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quinta-feira, 18 de junho de 2026

PERRY


A Perry ou Sidra de Pera é uma bebida alcoólica feita de suco de pera fermentada. A Perry tem sido feita por séculos, com as principais áreas produtivas sendo o norte da França, particularmente a Normandia, o interior da Inglaterra, País de Gales e também a Suécia. Pera de variedades particulares são usadas, geralmente não comestíveis, mas boas para fermentação, a mais popular sendo a Blakeney Red. As peras adequadas para a produção da Perry são altas em tanino e ácidas, produzindo Perrys de sabor mais pungente, freqüentemente sendo comparadas a champagne. As Perrys mais doces tem níveis mais altos de açúcares não fermentados.


O exemplar da foto se chama Gwatkin Blakeney Red Perry e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=36121


Termina hoje a subsérie sobre Ciders e amanhã começa a nova subsérie sobre Ales de Estilo Belga (Belgian-style Ales), inaugurada pela charmosa Abbey Dubbel. Até lá!


Cheers!

LAMBIC - GUEUZE


A Gueuze é um tipo tradicional de Lambic, servido sem a adição de fruta no barril. A Lambic é feita com malte de cevada e trigo não-maltado e é fermentado com levedos selvagens. No sentido mais puro, esses levedos precisam ser do Vale do Sena na região de Bruxelas e não podem ser colhidos em qualquer lugar. O termo 'lambic' se refere tanto como ao estilo em geral como ao subestilo específico. O primeiro é 'puro', de preferência não filtrado, e parado. É também geralmente jovem e pode ser assertivo em sua acidez. A Gueuze é uma mistura de lambics jovens e velhas. Os levedos são rejuvenescidos e a carbonatação flui. A velha lambic tem característica mais refinada. O lúpulo utilizado é velho e age apenas como conservante, então o traço lupulado não é parte do estilo. Os levedos selvagens não apenas fermentam e azedam a cerveja, mas também trazem os sabores estranhos e imprevisíveis que caracterizam todas as Lambics. Uma Gueuze de qualidade deve ser azeda e muito complexa. Os melhores exemplos são as mais complexas cervejas do mundo, e também deixam a maioria dos champanhes no chinelo. O final tende a ser extremamente seco.



Continua amanhã a subsérie sobre Belgian-style Ales com o subestilo Lambic - Unblended. Até lá!


Cheers!

24) TRADICIONAL MEAD 24a) DRY MEAD


Antes de começar o subestilo desse novo estilo, algumas diretrizes gerais dos Mead devem ser consideradas:


Atributos importantes que precisam ser especificados:
Doçura: uma Mead pode ser seca, semi-doce ou doce. A doçura simplesmente se refere ao volume de açúcar residual na Mead. A doçura é freqüentemente confundidas com frutagem nas Mead secas. O corpo é relacionado à doçura, mas Meads secas também podem ter algum corpo. Meads secas não precisam ser extremamente secas. Meads doces não precisam ser pegajosamente doces e não devem ter caráter bruto e não fermentado de mel. A doçura independe da força.
Carbonatação: uma Mead pode ser parada, levemente espumante ou espumante. As Meads paradas não necessariamente são totalmente ‘chocas’; elas também podem apresentar bolhas bem pequenas. Meads levemente espumantes têm um volume moderado e perceptível de carbonatação. Meads espumantes/borbulhantes não chegam a jorrar, mas podem ter um caráter que vai de consistente a semelhante ao de champagnes e/ou refrigerantes.
Força: uma Mead pode ser categorizadas como Hydromel, padrão ou de força máxima. A força se refere ao teor alcoólico da Mead (e também ao volume de mel e fermentáveis usado para fazê-la). Meads mais fortes devem ter maior caráter de mel e corpo (bem como teor alcoólico) que Meads mais fracas, embora essa não seja uma regra estrita.
Variedade de mel: alguns tipos de mel tem forte caráter variado (aroma, sabor, cor, acidez).
Ingredientes especiais: diferentes subestilos podem incluir frutas, condimentos, malte, etc.
Aparência: a claridade vai de boa a brilhante. Exemplos claríssimos e refletivos com ‘meia-lua’ brilhante e distinta são altamente desejáveis. São indesejáveis partículas observáveis (até mesmo em exemplos claros). Exemplos altamente carbonatados usualmente terão espuma de curta duração, similares à de um champagne ou refrigerante. Alguns aspectos de formação de espuma ou bolhas que podem ser observados e comentados incluem tamanho (grande ou pequeno), persistência, quantidade, velocidade de formação e aparência ou qualidade da permanência da espuma. Os componentes de bolhas ou espuma irão variar grandemente dependendo do nível de carbonatação, ingredientes e tipo de Mead. Em geral, bolhas menores são mais desejáveis e indicam maior qualidade que as bolhas menores. As cor pode variar imensamente dependendo da variedade do mel e outros ingredientes opcionais (ex: fruta, malte). Algumas variedades de mel são quase claras, embora ou8tras possam ser marrom-escuras. A maior parte vai de cor de palha a dourado. Se nenhuma variedade de mel for declaradas, quase qualquer cor é aceitável. Se uma variedade de mel for declarada, a cor deve geralmente sugerir qual mel foi usado. Devem ser consideradas tonalidade, saturação e pureza da cor. Versões mais fortes podem mostrar sinais de corpo, mas níveis mais altos de carbonatação podem interferir nessa percepção.
Aroma: a intensidade do aroma de mel irá variar baseada na doçura e na força do Mead. Versões mais fortes ou mais doces podem ter um caráter mais forte de mel que em versões mais secas ou mais fracas. Variedades diferentes de mel têm diferentes intensidades e caráter; alguns (ex: folha de laranjeira, fagópiro) são mais identificáveis que outros (ex: abacate, folha de palmeira). O aroma pode ser similar ao de vinho e pode incluir notas frutas, florais ou condimentadas. O bouquet (aromas ricos e complexos surgem da combinação de ingredientes, fermentação e envelhecimento) devem mostrar um agradável caráter de fermentação, com aromas limpos e frescos sendo preferíveis a notas sujas, levedadas ou enxofradas. Um bouquet multifacetado, também conhecido como complexidade ou profundidade, é um atributo positivo. Aromas fenólicos ou de diacetil não devem estar presentes. Aromas severos ou químicos não devem estar presentes. Pode estar presente uma leve oxidação, dependendo da idade, e pode resultar em notas a la sherry, que são aceitáveis em níveis baixos a moderados. Um excessivo casráter de sherry é considerado falta na maioria dos estilos (exceto em certas especialidades polonesas, ou outros Meads almejando um caráter de sherry). É indesejável oxidação que resulte em um caráter que lembre papel. Aromas alcoólicos podem estar presentes, mas sobrenotas quentes, solventes ou irritantes são um defeito. A harmonia e o balanço de aroma e bouquet deve ser agradável e cativante.
Sabor: a intensidade do sabor do mel irá variar dependendo das doçura e da força do Mead. Versões mais fortes e mais doces terão sabor mais forte de mel que versões mais ecas e mais fracas. Diferentes variedades de mel têm diferentes intensidades e caráter; alguns (ex: flor de laranjeira, fagópiro) são mais identificáveis que outros (ex: açafroa, folha de palmeira). O nível de doçura residual irá variar com a doçura do Mead; Meads secos não terão açúcar residual, os doces terão doçura perceptível a destacadas, os semi-doces terão uma doçura balanceada. Em nenhum caso a doçura residual deve ser xaroposa, enjoativa ou parecer como mel não-fermentado. Quaisquer aditivos, como ácido ou tanino, deve incrementar o sabor de mel e dar balanço ao caráter geral do Mead, mas não ser excessivamente azedo ou adstringente. Sabores artificiais, químicos, severos, fenólicos ou amargos são defeitos. Carbonatação mais alta incrementa a acidez e dá uma ‘mordida’ ao final. O retrogosto deve ser avaliado; finais mais longos geralmente são mais desejados. Um sabor multifacetado, também conhecdido como co9mplexidade ou profundidade, é um atributo positivo. Levedo ou características de fermentação oscilam de zero a perceptíveis, com sabores de éster, limpos e frescos sendo mais desejáveis. Sabores de álcool devem ser suaves e bem envelhecidos, não severos ou solventes. Leve oxidação pode estar presente, dependendo da idade, mas um caráter excessivo de sherry ou papel deve ser evitado. Envelhecimento e condicionamento geralmente suaviza os sabores e cria um produto mais elegante, misturado e redondo sabores tendem a se tornar mais sutis com o passar do tempo e podem deteriorar-se com envelhecimento estendido.
Paladar: textura suave. Exemplos bem feitos freqüentemente terão elegante caráter de vinho. O corpo pode variar imensamente, embora a maioria seja médio-leve a médio-cheia. O corpo geralmente aumenta em Meads mais fortes/doces e por vezes pode ser bem encorpado e pesado. Similarmente, o corpo geralmente diminui com gravidades mais baixas e/ou Meads mais secas, e em alguns casos pode ser bem leve. Sensações de corpo não devem ser acompanhadas por uma doçura excessivamente pegajosa (até mesmo em Meads doces). Um corpo muito ralo ou aguado é também indesejável. Alguma acidez natural está geralmente presente (particularmente nas variedades baseadas em frutas). Baixos níveis de adstringência está presente em alguns casos (de frutas ou condimentos específicos, chá, aditivos químicos ou envelhecimento em carvalho). Acidez e ajuda de taninos balanceiam o níveis gerais de mel, doçura e apresentação de álcool. A carbonatação pode variar imensamente. Meads ‘parados’ podem ter um nível bem leve de carbonatação, Meads ligeiramente carbonatados podem ter bolhas perceptíveis e versões altamente carbonatadas podem ter níveis consistentes à semelhantes aos de champagne e refrigerantes. Altas carbonatações irão incrementar a acidez e dar uma ‘mordida ao final’. Uma presença aquecedora de álcool está presente com freqüência e esse caráter usualmente aumenta com o teor alcoólico (embora a sensação possa ser suavizada por um envelhecimento estendido).
Impressão geral: uma ampla gama de resultados é possível, mas exemplos bem feitos terão um adorável balanço de sabores de mel, doçura, acidez, taninos e álcool. Força, doçura e idade afetam grandemente a apresentação geral. Quaisquer ingredientes especiais devem ser bem misturados com os outros ingredientes e levam a um harmonioso produto final.
Ingredientes: o Mead é feito primariamente de mel, água e levedo. Alguns ajustes mínimos em acidez e taninos pode ser feitos com frutas cítricas, chá, químicos ou o uso de envelhecimento em carvalho; entretanto, esses aditivos não devem ser prontamente discerníveis no sabor ou aroma. Nutrientes de levedo podem ser usados mas não devem ser detectados.
Estatísticas vitais:
OG:
Hydromel: 1.035 – 1.0.80
Padrão: 1.080 – 1.120
Forte: 1.120-1.170
ABV:
Hydromel: 3.5 – 7.5%
Padrão: 7.5 – 14%
Forte: 14 – 18%
FG:
Seco: 0.990 – 1.010
Semi-doce: 1.010 – 1.025
Doce: 1.025 – 1.050
IBUs: é relevante apenas para a variedade Braggot, mas lúpulos para dar amargor são opcionais até mesmo nesse estilo.
SRM: basicamente irrelevante já que o mel vai de quase claro a marrom escuro. Melomel e Pyment podem ter tonalidade laranja, vermelha, Pink e/ou roxa. Os Cyser são quase sempre dourados. Os Braggots, de amarelos a pretos. Em todos os casos, a cor deve refletir os ingredientes usados (tipo de mel, fruta e/ou malte).

DRY MEAD


Aroma: o aroma de mel pode ser sutil, embora nem sempre identificável. Doçura ou significativo aroma de mel não deve ser esperado. Se uma variedade de mel for declarada, a variedade deve se destacar (se for perceptível). Diferentes tipos de mel têm diferentes intensidade e características. A descrição padrão se aplica para o restante das características.
Aparência: a descrição padrão se aplica.
Sabor: caráter sutil de mel (caso haja), e pode apresentar caráter variável sutil a perceptível se um mel variado for declarado (diferentes variedades tem diferentes intensidades). Nenhuma a mínima doçura residual com final seco. Características enxofradas, fortes ou levedadas de fermentação são indesejáveis. A descrição padrão se aplica para o restante das características.
Paladar: a descrição padrão se aplica, embora o corpo geralmente vá de leve a médio. Meads mais fortes serão mais encorpadas. A sensação de corpo não deve ser acompanhada por uma doçura residual perceptível.
Impressão geral: similar em balanço, corpo, final e intensidade do sabor a um vinho branco seco, com uma agradável mistura de caráter sutil de mel, suaves ésteres frutados e álcool limpo. Complexidade, harmonia e balanço de elementos sensoriais são mais desejáveis, sem inconsistências na cor, aroma, sabor e retrogosto. O balanço apropriado de doçura, acidez, álcool e caráter de mel é a medida final essencial de qualquer Mead.
Ingredientes: se aplica a descrição padrão. Meads tradicionais apresentar o caráter de um mel misturado ou de uma mistura de méis. Meads variados apresentam o caráter distinto de certos tipos de mel. Meads para apresentações não contém aditivos.
Exemplos comerciais: Lurgashall Christmas Mead, Chaucer’s Mead, Rabbit’s Foot Sweet Wildflower Honey Mead, Intermiel Benoîte


Ilustra o espaço de hoje a Lurgashall Christmas Mead, exemplar também encontrado em



Continua amanhã a família Traditional Mead com o subestilo Semi-sweet Mead. Até lá!


Cheers!

28c) APPLEWINE


O termo para essa categoria é tradicional, mas possivelmente traiçoeiro; é simplesmente uma cidra com substancial adição de açúcar para alcançar maior teor alcoólico que uma cidra comum.


Aroma/sabor: comparável ao de uma Common Cider. O caráter de cidra deve ser destacado. Bem seca a ligeiramente média.

Aparência: clara a brilhante, pálida a dourado-médio. Turbidez inapropriada. Cores escuras não são esperadas a menos que variedades de frutas com alto teor de tanino tenham sido usadas.

Paladar: mais leve que outras cidras, porque o maior teor alcoólico é derivado da adição de açúcar em vez de suco. A carbonatação pode oscilar de parada à similar com a de um champagne.

Impressão geral: como um vinho branco seco, balanceada, e com baixa adstringência e amargor.

Estatísticas vitais:

OG: 1.070 – 1.100 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 9 – 12%

Exemplos comerciais: AEppelTreow Summer’s End, Wandering Aengus Pommeau, Uncle John’s Fruit House Winery Fruit House Apple, Irvine's Vintage Ciders

Ilustra o espaço de hoje a AeppelTreow Summer's End Apple Wine, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/aeppeltreow-summers-end-apple-wine/87214/


Termina amanhã a família Specialty Cider and Perry e também a série BJCP sobre estilos de cerveja com o subestilo Other Specialty Cider/Perry. Até lá!


Cheers!

2f) BIÉRE DE CHAMPAGNE/BIÈRE BRUT


Um dos mais novos e mais interessantes estilos de cerveja, a Bière de Champagne tem muito potencial dentro da indústria de cerveja como um produto de destaque nas prateleiras. Inicialmente envasada na Bélgica, ela é tipicamente submetida a uma longa maturação. Algumas são até mesmo envelhecidas em caves na região de Champagne, na França, e então submetidas aos processos de "remuage" e "dégorgement", conhecidos como o "método champenoise" - o processo de remover o levedo da garrafa. A maioria delas é delicada, com alto teor alcoólico, muita carbonatação e por vezes condimentada. Sua coloração varia de bem pálida a tons escuros. Envasada em garrafas de champagne de 750ml, com rolha. Seu teor alcoólico oscila entre 10 e 14%.

Ilustra o espaço de hoje a DeuS (Brut des Flandres), um dos maiores ícones do estilo e a melhor cotada na fonte de consulta. Ela pode ser encontrada em

Continua amanhã a série sobre Belgian/French Ales com o subestilo Bière de Garde. Até lá!

Cheers!

LUST PRESTIGE


Diagnóstico

Essa Belgian Strong Ale da cervejaria brasileira Eisenbahn sempre me trouxe muita expectativa. Afinal, sua garrafa à la champagne, a produção através do método champenoise, o alto preço, todas eram características que sempre me diziam que essa seria uma espetacular cerveja, com certas semelhanças com a bebida francesa acima citada. Em termos de aparência, seu principal trunfo é a garrafa. Despejada na minha taça trapista, apresentou espuma média, aerada e branca. Moderda formação de colarinho. Espuma de longevidade reduzida. Corpo translúcido, borbulhante, denso e âmbar. Aroma: pêssego, maçã, abacaxi, goma de mascar, vinho branco e lufadas de álcool (a mesma tem teor alcoólico de 11,5%). Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: pesado amargor e moderado dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, forte carbonatação, textura seca e final levemente alcoólico. Forte álcool, aquecimento alcoolico, dulçor inicial frutado, muito forte, nao combina com o estilo (puxando mais pra uma tripel). Confesso que esperava MUITO mais dessa cerveja (que, segundo ouvi falar, teria um paladar seco, muito longe do extremo dulçor que experimentei).

Custo-benefício: garrafa de 750ml adquirida por R$ 80 no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR. Mal negócio, julgo que valha a metade desse valor, equiparando-se à outras belgas do estilo, que a superam em qualidade.

Nota: 125 Skol ou 3.6/5.0

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BACCHUS KRIEKENBIER


Descrição comercial


Van Honsebrouck é uma cervejaria familiar na região oeste de Flandres, na Bélgica, que faz um portfólio de cervejas que inclui a Bacchus, uma cerveja no estilo local da região. É nessa cerveja que são baseadas cereja e framboesa, uma Fruit Beer premium pela qual a Bélgica é bem conhecida. Embrulhada a mão e apresenta em meias-garrafas de Champagne. É uma cerveja notável.


Diagnóstico


Essa Sour/Wild Ale belga tem espuma aerada, volumosa e marrom-clara, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Coropo opaco, denso e marrom-avermelhado. Aroma: massa de pão, cereja e lúpulo moderado. Sabores inicial e final: pesado dulçor e leve amargor; curta duração. Paldar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final de moderada adstringência. Bem adocicada, mas saborosa. Copos recomendados: Snifter, Tulip, Tumbler.


Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por R$ 19,55 através do site nonobier.com.br - 75% do valor estariam muitíssimo bem pagos.


Nota: 25 skol ou 3.4/5.0


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CHIMAY ROUGE (RED)

Descrição comercial


Ingredientes: malte Pilsner (cevada francesa de Champagne); amigo de trigo ou farinha (10% - 15%); dextrose (5%); extrato de malte (0.1%); extrato de lúpulo alemão Hallertaur (aroma) & lúpulos norte-americanos Galena (para amargor). Levedura e açúcar invertido adicionado à cerveja engarrafada.A Chimay Red se distingue por sua cor acobreada, que a faz especialmente atraente. Coberta por uma espuma cremosa, que a confere um leve aroma frutado de damasco produzido pela fermentação. O sabor percebido na boca é um balanço confirmando as nuances frutadas percebidas na fragrância. Seu sabor, que confere uma sensação sedosa à língua, é tornada refrescante por um leve toque de amargor. Para o paladar, o degustador percebe uma agradável adstringência que complementa as qualidades de sabor dessa cerveja muito harmoniosamente. Essa cerveja trapista de alta fermentação, refermentada na garrafa, não é pasteurizada.


Diagnóstico


Essa Abbey Dubbel belga tem espuma volumosa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco, denso e marrom-escuro com toques âmbar. Aroma: malte pesado, caramelo, café suave, pera, noz-moscada, baunilha, álcool. Sabor inicial: pesado dulçor e leve amargor. Sabor final: moderado dulçor e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, média carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. Forte dulçor caramelado e achocolatado, Forte aquecimento alcoólico; bem doce, O álcool mascara outros sabores que senão o dulçor caramelado, Toques frutados lembrando pêra pela metade do copo, aparenta mais q os 7%, baixa drinkability. Lembra destilado em alguns momentos. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 18 no Armazém da Serra, em Curitiba-PR. Copo recomendado: Trappist Glass.


Nota: 80 skol ou 3.6/5.0

segunda-feira, 17 de março de 2014

FANTÔME SAISON

Descrição comercial

Essa é uma Ale tremendamente deliciosa, textural, carbonatada e campestre, de cor dourado brilhante, sabor cítrico e azedo, reminiscente de um bom champagne ou Lambic mas em uma categoria toda especial. A Fantôme – Golden ale tem teor alcoólico de 8%  e aroma maravilhosamente mofado e cheio de personalidade. Há muitos degustadores por aí que a chamam de "néctar dos deuses". Certamente nenhuma outra cervejaria faz uma cerveja assim, tanto na Bélgica como em nenhum outro lugar. Quantas cervejas de 8% oferecem tal frutagem fresca? Uma sólida Saison belga em sua base, com um incomum revestimento frutado.

Diagnóstico

Essa Saison belga tem espuma imensa, cremosa e branca, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo opaco, denso e amarelo-escuro. Aroma: lúpulo moderado, herbal, banana,maçã, vinho branco, madeira, cravo e álcool. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e moderadamente alcoólico. O maravilhoso aroma remete ao campo, cheio de ervas e frutas. O sabor lembra bastante maçã, também bem campestre. O retrogosto é bastante semelhante ao que fica na boca após saborear uma maçã. Bem carbonatada, quase vazou ao tirar a rolha da garrafa. A textura lembra bastante a de um vinho branco, bem como seu amargor final, que é bem mais alcoólico do que o esperado. Saison maravilhosa, complexa, completa. A melhor que já degustei. Copo recomendado: Tulip. Garrafa de 750ml adquirida por R$ 65,60 através do site beeronline.com.br.

Nota: 260 skol ou 4.1/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/fantome-saison/7661/65483/

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

SAMUEL ADAMS UTOPIAS

O post de hoje, o último da série a respeito das doze cervejas que degustei na República da Cerveja, em Curitiba-PR, no último dia 19 de dezembro, é a respeito de um espécime que há muito tempo eu queria degustar, mas nunca havia tido a oportunidade, a mítica Samuel Adams Utopias, cuja garrafa pode chegar a custar US$ 500 nos Estados Unidos, sua terra natal. Infelizmente, dado ao alto custo (R$ 100 por 75ml do elixir) tive que dividir uma dose com mais 5 pessoas, o que me rendeu apenas duas pequenas sorvidas do precioso líquido. Seguem as impressões que consegui retirar dessa experiência, junto com a já tradicional descrição comercial da cerveja.

Descrição comercial

Para criar a Utopias, os cervejeiros da Sam Adams usaram ingredientes tradicionais para fazer cerveja, incluindo quatro tipos de lúpulos nobres, que lhe conferem um sabor ligeiramente herbal, lembrando terra. A condimentação dos lúpulos realmente vem à tona. Na verdade, a Utopias MMII tem até mesmo sido descrita por alguns como quase "ardente" - uma descrição adequada para a cerveja mais forte da história. Além da marca especial de lúpulos, a Utopias apresenta ingredientes que realmente a destacam de outras variedades de cerveja. A Utopias MMII contém caramelo e maltes Vienna que lhe conferem sua rica cor âmbar e vários tipos diferentes de levedura, incluindo uma variedade encontrada no champanhe. $100 a garrafa e é limitada e 3000 garrafas, que parecem com chaleiras de cobre.

Diagnóstico

Esse Barley Wine norte-americano praticamente não tem espuma e o pouco que tem é desaparece muito rapidamente. Seu corpo é opaco, denso e marrom-escuro. O aroma tem forte presença de álcool (seu teor é de 27%), frutas secas, figo, castanha, conhaque e chocolate. Sabores inicial e final: pesado dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, suave carbonatação, textura oleosa e final pesadamente alcoólico. O sabor em geral é bem alcoólico, trazendo ainda frutas secas e figo. Copo recomendado: Snifter.

Nota: 350 skol ou 4.4/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/samuel-adams-utopias/12228/65483/