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quinta-feira, 18 de junho de 2026

BERLINER WEISSE


A Berliner Weisse é um tipo de cerveja de trigo envasado exclusivamente na área de Berlim, na Alemanha, cidade onde foi mencionada pela primeira vez em 1642. Adentrando o século 19, a Berliner se tornou a mais popular bebida de sua cidade de origem. Elas contêm apenas algo entre 2.8% de volume alcoólico, o que as torna uma das mais fracas cervejas alemãs. É feita com o processo de alta fermentação, ligeiramente turva e relativamente azeda, o que a diferencia significativamente das outras cervejas alemãs de trigo. Quase não se percebe a presença de lúpulo. A temperatura ideal para bebê-la oscila entre 8 a 10 °C.É servida em uma grande taça com um canudo. Devido ao seu sabor azedo, é comumente bebida misturada com xarope de framboesa ou limão. Essa mistura é muito refrescante e é servida durante os meses quentes de verão em Berlim. Outras misturas, como por exemplo espumantes ou licores como creme de cássis são também populares.

O exemplar da foto é a Southampton Berliner Weisse e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=24459.


Cheers!

LAMBIC


A Lambic é um tipo muito particular de cerveja envasado apenas na região de Pajottenland, na Bélgica (sudoeste de Bruxelas). Ao contrário de ales e lagers convencionais, que são fermentadas através de um cuidadoso cultivo de famílias de levedo, as Lambic, ao invés disso, são cervejas de trigo feitas com lúpulo podre e fermentadas com levedo selvagens e outros microorganismos . Essa cerveja é envelhecida de um a três anos em barris de madeira. São produzidas por fermentação espontânea - é esse processo pouco usual que dá a cerveja seu sabor tão particular: seco, lembrando vinho e cidra, com um retrogosto ligeiramente azedo. É um dos mais velhos estilos de cerveja produzido atualmente e um dos mais complexos. Ocasionalmente estão disponíveis em versões desvinculadas do barril, mas são mais comumente encontradas como 'gueuzes', uma mistura borbulhante e parecida com vinho, armazenada em vários barris ou em versões em que a cerveja foi maturada com frutas. Os tipo mais tradicionais das lambic de fruta são kriek (cereja) e framboise (framboesa). Em tempos mais modernos, pêssgo, cassis, uvas e frutas mais exóticas também estão sendo usadas. Muitas lambics são adocicadas para cortar sua acidez intensa. Recomenda-se servi-la com queijos fortes ou pratos com picles, ou também usa-la na preparação de mexilhões.

O exemplar da foto é uma lambic de amoras e pode ser encontrado em http://ratebeer.com/Ratings/Beer/Beer-Ratings.asp?BeerID=66438.


Amanhã veremos aqui sobre a conhecidíssima, deliciosa e ncorpada Weizenbock. Até lá!

17a) BERLINER WEISSE


Aroma: caráter agudo e algo ácido é dominante. Pode ter um caráter que chegue até moderadamente frutado. A frutagem pode aumentar com a idade e um caráter floral pode desenvolve-se. Um suave aroma de Brettanomyces pode estar presente. Sem aroma de lúpulo, diacetil nem DMS.
Aparência: coloração palha bem clara. Claridade varia de clara a algo turva. Espuma grande, densa e branca, com pouca retenção devido a alta acidez e ao baixo teor de proteína e lúpulo. Sempre efervescente.
Sabor: predomina uma limpa acidez lática que pode ser bem forte, embora não tão ácida como uma Lambic. Algum sabor complementar de pão ou grão de trigo é geralmente perceptível. O amargor de lúpulo é bem baixo. Um suave caráter de Brettanomyces pode ser detectado, bem como uma frutagem restrita (ambos opcionais). Sem sabor de lúpulo, diacetil nem DMS.
Paladar: corpo leve. Final bem seco. Carbonatação muito alta. Sem sensação de álcool.
Impressão geral: uma Ale de trigo bem pálida, azeda, refrescante e de baixo teor alcoólico.
História: uma especialidade regional de Berlim; chamada pelas tropas de Napoleão em 1809 como o ‘Champagne do Norte’ devido ao seu caráter espumante e elegante. Apenas duas cervejarias tradicionais ainda a produzem.
Comentários: na Alemanha, é classificada como uma Schankbier denotando uma pequena cerveja com gravidade inicial na escala 7-8ºP. geralmente servida com a adição de uma dose de xaropes de açúcar (‘mit schuss’), condimentadas com framboesa (‘himbeer’) ou aspérula-odorífera (‘waldmeister’) ou até misturada a uma Pils para contrapor o azedume substancial. É descrita por alguns como a cerveja mais puramente refrescante do mundo.
Ingredientes: o conteúdo de malte de trigo tipicamente constitui 50% da malha de grãos (como em todas as cervejas alemãs de trigo) com o restante sendo de malte Pilsner. Uma fermentação simbiótica com levedo de alta fermentação e Lactobacillus delbruckii confere um azedume agudo, que pode ser incrementado pela mistura de cervejas de diferentes idades durante a fermentação e por um envelhecimento resfriado estendido. O amargor de lúpulo é extremamente baixo. Uma única malha de decocção com lupulagem da polpa é tradicional.
Estatísticas vitais:
IBUs: 3-8 SRM: 2-3 OG: 1.028-1.032 FG: 1.003-1.006 ABV: 2.8-3.8%
Exemplos comerciais: Schultheiss Berliner Weisse, Berliner Kindl Weisse, Nodding Head Berliner Weisse, Weihenstephan 1809 (pouco usual com seus 5% ABV), Bahnhof Berliner Style Weisse, Southampton Berliner Weisse, Bethlehem Berliner Weisse, Three Floyds Deesko


Ocupa o espaço de hoje a Bayerischer Bahnhof Berliner Style Weisse, também encontrada em


Continua amanhã a família Sour Ale com o subestilo Flanders Red Ale. Até lá!

Cheers!

17f) FRUIT LAMBIC


Aroma: a fruta que for adicionada a cerveja deve ditar o aroma dominante. Baixo a moderadamente caráter azedo/ácido se mistura com aromas descritos como de curral, terra, bode, feno, cavalo e pelego (o que a torna reconhecível como uma Lambic). O aroma de fruta comumente se mistura com outros aromas. Aromas de vísceras, defumado, de charuto ou queijo são desfavoráveis. Sem aroma de lúpulo nem diacetil.
Aparência: a variedade da fruta geralmente determina a cor embora frutas de coloração mais clara tenham pouco efeito na tonalidade da mesma. A intensidade da cor pode diminuir com a idade. A claridade é geralmente boa, embora algumas frutas não tenham um caimento brilhante. Uma espuma grossa, irregular e com textura de mousse, algumas vezes com restos de fruta, é geralmente de longe duração. Sempre efervescente.
Sabor: a fruta adicionada à cerveja deve ser evidente. Baixo a moderado caráter azedo e mais comumente (às vezes alto) ácido está presente. As clássicas características de curral podem ser de baixas a altas. Quando jovem, a cerveja irá exibir seu total sabor de fruta. A medida que envelhece, o sabor irá se tornar dominante às custas do caráter da fruta – e então as Lambic de fruta não são feitas para longas guardas. Baixa doçura complementar pode estar presente, mas níveis mais altos não são característicos. Suaves sabores de baunilha e/ou carvalho são ocasionalmente percebidos. É indesejável um caráter visceral, defumado ou lembrando charuto. O amargor de lúpulo está geralmente ausente. Sem sabor de lúpulo nem diacetil.
Paladar: corpo leve a médio-leve. Apesar da baixa gravidade final, os inúmeros sabores consistentes evitam com que a cerveja tenha gosto de água. Tem baixo a alto azedume e enruga a língua sem ser agudamente adstringente. Algumas versões têm ligeiro aquecimento. Altamente carbonatada.
Impressão geral: Ale baseada em trigo fermentada com uma variedade de microorganismos belgas, complexa, agradavelmente azeda/ácida, balanceada e pálida. Uma Lambic com fruta, não apenas uma ‘cerveja com sabor de fruta’.
História: Ales azedas de fermentação espontânea oriundas da região de Bruxelas e arredores do vale do rio Sena, derivam de uma tradição rural cervejeira de centenas de anos de idade. Está em constante retração e alguns cervejeiros vêm, fora da tradição, adoçando seus produtos (após a fermentação) com açúcar ou frutas doces para torná-las mais palatáveis ao público geral. Frutas eram adicionadas às Lambic ou Gueuze para aumentar a gama de cervejas disponíveis nos cafés locais.
Comentários: Lambics baseadas em fruta são frequentemente produzidas como as Gueuze misturando Lambics de um, dois e três anos de idade. A Lambic ‘jovem’ contém açúcares fermentáveis, enquanto a ‘velha’ tem as características ‘selvagens’ do vale do rio Sena. A fruta é comumente adicionada na metade do caminho durante o envelhecimento e as bactérias irão fermentar todos os seus açúcares. A fruta também pode ser adicionada à Unblended (pura) Lambic. Os estilos mais tradicionais de Lambic de fruta incluem a Kriek (cereja), Framboise (framboesa) e Druivemlambik (uvas moscatel). Qualquer Lambic excessivamente doce (ex: clones da Lindemans ou Belle Vue) deve ser incluída na categoria 16e Belgian Specialty. O IBU é aproximado, já que lúpulos envelhecidos são usados; os belgas usam lúpulo mais por suas propriedades anti-bacterianas que para dar amargor nas Lambic.
Ingredientes: trigo não-maltado (30-40%), malte Pilsner e lúpulos envelhecidos (surannes de 3 anos) são usados. Os lúpulos envelhecidos são mais para efeitos de preservação que para amargor e tornam o real nível de amargor difícil de ser estimado. Produtos tradicionais usam 10-30% de fruta (25%, se for cereja). As frutas tradicionalmente usadas incluem cerejas azedas, framboesas ou uva moscatel. Exemplos mais recentes incluem pêssegos, abricós ou uva merlot. Fruta azeda ou ácida é tradicionalmente usada já que seu propósito não é adoçar a cerveja, mas adicionar uma nova dimensão. Tradicionalmente essas cervejas são espontaneamente fermentadas com levedo de ocorrência natural e bactérias em barris predominantemente de carvalho. Versões caseiras e artesanais são mais tipicamente feitas com culturas puras de levedo, comumente incluindo Saccharomyces, Brettanomyces, Pediococcus e lactobacilos em uma tentativa de recriar os efeitos do microbiota dominante de Bruxelas e arredores campestres do vale do rio Sena. Culturas retiradas da garrafa são por vezes usadas mas não há um jeito simples de saber quais organismos ainda seguem viáveis.
Estatísticas vitais:
IBUs: 0-10 SRM: 3-7 (varia com a fruta) OG: 1.040-1.060 FG: 1.000-1.010 ABV: 5-7%
Exemplos comerciais: Boon Framboise Marriage Parfait, Boon Kriek Mariage Parfait, Boon Oude Kriek, Cantillon Fou’ Foune (abricó), Cantillon Kriek, Cantillon Lou Pepe Kriek, Cantillon Lou Pepe Framboise, Cantillon Rose de Gambrinus, Cantillon St. Lamvinus (uva merlot), Cantillon Vigneronne (uva moscatel), De Cam Oude Kriek, Drie Fonteinen Kriek, Girardin Kriek, Hanssens Oude Kriek, Oud Beersel Kriek, Mort Subite Kriek


Ilustra o espaço de hoje a Boon Oude Kriek, também encontrada em

http://www.ratebeer.com/beer/boon-oude-kriek/24371/


E assim termina a família Sour Ale. Tem início amanhã a série sobre as Belgian Strong Ale, com o subestilo Belgian Blond Ale. Até lá!

Cheers!

20) FRUIT BEER

Aroma: aromáticos destacados associados com a(s) fruta(s) em particular devem sem perceptíveis no aroma; entretanto, algumas frutas (ex: framboesa, cereja) tem aromas mais fortes e se destacam mais que outras (ex: amora, morango) – dão vazão a uma escala de caráter e intensidade da fruta que vai de sutil a agressivo. O caráter da fruta deve ser agradável e auxiliar, não artificial e inapropriadamente dominadora (considerando o caráter da fruta) nem deve ter defeitos como oxidação. Como em todas as cervejas de especialidade, uma boa cerveja de fruta deve ser um balanço harmonioso das frutas utilizadas com estilo de cerveja implícito. Lúpulos aromáticos, subprodutos do levedo e componentes do malte da cerveja implícita não tão perceptíveis quando a fruta estiver presente. Esses componentes (especialmente os lúpulos) também podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter da fruta persista até o final. Se a cerveja base for uma Ale, então uma frutagem não específica e/ou outros subprodutos da fermentação como o diacetil podem estar presentes como apropriados para fermentações em mais altas temperaturas. Se a cerveja base for uma lager, então menos subprodutos da fermentação seriam apropriados. Algum aroma de malte pode ser desejável, especialmente nos estilos escuros. Aroma de lúpulo pode estar ausente ou balanceado com fruta, dependendo do estilo. A fruta deve adicionar uma complexidade extra à cerveja, mas não deve ser tão destacada que altere o balanço da apresentação final. Algum azedume pode estar presente se já ocorrer naturalmente na(s) fruta(s) usada(s), mas não deve ser inapropriadamente intenso.
Aparência: deve ser apropriada à cerveja base sendo usada e irá variar dependendo da mesma. Para cervejas de coloração clara com frutas que exibem cores distintas, a cor deve ser perceptível. A cor da fruta na cerveja é frequentemente mais clara que a polpa da fruta em si e pode assumir tons escuros ligeiramente diferentes. Cervejas de fruta podem ter alguma turbidez ou ser clara, embora a turbidez geralmente seja indesejável. A espuma pode assumir um pouco da cor da fruta.
Sabor: assim como no aroma, o caráter distinto de uma fruta em particular deve ser perceptível e pode oscilar em intensidade de sutil a agressivo. O balanço da fruta com a cerveja implícita é vital e o caráter da fruta não deve ser tão artificial e/ou inapropriadamente dominante que se assemelhe a um drink feito com suco de frutas. Amargor de lúpulo, sabor, sabores de malte, teor alcoólico e subprodutos da fermentação, como ésteres ou diacetil, devem ser apropriados à cerveja base e harmoniosos e balanceados com os distintos sabores de fruta presentes. Esses componentes (especialmente os lúpulos) podem ser intencionalmente subjugados para permitir que o caráter da fruta persista até o final. Algum azedume pode estar presente caso já ocorra na fruta em particular, mas não deve ser inapropriadamente intenso. A fruta geralmente dá sabor, e não doçura às Fruit Beer. O açúcar encontrado na fruta usualmente sofre fermentação total e contribuir para sabores mais leves e um final mais seco do que era esperado para o estilo base. Entretanto, a doçura residual não é necessariamente uma característica negativa a menos que tenha uma qualidade crua, não-fermentada.
Paladar: pode variar dependendo da cerveja base selecionada e se for apropriado àquele da cerveja base. Corpo e carbonatação devem ser apropriados ao estilo da cerveja base sendo apresentada. A fruta geralmente adiciona fermentáveis que tendem a deixar a cerveja mais rala; a cerveja resultante deve ser mais rala que o esperado para o estilo base em si.
Impressão geral: um harmonioso casamento de fruta e cerveja. Os atributos-chave do estilo implícito devem ser diferentes com a adição de fruta; a cerveja base não deve ter o mesmo sabor da versão não-adulterada. Comentários: o balanço geral é a chave de uma Fruit Beer bem feita. A fruta deve complementar o estilo original e não sobrepor-se a ele. O cervejeiro deve reconhecer que algumas combinações de estilos base de cerveja e algumas frutas funcionam bem juntos, enquanto outros não formam combinações harmoniosas. Se o estilo-base for um estilo clássico, o estilo original deve sobressair-se em aroma e sabor. Fruta envelhecida pode às vezes ter sabor e aroma característicos similares aos de Sauternes, Sherry ou Tokaj.
Estatísticas vitais: OG, FG, IBUs, SRM e ABV irão variar dependendo do estilo-base implícito, mas a fruta geralmente será refletida na cor.
Exemplos comerciais: New Glarus Belgian Red and Raspberry Tart, Bell’s Cherry Stout, Dogfish Head Aprihop, Great Divide Wild Raspberry Ale, Founders Rübæus, Ebulum Elderberry Black Ale, Stiegl Radler, Weyerbacher Raspberry Imperial Stout, Abita Purple Haze, Melbourne Apricot Beer and Strawberry Beer, Saxer Lemon Lager, Magic Hat #9, Grozet Gooseberry and Wheat Ale, Pyramid Apricot Ale, Dogfish Head Fort
Povoa o espaço de hoje a Pyramid Apricot Ale, também encontrada em http://www.ratebeer.com/beer/pyramid-apricot-ale/952/
E assim termina a família Fruit Beer. Começa amanhã o estilo Spice/Herb/Vegetable Beer, com o subestilo de mesmo nome. Até lá!

Cheers!

2m) LAMBIC - FRUIT


No caso das Lambic de fruta, frutas inteiras são tradicionalmente adicionadas após a fermentação espontânea ter começado. Kriek (cerejas), Frambroise (framboesas), pêssego e cássis estão entre as mais comuns, todas produzindo, respectivamente, caráteres sutis a intensos na cerveja. Uma vez que a fruta é adicionada, a cerveja é submetida a uma maturação adicional antes do engarrafamento. O caráter de malte e lúpulo é geralmente baixo para permitir que as frutas se sobressaiam no paladar. O teor de álcool tende a ser baixo. Algumas cervejarias optam por usar xarope de fruta/açúcar em vez de frutas inteiras, produzindo versões doces do estilo, que não são tradicionais. Seu teor alcoólico oscila entre 3 e 8%.

O exemplar que ilustra o espaço de hoje se chama Cantillon Saint Lamvinus, é o melhor cotado do estilo na fonte de consulta e pode ser encontrado em
Continua amanhã a série sobre Belgian/French Ales com o estilo Lsambic - Unblended. Até lá!
Cheers!

DIABÓLICA


Diagnóstico

Essa India Pale Ale (IPA) brasileira tem espuma pequena, aerada e marrom-clara. Moderada formação de colarinho. Reduzida longevidade. Corpo opaco, denso e âmbar-escuro. Aroma: framboesa, maçã ácida e amora. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor. Paladar: corpo médio, suave carbonatação, textura cremosa e final gredoso. Não é tão amarga quanto outras IPAs. Bem frutada. Grande cerveja.
Custo-benefício: garrafa de 500ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR, por cerca de R$ 16. Ouvi dizer que a mesma chegou, quando de seu lançamento, a ser comercializada por cerca de R$ 6. No entanto, ainda a valores de hoje a mesma compensa o investimento, dada sua ótima qualidade.

Nota: 150 Skol ou 3.7/5.0

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http://ratebeer.com/beer/diabolica/108050/65483/

MEANTIME RASPBERRY GRAND CRU


Diagnóstico


Essa deliciosa cerveja inglesa é a primeira Wheat Ale que degustei e devo dizer que o estilo me agradou muito. Sua espuma é média, cremosa e esbranquiçada. Boa formação de colarinho. Persistente longevidade. Corpo borbulhante, denso e amarelo-escuro. Aroma: vinho branco, amora, framboesa, frutas silvestres. Sabores inicial e final: leves dulçor e amargor; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final metálico. Agradável azedume de frutas silvestres como framboesa colhida direto do pé, não lembra em nada uma cerveja tradicional, daí seu grande mérito.


Custo-benefício: garrafa de 350ml adquirida no Armazém da Serra, no Mercado Municipal de Curitiba-PR por cerca de R$ 12. Bom negócio.


Nota: 90 skol ou 3.5/5.0


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ST. LOUIS FRAMBOISE


Diagnóstico


Essa Lambic-Fruit belga tem espuma média, gaseificada e esbranquiçada. Moderada formação de colarinho. Persistente longevidade. Corpo borbulhante, ralo e marrom-avermelhado. Aroma: como era de se esperar, toneladas de framboesa. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: moderado dulçor e amargor bem leve; média duração. Paladar: corpo leve, textura aguada, pesada carbonatação e final com leve adstringência. A belíssima aparência da St. Louis é composta de pedaços de framboesa em cima e no fundo. Muito saborosa, a la espumante. Forte gosto de framboesa, devido aos 25% da fruta presente na mesma. Quase não se sente álcool. Foge bastante da idéia que se tem de cerveja, ao menos no Brasil. Copos recomendados: Flute e Tumbler.


Custo-benefício: garrafa de 375 ml adquirida por R$ 28,90 através do site nonobier.com.br. Vale a pena a título de conhecimento, mas, em geral, 60% do valor estaria muitíssimo bem pago.


Nota: 20skol ou 3.2/5.0


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BACCHUS KRIEKENBIER


Descrição comercial


Van Honsebrouck é uma cervejaria familiar na região oeste de Flandres, na Bélgica, que faz um portfólio de cervejas que inclui a Bacchus, uma cerveja no estilo local da região. É nessa cerveja que são baseadas cereja e framboesa, uma Fruit Beer premium pela qual a Bélgica é bem conhecida. Embrulhada a mão e apresenta em meias-garrafas de Champagne. É uma cerveja notável.


Diagnóstico


Essa Sour/Wild Ale belga tem espuma aerada, volumosa e marrom-clara, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Coropo opaco, denso e marrom-avermelhado. Aroma: massa de pão, cereja e lúpulo moderado. Sabores inicial e final: pesado dulçor e leve amargor; curta duração. Paldar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final de moderada adstringência. Bem adocicada, mas saborosa. Copos recomendados: Snifter, Tulip, Tumbler.


Custo-benefício: garrafa de 330ml adquirida por R$ 19,55 através do site nonobier.com.br - 75% do valor estariam muitíssimo bem pagos.


Nota: 25 skol ou 3.4/5.0


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EL BOLSÓN FRAMBUESA


Diagnóstico


Essa Fruit Beer argentina tem espuma pequena, borbulhante e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo borbulhante, opaco e marrom-avermelhado. Aroma: framboesa e leves notas de vinho branco. Sabores inicial e final: moderado dulçor e leve azedume; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, média carbonatação e final levemente adstringente. Não lembra muito a idéia que os brasileiros tem de cerveja, mas é saborosa. Apesar do forte sabor de framboesa, obviamente, tem ainda toques de sidra. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 8 no bar Cruzat, em Buenos Aires-Argentina. Copo recomendado: Flute.


Nota: 8 skol ou 2.9/5.0


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BLEST FRAMBUESA


Descrição comercial


Inspirada no delicioso estilo belga LAMBIC, e usando framboesas da região andina-patagônica, seu resultado é uma cerveja suave, fresca e surpreendente, com aromas frutados, delicada cor rósea e sabor refrescante com textura seca de boa duração.


Diagnóstico


Essa Fruit Beer argentina tem espuma média, aerada e branca, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo ralo, borbulhante e vermelho-claro. Aroma: framboesa. Sabores inicial e final: leves amargor e dulçor; média duração. Paladar: textura aguada, forte carbonatação, corpo leve e final levemente adstringente. Gosto de espumante, com, obviamente, toques de framboesa. Copo recomendado: Flute. Garrafa de 330ml adquirida por cerca de R$ 6 no bar Cruzat, em Buenos Aires-Argentina.


Nota: 6 Skol ou 2.9/5.0


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BADEN BADEN RED ALE - II

























Descrição comercial

Cerveja densa, encorpada e cremosa, avermelhada, aroma marcante e persistente. Acompanha bem, carne vermelha, caças e porco.

Diagnóstico

Essa Barley Wine brasileira tem espuma volumosa, cremosa, aerada e esbranquiçada, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo translúcido, denso e marrom-avermelhado escuro. Aroma: violento de malte, caramelo, laranja, madeira, toffee, manteiga, doce de leite. Sabor inicial: moderados dulçor e amargor. Sabor final: moderado dulçor e pesado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio, textura oleosa, média carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. delicioso amargor amadeirado, maltado, apesar do aroma adocicado excessivamente. O aroma lembra vinho tinto seco mais pro final, apesar do paladar ter toques de damasco (em minhas outras degustações, o sabor me lembrou mais tinto seco e frutas secas). Surge leve toque de tâmara no final do primeiro copo (nessa etapa surge também o aroma de frutas vermelhas, lembrando morango e framboesa, bem como daquelas ameixas vermelhas, não desidratadas). Cerveja complexa, que vai se revelando aos poucos. Esconde bem o álcool. Balanceia o dulçor maltado como poucas, conseguindo não ser muito doce mesmo com alto teor alcoólico. Continua sendo uma das minhas preferidas opções nacionais. Copo recomendado: Snifter. Garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 14 no Superpão, em União da Vitória-PR.


Nota: 200 skol ou 3.9/5.0

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

CLUBE DO MALTE LA BOUSSOLE WITBIER


Descrição comercial

Qual o seu destino de hoje? A bússola te levará para um caminho diferente com essa cerveja. Diferente das tradicionais do estilo, essa é uma Witbier com frutas vermelhas. Pode esperar por uma verdadeira explosão frutada no aroma e sabor, com muitas notas de morango, amora, cereja e framboesa.

Diagnóstico

Esta Witbier paranaense tem espuma média, branca e borbulhante, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo claro, borbulhante e amarelo. Aroma: cereja, morango, framboesa e malte moderado. Sabor inicial: pesado dulçor. Sabor final: moderados dulçor e amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura rala e seca, pesada carbonatação e final levemente adstringente. Delicioso aroma de fruit beer, mas desvirtuando o estilo totalmente. Sabor artificial de framboesa e lembrança de xarope. Morango no background. Boa atenuação. Sem os elementos chave de uma Witbier. Parece uma Pilsen aromatizada. Certamente a garrafa de 355ml adquirida através do site clubedomalte.com.br não vale os R$ 9,90 investidos. Copos recomendados: Tumbler e Weizen.

Nota: 3 skol ou 2.5/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/clube-do-malte-la-boussole-witbier/1151471/65483/

terça-feira, 24 de outubro de 2023

PATA NEGRA SOUR FRUTAS VERMELHAS


Descrição comercial

Uma cerveja que chama atenção só em olhá-la! Se torna mais interessante ainda quando degustada! De coloração rosa, recebe generosas doses de morango, framboesa e amora que a tornam uma cerveja com aroma e sabor dessas frutas, porém com um corpo leve e seco e com uma acidez bem balanceada.

Diagnóstico

Esta Catharina Sour paranaense tem espuma pequena, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo translúcido e vermelho. Aroma: moderado malte, leve levedura e morango. Sabor inicial: moderados dulçor e acidez, lembrando morango, amora e framboesa. Sabor final: leve amargor e moderados dulçor e acidez; média duração. Paladar: textura seca, forte carbonatação, corpo leve e final metálico e levemente adstringente. Lembra espumante. Copo de 213 ml adquirido por R$ 7,88 no Growler's Club, em União da Vitória-PR.

Nota: 45 skol ou 3.5/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/pata-negra-sour-frutas-vermelhas/1143067/65483/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

DOGMA FROM REJECTION TO OBLIVION N1 - DARK MILD


Descrição comercial

A série From Rejection to Oblivion busca resgatar estilos ingleses e executa-los de forma impecável. “Nossa” Dark Mild é feita com muito malte brown e um toque de malte chocolate, trazendo profundidade de aromas e sabores caramelizados e achocolatados em uma base leve e fácil de beber.

Diagnóstico

Esta Mild Ale paulista tem espuma volumosa, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Excelente formação de colarinho. Corpo marrom e transparente. Aroma: malte moderado, caramelo, álcool, bourbon e framboesa. Sabor inicial: moderado dulçor e leve acidez. Sabor final: leves dulçor, acidez e amargor; curta duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada, forte carbonatação e final metálico. Base de malte tostado, com lembrança de frutas vermelhas e leve acidez. Suave, refinada. Leve lembrança de café no background. Final com leve aquecimento alcoólico, com notas de Bourbon. Copo recomendado: English Pint. Lata de 473ml adquirida por R$ 21,90 através do site clubedomalte.com.br.

Nota: 110 skol ou 3.6/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/dogma-from-rejection-to-oblivion-n1-dark-mild/1078198/65483/

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

WÄLS MEDITERRÂNEA


Descrição comercial

Cerveja puro malte. Hot Hop Lager de coloração dourada e amargor leve. Trazendo alecrim, pimenta habanero e toques de pimenta síria na sua composição. Perfeita para acompanhar o melhor da gastronomia mediterrânea.

Diagnóstico

Esta Hop Lager mineira (Flavored - Chilli/Peppers) tem espuma volumosa, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colarinho. Corpo opaco e âmbar-escuro. Aroma: malte moderado, pão escuro, leve lúpulo, mel, centeio, alecrim e framboesa. Sabor inicial: leves dulçor e amargor. Sabor final: leve dulçor e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-leve, textura aguada/oleosa, forte carbonatação e final metálico. Bem condimentada, com base maltada, que me lembrou levemente uma Pumpkin Ale. Traz centeio. Lembrança de pimenta. Alecrim perceptível no final do gosto. Complexa e muito saborosa. Garrafa de 375ml adquirida por R$ 19,90 através do site emporiodacerveja.com.br.

Nota: 130 skol ou 3.8/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/wals-mediterrenea/946952/65483/

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

INVICTA NOVA 120 FRAMBOESA


Descrição comercial

Russian Imperial Stout com adição de framboesa

Diagnóstico

Esta Flavored Imperial Stout paulista tem espuma volumosa, marrom-clara e com bolhas, de reduzida longevidade. Boa formação de colariho. Corpo opaco e negro. Aroma: pesado malte assado, chocolate ao leite, framboesa e amadeirado. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leves dulçor e acidez e moderado amargor; longa duração. Paladar: corpo médio-cheio, textura oleosa, forte carbonatação e final metálico. Paladar metálico permeia todo o gole, surgindo como defeito (não presente nas versões com avelã e carvalho). Leve acidez no final é seguida de lembrança de frutas vermelhas, não podendo ser pontuada exatamente como framboesa, mas dando um exotismo especial ao estilo. Garrafa de 500ml adquirida por cerca de R$ 18 através do site invictaebrejas.com.br. Copo recomendado: Snifter.

Nota: 95 skol ou 3.5/5.0

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https://www.ratebeer.com/beer/invicta-nova-120-framboesa/1041598/65483/

terça-feira, 17 de agosto de 2021

AVÓS BALTIC PORTER COGNAC JULEP


Descrição comercial

“Usamos como base nossa Baltic Porter, eleita em 2020 como a melhor dessa categoria no Brasil. Em uma barrica de madeira acrescentamos folhas de hortelã fresco e o Cognac Martell V.S.O.P., que tem um aroma de uvas leves e madeira, com um toque de baunilha. Deixamos a barrica absorver as características do cognac com o hortelã e, em seguida, maturamos nossa Baltic Base para obter uma combinação harmoniosa de hortelã, amêndoas tostadas, chocolate, baunilha e madeira”
Junior Bottura, sócio da Cervejaria Avós.

Diagnóstico

Esta Baltic Porter paulista tem espuma pequena, esbranquiçada e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo translúcido e marrom-escuro, com luzes vermelhas. Aroma: pesado malte queimado, caramelo, ameixa-seca, framboesa e amadeirado. Sabor inicial: moderado dulçor. Sabor final: leves dulçor e acidez, com moderado amargor. Paladar: corpo médio, textura seca e oleosa, forte carbonatação e final metálico e levemente alcoólico. Dulçor de malte tostado e assado, permeado por fundo amadeirado: paladar elegante, de altíssima qualidade. A exemplo do aroma, tem rico dulçor maltado com complexa combinação de profundidade maltada, frutas secas e álcool. Traz proeminente mas suave sabor assado lembrando Schwarzbier, quase lembrando queimado. Encorpada e suave. Caráter limpo de lager. Álcool muito bem inserido. Começa doce, mas sabores de maltes mais escuros rapidamente dominam e persistem até o final. Somente um toque seco, com notas de alcaçuz no final. Leve acidez de uva equilibra/atenua muito bem o final. Baixo amargor de malte e lúpulos, o suficiente para dar equilírio. O frescor do hortelã inserido na receita permeia o gole e traz refrescância e drinkability, além de trazer mais complexidade ainda a esta excelente cerveja. Garrafa de 330ml adquirida por R$ 55,16 através do site emporiodacerveja.com.br. Copos recomendados: English Pint, Shaker e Snifter.

Nota: 220 skol ou 4.0/5.0

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segunda-feira, 29 de julho de 2019

CASA BRUJA GOSE FRAMBOESA

Diagnóstico

Esta Gose panamenha tem espuma pequena, branca e com bolhas, de reduzida longevidade. Moderada formação de colarinho. Corpo turvo e amarelo-avermelhado. Aroma: levedura moderada e framboesa. Sabor inicial: leve dulçor e moderada acidez. Sabor final: suaves acidez e amargor, com moderada acidez; média duração. Paladar: corpo médio-leve, textura seca, forte carbonatação e final moderadamente adstringente. Bem ácida, com lembrança de framboesa, refrescante, boa drinkability. Copos recomendados: Dimpled Mug, English Pint e Stein. Garrafa de 355ml adquirida por R$ 6,38 através do site beer.com.br.

Nota: 30 skol ou 3.0/5.0

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