domingo, 29 de junho de 2008

18b) BELGIAN DUBBEL


Aroma: doçura maltada complexa e rica; o malte pode ter notas de chocolate, caramelo e/ou tostadas (mas nunca aromas assados ou queimados). Ésteres frutados moderados (usualmente incluindo uva-passa e ameixa, às vezes cerejas desidratadas). Os ésteres por vezes incluem banana ou maçã. Fenóis condimentados e alcoóis mais altos são comuns (podem incluir notas leves de cravo e condimento, apimentadas, lembrando rosas e/ou perfumadas). Qualidades condimentadas podem ser de moderadas a muito baixas. O álcool, se presente, é suave e nunca quente ou solvente. Um pequeno número de exemplares pode incluir baixo aroma de lúpulo nobre, mas lúpulos estão usualmente ausentes. Sem diacetil.
Aparência: coloração âmbar escuro a cobre, com atrativa profundidade avermelhada. Geralmente clara. Espuma grande, densa, cremosa e de longa duração.
Sabor: qualidades similares às do aroma. Média a média-cheia doçura rica, complexa e maltada no paladar, ainda que termine moderadamente seca. Malte complexo, ésteres, álcool e fenóis interagem (sabores de uva-passa são comuns; sabores de frutas secas são bem-vindos; condimentação lembrando cravo é opcional). O balanço é sempre em relação ao malte. Médio-baixo amargor que não persiste até o final. Baixo sabor de lúpulo nobre é opcional e nem sempre presente. Sem diacetil. Não deve ser tão maltada quanto uma Bock e não deve apresentar doçura de malte do tipo Crystal. Sem condimentos.
Paladar: corpo médio-cheio. Média-alta carbonatação, que pode influenciar na percepção do corpo. Baixo aquecimento alcoólico. Suave, nunca quente ou solvente.
Impressão geral: uma Belgian Ale vermelho-escura, moderadamente forte, maltada e complexa.
História: originada nos monastérios da Idade Média e foi revivida em meados do século XIX após a era napoleônica.
Comentários: a maioria dos exemplos comerciais está na faixa de 6,5-7% ABV. Tradicionalmente condicionadas na garrafa (‘refermentadas na garrafa’).
Ingredientes: variedades belgas de levedo adequadas à produção de alcoóis mais altos, ésteres e fenólicos são comumente usadas. A água pode ter baixo a alto teor de sais minerais. Impressão de complexa malha de grãos, embora versões tradicionais sejam tipicamente compostas de malte Pils belga com xarope de açúcar caramelizado ou outros açúcares não-refinados, fornecendo muito de seu caráter. Cervejeiros caseiros podem usar como base maltes Pils belga ou claro, maltes do tipo Munich para dar maltagem, Special B para sabor de uva-passa, CaraVienne ou CaraMunich para sabor de frutas secas e outros grãos de especialidade para dar personalidade. Xarope escuro de açúcar caramelizado ou açúcares para dor e sabores de rum/uva-passa. Lúpulos nobres, ingleses ou Styrian Golding são comumente usados. Condimentos não são tradicionalmente usados, embora seja permitido um uso restrito.
Estatísticas vitais:
IBUs: 15-25 SRM: 10-17 OG: 1.062-1.075 FG: 1.008-1.018 ABV: 6-7.6%
Exemplos comerciais: Westmalle Dubbel, St. Bernardus Pater 6, La Trappe Dubbel, Corsendonk Abbey Brown Ale, Grimbergen Double, Affligem Dubbel, Chimay Premiere (Red), Pater Lieven Bruin, Duinen Dubbel, St. Feuillien Brune, New Belgium Abbey Belgian Style Ale, Stoudts Abbey Double Ale, Russian River Benediction, Flying Fish Dubbel, Lost Abbey Lost and Found Abbey Ale, Allagash Double

Embeleza o espaço de hoje a Chimay Red, exemplar encontrado em lojas especializadas brasileiras e também localizado em http://www.ratebeer.com/beer/chimay-première/51/


Continua amanhã a família Belgian Strong Ale com o subestilo Belgian Triple.
Até lá!

Cheers!

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