Tulip e Tumbler.

Nota: 140 skol ou 3.6/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/st-louis-gueuze-fond-tradition/6098/65483/

sexta-feira, 10 de junho de 2016

DOCTOR BREWSKI EM VÍDEO - ENTREVISTA COM APRENDIZ-CERVEJEIRO DA BUFFALO BEER


No último sábado, 4 de junho de 2016, durante o 1º Festival de Cerveja Artesanal de Videira-SC, tive a oportunidade de fazer mais uma entrevista, além da publicada esta semana com o representante comercial da Berg Bier. O entrevistado desta vez é Cristian Cardoso, aprendiz-cervejeiro da Buffalo Beer, de Maravilha-SC.
A entrevista foi bem interessante, com Cardoso demonstrando bastante conhecimento sobre o assunto e respondendo todas as perguntas com propriedade.
Caso gostem, curtam, compartilhem e comentem. Ah, como sempre peço, caso seja possível cliquem nos anúncios para nos incentivar a manter o blog e o canal no Youtube.
Um abraço a todos e long live the beer!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

BRIDGE ROAD / NOGNE AUSTRALIS AURORA

Descrição comercial

Na tradição norueguesa bebidas alcoólicas são enviadas ao redor do globo para beneficiar-se das variações de temperatura vivenciadas ao atravessar o equador. Esta cerveja foi produzida na Bridge Road Brewers em Beechworth, na Australia. A maturação acontece em barris de vinho tinto em sua jornada até a Noruega.

Diagnóstico

Esta Abt/Quadrupel norueguesa (top 50 no ratebeer.com) tem espuma pequena, aerada e bege, de reduzida. Virtualmente nenhuma formação de colarinho. Corpo borbulhante, denso, opaco e marrom-escuro. Aroma: vinho tinto, amora e leve malte. Sabor inicial: dulçor moderado e leve adstringência. Sabor final: leve dulçor e moderada adstringência; longa duração. O sabor também lembra amora. Paladar: corpo médio, textura oleosa, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Me lembrou a incrível Gouden Carolus Classic. Se destaca da média. O azedume lembra o de uma Gueuze. O fato de ter sido armazenada em barris de vinho lhe conferiu um caráter bastante semelhante ao daquela bebida. Apresenta bastante sedimentos no fundo do copo. A garrafa de 250ml foi adquirida através do site tailandês wishbeer.com por cerca de USD 19. Copo recomendado: Trappist Glass.

Nota: 200 skol ou 4.0/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/bridge-road--nogne-o-aurora-australis/198208/65483/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

OUD BEERSEL OUDE GEUZE

Descrição comercial
 
A Geuze é um clássico entre as Belgian Ale, após fermentação espontânea em barris de madeira (sem adição de levedura ou açúcar), Lambics jovens e velhas são misturadas, o que resulta em um sabor seco, acre e frutado, lembrando vinho. A  Oud Beersel Geuze Ale é o vinho branco espumante do mundo das Ales.
 
Diagnóstico
 
Esta Gueuze belga tem espuma média, aerada e branca, de reuzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo denso, enevoado e âmbar-claro. Aroma: uva branca, leve vinagre, cinzas e metalizado. Sabor inicial: moderada acidez e suave dulçor. Sabor final: moderado amargor (lembrando cinzas), moderada acidez e suave dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Sabor de cinzas é acompanhado por dulçor e acidez de uva verde. Forte presença de taninos enrugam a boca. Copos recomendados: Flute, Stem Glass, Tulip e Tumbler. Garrafa de 375ml compartilhada comigo pelo amigo Luiz Fernando Cavalheiro em nossa reunião cervejeira feita no início deste ano.
 
Nota: 150 skol ou 3.7/5.0
 
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quinta-feira, 14 de maio de 2015

BERLINER KINDL WEISSE

Descrição comercial

De cor dourado-clara, extremamente azeda com corpo leve e caráter de trigo.

Diagnóstico

Esta Berliner Weisse alemã tem espuma volumosa, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo amarelo-pálido, claro e borbulhante. Aroma: queijo, leve leite azedo e leve levedura. Sabores inicial e final: moderada acidez; curta duração. Paladar: corpo leve, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Não lembra trigo. Azedume de leite azedo, sem complexidade de outros estilos como Sour Red/Brown e Lambic/Gueuze. Copo recomendado: bowl. Garrafa de 330ml adquirida por R$ 15,50 através do site nonobier.com.br.

Nota: 2 skol ou 2.5/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/berliner-kindl-weisse/6409/65483/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ST. LOUIS PREMIUM GUEUZE

Diagnóstico

Esta Gueuze belga tem espuma média, esbranquiçada e aerada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo âmbar, translúcido, borbulhante e de média densidade. Aroma: uva verde e bala de banana. Sabor inicial: leve dulçor e acidez bem suave. Sabor final: leves dulçor e acidez; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Seu agradável sabor de espumante (leve azedume com dulçor frutado) a torna uma Gueuze para iniciantes. Copos recomendados: Flute, Stem Glass, Tulip e Tumbler. Garrafa de 375ml adquirida por R$ 14,99 no Black Friday do site nonobier.com.br.

Nota: 65 skol ou 3.1/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/st-louis-gueuze/6101/65483/

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

BODEBROWN VERUM SESSION RYE PALE ALE

Descrição comercial

Verum Session conta com uma mistura de malte de cevada e centeio com lúpulos aromáticos. Entre eles, o australiano Galaxy, o alemão Mandarin e o neozelandês Nelson Sauvin. A cerveja passa por um duplo dry-hopping, o que garante destaque nos aromas sem aumento de amargor. Com grau alcoólico de 3,8%, a Verum Session tem sabor maltado com leve picância, cor dourada clara e aromas cítrico e frutado em uma bebida leve e refrescante.

Diagnóstico

Esta American Pale Ale tem espuma imensa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo claro, de média densidade e cor amarelo-escura. Aroma: lúpulo moderado, ervas, cítrico de limão e madeira. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leves dulçor e acidez, com moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e levemente adstringente. Saboroso dulçor frutado, que lembra lima em primeiro plano e pêssego no segundo. O amargor, lupulado, traz a mente a presença de centeio, para aqueles que já comeram pão feito com este grão. O final traz também leve acidez que lembra limão (de Gueuze, em escala bem mais reduzida, obviamente), sem ser azeda, mas sim refrescante – há presença que lembra taninos, com leve enrugamento da boca. Boa drinkability. O final traz ainda amargor que lembra cinzas, como encontrado na Cantillon Bio. Cerveja que acabou se tornando mais complexa do que aparentava à primeira “vista” (gole). Nada recomendada para iniciantes, no entanto. Copos recomendados: Lager Glass, Shaker e Tulip. Garrafa de 500ml adquirida por R$ 21,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 110 skol ou 3.3/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/bodebrown-verum-session-rye-pale-ale/280489/65483/

quinta-feira, 3 de julho de 2014

DE MOLEN ZUS & ZO

Diagnóstico

Esta Saison holandesa tem espuma volumosa, aerada e branca, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo borbulhante, enevoado, denso e amarelo-escuro. Aroma: cítrico de limão, vinho branco e vinagre. Sabor inicial: leves dulçor e amargor, com moderada acidez. Sabor final: moderada acidez e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Se encaixa no estilo, mas diferenciada. Menor dulçor que a média, sem presença de maçã e bem mais ácida, quase puxando para uma Gueuze, mas sem ser azeda. O leve dulçor lembra mel e vinho branco. Cerveja complexa, indicada pra quem tem milhagem.

Nota: 140 skol ou 3.5/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/de-molen-zus-zo/217533/65483/

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

3 FONTEINEN OUDE GEUZE

Descrição comercial

Mistura de Lambics de 1, 2, e 3 anos de idade.
Uma Geuze verdadeira - não filtrada e não pasteurizada, envelhecida na garrafa por pelo menos um ano após a mistura. A refermentação na garrafa confere à essa Geuze suas famosas borbulhas à la champagne. A Lambic que vai nela é produzida com apenas 60% de malte de cevada, 40% de trigo não maltado, lúpulos envelhecidos e água, espontaneamente fermentada por leveduras selvagens, e maturada em barris de carvalho. 

Diagnóstico

Essa Gueuze belga tem espuma volumosa, branca e aerada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo turvo, opaco e amarelo-alaranjado escuro. Sabor inicial: leve acidez e bem leve dulçor. Sabor final: leve amargor e moderada acidez; longa duração. Paladar: corpo leve, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Amargor de casca de limão. Vinho branco muito presente em todo o paladar, com presença azeda. Garrafa de 750ml adquirida por R$ 130 na República da Cerveja, em Curitiba-PR. Copos recomendados: Flute, Stem Glass, Tulip e Tumbler.

Nota: 160 skol ou 3.8/5.0

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terça-feira, 18 de junho de 2013

DUCHESSE DE BOURGOGNE

Descrição comercial

A Duchesse de Bourgogne é a tradicional Ale marrom-avermelhada de alta fermentação da região ocidental de Flandres, na Bélgica. Essa refinada Ale é também conhecida como "As Burgundies da Belgium" e é uma mistura de Old Ales de 8 e 18 meses que é feita após uma cuidadosa maturação em barris de carvalho. 100% natural e não pasteurizada.

Diagnóstico

Essa Sour Red/Brown belga (de acordo com ratebeer.com) tem espuma média, esbranquiçada e aerada, de reduzida longevidade. Corpo opaco, denso e marrom-ambarizado.Aroma: vinho do Porto, uva, leves notas azedas e uva-passa. Sabor inicial: acético e moderado dulçor. Sabor final: leve amargor, moderado dulçor e acético; longa duração. Paladar: corpo médioj-leve, textura aguada, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Sabor de Gueuze com notas adocicadas de vinho do Porto no paladar. Complexa e deliciosa cerveja adquirida por 155 coroas tchecas em Praga, na República Tcheca, no bar Pivovarsky Klub. Copos recomendados: Snifter, Tulip, Tumbler.

Nota: 270 skol ou 3.8/5.0

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