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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

SAMUEL ADAMS UTOPIAS

O post de hoje, o último da série a respeito das doze cervejas que degustei na República da Cerveja, em Curitiba-PR, no último dia 19 de dezembro, é a respeito de um espécime que há muito tempo eu queria degustar, mas nunca havia tido a oportunidade, a mítica Samuel Adams Utopias, cuja garrafa pode chegar a custar US$ 500 nos Estados Unidos, sua terra natal. Infelizmente, dado ao alto custo (R$ 100 por 75ml do elixir) tive que dividir uma dose com mais 5 pessoas, o que me rendeu apenas duas pequenas sorvidas do precioso líquido. Seguem as impressões que consegui retirar dessa experiência, junto com a já tradicional descrição comercial da cerveja.

Descrição comercial

Para criar a Utopias, os cervejeiros da Sam Adams usaram ingredientes tradicionais para fazer cerveja, incluindo quatro tipos de lúpulos nobres, que lhe conferem um sabor ligeiramente herbal, lembrando terra. A condimentação dos lúpulos realmente vem à tona. Na verdade, a Utopias MMII tem até mesmo sido descrita por alguns como quase "ardente" - uma descrição adequada para a cerveja mais forte da história. Além da marca especial de lúpulos, a Utopias apresenta ingredientes que realmente a destacam de outras variedades de cerveja. A Utopias MMII contém caramelo e maltes Vienna que lhe conferem sua rica cor âmbar e vários tipos diferentes de levedura, incluindo uma variedade encontrada no champanhe. $100 a garrafa e é limitada e 3000 garrafas, que parecem com chaleiras de cobre.

Diagnóstico

Esse Barley Wine norte-americano praticamente não tem espuma e o pouco que tem é desaparece muito rapidamente. Seu corpo é opaco, denso e marrom-escuro. O aroma tem forte presença de álcool (seu teor é de 27%), frutas secas, figo, castanha, conhaque e chocolate. Sabores inicial e final: pesado dulçor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, suave carbonatação, textura oleosa e final pesadamente alcoólico. O sabor em geral é bem alcoólico, trazendo ainda frutas secas e figo. Copo recomendado: Snifter.

Nota: 350 skol ou 4.4/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/samuel-adams-utopias/12228/65483/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

NOGNE TWO CAPTAINS DOUBLE IPA

Descrição comercial

Jan Halvor Fjeld, vencedor do campeonato de home brewing norueguês de 2010 produziu a sua Imperial IPA campeã na Nøgne Ø.  É claro que nós da Nøgne Ø estamos orgulhosos de ajudá-lo a concretizar isso. Ingredientes: água de Grimstad, cevada maltada, lúpulos e levedura inglesa para Ale.

Diagnóstico
 
Essa Imperial/Double IPA norueguesa tem espuma média, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Aroma: casca de laranja, forte lúpulo. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, forte carbonatação, textura aguada e final metálico e moderadamente alcoólico. Condimentada. Copos recomendados: Shaker e Snifter. Garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 60 na República da Cerveja, em Curitiba-PR.

Nota: 55 skol ou 3.1/5.0

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http://www.ratebeer.com/beer/nogne-o-two-captains-double-ipa/125773/65483/

domingo, 5 de janeiro de 2014

MINHA MILÉSIMA CERVEJA: SOUTHERN TIER OAK AGED BACK BURNER

Logo ao entrar no excelente bar República da Cerveja, em Curitiba-PR, em 19 de dezembro de 2013, me deparei com um dilema. Faltavam sete cervejas para eu alcançar meu mítico milésimo rótulo e eu tinha diante de mim centenas de cervejas diferentes, cerca de metade das quais eu ainda não havia provado. Dentre as prováveis candidatas, constavam rótulos de grande renome, como a primeira colocada no ranking do site ratebeer, a Quadrupel belga Westvleteren XII e um de meus objetos de desejo desde que virei entusiasta de cervejas especiais, o Barley Wine americano Samuel Adams Utopias (que acabei degustando mais tarde naquela noite, em outra posição).
Enfim, após muitas ponderações, acabei decidindo que a milésima seria uma representante de meu estilo favorito de cerveja, os Barley Wine. Descartada a Utopias (devido ao preço, R$ 100 por uma dose de 75ml; mesmo motivo que me fez desistir da Westvleteren XII, cuja garrafa de 330ml custava cerca de R$ 180), acabei optando por uma recomendação feita por um amigo que provou tantos ou até mais rótulos que eu, um Barley Wine americano envelhecido em barris de carvalho, o que, no papel, parecia uma excelente ideia. Abaixo, explico porque não considerei essa exatamente minha escolha para tão significativa cerveja...


Descrição comercial

Muito tempo atrás, cervejeiros coloniais britânicos produziam Ales especiais usando os primeiros resultados da mistura de malte e outros ingredientes usados para fazer a cerveja. Essas cervejas, hoje em dia chamadas de Barley Wine, são feitas na tradição daqueles tempos. Na Southern Tier essa cerveja tão ansiada é reservada até o começo de um novo ano. O Back Burner Barley Wine é uma celebração de coisas que estão por vir e coisas a serem relembradas. É concebida em três pequenos lotes, usando volumosas quantias de cevada e lúpulo. O processo começa bem cedo pela manhã e termina tarde da noite. Esperamos que essa rara cerveja reanime seu espírito para uma outra viagem ao redor do sol.

Diagnóstico

Esse Barley Wine norte-americano tem espuma volumosa, esbranquiçada e aerada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco, denso e âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, chá mate, lúpulo moderado e caramelo. No aroma, já reparei que havia algo "errado", principalmente tomando como base o maravilhoso Barley Wine que eu havia degustado alguns dias antes, o dinamarquês Evil Twin Torst Front Room. Ao tomar o primeiro gole, minhas suspeitas se concretizaram. Senti leve dulçor (o estilo se caracteriza por ser bem adocicado e alcoólico) e, pasmem, moderadamente amargo, característica essa lupulada, típica da escola norte-americana. O sabor final foi ainda mais "decepcionante", com moderados amargor e dulçor e toques salgados, com final de longa duração. Entendo que alguns estilos possam ser renovados e ter algumas experiências, mas em minha opinião esta foi extremamente mal-sucedida, maculando um estilo que em nada se beneficia de amargor lupulado, muito pelo contrário. O paladar, sim, seguiu os ditames do estilo, com corpo médio-cheio, forte carbonatação, textura oleosa e final metálico e pesadamente alcoólico. Mais uma experiência ruim minha com a cervejaria Southern Tier, cujas IPA e Wheat Ale já foram resenhadas nesse beerlog. A garrafa de 500ml foi adquirida por R$ 60 no bar supracitado. Copo recomendado: Snifter. Como conclusão, espero que eu tenha melhor sorte no número 2,000.

Nota: 80 skol ou 3.0/5.0

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ST BERNARDUS CHRISTMAS ALE

Descrição comercial

A St. Bernardus Christmas Ale é a descendente mais jovem da ilustra família de deliciosas Abbey Ales feitas pela cervejaria St. Bernardus. Essa cerveja especial, com teor alcoólico de 10%, é caracterizada por sua cor escura, espuma densa e cremosa e sabor encorpado e quase aveludado, com notas frutadas. É uma Ale sazonal, produzida anualmente para o período natalino. As longas noites de inverno são momentos perfeitos para saborear essa Ele com ou sem amigos e para desfrutar de seus sabor e retrogosto únicos e complexos.

Diagnóstico

Essa Belgian Strong Ale belga tem espuma pequena, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo opaco, denso e marrom. Aroma: madeira, maçã, álcool, anis, erva-doce, funcho e pinho. Sabor inicial: pesado dulçor. Sabor final: pesado dulçor e leve amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico e pesadamente alcoólico. Cerveja bem alcoólica, com toques de anis e funcho no paladar. Condimentada, com dulçor maltado. Garrafa de 750ml adquirida por R$ 60 na República da Cerveja, em Curitiba-PR. Copos recomendados: Trappist Glass, Tulip e Tumbler.

Nota: 120 skol ou 3.3/5.0

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domingo, 29 de dezembro de 2013

FLYING DOG SNAKE DOG IPA

Descrição comercial

A Snake Dog é uma IPA tradicional, produzida com os maltes ingleses Maris Otter e Golding. A lupulagem seca com as variedades Chinook e Golding contribui para as características aromáticas frutadas e florais características dessa IPA.

Diagnóstico

Essa IPA norte-americana tem espuma média, branca e aerada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e amarelo-escuro. Aroma: laranja, flores, lúpulo pesado, mel e caramelo. Sabor inicial: leve amargor e moderado dulçor. Sabor final: moderados amargor e dulçor; longa duração. Paladar: corpo leve, forte carbonatação, textura aguada e final metálico. Nada especial, mais uma IPA mainstream. Garrafa de 330ml adquirida por R$40 na República da Cerveja, em Curitiba-PR. Copos recomendados: Shaker e Tulip.

Nota: 60 skol ou 3.3/5.0

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Crédito da foto: Luiz Fernando Cavalheiro

sábado, 28 de dezembro de 2013

SÉRIE REPÚBLICA DA CERVEJA - FLYING DOG UNDERDOG ATLANTIC LAGER

Olá a todos!

Começa nesse final de ano a série de reviews referentes às cervejas que degustei no último dia 19 de dezembro em uma confraria na República da Cerveja, excelente bar localizado em Curitiba-PR. Devido ao grande número de cervejas e confrades e ao escasso tempo, informo-lhes de antemão que os onze próximos posts serão mais resumidos que os usuais, exatamente devido às condições acima relatadas.

Segue o primeiro review e long live the beer!

Descrição comercial

A UnderDog é leve e refrescante, com lúpulo fresco de lager e harmoniza melhor com comidas como saladas simples, provolone e queijos Monterey jack, frutos do mar e proteínas leves.

Diagnóstico

Essa Premium Lager norte-americana tem espuma média, aerada e branca, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo claro, ralo e amarelo. Aroma: lúpulo moderado, mel, grama, hortelã e manjericão. Sabores inicial e final: leve amargor; média duração. Paladar: corpo leve, forte carbonatação, textura seca e final metálico. Interessante amargor herbal. Boa drinkability. Sem dulçor. Garrafa de 330ml adquirida por R$40 na República da Cerveja, em Curitiba-PR. Copo recomendado: Lager Glass.

Nota: 80 skol ou 3.6/5.0

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Créditos da foto: Luiz Fernando Cavalheiro