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quinta-feira, 18 de junho de 2026

14) INDIA PALE ALE (IPA) 14a) ENGLISH IPA


Aroma: moderado a moderadamente alto aroma de lúpulo com típicos traços florais, frutados ou de terra, embora a intensidade do caráter de lúpulo seja usualmente menor que das versões americanas. Um leve aroma seco-lupulado de grama é aceitável, mas não requerido. É comum uma presença moderada de malte tostado ou lembrando caramelo. Baixa a moderada frutagem, dos ésteres ou dos lúpulos, pode estar presente. Algumas versões podem ter presença de enxofre, embora esse traço não seja obrigatório.
Aparência: coloração vai de âmbar dourado a cobre claro, mas a maioria vai de amarelo-claro a âmbar médio com tinturas alaranjadas. Deve ser clara, embora versões secas-lupuladas não-filtradas possam ser um pouco turvas. Espuma de boa persistência com coloração esbranquiçada. Sabor: o sabor de lúpulo vai de médio a alto, com moderado a destacado amargor de lúpulo. O sabor de lúpulo deve ser similar ao aroma (floral, frutado, lembrando terra ou grama). O sabor de malte deve ser médio-baixo a médio-alto, mas deve ser perceptível, agradável, e auxiliar o aspecto de lúpulo. O malte deve mostrar um caráter inglês e lembrar algo de pão, biscoito, torrada, toffee e/ou caramelo. Apesar do substancial caráter de lúpulo típico dessas cervejas, sabor, corpo e complexidade de malte suficientes para dar suporte aos lúpulos irão prover o melhor balanço. Níveis muito baixos de diacetil são aceitáveis e a frutagem vinda da fermentação ou dos lúpulos irá contribuir para a complexidade geral. O final vai de médio a seco e o amargor pode permanecer até o aftertaste, mas não deve ser muito pesado. Se água com alto teor de sulfato for usada, um final destacadamente mineralizado, seco, com algum sabor de enxofre e amargor persistente estará usualmente presente. Algum sabor limpo de álcool pode ser notado em versões mais fortes. A presença de carvalho é inapropriada para esse estilo.
Paladar: suave, corpo médio-leve a médio, ser adstringência oriunda do lúpulo, embora uma carbonatação moderada a média-alta possa ser combinada para produzir uma sensação geral seca na presença da doçura do malte. Algum suave aquecimento alcoólico pode e deve ser sentido em versões mais fortes (mas não em todas).
Impressão geral: uma Pale Ale lupulada e moderadamente forte que apresenta características consistentes com o uso de malte, lúpulos e levedo inglês. Tem menos caráter de lúpulo e sabor de malte mais pronunciado que as versões americanas.
História: produzida para sobreviver às viagens da Inglaterra até a Índia. As temperaturas extremas e o balanço do mar resultava em uma cerveja altamente atenuada após a chegada. As English Pale Ale era derivadas das Índia Pale Ale.
Comentários: uma Pale Ale produzida com gravidade e taxas de lúpulo aumentadas. Versões moderadas de IPAs inglesas são geralmente pálidas em comparação a suas ancestrais. O termo ‘IPA’ é largamente aplicado em cervejas inglesas comerciais nos dias de hoje e tem sido usado, incorretamente, em cervejas com teor alcoólico abaixo de 4%. Geralmente terá mais lúpulos finais e menor frutagem e caramelo que as English Pale Ale e Bitters. Versões mais frescas terão obviamente um caráter mais significativo de lúpulos finais.
Ingredientes: malte Pale Ale (bem modificado e adequado para infusões de temperatura única); lúpulos ingleses, levedo inglês que pode dar um perfil frutado ou enxofrado/mineralizado. Açúcar refinado pode ser usado em algumas versões. Água com alto teor de sulfato e baixo de carbonato é essencial para atingir um agradável amargor de lúpulo em autênticas versões Burton, embora nem todos os exemplos exibam esse forte caráter de sulfato.
Estatísticas vitais:
IBUs: 40-60 SRM: 8-14 OG: 1.050-1.075 FG: 1.010-1.018 ABV: 5-7.5%
Exemplos comerciais: Meantime India Pale Ale, Freeminer Trafalgar IPA, Fuller's IPA, Ridgeway Bad Elf, Summit India Pale Ale, Samuel Smith's India Ale, Hampshire Pride of Romsey IPA, Burton Bridge Empire IPA,Middle Ages ImPailed Ale, Goose Island IPA, Brooklyn East India Pale Ale

Ocupa o espaço de hoje a Meantime India Pale Ale, exemplar também encontrado em
http://www.ratebeer.com/beer/meantime-india-pale-ale/48498/

Tem sequência amanhã a família India Pale Ale (IPA), com o subestilos American IPA. Até lá!

Cheers!

14b) AMERICAN IPA


Aroma: destacado a intenso aroma de lúpulo com caráter cítrico, floral, lembrando perfume, resina, pinha ou frutado derivado de lúpulos americanos. Muitas versões são secas-lupuladas e podem ter um aroma adicional de grama, embora isso não seja requerido. Alguma doçura limpa maltada pode ser encontrada em segundo plano, mas deve estar em um nível mais baixo que nos exemplos ingleses. Pode ser detectada frutagem, tanto dos ésteres como dos lúpulos, em algumas versões, embora um caráter neutro de fermentação também seja aceitável. Algum álcool pode ser percebido.
Aparência: a coloração vai de dourado médio a cobre-avermelhado médio; algumas versões podem ter uma tintura alaranjada. Deve ser limpa, embora versões secas-lupuladas não-filtradas possam ser um pouco turvas. Boa espuma com coloração branca a esbranquiçada e boa persistência.
Sabor: o sabor de lúpulo vai de médio a alto, e deve refletir um caráter de lúpulo americano com aspectos cítricos, florais, frutados de resina ou pinha. Médio-alto a bem alto amargor de lúpulo, embora a espinha dorsal do malte deva suportar o forte caráter de lúpulo e prover o melhor balanço. O sabor de malte deve ir de baixo a médio e é geralmente limpo e doce maltado embora alguns sabores de caramelo ou tostados sejam aceitáveis em níveis baixos. Sem diacetil. Baixa frutagem é aceitável, mas não requerida. O amargor pode permanecer até o aftertaste, mas não deve ser pesado. Final médio-seco a seco. Algum sabor limpo de álcool pode ser notado em versões mais fortes. Carvalho é inapropriado nesse estilo. Pode ser levemente enxofrada, mas alguns exemplos não exibem esse caráter.
Paladar: suave, sensação média-leve a média na boca, sem adstringência derivada do lúpulo, embora sua carbonatação moderada a média-alta possa ser combinada de modo a fornecer uma sensação geral seca na presença da doçura do malte. Algum aquecimento alcoólico pode e deve ser sentido em versões mais fortes (mas não em todas). Geralmente é menos encorpada que suas contrapartidas inglesas.
Impressão geral: uma American Pale Ale moderadamente forte e decididamente mais lupulada e amarga.
História: uma versão americana do histórico estilo inglês, envasada usando ingredientes e atitude americanas.
Ingredientes: malte Pale Ale (bem modificado e adequado para infusão de temperatura única); lúpulos americanos; levedo americano que pode dar um perfil limpo ou ligeiramente frutado. Geralmente só-malte, mas esmagada e misturada com água em temperaturas mais baixas para alta atenuação. O caráter da água varia de suave a moderadamente sulfatada. Versões com perceptível caráter de centeio (‘RyePA’) devem ser incluídas na categoria Specialty Beer.
Estatísticas vitais:
IBUs: 40-70 SRM: 6-15 OG: 1.056-1.075 FG: 1.010-1.018 ABV: 5.5-7.5%
Exemplos comerciais: Bell’s Two-Hearted Ale, AleSmith IPA, Russian River Blind Pig IPA, Stone IPA, Three Floyds Alpha King, Great Divide Titan IPA, Bear Republic Racer 5 IPA, Victory Hop Devil, Sierra Nevada Celebration Ale, Anderson Valley Hop Ottin’, Dogfish Head 60 Minute IPA, Founder’s Centennial IPA, Anchor Liberty Ale, Harpoon IPA, Avery IPA


Na foto de hoje aparece a Sierra Nevada Celebration Ale, também encontrada em



Termina amanhã a família IPA com o subestilo Imperial IPA. Até lá!


Cheers!

14c) IMPERIAL IPA


Aroma: destacado a intenso aroma de lúpulo que pode ser derivado de variedades americanas, inglesas e/ou nobres (embora um caráter cítrico de lúpulo esteja quase sempre presente). Maior parte das versões são secas-lupuladas e podem ter aromas adicionais de resina ou grama, embora isso não seja absolutamente requerido. Alguma limpa doçura maltada pode ser encontrada em segundo plano. Frutagem, tanto dos ésteres como dos lúpulos, também pode ser detectada em algumas versões, embora um caráter neutro de fermentação seja típico. Algum álcool pode usualmente ser percebido, mas não deve ter um caráter ‘quente’.
Aparência: coloração varia de âmbar dourado a cobre-avermelhado médio; algumas versões podem ter tintura alaranjada. Deve ser clara, embora versões secas-lupuladas não-filtradas possam ser um pouco turvas. Espuma esbranquiçada e de boa persistência.
Sabor: o sabor de lúpulo é forte e complexo e pode refletir o uso de variedades americanas, inglesas e/ou nobres. Alto a absurdamente alto amargor de lúpulo, embora a espinha dorsal do malte geralmente suporte o forte caráter de lúpulo e forneça o melhor balanço. O sabor de malte deve ser de baixo a médio e é geralmente limpo e maltado embora alguns sabores de caramelo ou tostados sejam aceitáveis em baixos níveis. Sem diacetil. Baixa frutagem é aceitável, mas não requisitada. Um longo e duradouro amargor está usualmente presente no aftertaste, mas não deve ser pesado. Final médio-seco a seco. Um limpo e suave sabor de álcool está usualmente presente. Carvalho é inapropriado nesse estilo. Pode ser ligeiramente enxofrada, mas a maior parte dos exemplos não exibe esse caráter.
Paladar: corpo suave, médio-leve a médio. Sem a pesada adstringência derivada do lúpulo, embora uma carbonatação moderada a média-alta possa ser combinada para fornecer uma sensação geral seca na presença da doçura de malte. Suave aquecimento alcoólico.
Impressão geral: uma Pale Ale muito forte, intensamente lupulada, sem a grande maltagem e/ou sabores mais profundos de malte de um Barley Wine americano. Fortemente lupulada, mas limpa, sem ser acre, e um tributo às IPAs históricas. Ser fácil de beber é uma importante característica; essa não deve ser uma cerveja pesada, para se bebericar. Também não deve ter muita doçura residual ou forte perfil de grãos.
História: uma recente inovação americana refletindo a tendência de cervejeiros artesanais americanos de alargarem seus limites afim de satisfazerem a necessidade de aficionados por lúpulo por produtos cada vez mais intensos. O adjetivo ‘Imperial’ é arbitrário e simplesmente implica uma versão mais forte de IPA; ‘double’, ‘extra’, ‘extreme’ e qualquer outra variedade de adjetivos seria igualmente válida.
Comentários: maior que English e American IPAs tanto em teor alcoólico como em nível geral de lúpulo (amargor e final). Menos maltada, menos corpo, menos rica e maior intensidade geral de lúpulo que em um Barley Wine americano. Tipicamente com menor gravidade e álcool que o vinho de cevada, já que alto teor alcoólico e malte tendem a limitar a facilidade de beber. Um modelo para lúpulos.
Ingredientes: malte Pale Ale (bem modificado e adequado para infusões de temperatura única); pode usar uma complexa variedade de lúpulos (inglês, americano, nobre). Levedo americano pode dar um perfil limpo ou ligeiramente frutado. Geralmente só-malte, mas sofre infusão em temperaturas mais baixas para alta atenuação. O caráter da água varia de suave a moderadamente sulfatada.
Estatísticas vitais:
IBUs: 60-120 SRM: 8-15 OG: 1.070-1.090 FG: 1.010-1.020 ABV: 7.5-10%
Exemplos comerciais: Russian River Pliny the Elder, Three Floyd’s Dreadnaught, Avery Majaraja, Bell’s Hop Slam, Stone Ruination IPA, Great Divide Hercules Double IPA, Surly Furious, Moylan’s Hopsickle Imperial India Pale Ale, Stoudt’s Double IPA, Dogfish Head 90-minute IPA, Victory Hop Wallop

Embeleza o espaço de hoje a Three Flods Dreadnaught Imperial IPA, também encontrada em



E assim termina a família India Pale Ale (IPA). Amanhã começa a família German Wheat and Rye Beer (Cerveja alemã de trigo ou centeio). Até lá!

Cheers!
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17b) FLANDERS RED ALE


Aroma: complexa frutagem com malte complementar. Altamente frutada, com reminiscência de cerejas negras, laranja, ameixa ou corinto vermelho. Geralmente há algumas notas de baunilha e/ou chocolate. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenos volumes para dar complexidade. O aroma azedo e ácido varia de complementar a intenso. Sem aroma de lúpulo. Diacetil é perceptível apenas em quantidades mínimas, isso se for, como um aroma complementar.
Aparência: vermelho escuro, burgundi a marrom-avermelhado em cor. Boa claridade. Espuma branca a bronze bem pálido. Média a boa retenção de espuma.
Sabor: frutagem intensa comumente inclui ameixa, laranja, cereja negra ou corinto vermelho. Suave caráter de baunilha e/ou chocolate está geralmente presente. Fenóis condimentados podem estar presentes em pequenos volumes para dar complexidade. Caráter azedo e ácido varia de complementar a intenso. Sabores maltados variam de complementares a destacados. Geralmente na medida em que o caráter azedo aumenta, o caráter doce se mistura mais como um tipo de sabor secundário (e vice-versa). Sem sabor de lúpulo. Restrito amargor de lúpulo. Amargor acido e com taninos geralmente está presente em baixa a moderada quantidade e adiciona um caráter de vinho tinto envelhecido com final longo e seco. O diacetil é percebido apenas em quantidades muito pequenas e, se for, como um sabor complementar.
Paladar: corpo médio. Carbonatação baixa a média. Baixa a média adstringência, como um vinho tinto bem envelhecido, geralmente com acidez que enruga a língua. Enganadoramente leve e fresca no paladar, embora um final algo doce não seja incomum.
Impressão geral: uma Ale de estilo belga, complexa, azeda e à la vinho tinto.
História: a cerveja nativa de Flanders do oeste, tipificada pelos produtos da cervejaria Rodenbach, estabelecida em 1820 naquela região, mas refletiva de suas antigas tradições cervejeiras. A cerveja é envelhecida por até dois anos, geralmente em enormes barris de carvalho que contém a bactéria residente necessária para azedar a cerveja. Era comum na Bélgica e Inglaterra misturar cerveja velha com nova para balancear azedume e acidez encontrados em cerveja envelhecida. Apesar da mistura de lotes ser comum nos dias de hoje entre cervejarias de maior porte, esse tipo de mistura é uma arte em extinção.
Comentários: longo envelhecimento e mistura de cervejas jovens e bem envelhecidas geralmente ocorre, somando-se a suavidade e complexidade, embora o produto envelhecido seja por vezes lançado como uma cerveja de especialistas. Conhecida como a Burgundi da Bélgica, tem maior semelhança com vinho que qualquer outro estilo de cerveja. A coloração avermelhada é um produto do malte, embora uma porção prolongada da fervura possa ajudar a adicionar uma atraente tonalidade burgundi. O envelhecimento também irá escurecer a cerveja. A Flanders vermelha é mais acética e seus sabores frutados são mais remanescentes de um vinho tinto que em uma Oud Bruin. Pode ter uma atenuação aparente de até 98%.
Ingredientes: uma base de maltes Vienna e/ou Munich, baixo a médio teor de maltes Cara, e uma pequena quantidade de Special B são usados com até 20% de milho. Um pouco de lúpulo Continental alpha ácido é comumente usado (evita-se o uso de lúpulos americanos distintos ou High Alpha). Saccharomyces, lactobacilos e Brettanomyces (e acetobacter) contribuem para a fermentação e eventual sabor.
Estatísticas vitais:
IBUs: 10-25 SRM: 10-16 OG: 1.048-1.057 FG: 1.002-1.012 ABV: 4.6-5.2%
Exemplos comerciais: Rodenbach Klassiek, Rodenbach Grand Cru, Bellegems Bruin, Duchesse de Bourgogne, New Belgium La Folie, Petrus Oud Bruin, Southampton Flanders Red Ale, Verhaege Vichtenaar, Monk’s Cafe Flanders Red Ale, New Glarus Enigma, Panil Barriquée, Mestreechs Aajt


Ilustra o espaço de hoje a Rodenbach Classic, exemplar também encontrado em



Tem prosseguimento amanhã a família Sour Ale com o subestilo Flanders Brown Ale/Oud Bruin. Até lá!


Cheers!

17e) GUEUZE


Aroma: moderadamente azedo/ácido, se mistura com aromas descritos como de curral, terra, bode, feno, cavalo e pelego. Enquanto alguns possam ser dominantemente azedos/ácidos, o balanço é a chave, e denota uma Gueuze melhor. Comumente frutada, com aromas de frutas cítricas (geralmente grapefruit), maçãs ou outras frutas leves, ruibarbo ou mel. Um aroma bem suave de carvalho é considerado favorável. Aromas viscerais, defumados, de charuto ou queijo são desfavoráveis. Sem aroma de lúpulo nem diacetil.
Aparência: coloração dourada. Excelente claridade (a menos que a garrafa tenha sido sacudida). A espuma grossa, irregular, branca e com textura de mousse parece durar pra sempre. Sempre efervescente.
Sabor: caráter moderadamente azedo/ácido está classicamente em balanço com as características de malte, trigo e curral. Uma leve doçura complementar pode estar presente, mas níveis mais altos não são característicos. Enquanto algumas possam ser dominantemente azedas, o balanço é essencial e denota uma Gueuze melhor. Um sabor variado de fruta é comum e pode ter caráter de mel. Um suave sabor de baunilha e/ou carvalho é ocasionalmente perceptível. Um caráter visceral, defumado ou lembrando charuto é indesejável. O amargor de lúpulo é geralmente ausente mas uma presença bem baixa pode ser detectada ocasionalmente. Sem sabor de lúpulo nem diacetil.
Paladar: corpo leve a médio-leve. Apesar da baixa gravidade final, os muitos e consistentes sabores evitam que a cerveja fique com gosto de água. Possui baixo a alto azedume e enruga a língua sem ser demasiado adstringente. Algumas versões possuem leve caráter de aquecimento. Altamente carbonatada.
Impressão geral: Ale baseada em trigo fermentada com uma variedade de microorganismos belgas, complexa, agradavelmente azeda/ácida, balanceada e pálida.
História: Ales azedas de fermentação espontânea provenientes da região de Bruxelas e arredores (do vale do Sena), que derivam de tradições cervejeiras rurais com centenas de anos de idade. É um estilo em constante retração e alguns produtores estão, fora da tradição, adocicando (após a fermentação) seus produtos para torna-los mais palatáveis para o público em geral.
Comentários: a Gueuze é tradicionalmente produzida através da mistura de Lambics de um, dois e três anos. A Lambic ‘jovem’ contém açúcares fermentáveis enquanto a ‘velha’ o característico sabor ‘selvagem’ do vale do rio Sena. Uma boa Gueuze não é a mais pungente, mas possui um bouquet encorpado e provocante, aroma agudo e sabor suave e aveludado. A Lambic é servida sem carbonatação, enquanto a Gueuze é servida efervescente. O IBU é aproximado já que lúpulos envelhecidos são usados; os belgas usam lúpulo mais por suas propriedades anti-bacterianas que para dar amargor nas Lambic. Produtos com a inscrição ‘oude’ ou ‘ville’ são considerados mais tradicionais.
Ingredientes: trigo não-maltado (30-40%), malte Pilsner e lúpulos envelhecidos (surannes de 3 anos) são usados. Os lúpulos envelhecidos são usados mais para efeitos de preservação que para dar amargor, e torna os verdadeiros níveis de amargor difíceis de serem estimados. Tradicionalmente essas cervejas são espontaneamente fermentadas com levedo de ocorrência natural e bactérias em barris predominantemente de carvalho. Versões caseiras ou artesanais são mais tipicamente feitas com culturas puras de levedo comumente incluindo Saccharomyces, Brettanomyces, Pediococcus e lactobacilos em uma tentativa de recriar os efeitos do microbiota dominante de Bruxelas e os arredores campestres do vale do rio Sena. Culturas retiradas de garrafas são por vezes usadas, mas não há um jeito simples de saber quais organismos continuam viáveis.
Estatísticas vitais:
IBUs: 0-10 SRM: 3-7 OG: 1.040-1.060 FG: 1.000-1.006 ABV: 5-8%
Exemplos comerciais: Boon Oude Gueuze, Boon Oude Gueuze Mariage Parfait, De Cam Gueuze, De Cam/Drei Fonteinen Millennium Gueuze, Drie Fonteinen Oud Gueuze, Cantillon Gueuze, Hanssens Oude Gueuze, Lindemans Gueuze Cuvée René, Girardin Gueuze (Black Label), Mort Subite (não filtrada) Gueuze, Oud Beersel Oude Gueuze




Ilustra a foto de hoje a Mort Subite Gueuze, exemplar também encontrado em






Termina amanhã a família Sour Ale com o subestilo Fruit Lambic. Até lá!

Cheers!

17f) FRUIT LAMBIC


Aroma: a fruta que for adicionada a cerveja deve ditar o aroma dominante. Baixo a moderadamente caráter azedo/ácido se mistura com aromas descritos como de curral, terra, bode, feno, cavalo e pelego (o que a torna reconhecível como uma Lambic). O aroma de fruta comumente se mistura com outros aromas. Aromas de vísceras, defumado, de charuto ou queijo são desfavoráveis. Sem aroma de lúpulo nem diacetil.
Aparência: a variedade da fruta geralmente determina a cor embora frutas de coloração mais clara tenham pouco efeito na tonalidade da mesma. A intensidade da cor pode diminuir com a idade. A claridade é geralmente boa, embora algumas frutas não tenham um caimento brilhante. Uma espuma grossa, irregular e com textura de mousse, algumas vezes com restos de fruta, é geralmente de longe duração. Sempre efervescente.
Sabor: a fruta adicionada à cerveja deve ser evidente. Baixo a moderado caráter azedo e mais comumente (às vezes alto) ácido está presente. As clássicas características de curral podem ser de baixas a altas. Quando jovem, a cerveja irá exibir seu total sabor de fruta. A medida que envelhece, o sabor irá se tornar dominante às custas do caráter da fruta – e então as Lambic de fruta não são feitas para longas guardas. Baixa doçura complementar pode estar presente, mas níveis mais altos não são característicos. Suaves sabores de baunilha e/ou carvalho são ocasionalmente percebidos. É indesejável um caráter visceral, defumado ou lembrando charuto. O amargor de lúpulo está geralmente ausente. Sem sabor de lúpulo nem diacetil.
Paladar: corpo leve a médio-leve. Apesar da baixa gravidade final, os inúmeros sabores consistentes evitam com que a cerveja tenha gosto de água. Tem baixo a alto azedume e enruga a língua sem ser agudamente adstringente. Algumas versões têm ligeiro aquecimento. Altamente carbonatada.
Impressão geral: Ale baseada em trigo fermentada com uma variedade de microorganismos belgas, complexa, agradavelmente azeda/ácida, balanceada e pálida. Uma Lambic com fruta, não apenas uma ‘cerveja com sabor de fruta’.
História: Ales azedas de fermentação espontânea oriundas da região de Bruxelas e arredores do vale do rio Sena, derivam de uma tradição rural cervejeira de centenas de anos de idade. Está em constante retração e alguns cervejeiros vêm, fora da tradição, adoçando seus produtos (após a fermentação) com açúcar ou frutas doces para torná-las mais palatáveis ao público geral. Frutas eram adicionadas às Lambic ou Gueuze para aumentar a gama de cervejas disponíveis nos cafés locais.
Comentários: Lambics baseadas em fruta são frequentemente produzidas como as Gueuze misturando Lambics de um, dois e três anos de idade. A Lambic ‘jovem’ contém açúcares fermentáveis, enquanto a ‘velha’ tem as características ‘selvagens’ do vale do rio Sena. A fruta é comumente adicionada na metade do caminho durante o envelhecimento e as bactérias irão fermentar todos os seus açúcares. A fruta também pode ser adicionada à Unblended (pura) Lambic. Os estilos mais tradicionais de Lambic de fruta incluem a Kriek (cereja), Framboise (framboesa) e Druivemlambik (uvas moscatel). Qualquer Lambic excessivamente doce (ex: clones da Lindemans ou Belle Vue) deve ser incluída na categoria 16e Belgian Specialty. O IBU é aproximado, já que lúpulos envelhecidos são usados; os belgas usam lúpulo mais por suas propriedades anti-bacterianas que para dar amargor nas Lambic.
Ingredientes: trigo não-maltado (30-40%), malte Pilsner e lúpulos envelhecidos (surannes de 3 anos) são usados. Os lúpulos envelhecidos são mais para efeitos de preservação que para amargor e tornam o real nível de amargor difícil de ser estimado. Produtos tradicionais usam 10-30% de fruta (25%, se for cereja). As frutas tradicionalmente usadas incluem cerejas azedas, framboesas ou uva moscatel. Exemplos mais recentes incluem pêssegos, abricós ou uva merlot. Fruta azeda ou ácida é tradicionalmente usada já que seu propósito não é adoçar a cerveja, mas adicionar uma nova dimensão. Tradicionalmente essas cervejas são espontaneamente fermentadas com levedo de ocorrência natural e bactérias em barris predominantemente de carvalho. Versões caseiras e artesanais são mais tipicamente feitas com culturas puras de levedo, comumente incluindo Saccharomyces, Brettanomyces, Pediococcus e lactobacilos em uma tentativa de recriar os efeitos do microbiota dominante de Bruxelas e arredores campestres do vale do rio Sena. Culturas retiradas da garrafa são por vezes usadas mas não há um jeito simples de saber quais organismos ainda seguem viáveis.
Estatísticas vitais:
IBUs: 0-10 SRM: 3-7 (varia com a fruta) OG: 1.040-1.060 FG: 1.000-1.010 ABV: 5-7%
Exemplos comerciais: Boon Framboise Marriage Parfait, Boon Kriek Mariage Parfait, Boon Oude Kriek, Cantillon Fou’ Foune (abricó), Cantillon Kriek, Cantillon Lou Pepe Kriek, Cantillon Lou Pepe Framboise, Cantillon Rose de Gambrinus, Cantillon St. Lamvinus (uva merlot), Cantillon Vigneronne (uva moscatel), De Cam Oude Kriek, Drie Fonteinen Kriek, Girardin Kriek, Hanssens Oude Kriek, Oud Beersel Kriek, Mort Subite Kriek


Ilustra o espaço de hoje a Boon Oude Kriek, também encontrada em

http://www.ratebeer.com/beer/boon-oude-kriek/24371/


E assim termina a família Sour Ale. Tem início amanhã a série sobre as Belgian Strong Ale, com o subestilo Belgian Blond Ale. Até lá!

Cheers!

22b) OTHER SMOKED BEER


Aroma: o aroma deve ser um agradável balanço entre o aroma esperado da cerveja-base (ex: Robust Porter) e a defumagem transmitida pelo uso de maltes defumados. Intensidade e caráter da fumaça e do estilo-base da cerveja podem variar, com ambos se destacando no balanço. A defumagem pode variar de baixa a pronunciada; entretanto, o balanço na apresentação geral é a chave para exemplos bem feitos. A qualidade e as características secundárias da fumaça refletem a fonte da fumaça (ex: material orgânico vegetal, amieiro, carvalho, madeira de faio). Aromas agudos, fenólicos, severos, emborrachados ou queimados derivados de fumaça são inapropriados.
Aparência: variável. A aparência deve refletir o estilo-base da cerveja, embora a cor da cerveja geralmente seja um pouco mais escura que o estilo-base puro.
Sabor: assim como com o aroma, deve haver um balanço entre defumagem e as características de sabor esperadas da cerveja base. A defumagem pode cariar de baixa a pronunciada. Sabores defumados podem variar de amadeirados a lembrando bacon, dependendo dos tipos de malte usados. Malte defumado com características de material orgânico vegetal pode adicionar traços de terra. O balanço das características da cerveja implícita e fumaça podem variar, embora a mistura resultante deva ser um tanto balanceada e aproveitável. A fumaça pode adicionar alguma secura ao final. Características severas, amargas, queimadas, carbonizadas, emborrachadas enxofradas ou fenólicas defumadas são geralmente inapropriadas (embora algumas dessas características possam estar presentes em alguns estilos-base; entretanto, o malte defumado não deve contribuir com esses sabores).
Paladar: varia com o estilo-base da cerveja. Adstringência significativa. Sensação fenólica desagradável é inapropriada.
Impressão geral: esse estilo se refere a qualquer cerveja que exiba fumaça como sabor e aroma característicos que não seja a Rauchbier do estilo Bamberg (ex: Märzen defumadas de madeira da faia). Os melhores exemplos exibem balanço no uso de malte, lúpulos e caráter de malte.
Comentários: qualquer estilo de cerveja pode ser defumado; a meta é atingir um balanço agradável entre o caráter de fumaça e o estilo da cerveja base.
História: o processo de usar maltes defumados mais recentemente tem sido adaptado por cervejeiros artesanais a outros estilos, notavelmente Porter e Strong Scotch Ales. Cervejeiros alemães tradicionalmente usavam maltes defumados em Bocks, Doppelbocks, Weizens, Dunkels, Schwarzbiers, Helles, Pilsners e outros estilos de especialidade.
Ingredientes: diferentes materiais usados para defumar malte resultam em características únicas de sabor e aroma. Podem ser usados madeira de faia, material orgânico vegetal e outros tipos de madeira (carvalho, borbo, mesquite, amieiro, nogueira-pecã, macieira, cerejeira e outras árvores frutíferas). As muitas madeiras podem lembrar um de certos produtos defumados devido à sua associação com comida (ex: nogueira norte-americana com costelas, borbo com bacon ou salsicha, e amieiro com salmão). Madeiras perenes nunca devem ser usadas por darem sabor medicinal, de pinho, ao malte. Excessivo malte defumado com material orgânico vegetal é geralmente indesejável devido a seus fenólicos agudos e penetrantes e qualidades sujas de terra. Os ingredientes restantes variam com o estilo-base. Se maltes defumados foram combinados com outros ingredientes pouco usuais (frutas, vegetais, condimentos, mel, etc.) em quantidades perceptíveis, a cerveja resultante deve ser incluída na categoria especialidade/experimental.
Estatísticas vitais: variam com o estilo-base da cerveja.
Exemplos comerciais: Alaskan Smoked Porter, O’Fallons Smoked Porter, Spezial Lagerbier, Weissbier and Bockbier, Stone Smoked Porter, Schlenkerla Weizen Rauchbier and Ur-Bock Rauchbier, Rogue Smoke, Oskar Blues Old Chub, Left Hand Smoke Jumper, Dark Horse Fore Smoked Stout, Magic Hat Jinx, DeGroen’s Rauchbock


Ilustra o espaço de hoje a Aecht Schlenkerla Rauchbier Urbock, exemplar também encontrado em http://www.ratebeer.com/beer/aecht-schlenkerla-rauchbier-urbock/6349/

Termina amanhã a família Smoke Flavored/Wood-Aged Beer com o subestilo Wood-aged Beer. Até lá!

Cheers!

22c) WOOD-AGED BEER


Aroma: varia com o estilo-base. Baixo a moderado aroma de madeira ou carvalho está usualmente presente. Madeira fresca pode ocasionalmente transmitir aromas ‘verdes’ brutos, embora esse caráter nunca deva ser forte. Outros aromas opcionais incluem leve a moderado caráter de baunilha, caramelo, toffee, tostagem ou cacau, bem como quaisquer aromas associados com álcool previamente armazenado na madeira (caso haja sido). Qualquer caráter de álcool deve ser suave e balanceado, não quente. Algum caráter secundário de oxidação é opcional e pode assumir um agradável caráter a la sherry e não apresenta traços de papel ou papelão.

Aparência: varia com o estilo-base. Geralmente mais escura que o estilo-base não adulterado da cerveja, particularmente se barris de carvalho tostado/carbonizado e/ou de whiskey/bourbon forem usados. Outros sabores que podem estar presentes opcioalmente incluem baunilha (da vanilina na madeira); caramelo, pão tostado ou amêndoas (da madeira tostada), café, chocolate, cacau (da madeira carbonizada ou pequenos barris de bourbon); e sabores de álcool de outros produtos anteriormente armazenados na madeira (caso hajam sido). Sabores derivados da madeira ou de barris pequenos devem ser balanceados, auxiliares e perceptíveis, mas não devem sobrepor-se ao estilo-base da cerveja. Ocasionalmente pode haver um azedume lático ou acético opcional na cerveja, que não deve ser mais alta que um sabor secundário (caso esteja presente). Algum caráter secundário de oxidação é opcional, embora esse traço deva assumir um agradável caráter de sherry e não lembrar papel nem papelão.

Paladar: varia com o estilo-base. Geralmente mais encorpada que a cerveja base não adulterada, e pode exibir aquecimento alcoólico adicional caso a madeira já tenha estado em contato com outros produtos alcoólicos. Níveis mais altos de álcool não devem resultar em cervejas ‘quentes’; sabores suaves e envelhecidos são mais desejáveis. A madeira pode adicionar taninos à cerveja, dependendo da idade do barril. Os taninos podem levar a uma adstringência adicional (que não deve nunca ser alta) ou simplesmente um paladar mais encorpado. Características ácidas ou azedas devem ser baixas ou não existirem.

Impressão geral: uma mistura harmoniosa do estilo-base da cerveja com características do envelhecimento em contato com madeira (incluindo quaisquer produtos alcoólicos previamente em contato com madeira). Os melhores exemplos serão suaves, saborosos, bem balaneados e bem envelhecidos.

História: um método tradicional de produção que é raramente usado por grandes cervejarias e usualmente apenas com produtos especiais. Vêm se tornando mais popular à medida que as cervejarias artesanais americanas produram por novos produtos de destaque. É tradicional o uso de barriletes e barris de carvalho, embora outras madeiras possam ser usadas.

Comentários: o estilo-base da cerveja deve ser aparente. O caráter amadeirado deve ser evidente, mas não tão dominante que desbalanceie a cerveja. A intensidade dos sabores amadeirados é baseada no tempo de contato com a madeira; a idade, condição e uso prévio do barril – além do tipo de madeira. Quaisquer produtos alcoólicos adicionais previamente armazenados na madeira devem ser evidentes, mas não devem ser tão dominantes que prejudiquem o balanço da cerveja.

Ingredientes: varia com o estilo-base. Envelhecida em barris de madeira (geralmente anteriormente usados para armazenas whiskey, bourbon, vinho do Porto, sherry, Madeira ou vinho), ou usando aditivos amadeirados (lascas de madeira, essência de carvalho). Estilos-base mais encorpados e de gravidade mais alta são geralmente usados, já que se destacam mais em relação a sabores adicionais, embora sejam encorajadas experimentações.

Estatísticas vitais:

OG: varia com o estilo-base, tipicamente acima da média IBUs: varia com o estilo-base SRM: varia com o estilo-base FG: varia com o estilo-base ABV: varia com o estilo-base, tipicamente acima da média

Exemplos comerciais: The Lost Abbey Angel’s Share Ale, J.W. Lees Harvest Ale in Port, Sherry, Lagavulin Whisky or Calvados Casks, Bush Prestige, Petrus Aged Pale, Firestone Walker Double Barrel Ale, Dominion Oak Barrel Stout, New Holland Dragons Milk, Great Divide Oak Aged Yeti Imperial Stout, Goose Island Bourbon County Stout, Le Coq Imperial Extra Double Stout, Harviestoun Old Engine Oil Special Reserve

Ilustra o espaço de hoje a Bush Prestige, exemplar também encontrado em

ttp://ratebeer.com/beer/bush-prestige-scaldis-prestige/29196/


E assim termina a família Smoke-Flavored/Wood-Aged Beer. Amanhã o post será sobre as Specialty Beer. Até lá!

Cheers!

28) SPECIALTY CIDER AND PERRY 28a) NEW ENGLAND CIDER

Essa família inclui bebidas feitas com a adição de condimentos e/ou outras frutas, aquelas feitas com volumes substanciais de fontes de açúcares para aumentar a gravidade inicial e a bebida feita de uma combinação de suco de maçã e pêra (também chamado de ‘pider’).As mesmas características gerais e descrições de faltas se aplicam às Specialty Ciders bem como às Standard Cider, com exceção dos adjuntos permitidos.

Essa é uma Cider feita com maçãs características de New England por sua acidez relativamente alta, com adjuntos para aumentar os níveis de álcool.

Aroma/sabor: uma saborosa cidra seca com robusto caráter de maçã, forte teor alcoólico e sabores derivados de adjuntos de açúcar.

Aparência: clara a bilhante, cor pálida a amarelo médio.

Paladar: substancial, alcoólico. Tanino moderado.

Impressão geral: corpo e caráter substancial.

Comentários: adjuntos podem incluir açúcar branco e mascavo, melado, pequenos volumes de mel e ameixa-seca. Dos adjuntos se espera um aumento de gravidade inicial bem acima daquele que pode ser alcançado pelo uso isolado de maçãs. Esse estilo se utiliza por vezes de envelhecimento em barris, caso este em que há caráter de carvalho, como em vinhos envelhecidos em barris. Se o barril foi anteriormente usado para envelhecer bebidas destiladas de forte teor alcoólico, algumas notas de sabor de tais bebidas (ex: whisky ou rum) também podem estar presentes, mas devem ser sutis.

Variedades: Northern Spy, Roxbury Russet, Golden Russet

Estatísticas vitais:

OG: 1.060 – 1.100 FG: 0.995 – 1.010 ABV: 7 – 13%

Exemplos comerciais: não há exemplos comerciais conhecidos de New England Cider.

Continua amanhã a família Specialty Cider and Perry com o subestilo Fruit Cider. Até lá!

Cheers!

BOHEMIA OAKEN


Diagnóstico


A primeira vez que tomei essa American Dark Lager brasileira foi na Confraria da Cerveja, em União da Vitória-PR. Naquela ocasião, a mesma estava acondicionada em um freezer e creio que me foi servida a menos de 0ºC. Tais condições deixaram-na, nos primeiros goles, muito saborosa e refrescante, enaltecendo, em minha opinião, os traços de carvalho provenientes de seu armazenamento. Após a passagem de alguns minutos, no entanto, pude perceber que a mesma foi "perdendo" qualidade à medida que esquentava, tanto que no final da garrafa a sensação que tive foi de um dulçor enjoativo (caramelizado) e redução escalonada da presença amadeirada no paladar.

Na segunda ocasião, tive a oportunidade de analisa-la com maior critério, devidamente munido de minha ficha de avaliação e em melhores condições que as oferecidas em um bar. Pude perceber que sua aparência é composta de uma espuma média, aerada e branca. Boa formação de colarinho. Corpo opaco, denso e âmbar-claro. Os sabores, tanto inicial quanto final, trouxeram leves dulçor e amargor às minhas papilas gustativas. No paladar, detectei um corpo médio-leve, de textura aguada, média carbonatação e final metálico. Estava bem menos gelada que da primeira vez que a degustei, ou seja, a impressão foi muito pior do que quando tomei gelada. Foi justamente nesse ponto que aprendi uma grande lição: não se pode confiar em uma cerveja que não se sustenta quando esquenta.


Custo-benefício: o exemplar analisado com maior critério foi degustado em conjunto com meu grande amigo Luiz Fernando Cavalheiro, em sua nova residência, a custo zero. No entanto, a minha primeira garrafa degustada foi adquirida na Confraria do Status por R$ 12 e encontrada em grandes supermercados por valores a partir de R$ 6. Vale a pena apenas a título de conhecimento, já que sua drinkability é baixa. Para repetecos, não recomendo pagar mais que R$ 5.


Nota: 6 Skol ou 2.0/5.0

GUINNESS SPECIAL EXPORT (BELGIAN VERSION)


Descrição comercial


Com maior teor alcoólico que os outros produtos da Guinness, essa Stout tem um sabor forte e complexo, com toques de carvalho.

Diagnóstico

Essa Foreign Stout irlandesa tem espuma volumosa, rochosa e marrom-clara, de curta longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco, ralo e negro. Aroma: vinho tinto, forte presença de malte, álcool e café. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: média carbonatação (bem mais que na Guinness tradicional da latinha preta), corpo médio, textura seca e final metálico. Toques fermantação de vinho cabernet, bem pungente, diferenciada, mas com o café clássico, agudo, que permanece até o retrogosto. Copo recomendado: English Pint.

Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida pelo amigo Luiz Fernando Cavalheiro em uma de suas viagens ao Rio de Janeiro por R$ 35. Apesar de ser uma Stout diferenciada, o valor é alto demais - 60% do valor estariam muito bem pagos.

Nota: 120 skol ou 3.8/5.0

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